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Notas iniciais
Regina colocou Henry pra dormir. Ele estava a salvo, finalmente a rainha podia aquietar seu coração, mas o contrario acontecia. Ela sentia como se algo estivesse faltando. Ela sabia muito bem o que causava essa falta. Depois de ficar tanto tempo junto de Emma se despedir dela aquela noite foi um tormento. “Ela não é sua” se relembrou pela milésima vez.
O sono não vinha, muita coisa tinha acontecido em tão pouco tempo e a mente de Regina ficava vagando por todas as memórias. Ela foi ate o escritório se sentou no sofá observando a lareira, a casa estava completamente silenciosa, mesmo assim os sentimentos da rainha gritavam alto dentro dela.
– Talvez Hook esteja certo. – Disse para si mesma lembrando da conversa que ouviu o pirata ter com Neal, onde dizia que ia se afastar, que queria dar uma chance de Henry ter sua família reunida de volta. Talvez fosse o certo, talvez ela conseguisse ser altruísta como o pirata, talvez Emma deva mesma ficar com Neal. Seria o lógico não seria?
A campainha tocou despertado a rainha de seus devaneios. Ela amarrou o robe que cobria seu pijama e foi ate a porta.
– Oi. – Emma disse com um meio sorriso.
– Emma, o que... faz aqui?
– Sinceramente, eu não sei. Eu sai pra andar um pouco e acabei aqui... eu só... eu não sei, esta tudo bem aqui?
Regina sorriu. – Que desculpa mais esfarrapada, miss Swan. – disse com divertimento.
– É, essa é realmente uma desculpa horrível. E que tal essa? – A xerife disse puxando a rainha e beijando-a de surpresa.
– Essa... – a morena disse ofegante. – é uma desculpa muito melhor. – Regina não sabia onde aquilo ia levar, mas estava entrando no joguinho da xerife facilmente, mas só ate lembrar de todas as outras coisas envolvidas. Emma já se aproximava para beijá-la novamente quando a morena a afastou. – Emma, acho que nós já tivemos essa conversa vezes demais, mas... você não decidiu não é? Eu vi você falando com Neal hoje e...
– Podemos só esquecer tudo isso? – Emma interrompeu. – Só por hoje?
– Por que só por hoje? – Regina disse desconfiada.
– Porque eu não quero esperar... – Emma disse tomando o rosto da rainha entre as mãos. – Estamos em casa, estamos a salvo... e a primeira coisa em que eu pensei quando nos separamos foi que eu queria estar com você. Então podemos só esquecer o resto do mundo e fingir que somos só nos duas?
– Emma, onde você quer chegar com isso? – Regina disse de repende muito cansada de toda aquela situação, ela havia dito para Emma que seria paciente e estava dando o seu melhor.
– Eu só quero ficar com você... – disse fixando seus olhos nos da rainha. – me deixe ficar com você essa noite.
– O problema é que se eu deixar você ficar, talvez eu não consiga mais te deixar ir.
– Não me parece tão ruim a ideia. – Emma sorriu, então tomou a mão da rainha com sua e a levou aos lábios, plantando um beijo delicado, sem nunca desviar seu olhar do dela. – Eu quero fazer amor com você... – disse em um sussurro.
Regina levou um segundo para processar a informação. — Emma... droga... como eu supostamente deveria resistir a isso?
– Você não deveria. – A xerife disse puxando a morena pela cintura.
– Eu não posso... – A voz da rainha vacilava com a proximidade da xerife. – Não assim... eu quero que você seja completamente minha.
– Então, você vai me mandar embora? – Emma disse com um sorriso de “eu te desafio a fazer isso”, enquanto passava a beijar o pescoço da morena. – Vamos... – Ela provocou. – me mande embora.
A resposta que a xerife recebeu foi ser jogada contra a parede, ao tempo que a rainha lhe dava uma beijo avassalador. – Quarto... – Emma murmurou entre um beijo e outro.
– Não... Henry está la encima. Escritório... – As duas foram aos beijos em direção ao escritório de Regina.
No instante em que a porta se fechou atrás delas a xerife desamarrou o robe que cobria a prefeita e o levou ao chão. Ela estava com pressa, mas queria aproveitar cada detalhe daquele momento. A loira parou de beijar a morena e segurou seu rosto entre as mãos. – Eu te amo. – disse com um sorriso e então passou a desabotoar meticulosamente a blusa do pijama da rainha.
A peça foi ao chão, deixando os seios da morena mostra. Emma acariciou gentilmente o rosto de Regina com o dorso de sua mão. O gesto se estendeu, descendo pelo pescoço, passando entre os seios e abdômen da prefeita. – Você é perfeita. – A loira se aproximou plantando um beijo no ombro de Regina e então repetindo o caminho do seu toque anterior agora com os lábios. Beijos lentos, cheios de desejo, que deixaram o corpo inteiro da rainha vibrando em antecipação.
