Idiotas vinculados
7 A Captura a Bandeira
Enquanto caminhávamos para o refeitório, Kyle me explicava com funcionava a captura a bandeira, que na minha opinião não era muito difícil, a dificuldade mesmo seria tirar time inimigo do caminho mesmo, mas eu estava tranquilo, eu não devia, mas eu estava.
Cheguei ao refeitório e Brandon ainda não estava lá, olhei a volta e percebi que ele não estava em lugar algum, mesmo assim jantei minha refeição sem ele mesmo e pedi para Poseidon na hora do sacrifício que me ajudasse nessa captura, mas, nem uma resposta, ele se tornou muito ausente em minha cabeça desde quando cheguei ao acampamento.
Depois do jantar me juntei novamente com o pessoal do chalé 11, Kat me explicou que a atividade acontece na floresta, dentro da areia de proteção do acampamento, que no caso, deve ser enorme. Chegamos à beira da floresta e Quíron já estava escolhendo as equipes.
Os times foram determinados da seguinte maneira, Apolo, Poseidon, Demeter, Hefesto, Iris e Hermes. Contra nós estavam Atena, Ares, Afrodite, Hécate, Nêmeses, Dionísio e Hipnos. Parecia que a sorte não estava a nosso favor com os dois chalés dos deuses relacionados à guerra, Ares e Atena, contra nós. Mas teve um lado bom Pahtricia que parecia muito determinada e animada sorriu pra mim, fiquei muito feliz por ela ser da minha equipe.
Já estávamos discutindo a estratégia e nada de Brandon aparecer, é, parece que vai ser só eu que vai representando Poseidon, mesmo assim quase ninguém notou sua ausência, principalmente Jessie que parecia muito fixada na estratégia e parecendo não gostar nada. A estratégia será envolvia em um time de ataque, um de defesa e um de distração, sendo esse o maior. Um pouco antes de começarmos Kyle dividiu os times.
– Kat, você, Tenny e Mari se infiltrem a frente, vamos ver se dessa vez conseguimos um ataque forte. Henry, você e Jessie ficam comigo e com... – Ele parou per um momento. – Cadê o Brandon?
– Não sei... – Disse mexendo os ombros.
– Então quem vai ajudar a gente a abater os inimigos no caminho? – Perguntou Kyle irritado.
– Posso me oferecer a esse pedido? – Olhei para traz de Kyle e vi que era Pahtricia perguntando.
– Uma filha de Demeter? – Perguntou Kyle indignado. – Pensei em colocar vocês e o restante na distração...
– E é você quem manda na equipe por acaso? – Perguntou ela seria, medo. – Eu não me lembro de ter votado em você.
– Gostei dessa garota – Sussurrou Mari e Kat deu risadinhas. Kyle fechou a cara e disse.
– De qualquer forma precisamos de outro na equipe de abate já que Brandon esta ausente, se você quiser pegar o lugar dele... – Disse Kyle, Paht sorriu. – Só espero que você aguente o tranco.
– Sou mais forte do que você pesa. – Respondeu ela chegando mais perto.
– Então vamos ver. – Disse Kyle enquanto fazia cara feia.
Começamos, éramos da equipe azul contra a equipe vermelha, Tenny, Kat e Mari foram á frente para segurar quem estivesse vindo, eu, Kyle, Jessie e Paht fomos logo atrás pra abater quem viesse por traz. Tudo estava indo muito bem até que, Kyle com uma espada dentada, Jessie com uma lança, Paht com uma espada curta, porém ótima para ela e eu com minha espada-corrente, de repente muitos da equipe vermelha começaram a sair do meio das arvores e começou abater o pessoal da distração, estava dando tudo errado até que Jessie se irritou.
– Grrrrrrrrrr! Kyle! – Gritou ela — Nos mostre onde está a bandeira.
– Ok. – Ele não pensou duas vezes antes de sair correndo em disparada para frente e depois para a direita atacando a esmo. Eu, Jessie e Paht seguimos ele enquanto Tenny, Kat e Mari vinham logo atrás de nos para nos dar proteção.
