Identidade celestial

2 A marca de nascença


Notas iniciais
Estou um pouco ocupada hoje, mas me deu uma inspiração absurda. Espero que esteja realmente bom. Um beijo.

P.O.V Autora

No dia seguinte, enquanto comiam o café da manhã, o cozinheiro Chico perguntou:
– E então Tainá, dormiu bem?
– Muito bem, mas meu apelido é Abelha.
Como Abelha havia ficado sob os cuidados da Justiça antes de ir para o orfanato e Carol pediu suas medidas a eles, ela (Abelha) já possuía uniforme escolar e já estava matriculada. Assim, foi para o colégio junto aos outros.
Ao chegarem e se dispersarem pela escola, Abelha saiu correndo misteriosamente.
– Cuidado! — gritou, e empurrou Pata, que estava andando de olhos fechados, prestes a cair de uma escada. Caíram uma em cima da outra.
– Como sabia que eu ia cair? — perguntou Pata, após se recuperar do susto.
– Intuição. Não fique andando de olhos fechados, é perigoso. — mal acabou de dizer isso o sinal tocou. Ambas se levantaram e foram para a sala. Uma pergunta porém, martelava da cabeça de Pata: Como ela viu que eu estava de olhos fechados se estava correndo rápido daquele jeito?
No intervalo, Abelha estava sentada em um banquinho quando Mili chegou e sentou-se com ela.
– Como sabia que a Pata ia cair?
– Tenho um bom sexto sentido.
– Ah.
Até que Mili reparou numa estranha marca no pulso da outra.
– Que marca é essa, Abelha?
– Isso? É uma marquinha de nascença. É o símbolo do Infinito.
De noite, após o jantar, Samuca estava indo até o pátio, mas travou quando viu a menina nova sentada no chão. Tinha pesadas lágrimas nos olhos e olhava para o céu como se falasse com alguém.
– Eu tenho que ficar. Eu sei que aí é minha casa, mas preciso viver como alguém normal!
"Com quem ela está falando?" pensou Samuca.
– Não posso voltar agora, mas algum dia eu vou retornar! Tenha certeza que vou!
Abelha levantou-se e enxugou suas lágrimas. Samuca correu para dentro para que ela não o visse. Abelha subiu para o quarto que por sua sorte, estava vazio. Sentou em sua cama e observou sua marca.
– Por favor, por favor parem! — então pegou uma pequena miniatura de de uma garotinha em sua bolsa e a apertou contra o peito — Eu só quero ser uma pessoa normal! Será que isso é pedir demais?
Ainda era cedo, porém ela vestiu seu pijama e foi dormir. Queria pôr as ideias no lugar e talvez uma boa noite de sono ajudasse.
– Por que sou tão infeliz? — choramingou por fim. Então apagou a luz, deitou e dormiu. Sonhou que estava vestida com um vestido branco e o cabelo solto. Corria desesperada de dois espíritos que a seguiam.

Notas finais
Gostaram? Acho que posto mais um quinta ou sexta.