A loira agora estava ajoelhada diante da morena. Logo as ultimas peças que cobriam Regina foram tiradas do caminho. Ela estava completamente exposta, completamente entregue a xerife. Regina pertencia a Emma, ela não tinha mais meios de negar isso. Nada sobre aquilo era lógico e ainda assim fazia mais sentido do qualquer outra coisa. – Emma... – A morena ofegou ao sentir os lábios da salvadora em seu ventre. Ela se recostou contra a parede atrás de si, que provavelmente era única coisa que a mantia de pé agora.
Os lábios da loira foram atentos em cada beijo, em cada toque, em cada provocação. Ela ergueu a perna da morena e deu uma leve mordida na parte interna de sua cocha, o que rendeu um gemido abafado saindo dos lábios de Regina. Emma estava adorando provocá-la, adorando matar o desejo que há muito a consumia.
Os olhos verdes da xerife tomaram um tom mais escuro quando ela encarou a rainha de baixoo para cima, seus lábios pairando ha centímetro do sexo, agora encharcado, da morena. Era como se ela pedisse uma permissão, que logo foi concedida. Os lábios de Emma tomaram o sexo da rainha movidos pelo desejo e pela fome. Regina gemeu e se contorceu levando a mão aos cabelos da loira, quando sentiu a línguas desta a penetrar.
– Em... ma... – A rainha remexia o quadril no ritmo que a xerife a estocava. Os movimentos da loira eram vorazes, como se ela nunca pudesse ter o suficiente. Seus lábios sugavam o clitóris da morena a medida em que seus dedos a invadiam, em estocadas rápidas e intensas. Ela colocou uma das pernas da morena sobre o ombro para ter melhor acesso, e então acelerou o processo, seu desejo não permitia que ela se contivesse mais. Um gemido alto logo indicou que a morena tinha chegado ao orgasmo.
Regina sentiu seu corpo ser privado de toda a força e a sensação de prazer a consumir. Emma logo estava de pé diante dela, segurando firmemente seu corpo contra o dela. A loira tirou alguma mechas de cabelo do rosto da morena e sorriu para ela, e era o sorriso mais lindo que Regina já havia visto em toda sua vida.
As duas se beijaram agora com calma. Lentamente foram em direção ao sofá, ao tempo que a prefeita se livrava das roupas xerife. A morena deitou seu corpo sobre o da loira, sentido cada parte da sua pele em contado com a dela, moldando suas formas as dela.
– Minha rainha. – Emma disse com um sorriso bobo no rosto, enquanto a morena a encarava.
Regia só queria que aquele momento se estendesse para sempre. Ela beijou Emma e deslizou sua mão entre as pernas da loira, penetrando-a. As duas moviam seus corpos de encontro uma a outra, sem nunca deixarem de se beijar. O escritório foi tomando por uma mistura de sons de desejo e sussurros de amor. A xerife não demorou a chegar ao seu ápice. Então a morena deitou ao seu lado deixando que ela se recuperasse.
Regina descansou seu rosto no colo de Emma, ela podia ouvir claramente o coração da loira bater acelerado. Os lábios da morena formaram um leve sorriso, naquele instante ela tinha tudo que sempre desejou. Mas logo o sorriso se desfez pois ela sabia que logo tudo isso poderia acabar. Ela se virou para encarar Emma, que logo a puxou para um beijo apaixonado. A rainha o rompeu e então recostou sua testa contra a da loira. – Você sabe que as coisas ficaram infinitamente mais complicadas agora não sabe?
– Você sabe que eu te amo de verdade não sabe? – Emma disse ignorando a pergunta da rainha.
– Sim. – Regina disse sem hesitar, ela podia sentir que a xerife a amava, podia ver em seus olhos, mas ainda assim naquele momento, amor não parecia o suficiente.
– Eu sempre. Sempre. Vou te amar.
– Por que isso parece uma despedida pra mim?
– Não é uma despedida, eu só...
– Quer dizer isso pro caso de você escolher outra pessoa. – Regina disse não contendo a lagrima que correu o seu rosto. Ela secou a lagrima e então saiu dos braços da loira, levantando e usando robe para cobrir o corpo. – O que Neal te disse ontem?
– Você não quer falar sobre isso agora.
– Eu quero sim, acho que não tem uma hora melhor. – Regina disse alterando a voz. – Acho que já esta na hora de esclarecermos tudo.
Emma respirou fundo, resignada. – Ele quer que eu encontre com ele amanhã. Para conversarmos...
– Você sabe que se for encontrar com ele quer dizer que o escolheu não sabe?
– É só uma conversa.
– Não, não é. Todos sabemos disso. Hook, desistiu para que Neal tivesse essa chance.
