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Notas iniciais
– Acha que ele é estúpido o suficiente para voltar? Você é inútil! – Regina disse com raiva se dirigindo a Neal, que ignorou a rainha e se afastou.
– Ok, já chega. – Emma disse para Regina enquanto lançava um olhar preocupado a Neal que agora andava de um lado pro outro há alguns metros de distancia.
– Não me diga que já chega! Meu filho está morrendo. – A morena disse com lagrimas nos olhos, ver o corpo inerte de Henry a sua frente ara como ver seu único motivo para existir começar a desaparecer.
Emma usou toda a paciência que foi possível, então se ajoelhou ao lado da rainha. – Nosso filho. Eu sei como você se sente... – disse tentando alcançar a mão de Regina que fugiu do seu toque.
– Você não faz ideia de como eu me sinto. Você tem seus pais, você tem... essa pessoa. O pirata que faz tudo por você... você tem tudo, Emma. Você não pode nem imaginar como me sinto... – as palavras da rainha eram cheias de dor, isso estava claro para a xerife. – tudo que eu tenho é o Henry... e eu não vou perdê-lo, porque ele é tudo.
– Você está sendo injusta... – Emma disse deixando escapar uma lagrima. – você tem a mim... eu posso não saber como você se sente, mas eu estou aqui. Estou sentindo o mesmo medo de perder nosso filho que você esta sentindo... – A xerife alcançou a mão da rainha, que dessa vez não fugiu do seu toque. – Então não diga que tudo que tem é Henry, porque nos dois somos um pacote, e você tem nós dois... e não vai perder nenhum de nós. Faça o que tem que ser feito pra trazer nosso filho de volta, eu vou estar ao seu lado.
***
Regina andou furiosa em direção ao garoto que era o braço direito de Pan. – Onde ele está?!
– Se foi. Ele ganhou, não há nada que você possa fazer. Pan nunca falha.
– Você não quer falar? Que tal eu te fazer falar? – Regina ergueu a mão para capturar o coração do garoto.
– Regina, espere. – Emma disse segurando a rainha.
– Não há tempo! – A morena se virou com raiva. – Você me disse pra fazer o que precisava ser feito!
– Mas não assim. Esses garotos já sofreram muito... – Emma disse com o olhar fixo no da rainha, ela sabia que conseguiria fazer a outra ver que existia outro caminho. – então, por favor... – tocou o rosto da morena gentilmente. Ela estava ciente de todos a sua volta, mas ela precisava fazer aquilo, precisava que Regina visse que sempre há outro caminho, um que talvez elas possam trilhar juntas. – me deixe tentar do meu jeito.
Regina colocou a mão sobre a mão da loira que estava em seu rosto e então acenou afirmativamente.
***
– Essa arvore ataca o arrependimento de qualquer um que vem aqui. – Pan disse com divertimento. – E vocês estão cheias de arrependimento. Você, salvadora, abandonou o seu filho. Todo esse arrependimento vai te manter aqui pra sempre.
– Deixe ela em paz! – Mary Margaret gritou.
– E você... – Pan sorriu. – Acho que Emma só seguiu os seus passos não foi? Tanto arrependimento em todas vocês, isso deixa ate as coisas fáceis.
– Você já terminou? – Regina disse com impaciência.
– Ultimas palavras da rainha. – Pan ficou de frente a Regina. – Você é quem deve ter os maiores arrependimentos.
– Regina sorriu com desdém. – É ai que está o seu problema. Eu fiz coisas ruins sim, mas eu não me arrependo delas, porque foram essas coisas que me trouxeram ate aqui e me deram as duas pessoas que eu mais amo. Então, não, eu não me arrependo. – Com isso a rainha se libertou e sem dar tempo a Pan, andou em sua direção e pegou o coração de Henry de volta.
***
– Logo estaremos em casa, meu pequeno príncipe. – Regina disse ao garoto que tinha um olhar cansado. – Descanse, ok? – Disse dando um beijo na testa de Henry que sorriu para a rainha, finalmente se sentindo seguro, como não se sentia há um longo tempo.
