Icy moon, bloody sun.

11 E - Gotas na prisão


Notas iniciais
É longo e não há tanto de Evey assim, mas a história tem que continuar.

Praticamente o tempo virou. Havia apenas algumas rupturas de céu azul belo lá em cima totalmente obstruído com as nuvens carregadas já ameaçando. Evey mal pôde acreditar que há doze horas ainda se encontrava no chão do esconderijo de Cora e naquele momento ouvia os relâmpagos trovejando e partindo o firmamento enquanto ela caminhava para a calçada na esquina da rua sem saída de sua casa.

Pingos grossos e espessos molhavam os arredores quase sempre empoeirados, logo o chão seria lama e seus coturnos talvez escorregassem. Acordou com hematomas e ralados nos membros superiores.

Evey desconfiava que seu sonambulismo voltasse. Não era tão mal, mas também não tão bom. Indiferente como sempre, tudo igualitário como todos os filósofos e sonhadores sempiternalmente haviam sonhado. E ao contrário do que pensavam, não era nada bem-vinda ou querida aquela falta de preconceito.

As gotas tornaram a retornar a se reter nas nuvens, contudo o céu se mantinha cinzento pipocado aqui e ali com pontos de luz branca da luz que conseguia transpor a camada precipitante.

O vento mexia as folhas das árvores tão levemente durante o momento em que Evey se sentara na guia da rua. Incrível como milhões de bolinhas d’água explodindo e escorrendo ao mesmo tempo faziam barulhos tão carbônicos e orgânicos.

As casas em volta, mesmo bem cuidadas, com seus telhados desgastados pela chuva, na maioria das vezes ácida, em tons negros derretiam com a chuva que caía. Durante a tempestade, nada era estático, e o bom tempo é um ciclone de prosperidade e evaporação.

O cheiro da água se infiltrando na terra vermelha e regando as plantas que tinham suas galhagens oscilantes pelo contato desse líquido. O cabelo bagunçado de Evey, seu rosto marcado pelo cansaço, nada disso importava porque naquele instante ela era um pedaço do ar pairante.

Não fazia tanto frio, tampouco calor. Seu uniforme colava-se a pele suja. Os carros ultrapassando as barreiras de ar ali perto, entretanto, estranhamente, não tantos automóveis assim.

Com os olhos fechados, sentindo os pássaros ao redor piavam escondendo-se do mal tempo, Evey foi intimada a entrar no carro de sua mãe por ela ter chegado zunindo e encharcando a filha com o acúmulo das valetas.

– Obrigada, mãe – disse ironicamente ao sentar-se no banco da frente.

– Ah, meu deus, Evey! Por que está aqui fora na chuva se eu poderia muito bem ir lá dentro da garagem de casa para te buscar? – transferiu a culpa para a filha.

– Ta certo, mãe – sua mãe continuou a observá-la com pena – Continua dirigindo!

O motor acelerou embaixo de seus pés, somente uma camada de metal a separando desta morte letal. Ainda assim ela sentia que não era só ela que morria com o uso daquele aparelho. Por mais microscópica que seja, cada vida conta.

E, apesar disso, a vida decaía mais que tudo lá fora, disfarçada pela paisagem escura e o crepúsculo infindável. Evey retornava a seu estado de se sentir mal, entretanto não devido a sua máscara de consumo, pois não comera nada que lhe fora posto na mesa desde às oito horas da manha quando fora obrigada a acordar para zelar sua permanência de insônia no mundo obscuro de sua mente.

Sua mãe era a culpada, contudo, mesmo assim Evey não conseguia dar-lhe esse título e julgá-la em sua corte mental. A mãe só queria o corpo da filha por perto, como troféu belo e invejável, porém Evey só queria o sono profundo e com esse a plenitude da paz.

Já de manhã, sua mãe lhe xingara por ele não ter organizado o quarto.

“Mas eu sei onde tudo fica” – respondera-lhe lenta.

“Não importa, isso não é apresentável, Evey!”

Como se todos os convidados em nossas casas fossem olhar cada centímetro cúbico de nossos mais ocultos baús e mais discretas dispensas.