– O que? – Emma ficou de pé.
– Hook, ele não quer atrapalhar vocês. Quer dar ao Henry a chance de ter uma família. E era isso que eu ia tentar fazer também, antes de você aparecer na minha porta.
– Você dois são dois idiotas sabia? – Emma disse pra surpresa da rainha. – Neal, ele... foi muito importante pra mim... mas... não é ele. – Emma disse como uma resolução.
– Não? – Regina disse com genuína surpresa. Sempre achou que ela e o pirata estavam em uma competição injusta contra Neal.
– Não. – A voz de Emma carregava um pouco de choque. Como se ela estivesse surpresa com suas próprias palavras.
Regina andou ate a loira. – Em vá pra casa.
– Eu quero ficar com você.
– Era tudo o que eu mais queria também. Mas obviamente você não esta pronta. Você deu um passo hoje, mas ainda falta a parte principal. – Regina sabia que a escolha da xerife estava prestes a ser feita, ela não queria apresar nada, não queria impor nada, queria que a xerife a escolhesse porque era isso que seu coração a mandava fazer.
– Como você consegue não me odiar? – Emma disse deixando os ombros caírem. – Você deveria estar com raiva, que tipo de pessoa fica indecisa assim, sobre algo tão importante?
– Eu não conseguiria te odiar nem se eu me esforçasse muito. Eu te amo, Emma. Provavelmente vou te amar sempre, mesmo depois que tudo isso acabar... seja qual for o caminho que você tomar.
***
Regina chegou apressada. Ela viu Emma e Hook conversando e Neal afastado dos dois. A prefeita sabia muito bem o que tinha acontecido, Emma não tinha ido ao encontro de Neal.
Emma explicou a rainha o que tinha acontecido, a sombra de Pan estava livre e tinha atacado a fada azul.
– Hook, vamos voltar ao barco e pegar a vela. – Neal propôs em uma tentativa de afastar o pirata da xerife.
– Acho que Lady Bell deveria vir conosco. – O pirata propôs.
Emma ergueu a sobrancelha para o pirata. – Vocês dois? – Ela já tinha encontrado os dois saindo da pensão juntos e agora isso.
– Não. – Tinker se apressou em responder.
– Talvez. – Hook provocou. O olhar de ciúmes ficou claro no rosto da xerife. Ela abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas foi interrompida.
– Vamos. – Neal os apressou, parecia só querer desaparecer dali.
Os três saíram. Deixando apenas Emma, Regina, David e Henry.
– Você vai me proteger do Pan não vai mãe? – O garoto disse com o olhar aflito. Regina o abraçou.
– Claro que vou. Eu vou te levar pra um lugar seguro. – A rainha começou a se afastar com o garoto.
– Regina. – Emma a chamou.
– Mantenha o olho nele, ok?
– Eu já disse que vou.
– É só que ele não aprece ele mesmo ultimamente. – Emma disse com preocupação, ela havia notado o comportamento estranho de Henry desde que chegaram a Storybrooke.
Regina sorriu com desdém. – Você esta dizendo isso só porque ele escolheu ficar comigo? Como pode saber se ele parece com ele mesmo ou não, achei que você estivesse muito ocupada tendo crises de ciúmes do pirata. – Regina não suportou a cena que tinha acabado de ver. Saber que Emma tinha sentimentos pelo pirata era uma coisa, mas a ver claramente com ciúmes dele era outra.
– Regina isso não é sobre nós...
– Eu vou cuidar do nosso filho, ok? – Regina a interrompeu. – Faça o que você e o seu namoradinho tem em mente para deter a sombra. – com isso a rainha se virou e deixou a xerife.
***
– Regina! – Emma correu em direção a rainha que estava desmaiada. – Lagrimas logo estava em seu rosto.
Snow se colocou ao lado dela. — Ela está viva.
Gold se abaixou e passou a mão sobre o rosto de Regina. O encantamento logo fez ela despertar. O primeiro rosto que viu a sua frente foi o de Emma, que a ajudou a ficar de pé e explicou que Pan havia trocado de corpo com Henry.
A rainha a encarou incrédula. — E eu cai nessa.
– Nós todos caímos. – Snow a confortou.
– Queria tanto acreditar no que ele dizia que não vi os sinais. Queria tanto acreditar que ele tinha escolhido a mim... que alguém tinha escolhido a mim... – Regina disse com clara tristeza. Aquilo afetou Emma de varias formas, aquelas palavras de alguma forma deixaram claro que Regina nunca esperara ser a escolhida. – Achei que ele ainda precisasse de mim como mãe... – Regina continuou.
– Ainda preciso. – Henry disse e então andou a ate sua mãe e a abraçou. – você é minha mãe também, eu nunca vou escolher entre vocês duas. Porque as duas sempre serão minha escolha.
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