Derrubamos alguns campistas na correria e outros nos seguiram. Kyle soltou um som como um aviso e derrubamos mais dois campistas que tinham nos alcançado. Viramos a esquerda em umas arvores e mais campistas apareceram, apertamos ainda mais o passo e quando dobramos a esquina seguinte algumas flechas passaram voando por nós acertando os que nos seguiam. Uma faca passou raspando pela minha orelha e acertou a fronte do elmo de um campista que estava a uns três passos de me alcançar.
Nossos perseguidores estavam no chão antes mesmo de ver nossos amigos. Mari aparece de trás de uma arvore próxima, tinha uma aljava presa às costas e uma faca em mãos. Kat e Tenny estavam agachadas mais a frente observando os campistas que guardavam a bandeira numa clareira abaixo de onde estávamos.
Tudo se acalmou por um tempo, de dentro da floresta se ouvia muitos sons de espadas sento cruzadas e gritos de semideuses sendo atacados. Senti algo nos observava, decidi ignorar, pois havia bastante gente ali observando tudo, olhei em volta e vi que Jessie cochichava algo com Kyle então caminhei até ele, de repente ouvi um grito.
– Henry, cuidado! – Era a voz de Paht. Será que ela estava em perigo?
Me virei enquanto desviava de uma flecha escura que passava de raspão em meu tórax rasgando minha camiseta, senti uma coisa muito ruim naquela flecha, um medo, um pavor, desgraça e sofrimento, morte, como se aquela flecha fosse feita do mais puro mal para matar propositalmente a qualquer um.
Olhei na direção de onde a flecha veio e vi um vulto que chamou minha atenção enquanto fugia, pensei em correr atrás, mas Jessie segurou o meu braço.
– Henry não vale a pena, temos que planejar como pegar a bandeira! – Gritou Jessie. Soltei o meu braço com um puxão, e corri. – Henry!
Enquanto corria, podia jurar que ouvir Mari dizer “idiota” enquanto passava por ela, ignorei, porque queria saber quem tentaria me matar. No meio da correria comecei ouvir passos apreçados a minha frente, eu estava perto, e percebi que eu não estava mais na área protegida do acampamento, desconhecia completamente a aquele lugar, o lugar era muito escuro com arvores cheias de cipó e lodo, quase não se via o céu por causa da concentração das arvores.
Quando os passos apresados pararam, diminui minha velocidade. Parei de correr, um pouco ofegante, em uma área muito plana, quase sem arvores, ali se encontrava um lago pequeno cheio de logo e muitas raízes no chão, ainda não se via o céu por causa das folhas das árvores. Será que eu caí em uma armadilha?
De repente ouvi passos saindo de trás de uma arvore, olhei na direção do barulho e o ser, provavelmente o que tentou me matar, estava de capa preta, ele olhou em minha direção e eu não pude acreditar no que eu estava vendo.
– Brandon? – Perguntei indignado. Ele estava com lagrimas nos olhos mais com uma expressão dura. – Como assim...? Você... Atirou a flecha em mim?
– É... Irmãozinho, eu atirei! – A firmou ele seriamente ainda com lagrimas nos olhos.
– Mas por que... Você tentou me matar! – Gritei.
– É...Eu tentei – Disse ele — Você é bem mais rápido do que eu pensei e tem uma namorada muito cuidadosa, se aquela flecha o tivesse acertado você estaria agonizando em dor até agora e morrer.
– O que tinha naquela flecha? – Quando Brandon ia responder outro ser saiu de traz das arvores.
– Uma maldição! – Disse uma voz feminina – Uma maldição criada especialmente por mim.
– Por você? – Perguntei. – E quem seria você? – O ser que também estava de capa preta ficou indignado.
– Eu sou aquela que muitos temem aquela que com um descuido pode causar uma morte dolorosa, sou a pura vingança o equilíbrio entre os mortais e os imortais no universo a...
– Nêmeses? – Perguntei.