Além de tudo, mandara Evey costurar as roupas furadas de ambas e praticar piano, sendo que havia desistido deste instrumento musical dois anos atrás. Quando Evey finalmente pensou em afogar suas mágoas doloridas dentro do pescoço pungente, ao descer da escada, seu pai a interpôs e disse-lhe para não mais deixar o computador ligado durante a noite, pois estava ficando lerdo.

Ela se calou e o obedeceu, embora não houvesse tocado no computador fazia dias.

Cozeu enquanto olhava a chuva cair através da janela de vidro de seu quarto. Um dia sombrio para criaturas sombrias. Picou seu dedo indicador apenas duas vezes no uso da agulha grossa carregando linha fina e frágil preta.

Tão tênue que de longe nem poderia ser avistada, no entanto, assim se formam os tecidos, pelas mãos das moiras cujo olho escolhe o fio apropriado para cada ser e o tece sem fundamento ou expectativa, sem ponto final. A linha não mais se reverte para o começo da peça de roupa, e assim cada um só tem certa parte dos mantos cobertores.

Este fato, ainda assim, não impede seus braços de esquentaram seu peito no frio. E alguém mais poderia completar seu cobertor com o dela, mas estava fora de cogitação fazer alguém deparar-se com sua própria falta de proteção em algum lugar e depois implorar-lhe para servi-lo de proteção.

O lapso da memória e Evey retorna à prisão de sua rotina. Carros sem nervos passam pelas avenidas molhadas, o limpador do para-brisa em seu próprio ritmo dançando para limpar o vidro embaçado.

– Evey, ligue o ar para a mãe enxergar a estrada, por favor – ela espremia os olhos embolsados para ver qualquer coisa no caminho.

O frio preencheu o espaço fechado então o bafo quente contra o para-brisa gelado não era mais presente. Bem, cada qual em seu próprio biorritmo, dançando ao próprio boom boom boom requerido.

Os tons descoloridos daquela manhã acabada eram muito instigantes, mas nos órgãos vazios de Evey até não criavam tanto efeito, ela só queria descer ao mar, subir ao céu. Evey não falava palavra, só observava. Pela primeira vez o cenário combinava com os personagens, Evey respirava a ela mesma, igualmente às árvores tão escassas nas proximidades.

Já em sua sala, ele sentou-se ao fundo, esperando não ser notada.

A primeira a falar com ela foi Kurt assim que entrou na classe.

– E aí? Foi boa a festa ontem? – estava se penalizando por não ter ido, já que Cora a convidara, mas não estava tão liberal quando a sua presença no local e sua mãe, tão superprotetora, não a deixava sair a não ser de sábado, no máximo até à meia-noite.

Evey apoiou a mão no ombro de Kurt entre os cabelos enrolados da amiga baixa e apenas deu de ombros olhando para seu rosto com dó. Era ridículo, Evey não gostava de simpatia e ter pena das pessoas, contudo a amiga a forçava, o universo inteiro conspirava contra ela, injusto.

Seu rosto belo, assemelhando-se com o da Lana Del Rey, a única diferença em questão era seu nariz que não era empinado, apenas. Não atraía tantos amigos por ser introvertida, leal e juizada, e, principalmente não muitos pretendentes por estar um pouco acima do peso para sua estatura baixa.

Evey desejava profundamente que Kurt não visse tudo aquilo em seus olhos e começasse a ficar triste, contudo como seu homônimo, Evey conseguindo ver a alma das pessoas pelas olhos, Kurt registrava que olhá-la bem ali era um perigo: Evey já tornava-se a passar mal.

Suas vísceras reviravam, ela se sentou e pegou um livro no bolso externo da mochila preta, então espantando Kurt, porém, ainda assim, esta se sentou do seu lado. Evey queria pedir desculpas, contudo não queria ter a culpa tirada, pois sabia que era, e não desejava aparentar estar forçando apenas por cordialidade.

Fechou a boca por pouco aberta quase dizendo. Kurt também pegou um livro, entretanto logo um dos colegas fora contatar-lhe como aquele livro era maravilhoso. Jogos Vorazes. Não era mal para Evey, no entanto o último livro era confuso e os fãs exageravam demais.

