Ich Liebe Dich.

20 Cap. 20: Joseph... Saudades.


--- É, Sam, parece que você venceu. –Eu disse olhando ela de cima a baixo. No fundo, eu estava imensamente feliz por fazer ela, minha mãe e todos que me amavam felizes.

--- Peter venceu. –Ela disse, entusiasmada.

--- O que há com você? –Perguntei, atônita.

--- Acho que minha melhor amiga não confia em mim. –Ela disse secamente.

---Oh, meu bebê...– Eu ri, quase sem poder.

--- Ora, que ótimo, me apunhalar pelas costas einh Lottie?! –Ela disse, chateada.

--- Ora, Senhorita Samanta, não percebe que Peter quis brincar com você? – Eu disse.

--- Não achei engraçado. –Ela disse, virando o rosto. –Você deveria confiar mais em mim. Não imagina como é perder minha amizade. Você fica roxa, perde o suco da vida e depois morre amargamente. –Ela agora olhava o teto do quarto de hospital, sonhadora. Diria que um pouco psicótica.

--- Eu confio em você, Sam. Dá pra confiar em mim, e acreditar que estou falando a verdade? –Eu joguei com ela.


--- Não vale, Lottie. –Sam sorriu.

--- Só não entendi uma coisa, por que Angel disse que era irmã de Peter?

--- Peter respondeu a essa pergunta, quando eu a fiz, dizendo que foi para não deixar especulações sobre o passado deles, eles sendo irmãos, ninguém ia se perguntar por que eles andam sempre juntos. –Sam disse.

---Hm... Sabe, eu achei toda essa história interessante. – Eu disse. –Apesar de, até agora não estar cem por cento convicta da cota de realidade em tudo isso.

--- E... quando vão transplantar? – Sam perguntou.

--- Daqui a três dias. – Eu disse não muito a vontade. Ela tocou no assunto que mais me dava aversão de repente. Não sabia que “doentes terminais” podiam se rasgar de ódio.

--- Você nos deixou loucas, Lottie. – Sam disse, se referindo a ela e a minha mãe.

--- Eu sei. Desculpem-me – Eu disse. Apesar de saber que Sam não perdoa fácil.

--- Vou pensar. – Ela riu.

Eu e Sam estávamos rindo e, de repente, a porta se abriu rapidamente. Joe entrou olhando para mim de uma forma tão ternamente sensível...

--- Joe! –Eu disse, entorpecida. –Sorri, amargamente.

--- Charllottie! –Joseph correu de repente e beijou a minha testa.

---Joe...–Eu estava tão feliz que nem me toquei que estava naquela cama praticamente imobilizada. –É... Você, não é, Joe?
Eu olhei para ele, maravilhada. Fiquei fitando-o enquanto ele ficava embaraçando os cabelos de Sam. Eles eram muito amigos.

Mas minha aversão pelas histórias mal contadas de Bridget e pelo sumiço repentino dele ainda não tinha sido apagado.

A impertinência, mal estar, e raiva me tomaram.
--- Joe... Estou feliz por ter voltado. –Disse, secamente.

Eu não iria falar com Joe sobre Bridget até poder encará-los sem doença, de pé, e face a face.

--- Joe, podemos esquiar depois que Lottie melhorar? – Sam perguntou, feliz.

--- Sim, claro. –Joe disse alegremente.

--- Isso aqui sem você ficou tão sem graça. A Lottie e o Peter são uns chatos. Passavam o dia todo falando e nada se divertindo... –Ela disse, emburrada.

--- Ora, cale a boca Sam. – Eu disse.

--- Bom, eu preciso ir, Lottie. –Joe disse. Acho que ele também não queria falar sobre nós

e Bridget naquele momento.

--- Adeus, Joe. –Eu queria dizer; “te amo”, mas acabei por dizer apenas isso. Não consegui, novamente, fazer isso. E talvez nunca conseguisse.

--- Lottie, se decida. Ou ele, ou Peter. –Sam disse, sem preocupações.

--- Eu amo Joe, Sam. Você sabe disto.

--- Não, não sei. Você mudou Lottie. – Sam disse, com certeza.

--- Não. – Embora eu dissesse firmemente que não, eu mesma tinha dúvidas. Não, talvez estivesse apenas ficando doida...

--- E... Peter? Vai deixar ele simplesmente ir embora? – Sam indagou.

--- Não... – Falei firmemente. –Hum, quer dizer, não. Não vou. Vou achá-lo, assim que sair daqui. Não o quero fora da minha vida. Eu o quero perto de mim, mais do que nunca. –Eu disse, olhando a cara de Sam me fitando como se estivesse me analisando.

Como sempre me analisando. Ela adorava fazer com que eu entrasse em contradição. Era sua brincadeira preferida.

Notas finais
Sam é interessante.