– É isso, filho de Poseidon. – Apontou ela com o dedo, depois ele virou o rosto para Brandon – E você, ta esperando o que pra acabar logo com isso, por acaso você esqueceu do nosso acordo?
– Acordo? – Perguntei.
– Um acordo. – Disse Brandon olhando para baixo – Um acordo de que se eu te matar ela deixa minha namorada e minha família viver e também para que você e suas...
– Ai, ai, pare de choramingar, nem sei por que eu escolhi você pra fazer isso. – Gritou Nêmeses – Afinal matar seu irmão seria o mínimo que você poderia fazer por ter deixado meu filho morrer naquele dia que você chegou ao acampamento, pode não parece, mas eu gosto dos meus filhos, ele são a minha essência é a minha cópia mortal – Disse Nêmeses piscando para mim – Mas caso você morra nas mãos do seu irmão minha vingança estará completa da mesma forma, você o matando ou morrendo estarei muito feliz.
Eu matar Brandon? Eu não teria coragem de matar um irmão meu, pensei.
– Há! Tive uma ideia. – riu maleficamente ela – caso seu “irmãozinho” não queira te matar, eu mesmo mato, você e ele também. – Pareceu que ela lia minha mente.
– Eu não pude fazer nada se ele queria matar o minotauro sozinho com uma pedra – Disse Brandon depois de algum tempo. – Ele se sacrificou para salvar a mim e o sátiro.
– Mas você devia ter feito alguma coisa, afinal você é filho de um dos três grandes! – Gritou ela, eu já não estava entendendo mais nada. – Mas não, fugiu como um covarde correu que nem uma garotinha indefesa. — Brandon se calou. – Agora acaba logo com isso! Se não...
Brando secou os olhos, levantou a espada e correu em minha direção, eu desviei do primeiro golpe.
– Brandon? – Ele não ouviu.
Ele começou atacar mais vezes, nossas espadas se chocavam e causavam varias faíscas, eu ficaria só na defesa, mas eu não via outra opção a não ser ataca-lo para fazê-lo parar, a cada golpe ele cochicha algo que eu não conseguia entender. Era golpe atrás de golpe, defesa atrás de defesa, me senti em filme de ação onde uma câmera girava em torno de nós para deixar a cena mais emocionante.
Enquanto um golpeava o outro se ouvia gargalhadas de Nêmeses a nossa volta, Brandon aprecia raivoso de todas as minhas defesas, mas eu não poderia deixar ele me matar, se era isso realmente o que ele queria fazer. No meio da confusão de espadas consegui dar um chute em Brandon afastando ele, ele olhou para mim enquanto segurava a barriga, ainda escorria lagrimas no rosto.
– Brandon? – Ele parecia me ignorar completamente – Vamos com calma, você sabe que pode contar comigo... – Mal terminei a frase e ele correu em minha direção com mais um golpe de espada.
Desta vez ele conseguiu me acertar no ombro, aquilo ardeu muito, parei por um momento segurando meu ferimento e Nêmeses disse:
– É só isso? – Perguntou debochando – Achei que seria mais divertido. Brandon agora!
Brandon veio lentamente em minha direção ainda com os olhos molhados de lagrimas, parecia que ele não queria fazer aquilo, parecia que ele queria se livrar daquele peso nem que valse sua própria vida. Quando ele estava vais perto ele estava cochichando algo, eu não entendia, eu sabia que não era coisa boa, ele parou a minha frente, eu não conseguia me mover, meu braço queimava muito, eu estava perdendo muito sangue, eu pensei em usar a água para me defender, mas a luta fez com que eu me afastasse do pequeno lago.
Brandon parado a minha frente levantou o braço com a espada e então ele cochichou suavemente:
– Me mate, por favor Irmãozinho!
– O que? – Interroguei – Não!
– Então não tenho outra opção... — Disse Brandon.
Ele me deu um chute na barriga, cai no chão gemendo de dor.
– Brandon... – Disse sem ar. – Para! – E no findo se ouvia gargalhadas de Nêmeses, aquilo tava me deixando furioso.
