Idiotas vinculados
8 Treinamento intensivo?
Notas iniciais
Quando a captura a bandeira terminou, e Peter foi morto, Quíron decidiu fazer uma homenagem a Peter que na opinião de muitos foi um bom conselheiro chefe do acampamento e para Brandon depois que eu contei a ele o que houve na floresta.
– Eu sinto muito pelo seu irmão. — Quiron colocou a mão no meu ombro.
– Eu... O senhor sabe alguma coisa sobre isso? – Perguntei ainda sem entender o que realmente tinha acontecido.
– Não. – Quiron franziu a sobrancelha por um momento antes de voltar a falar. – O que quer que Brandon tenha feito, ele fez isso escondido e por conta própria, se ao menos ele tivesse vindo falar comigo... Bom, é tarde agora. – Ele tirou a mão do meu ombro. – Vou me certificar que ele tenha um funeral digno.
Nesse momento o Sr. D que tinha ouvido tudo em silencio virou para mim e disse:
– Vamos deixar essa história entre nós Sr. Clawd, não queremos mais alvoroço não é mesmo?
Não gostei do tom dele, mas decidi ficar quieto. Depois de um pouco de ambrosia decidi procurar Jessie e Mari.
Nós quase não nos falamos muito durante a semana porque eu era de chalé diferente, e agora que elas foram reclamadas vai ser mais difícil ainda. Fui em direção aos chalés e encontrei Jessie na frente do chalé 5, de Ares, ela estava observando o chalé muito séria. Cheguei ao lado dela resolvi observar o chalé também. O chalé era de uma cor vermelho vivo com uma pintura malfeita, como se a cor tivesse sido jogada a esmo com baldes e mãos. O telhado era forrado de arame farpado. Uma cabeça de javali empalhada estava pendurada acima da porta, e seus olhos parecem seguir quem os encara. O número 5 de latão estava pregado na porta.
Depois de ter observado toda a face do chalé virei para Jessie e disse:
– Eaí, guerreira? – Perguntei animado – o que achou do seu novo... É... Lar?
Ela virou para mim e disse:
– Horrível! – afirmou ela seria e voltando a observar o chalé.
– Você vai fica nervosa se eu disser que concordo com você? – Perguntei meio hesitante. Ela deus um sorriso de lado.
– Não. Você acha o que você quiser. – disse ela calmamente.
Uffa! Que bom – pensei.
– É... Hum... Vim chamar você e a Mari para irmos a fogueira fazer a apresentação de Peter aos deuses — disse a espera de uma resposta negativa.
– Há... Vamos! – disse ela — eu só estava tentando conhecer o legar que vou ser atormentada toda noite na hora de dormir.
– Que? Atormentada? Por quê? – perguntei assustado.
– Porque, voce não estava lá, mas eu acabei de derrotar o líder deles na captura a bandeira, o mesmo que queria me dar uma surra antes, só porque eu trombei sem querer nele depois de polir as armaduras. – ela comentou ironicamente. – Eu to ferrada!
– Nossa eu não sabia disso. – disse espantado. — Vamos! – chamei – temos que procurar a Mari, o pessoal já deve ter começado a homenagem.
– Ela foi à procura do chalé dela. – Jessie mostrou apontando com o queixo a direção.
Saímos da frente do chalé Ares de e fomos à procura de Mari.
Depois de ter passados por sete chalés e uma gruta muito estranha, chegamos a uma área que ficava a sombra de uma arvore que tampava do brilho do luar – mas não tinha arvores por perto! Estranho – pensei. De repente fiquei com um pouco de calafrios, como no ônibus indo ao zoo — agora está tudo explicado, eu tive aqueles calafrios no ônibus por ter sentado ao lado de uma filha de Hades, o deus dos mortos, mas... Porque Jessie não sentia o mesmo? Será que Ares tem alguma relação com mortos também? – pensei naquilo tudo em apenas três passos até chegar perto de Mari que estava sentada na área de um chalé muito largo e baixo, com a cor do mármore muito negro e que continha tochas com chamas na cor verde, em cima da porta tinha uma caveira estampada com dois ossos cruzados feito de mármore branco, como o Javali, a caveira também parecia estar nos observando. O chalé parecia ficar invisível na sombra da noite.