– Sério! É muito foda. Depois ainda a Katniss vai influenciar um monte de gente dos distritos e aí a guerra... – ele até gemeu com prazer, Evey revirou os olhos ainda na direção de seu próprio livro.

– Parou, parou. Sem spoiler – Kurt o interrompeu – Não vi nem o filme só para ler antes e você fica contando a história toda.

Enquanto isso o resto da sala rugia e corria para lá e para cá idênticos a um jardim de infância. Grupinhos de garotas se cumprimentavam escandalosamente ou fofocavam umas nos ouvidos das outras e depois riam sem descaramento, já os garotos brincavam de arremessar uma bolinha de papel de um lado do aposento para o outro ou discutiam sobre videogames.

– Só estava tentando ser legal – retrucou o garoto à Kurt com um enorme bico no rosto.

Kurt nem respondeu e se virou para ler. Neste momento o professor entrou na sala e toda a euforia calou-se num instante súbito e simultâneo, rapidamente o som das cadeiras sem arrastadas para todos os alunos que estavam de pé se sentarem e os semblantes alegres fechados em faces cabisbaixas.

– Evey, minha querida, — disse Sr. Alberto, educador de biologia – por que tão longe? Além disso, por que não fecha esse livro?

Evey sorriu falsamente e pegou seus materiais nos braços mudando-se para a carteira da frente, mesmo que a da frente estivesse desocupada também.

– Mais pra frente, querida – disse Alberto colocando sua prancheta e cadernos em cima da mesa, acima de todos os alunos, no palco largo da sala.

– Aqui é melhor, assim não converso – tentou ser educada.

– Tudo bem – desconfiado ainda, tornou-se para o resto da sala – Tenho que vistar as tarefas, deixem os cadernos abertos.

Mais uma desculpa em favor dos estudantes falarem, todos ao mesmo tempo, ninguém se ouvindo. Nem a chuva lá fora conseguia se safar, o barulho da conversa, no começo baixo, porém após um levanto significativo, elevando-se como rumores na plateia de um fracassado teatro, tapava o ruído forte da precipitação.

– Mas sem conversa – a voz de Alberto surgiu mais alta que todas rigidamente perante os rostos assustados, depois de já haver passado e visto o trabalho na apostila de metade da classe.

Evey não o fizera e não se importava tanto, a maioria dos hipócritas ali presentes se inclinava sobre os cadernos vazios e escreviam quaisquer respostas entre os espaços em branco e pensavam poder ganhar a vida desta forma.

– Acha que consegue me enganar, não é, Sr. Santos? – analisou a resposta de Pedro bem de perto, o professor.

– Não, Sr. Alves – respondeu Pedro Santos, tremendo. Por cima de seu ombro Evey avistou de longe o caderno dele lotado de garranchos sem nexo esperançosos em derrubar a vigilância brusca do professor.

– Pois bem, então diga-me: qual o nome da enzima coletora de nutrientes da célula?

– Ahn... – alguns dos amigos tentaram lhe passar a resposta, entretanto o professor viu e não gostou.

– Negativo para você e todos os seus amigos – um belo ato de exposição estudantil da parte de Alberto, um homem um tanto jovem para ser tão aristocrata escravista. Ainda com todos os cabelos coloridos, castanhos, e na cabeça, sem rugas faciais e nem um salário tão bom (ou ruim) assim para se achar no direito de exigir tudo aquilo.

– Ah, merda – reclamaram em resmungo, os amigos de Pedro que corespondiam a mais ou menos um quinto da sala.

– E se reclamarem de novo, eu coloco para fora e passo o código de vocês para o diretor – ameaçou Alberto.

Típico. Tanto Evey quanto Kurt quanto um grande parte da sala não estava surpresa com aquela ação, apenas se continham para não serem eles os mandados para fora. Todos tratados como números, sem nome ou identidade, somente um código cardinal de identificação.

Sem rosto, ou talento, só mais um na multidão.