Ele me deu outro chute tão forte quanto o anterior e eu voei alguns centímetros para traz. Outro chute, outro e mais outro, é ele queria me matar de verdade.
Enquanto tentava me levantar tossindo, percebi que já estava cuspindo sangue de tantos chutes na barriga. Brandon já não estava mais chorando e sim com uma expressão raivosa, quando eu não aguentei mais senti uma coisa molhada em minhas mãos, olhei para baixo com as vistas embaçadas e percebi que eu estava do lado do lago, olhei novamente para Brandon e ele piscou para mim, então eu entendi tudo, ele estava atuando, me chutando até chegar ao lago, muito esperto, doloroso, mas esperto.
Então, com uma ultima piscada de Brando me deu mais um chute e esse foi pra valer, me fazendo voar até o centro do lago, doeu muito, mas isso seria mudado por alguns segundos dentro da água.
Quando caí na agua senti uma coisa boa, dores se cessando, cortes e arranhões sendo curados, até minha barriga, que doía muito, voltou quase ao normal, me senti novo de novamente.
Do lado de fora do lago ouvi gargalhadas, era Nêmeses, e vi Brandon se afastar e ir em direção a ela. Brandon foi muito esperto fingindo que estava me matando a chutes para me aproximar do lago.
– Pronto – Era voz de Brandon – Satisfeita?
– Hum, claro – Vi a sombra dela se aproximar do lago, conferindo que eu estava realmente morto – Mas espere...a água... – Quando eu percebi, fiz movimentos com as mãos automaticamente, fazendo com que a água me levantasse, flutuando sobre ela.
Nêmese ficou surpresa, percebi que tinha algumas gotas d’água consideravelmente grandes a minha volta e lancei contra ela. Ela foi atingida per três delas, de maneira que a fez se afastar e se aproximar mais de Brandon e que já estava posta com sua espada.
Brandon a agarrou por trás encostando a espada em sua garganta, mas isso não foi uma boa escolha, Brandon começou a ficar vermelho como pimenta. Nêmese estava sorrindo, apesar de ter uma espada encostada em sua garganta, Brandon não parava de ficar mais vermelho, enquanto rangia os dentes, acho que de dor, levantou seus olhos para mim que ainda estava flutuado e disse:
– Valeu irmãozinho! – Sua voz era agonizante – Salve o mundo por todos nós, beleza? – E então, ele gritou e virou cinzas.
– Brandon, NÃÃÃÃÃO! – Cai no chão em lagrimas, pois tinha acabado de testemunhar a morte de meu irmão. Morreu só por ter tocado na deusa, provando que a vingança pode causar a morte mais dolorosa de todas.
Nêmeses veio até mim, olhei para ela e ela continuava sorrindo, seu pescoço tinha um corte que escorria sangue dourado mas que se fechava rapidamente.
– Seu idiota – Disse ela – achou que poderia me enganar? Eu sou uma deusa, tramando isso causou a morte de seu próprio irmão – eu não conseguia dizer nada por causa do choque – Mas... Mesmo assim a minha vingança foi cumprida e como prometido a namorada e a família dele ficara bem, mas dele... eu não posso dizer a mesma coisa. – Ela olhou para as cinzas de Brandon no chão e as espalhou com um chute e dando gargalhadas. – Eu poderia te matar agora, mas tem um amiguinho meu que esta vindo pra fazer isso por mim.
Quando ela terminou de falar ouvi um rugido.
– Olha só que maravilha, na hora certa – então comecei ouvir alguém chamando meu nome, a deusa olhou na direção da voz e disse — Huum, olha só, então meu amiguinho vai sair daqui de satisfeito com tantos petiscos. Tchau, tchau!
De repente ela virou de costas e começou brilhar, e então percebi que ela estava virando a sua verdadeira forma, algo que Quíron tinha dito ser mortal para qualquer semideus ver, virei meu rosto rapidamente para que não acontecesse o pior comigo.
– Henry, Henry — Era a voz de Jessie e Paht, nuca pensei que ia ficar tão feliz em ouvir suas vozes – Henry, cadê você? Nós ganhamos a Caça à bandeira.
