Ice and Darkness
39 Strength, Happiness and Immortality
Notas iniciais
— Seu idiota! — Gritei olhando Theo rindo na minha frente. Eu estava todo molhado e Theo estava segurando sua barriga de tanto rir. Outro campista com certeza teria medo antes de fazer algo comigo, mas não o Theo. E isso me dava raiva.
Fiz seus pés se prenderem na sua sombra e ele parou de rir, tentando tirar os pés do chão. Peguei uma bexiga cheia de água que estava no chão e joguei nele, estourando-a no seu rosto. Eu ri e tirei os seus pés da sombra. Quando fiz isso, ele sorriu e correu para o outro lado tentando pegar uma bexiga perdida e atirar em alguém desavisado. Balanceia a cabeça negando, mas sorri com a cena. Olhei para trás e vi Jack com três bexigas d’agua na mão acertando as pessoas pela frente que corriam de um lado para o outro tentando fugir da água. Sorri vendo o sorriso em seu rosto. A bagunça no acampamento tinha acontecido quando os Stoll tentaram fazer uma pegadinha com o Jack quando souberam que ele voltou para o acampamento. A pegadinha foi aceita por muitos. Mas Jack tinha descoberto antes e fez com que a brincadeira contra os Stoll, e todos entraram na brincadeira. A Piper se escondia atrás do Jason para não se molhar, e ficava jogando as bexigas nas pessoas da frente. Jason estava todo ensopado, mas estava rindo como uma criança. No começo, Percy foi acertado algumas vezes, mas como ele não estava se molhando as pessoas começaram a escolher outro alvo. Ele ficou com um pouco de raiva e fez com que começasse a se molhar. Agora ele estava tão molhado quanto Jason.
Depois de um tempo, as bexigas já estavam acabando. Eu vi que Quíron estava vindo de longe. Eu sabia que ele iria colocar todos ali para fazer as tarefas do acampamento como forma de castigo. Corri até Jack, peguei sua e viajei entre as sombras para o meu chalé.
— Por que viajamos para cá? Estava bem legal lá. — Jack perguntou confuso.
— O Quíron estava indo para lá. Nós íamos ficar de castigo com eles.
Ele levantou as sobrancelhas pensando um pouco e disse:
— Então que bom que você nos trouxe então.
Eu ri e ele veio em minha direção e me deu um selinho de leve.
— Eu vou tomar um banho e trocar essa roupa. O Theo me molhou todo, eu não quero ficar doente.
— Tudo bem. — Ele colocou a mão na minha camisa e puxou devagar. — Eu posso ajudar. — Ele sorriu um pouco e eu senti meu rosto esquentar, mas ignorei.
Ele puxou a camisa para cima, estiquei os braços e ele tirou a camisa a jogando no chão. Sorri e ele passou as mãos sobre a lateral do meu corpo, me fazendo arrepiar pelas suas mãos quentes.
— Eu te amo, Nico. — Ele disse com a voz rouca e senti meu coração se acelerar. — Eu te amo tanto. Eu não consigo viver sem você.
Eu coloquei a mão na sua nuca e alisei o local de leve. Ele aproximou a boca no meu pescoço e deu uns selinhos no local. Eu arrepiava a cada toque que ele fazia em mim e ali eu soube que eu tinha que ficar com ele para sempre. Eu sabia que eu também não conseguiria viver sem ele. E dessa vez eu não deixaria o escapar de mim.
— Jack. — Eu o chamei e ele fez um som com a boca, visto que ela estava ocupada. — Jack. — Chamei-o novamente.
Ele levantou o rosto e olhou para mim.
— O que foi?
— Eu quero... Eu quero que você me dê à poção.
— Nico? Eu...
— Eu sei que você ainda a tem. Eu também não vou consegui viver sem você. Eu quero que você me dê.
— Eu acho que...
Eu o jogo na parede e prendo meu antebraço no seu pescoço. Mesmo sendo mais baixo que ele, eu era mais forte, então consegui segura-lo na parede com força. Ele levanta um pouco a cabeça.
— Você não vai se livrar de mim, Jack. Eu não vou deixar você ir embora novamente.
Ele sorriu um pouquinho, ou tentou sorrir, mexeu no bolso do casaco e tirou a garrafinha do bolso. Peguei a garrafa da sua mão e soltei o seu pescoço.
Abri e como na primeira vez o cheiro adocicado invadiu minhas narinas, respirei fundo e virei à garrafa em minha boca. Bebi todo o liquido de dentro. Um gosto de chocolate ficou em minha boca. Eu esperava sentir algo. Fazia alguns dias que eu pensava no que poderia acontecer se eu tomasse. Alguma tontura, ou enjoo, ou desmaio, eu não sabia o que esperar. Mas ali, não acontecia nada, nenhuma sensação estranha, nada. Eu não sabia se a poção ainda funcionava. Fazia seis meses que Jack estava com ela. Não sabia se a poção duraria tanto. Fiquei com uma sensação de medo na hora até que eu senti a mão de Jack segurar a minha e a outra passar pelo meu rosto.
— Sente algo diferente? — Ele perguntou preocupado.
— Não. Será que funcionou? — Eu fiquei curioso e Jack deu de ombros.
“Não se preocupe, filho de Hades.” Escutei uma voz em minha cabeça. “A poção ainda funciona, sim.”
Sorri e Jack devolveu o sorriso para mim.
— Por que você está rindo? — Ele perguntou e eu apenas neguei com a cabeça;
Seu sorriso aumentou e ele disse:
— Eu não acredito que você tomou mesmo.
Balancei os ombros e abaixei a cabeça. Ele segurou meu rosto com o polegar e o levantou devagar.
— Você é maluco, sabia? — Ele disse.
— Um pouquinho.
— E a pessoa mais corajosa que eu conheço.
— Exagero.
Jack sorriu e se inclinou para me beijar. Ele segurou minha cintura e me puxou mais para perto e eu coloquei a mão dentro do seu casaco.
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Nós estávamos na cama, nossas roupas estavam jogadas pelo chalé, eu com a cabeça em seu peito, escutando o seu coração. Ele estava alisando as minhas costas.
— Sabe, quando eu estava fora, eu estava procurando algo que eu pudesse fazer para não pensar apenas em você. Então eu li muitas coisas, e pesquisei outras coisas e, então, descobri um significado para sua tatuagem. — Jack disse alisando a mesma.
— Mesmo? — Perguntei e ele balançou a cabeça afirmando. — Eu não sei o que significa. Foi apenas uma aposta que eu perdi. O que é?
— Três coisas que são e vão fazer parte da sua vida daqui para frente: força, felicidade e imortalidade.
Sorri e deitei em cima dele, roubei-lhe um selinho e consegui dormir em seu colo.
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