Não demorou muito para que o garoto caísse no sono. – Regina o cobriu e se virou em direção a saída só para encontra Emma os observando sentada nas escadas da cabine.
– Há quanto tempo está ai?
– O suficiente. – Emma sorriu e andou em direção a rainha. – Você o conhece bem não é?
– Cada mínimo detalhe. – Regina sorriu de volta.
– Obrigada, por salvar nosso filho...
– Você sabe que não precisa me agradecer por isso.
– Eu sei. – Emma disse alcançando as mãos da morena com as suas. – Posso te fazer uma pergunta?
– Claro.
– Quando estávamos presas na arvore... você disse que não se arrependia de nada que fez, porque isso tinha te dado as duas pessoas que você mais ama...
Regina sorriu e balançou a cabeça. – Claro que você prestou atenção nisso.
– Uma obviamente é o Henry. E a outra?
– Você precisa mesmo que eu responda isso? – Regina disse levando as suas mãos ao rosto da xerife.
– Não preciso, mas eu quero. Você me ama? – Emma fez a pergunta em um sussurro.
Não havia como a rainha negar. — Sim, eu te amo, miss Swan. – Regina respondeu fazendo a loira sorrir pelo uso do “miss Swan” que era tão irritante quando elas se conheceram. – Você e Henry são as pessoas que eu mais amo e... – Regina foi interrompida pelos lábios da xerife colados aos seus em um beijo doce, sôfrego, cheio do mais puro amor.
– Regina... – Emma encontrou o olhar da morena, quando finalmente o beijo se rompeu. Tudo agora tinha se tornado infinitas vezes mais difícil. Regina a amava, a amava de verdade, isso mudava tudo. Como ela poderia dar respostas a seu coração cheio de duvidas e medos? Emma sabia que amava Neal, sabia que Hook de algum modo a tinha a conquistado e agora sabia que amava a rainha, não tinha mais duvida alguma sobre aquilo, alias nunca teve desde a primeira vez que se beijaram. A xerife podia se entregar aquele momento e fingir que tudo estava bem, mas a conversa que teve com Regina antes de partirem para o acampamento de Pan veio a sua mente “Não diga isso, você não está pronta” as palavras da rainha eram como um eco. Regina a amava com todo o seu coração e merecia ser amada de volta da mesma forma. Infelizmente Emma não estava preparada pra isso. – eu não estou pronta... me desculpe... – uma lagrima silenciosa corria pelo seu rosto. Ela esperou uma reação tempestuosa da rainha, que não veio.
Regina secou gentilmente a lagrima da xerife. – Eu sei... eu não estou te pedindo nada, eu disse que você estava livre pra decidir e você está. Eu só não podia continuar negando o quanto eu te amo... – A rainha plantou um leve beijo nos lábios da loira. – eu vou esperar como disse que faria. Vamos pra casa e então você pode pensar...
– Eu te amo! – Emma a interrompeu, deixando toda sua lógica de lado e se deixando levar por seu coração. – Eu sei que não é como você quer que seja, mas eu também te amo... por favor me perdoe por não ser o suficiente agora... – As lagrimas corriam livremente o rosto da xerife. Ela se jogou nos braços da rainha não sabendo mais o que dizer. Como ela podia amar tanto Regina e ainda assim se sentir tão confusa e dividida? Nada fazia sentido.
– Shh... calma, meu amor. – Regina disse acariciando o cabelo da xerife. – vai ficar tudo bem...
– Não, não vai... eu sou uma idiota... eu não quero perder você.
– Você não vai. Eu vou estar com você pra sempre... eu não conseguiria fazer de outra maneira.
– Eu não quero te machucar...
– Eu sabia exatamente onde estava me metendo quando me apaixonei por você. Eu sempre soube que você era boa demais pra mim... que eu teria que lutar muito pra ter você. E você me conhece, Emma, eu não tenho medo de lutar.
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