– To aqui! — consegui gritar, muitos passos vieram em minha direção.
– O que aconteceu? – Perguntou Kat
– Nêmeses – Respondi.
– O que? Nêmeses? No acampamento? Não pode ser? – Disse Kyle, olhei a volta e vi que todos estavam ali, Kyle, Kat, Jessie, Paht e até Mari.
Pode sim, até porque, nós estamos fora da área protegida do acampamento. –Falei enquanto Jessie me ajudava a levantar, de repente o rugido novamente. – Temos que sair daqui.
– Mas e Brandon? – Perguntou Mari calma. Olhei para o chão tentando não chorar novamente e apontei para o monte de cinzas, todos ficaram indignados e abaixaram as cabeças como se fosse um reverencia em um minuto de silencio. De repente o chão tremeu.
– Temos que sair daqui e rápido. – Disse desesperado. Começamos a correr, mas não deu tempo as de dentro da floresta escura entre as arvores, saiu um monstro enorme que tinha a aparência de um javali que tinha grandes garras e presas afiadíssimas. Todos pararam escondidos nas arvores. O Javali parecia estar tentando sentir nosso cheiro.
Jessie que estava mais próxima de mim disse:
– Droga, é o Javali de Erimanto. – cochichou ela.
– Javali de que? – perguntei. Ainda cochichando ela respondeu:
– Erimanto, é o monstro que Hercules matou quando no noroeste da Arcádia, porque ele matava todos que cruzassem o seu caminho.
– Ata, entendi. – Tentei dar um passo para o lado, pois o foicinho do javali gigante estava se aproximando de mim, mas pisei em um galho e ele nos achou.
Todos corremos em direção ao acampamento enquanto o javali corria atrás de nós, ele era bem rápido. Quando estava nos aproximamos da parte protegida do acampamento vi que Paht tropeçou em uma raiz na correria, todos pararam e foram socorrê-la.
– Há que ótimo, eu que deveria fazer as pessoas tropeçarem em raízes – Gritou Paht raivosa. Vi Jessie e Kat ficar a nossa frente para nos proteger do Javali, mas de repente Jessie saiu voando, Mari laçava suas facas para tentar distraí-lo.
Olhei para Kyle e ele estava desesperado sem saber o que fazer então ele disse:
– Vou chamar ajuda! – E correu. Ótimo, pensei. Olhei para o pé de Paht e percebi que ela tinha quebrado o pé.
– Você vai ter que ficar aqui enquanto enfrentamos a fera – Disse a ela.
– Não, não eu estou...
– NÃO, você não esta ótima! – ela se calou por percebeu que estava sentindo muita dor.
Me levantei meio desajeitado e olhei para luta a minha frente, Jessie dando golpes furiosos com uma lança dourada, Mari golpeando varias vezes o javali com suas faquinhas negras, Kat estava logo atrás de mim lançando flechas sobre o monstro. Depois de visualizar o que estava acontecendo puxei meu colar e ela virou novamente uma espada, corri em direção ao monstro que se movia bruscamente para tentar se proteger dos golpes, consegui cravar minha espada em sua pata direita, ele rugiu, e pareceu mais raivoso, Jessie atacou, mas não adiantou, pois com um golpe das garras do monstro sua lança partir em três partes.
Ela ficou furiosa e consegui evocar mais duas espadas, lutando agora com espadas duplas. Eu fiquei distraído com a raiva de Jessie o monstro me golpeou com sua presa em minhas costelas onde Brandon quase conseguiu quebrar com aqueles chutes, cai no chão gritando de dor, Mari olhou para mim e viu que a coisa era séria.
– Fica parado ai no chão e tenta ajudar de alguma maneira que você não seja atingido – Gritou ela enquanto lançava suas facas ferozmente.