Olhei para Mari e ela estava sentada na escadaria de mármore negro – seu rosto estava sendo iluminado pelas chamas verdes das tochas e parecia muito confortável e sorridente — ela estava observando a sua nova adaga e comparando as semelhanças entre o chalé e ela.
Quando ela levantou a cabeça percebeu a nossa chegada logo fechou a cara guardando sua adaga e se levantando.
– Viemos aqui chamar você para ir à fogueira — disse não tão animado, porque eu sabia que ela ainda me odiava por ter feito aquilo com ela no zoo.
– Eu já estava de saída – disse seria.
– Não parecia. – disse Jessie com um sorriso de deboche – você parecia estar namorando o chalé.
– Não! Eu só estava... Estava... Conhecendo – disse ela constrangida.
– Bom, vamos? – perguntei — todo o pessoal já deve estar começando a preparar o corpo de Peter para a homenagem. — Elas assentiram e fomos.
No caminho Jessie comentou o quão constrangida ela vai estar quando for se hospedar no Chalé de Ares depois do que ela fez com o líder deles, Mari disse que ficará sozinha no chalé e na mesa do refeitório porque ela não tinha irmãos no acampamento, mas acho que ela estava feliz por isso. Pelo menos ela não vai ter que aguentar um irmão que fala quando dorme Brandon às vezes irritava sonhando com brigadeiros em copinhos. Pensar em Brandon me deu um nó na garganta, ele tinha se sacrificado ao invés de me matar...
Mari percebeu a minha angustia e perguntou sobre Brandon, eu não queria falar, mas achei que deveria, se eu ficasse com isso só pra mim ficaria louco. Depois que eu contei a história elas ficaram em silencio. Não foi o que eu esperava, mas fiquei mais aliviado de qualquer forma. Como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros, depois pedi a elas que não contassem a ninguém e elas concordaram.
Chegamos quando a fogueira já estava bem alta e os filhos de Apollo já estavam preparando seus instrumentos musicais para começar a cantar em homenageando a Peter, vimos alguns irmãos dele chorando muito na multidão e os filhos de Deméter tentando consolar eles, vi James Horton muito serio olhando para fogueira e cochichando alguma coisa que eu tenho certeza que era – Irmão? Boa ida até o submundo, eu prometo liderar nosso chalé tão bem quanto você. – depois disso ele saiu andando pala escuridão do acampamento.
Alguns semideuses me deram pêsames, acho que a história de Brandon já tinha começado a se espalhar. Depois disso avistamos Kat e Kyle que estava nos chamando até eles para falar alguma coisa. E fomos.
– Onde vocês estavam? – Perguntou Kat preocupada.
– Depois da captura á bandeira fui a procura delas – respondi calmo.
– Quíron veio até nos a procura de vocês três – disse Kyle.
Olhei para todos os lados há procura dele, mas não o achei só via um exercito de semideuses de armadura que estavam muito desanimados, mas depois percebi que o Sr. D estava ao lado da fogueira de cabeça baixa e ouvindo os filhos de Apollo cantarem perfeitamente a canção melancólica.
– Para que ele veio à procura da gente? – perguntou Mari um tanto surpresa.
– Eu também não sei, mas não deve ser coisa boa, porque ele estava muito sério – disse Kat estalando os olhos verdes muito brilhantes.
– Acho melhor vocês se apressarem e ir falar com ele! – exclamou Kyle.
– Mas onde ele esta? – perguntei.
– Ele foi em direção Casa Grande com Bellatriz – indicou Kat com a ponta do dedo – ele disse que caso vocês aparecesse era para dizer a vocês que ele esta esperando vocês lá.