Evey se sufocava cada vez mais com seus pensamentos, e para dá-la um segundo de um alívio nem tão bom, Alberto Alves chegara a sua carteira e se postava de pé ao seu lado, esperando-a abrir o material até a página no quesito.

– Não fez a tarefa? – questionou Alberto.

– Não, Alberto. – respondeu com um sorriso Evey satisfeita.

– Sua nota vai cair, senhorita – com o aposto queria que ela também mostrasse o mesmo tanto de respeito que se encontrava se recusando. – Mesmo tirando dez na prova, você não vai para o céu assim tão fácil.

Todos mudos. Evey deu de ombros enquanto Alberto marcava-lhe em sua lista negra. Poderia muito bem lhe dizer que já havia passado de ano e só vinha ainda para não reprovar por faltas, contudo deveria deixá-lo acreditando no que quisesse.

O segundo sinal bateu longo e irritante pelos corredores da escola, desta forma Cora adentrou o aposento descuidada. Tirou a mochila atrás das costas e lançou-a no alvo da mesa na frente de Evey.

Ela nem notara o professor a olhando com desaprovação, não só por seu cabelo, porém por suas maneiras. Os bótons tilintaram ao encostarem-se à carteira após o arremesso. Alguns de animes, alguns de bandas, coloridos em um pano de jeans descolorido.

– E aí, Eve? – trivializou ela, baixinho.

O educador sobre o palco pigarreou, assim fazendo Cora sentar-se agilmente.

– Ah, perdão – ela disse.

– Não – ele recusou levantando uma sobrancelha e mirando Evey – Entendi como não vai conversar.

Evey só respirou profundamente e assistiu à aula.

Kurt sentava-se um pouco de lado, pendendo para Evey e de vez em quando comentava sobre como o professor Alberto era um muquirana, deste jeito Evey apenas assentindo.

Na verdade, ela estava lá fora na chuva, molhando-se e se levando embora. Cora que acabava por responder as conversas de Kurt.

Conforme os pingos inundavam mais a terra, Evey voltava no tempo em sua memória cada instante mais fresca de um tempo pacato e sádico a favor do zelo do corpo fofo de Evey.

Seus braços gorduchos arrepiando-se ao ouvir um trovão nos telhados e campos de sua escola antiga. A energia elétrica havia sido cortada, logo as crianças foram trancadas para dentro de uma sala gigantesca assemelhando-se com um armazém de teto incrivelmente alto, lotada com apetrechos infantis, tais quais livros com gravuras, brinquedos jogados, cadeirinhas e mesinhas coloridas de plástico e um quadro-negro fixado na parede oposta à porta oscilante e barulhenta que batia com o vento insistente.

O céu cinzento nas janelas tão perto do teto e somente lá, iluminando tão pouco, deixando o resto do quarto num abismo obscuro, tão cinza quanto o firmamento.

Zane magricela e pequenino do outro lado da sala olhando-a com medo. Um sentimento compartilhado por todos ali até as assistentes das professoras sem razão ausentes. Total desacato, ninguém para abraçar os pequeninos que choravam e sofriam por algo que não conheciam e entendiam como aquela tempestade.

Nada mais existia além das nuvens chorosas e o abismo de cimento daquele aposento. Evey de alguma forma se encontrava admirada, talvez uma parte da chuva, talvez uma parte do vento. As folhas que se soltavam das árvores e voavam para dentro dos lugares selados, fingindo ser herméticos, porém tão vulneráveis.

Exatamente igual a sua lembrança, seu presente se organizava. Retornando por o sinal bater novamente representando o final da aula de monarquia cujo objetivo era ensinar biologia, ela deu um pulo na cadeira e soluçou, a atrair a atenção das amigas.

– Evey, o que tem de errado com você? – os murmúrios já deixaram de se suspender quando o professor saiu da sala e Kurt indagou-lhe isto – Eu fiquei te chamando a aula inteira e nada.

– Desculpe, eu estou com muito sono – o que omitia, contudo também transmitia a verdade.

Ela levantou-se e dirigiu-se ao bebedouro na frente da sala, tanto quanto a passagem para os banheiros feminino e masculino, porém a professora de geografia a intercedeu na porta da sala.