Decidi obedecer agradecido, olhei em volta e fiquei pensando de que maneira ajudar, então vi a pérola e de como conseguia extrair agua do mar ali, então, com um pouco de concentração consegui lançar laminas de água no javali, olhei para Jessie que dava grandes gritos de guerra com golpes abrindo algumas talhos no javali o que só deixou o javali mais irritado, e por algum motivo ela também. Mari pareceu cansar de jogar facas e ficar sem saber o que fazer, até que ela fechou os olhos e começou fazer gestos com as mãos que parecia que ela estava tentando levantar alguma coisa e então...
O chão tremeu.
Montanhas de terra se levantaram na esquerda e na direita do monstro que o enterrava deixando apenas sua cabeça para fora. Foi impressionante, mas não demorou muito pra que ele começasse a se sacudir para tentar se soltar então Jessie aproveitando a oportunidade com um pulo cravou suas duas espadas sem dó no crânio do monstro que soltou um grande grito agonizante virando pó lentamente enquanto ela caia em pé satisfeita.
Kat que estava super abismada com o que aconteceu me ajudou levantar, elas se afastaram do monstro e viraram para nós, foi então que aconteceu. Na cabeça de Jessie começou brilhar uma luz avermelhada que mostrava a imagem de duas lanças cruzadas, olhei para ela e disse:
– Parabéns, filha de Ares. – Disse sorrindo com muita dor.
– Que Ares? – Perguntou ela, apontei o dedo pra cima da cabeça dela e fechou a cara. Acho que ela disse um palavrão, mas eu estava meio zonzo.
Olhei para Mari e a mesma coisa estava acontecendo, só quem vez de luz vermelha era como se fosse uma luz negra onde se encontrava não duas lanças e sim um elmo negro aterrorizante. Olhei para Mari também um pouco hesitante e disse:
– Parabéns pra você também filha de Hades.
Ela olhou apara mim e disse: “que seja” dando de ombro.
Logo depois que terminei de parabeniza-las ouvi uma voz logo atrás de nós.
– Saúdem as mais novas semideusas reclamadas – disse a vez de Quíron – Jessie Ferraro, filha de Ares e Mari Cattane, Filha de Hades.
Olhei para traz e vi uma multidão com armaduras um pouco distante de nós, eles aplaudiam Jessie e Mari, alguns dos semideuses estavam de cara fechada como se não gostassem da noticia enquanto encaravam Jessie. Outros olhavam um pouco assustados para Mari.
Então quando eu menos esperava Jessie e Mari estava se retirando morrendo de vergonha de tudo aquilo. Alguns dos semideuses ajudaram Paht se levantar para ir até a enfermaria enquanto Kat e Kyle fazia o mesmo comigo.
Estávamos quase saindo completamente da floresta quando ouvimos um grito e os campistas se afastaram. James chegou apressado com um campista em uma maca improvisada.
– É Peter Blackwood, ele foi ferido por uma flecha. Esta muito mal. — James disse ofegante.
Colocaram a maca no chão. Todos do acampamento estavam em silencio enquanto os filhos de Apolo socorriam Peter. A flecha tinha acertado em uma fenda de sua armadura e se enterrado no corpo de forma que só alguns centímetros antes das penas tinha ficado para fora.
– Foi um tiro perfeito. – Jessie comentou.
– Não adianta. Ele não tem mais chances. É tarde de mais para ele. – Mari olhava fixamente para Peter enquanto falava.
Ela tinha os olhos vazios como se tivesse olhando pra ele, mas não enxergando ao mesmo tempo. Quando terminou deu as costas e saiu caminhando lentamente em direção ao acampamento.Olhei para Mari com descrença, como ela podia falar algo tão frio assim? Procurei Jessie em busca de apoio, mas só vi ela analisar Peter com os olhos depois se virar e caminhar atrás de Mari, com os olhos no chão.
Virei os olhos para o outro lado enquanto ouvia os ofegos de Peter se cessar, podia ver os olhares de descrença, perplexidade e ódio dos campistas ao redor sobre as duas, assim como lamúrias, suspiros e choramingos misturados na multidão.
– Que Hades tenha piedade de sua alma, Peter Blackwood, conselheiro chefe de Afrodite. – Quíron disse com a voz embargada.;
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