– E ele deixou o Sr. D tomando conta da fogueira e da e da homenagem? – perguntou Jessie num tom de deboche e com um sorriso travesso, Kat balançou a cabeça positivamente – coitados vão ter uma despedida perturbadora. – percebi que Mari estava se contendo para não rir.
– Tudo bem – disse ainda triste eu queria ficar no funeral do meu irmão apesar de tudo.
No caminho em quanto andávamos, perguntei para as duas – Será que Quíron esta achando que foi culpa da gente Peter te morrido? Porque estávamos fora da área protegida do acampamento e tudo mais? – perguntei um pouco desesperado.
– Não sei – disse Jessie mexendo no cabelo – Só sei que acho que estamos ferrados.
– Ai, pra que tanto drama! – disse Mari olhando para frente em quanto caminhávamos.
Chegamos à Casa Grande e percebemos que eles estavam a nossa espera na área da casa, chegamos mais perto ele pediu para nós entrarmos, aceitamos hesitante e demos de cara com a sala de reunião dos conselheiros chefes do acampamento. Virei o rosto para Quíron ainda em pé e perguntei:
– O senhor queria falar conosco Sr. Quíron? – perguntei apavorado. Olhei para Jessie e Mari elas também estavam com cara de espanto, pois o olhar dele dizia muita coisa.
– Sim Sr. Clawd precisamos conversar, sentem-se – enquanto Quíron falava a menina de olhos verdes, que era o oráculo do acampamento ficava nos encarando continuamente — Nós vimos que vocês andam se saindo bem nas atividades do acampamento e... – ele parecia estar escondendo alguma coisa – e nos três combinamos em colocar você em um treinamento intensivo para... para... — ele foi interrompido.
– Sr. Quíron não vamos assusta-los tanto – censurou a oráculo com um sorriso – eles são novos no acampamento e eles sabem que sendo um semideus tem que ter alguns esforços a cumprir.
– Mas porque temos que fazer esse treinamento intensivo? – perguntou Jessie imediatamente.
– Porque nós vemos que as parcas têm grande propósito para vocês no futuro – disse Quíron com muito mistério.
Virei o rosto para Jessie e Mari e vi que elas estavam sem palavras, Mari continuava paralisada com se ela estivesse morrido ainda de olhos abertos, e em pé. Mas eu queria mais explicação.
– Mas não faz sentido Sr. Quíron termos que fazer esse treinamento, estamos há poucos dias aqui no acampamento e a muitos outros semideuses aqui mais qualificados – disse um pouco irritado, Jessie e Mari me olharam com cara de espanto. Quíron olhou para mim e depois olhou para a oráculo com cara de “vou ter que apelar agora!”
– Sr. Henry Clawd – fiquei com medo com o tem de voz calmo dele e seus olhos castanhos que me encaravam ameaçadoramente — Vocês tem que fazer um treinamento intensivo e pronto. É regra de o acampamento obedecer a um diretor quando ele ordena um semideus a cumprir uma tarefa, então não há o que questionar. – ele parecia estar calmamente nervoso. – Bellatriz? Que dia mesmo eles vão começar o treinamento intensivo?
– Na segunda feira depois de grego antigo — disse Bellatriz — muito bondosamente. – O treinamento de vocês vai ser de segunda a sexta todas às vezes depois de grego antigo.
– Então será como as atividades normais do acampamento? – perguntou Mari hesitante – só que mais difíceis?
– Isso Srt. Cattane – respondeu Quíron — depois disso eu acompanharei vocês para as outras atividades de treinamento. Eu mesmo treinarei vocês.
Ótimo! Legal! – pensei ironicamente – tarefas mais difícil? Sou péssimo em arco e flecha no nível mais fácil, imagina no nível avançado.
– Então estamos combinados, segunda feira depois de grego antigo, estarei esperando vocês no treino de arco e flecha. – avisou Quíron – Tudo bem? – ele nos encarou com olhos bondosos e muito ameaçadores.