– Onde pensa que vai, garota?

Ela desistiu e retomou seu rumo à sua carteira.

Quando finalmente sentou-se, Cora e Kurt discutiam sobre a festa da noite passada:

– Pena que você não pôde ir, foi legal demais – Cora passava-lhe inveja – a maconha do Caffy é na real muito boa, nossa banda começou a se arrumar, a piscina tava bem quente no final da noite, o Tyler tocou piano, e, principalmente, — ela agarrou Evey pela gola da camiseta do uniforme – essa criatura cantou fodasticamente.

– Não sabia que você cantava – comentou Kurt, estupefata. Ainda assim se encontrava bem triste por não poder ter ido, no entanto, se pensar-se bem sua mãe fora sábia, pois conforme Cora dizia “Nós somos os adolescentes que seus pais te avisaram sobre”.

Evey ficava mal, entretanto também não conseguiria prestar atenção totalmente à aula de geografia naquele dia. Seus sensos se encontravam limitados demais pelo sono, fome e a própria gravidade.

Sentia um gancho em sua espinha puxar-lhe para baixo cada vez mais, e ela pendia, no entanto segurava-se nas bordas da mesa e apoiava o corpo no estofo da cadeira que lhe devolvia a pressão que o dava, durante cada segundo.

Mais uma gota de água no oceano, indo fundo até o degrau oceânico abrindo caminhos pela escuridão dos abismos, tanta matéria concentrada que qualquer ser explodiria os miolos estando apenas em seu início. E ela afundava, uma âncora com cauda, poço eterno de corpos perdidos, e ela deveria se diluir, todavia não se diluía, por quê? A pressão a matava de dor e a mantinha viva.

A vida é dor, e uma lágrima doce de sangue num oceano salgado não faria diferença.

Como se lesse seus pensamentos, a professora, lá na frente tentando dar aula entre a gritaria dos alunos cujo conhecimento sobre a matéria era infinitesimalmente limitado, perguntou:

– Qual a altura do mar quando se aproxima do degrau oceânico?

– Duzentos metros, depois tornando a ser mais de quatro mil – Evey levantou sua mão.

– Nossa, ressurgiu dos mortos – admirou-se Kurt.

– Como assim? – questionou Evey, confusa.

– Você tava quase dormindo aí, até com a cabeça pendurada no topo da cadeira e o corpo desmunhecando – interferiu Cora.

Quatro mil metros sobre o mar e apenas uma inspirada de ar para emergir completamente na superfície da crosta terrestre.

A chuva continuava com menos intensidade, entretanto já não poderia atingi-la submergida. A única janela sem proteção contra o sol e a desatenção dos alunos mostrava uma árvore ainda no terreno escolar sofrendo sobre os fenômenos naturais. Gelidamente castigadas eram as flores delicadas adornando galhos finos e escuros.

O sinal para o recreio significava uma coisa e somente isto a Evey: fugir. Por mais que Cora e Kurt ficassem na sua cola o dia inteiro, ela saía correndo assim que tinha chance e esta era uma dessas vezes.

Temendo encontrar alguém no caminho do topo do edifício, como Tyler ou Nicolas habitadores de outras séries, ela encapuzou-se por debaixo de sua blusa preta rasgada e furada e subiu aos pulos as rampas do colégio.

Entretanto rumando ao bloco mais alto dali, ela encontrou o casal mais terrivelmente feliz de todos e teve de deixar-se de lado.

Preferia privar as pessoas de suas palavras pesadas, para poder, primordialmente, protegê-las da pura perdição do purgir por vir, poupá-las de puxarem suas peles por períodos ininterruptos, porém Nicolas prosperava em propiciá-la a proliferar pensamentos próprios por entre prosas, como pérolas, principalmente, porque, Paula posicionava-se em pauta.

Notas finais
Babuínos bobocas balbuciando em bando Babuínos bobocas balbuciando em bando Babuínos bobocas balbuciando em bando... Agora vou para um pouco de postar porque estou sem inspiração e além disso tenho que ler Clube da luta *--* volto mesmo a postar daqui a duas semanas.