– Tudo bem! – responderam os três juntos, eu fiquei desanimado por não sabe o porquê desse treinamento, Mari e Jessie pareceram levar numa boa, mas eu não.
Depois que saímos de Casa Grande e nos afastamos para ir de volta à fogueira, Jessie cochichou para mim e Mari – Eu disse que estávamos ferrados! – Eu revirei os olhos e continuei andando. Quando chegamos lá, todos já estavam de retirada muito desanimados, Quíron nos deu um susto aparecendo atrás de nós e chamando Jessie e Mari para ir aos seus novos chalés, Jessie virou para mim e sussurrou:
– Essa noite eu morro!
– Não pode, temos uma droga de treinamento intensivo para fazer – sussurrei de volta, ela revirou os olhos e acompanhou Quíron e eu fui junto até a fogueira.
Pensei em Brandon e em toda a confusão que tinha acontecido e na morte repentina do Peter e se tinham alguma coisa a ver, eu ainda estava um pouco confuso, mas decidi esquecer. Nêmeses tinha dito que a família de Brandon estava a salvo e ele estava morto, não havia nada que eu poderia fazer. Respirei fundo e segui para o vestiário masculino do acampamento para tomar um banho.
Fiquei um tempo acordado ainda pensando o porquê do treinamento intensivo — será que é porque a família do cão infernal que nós matamos soube o tinha matado e Quíron descobriu isso e decidiu nos colocar no treinamento avançado para nos proteger sozinhos? – Fiquei com aquele pensamento na cabeça até pegar no sono.
No meu sonho, eu, Jessie e Mari estavam em uma balsa em mar aberto, elas estavam sentadas, mas eu estava em pé fazendo alguma coisa e percebi que a balsa não tinha remos, aí então me lembrei de quando Brandon me disse como controlar um barco na água, mas até hoje não tinha conseguido, e no sonho eu estava conseguido, me animei, tentei falar com Jessie e Mari, mas parecia que elas não estavam ouvindo, então decidi ignorar e continuei controlar o barco, até que aconteceu.
Um polvo enorme saiu de dentro do oceano e encarou nossa balsa com grandes olhos totalmente negros, puxei meu colar e ele se transformou na espada e a segurei em um braço, Mari e Jessie ficaram em pé e estavam falando alguma coisa, mas eu não conseguia ouvi-las porque as vozes delas estavam sendo abafados, nós três olhamos para o polvo que estava a uns cem metros de distancia da balsa jogando água para todos os lados, de repente ouvi uma voz – Henry? Esta na hora provar há todos que duvidam de você, achando você fraco em batalha, derrotando esse monstro que veio direto do Tártaro para te matar, prove para o Olimpo que você é realmente meu filho, mostrando suas habilidades no território de seu pai que esta te apoiando nessa viagem. – de repente a vós sumiu. O que meu pai quer que eu faça? Que eu derrote esse monstro sozinho? O monstro continuava a nos encarar enfurecido, até que ele começou a nadar em nossa direção muito rápido, eu fiquei sem reação, mas eu queria fazer alguma coisa, até que um tentáculo bateu em nossa balsa fazendo ela quebra e eu acordei.
Acordei no meio da noite e ouvi um barulho de água escorrendo, olhei para o fundo do chalé e vi a pequena fonte jorrar água pelo todo cômodo – será que fui eu que fiz isso em quanto sonhava? Estranho. – pensei. Sentei-me na cama e pensei, vou ter que limpar isso né? Mas como? Não posso sair pegar alguma coisa para limpar se não eu morro então vou tentar controlar a água, que era uma coisa que eu não conseguia fazer a um bom tempo. Fiquei em pé e me concentrei na água, como Brandon tinha me explicado, estendi uma das mãos e foi como se eu estivesse feito aquilo há muito tempo, porque no momento em que eu estendi a mão a água se moveu e guiei ela até a fonte facilmente secando todo o cômodo, a fonte ficou normal sem transbordar e deitei no beliche outra vez, feliz por ter conseguido controlar a água e esperando não sonhar de novo.
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