Ice and Darkness

26 Quando nós vamos?


Notas iniciais
Espero que gostem :)

— Meu nome é Alabaster Torrington.

— É ele? — Jack perguntou ao meu lado. — Nossa, foi fácil.

Alabaster tinha os cabelos castanhos e algumas pintinhas no rosto, magro e parecia ser frágil e desajeitado. Mas não poderia negar, ele era bonito. Mordi o interior do lábio, eu não fazia ideia do que dizer para ele. Ficaria estranho se eu perguntasse “Ei, temos que ir para o acampamento meio-sangue para que a sua mãe me dê uma poção da imortalidade para eu ficar com meu namorado que por acaso você não consegue vê-lo”? Eu acho que ficaria.

— Olha, a minha casa não é muito longe, se você quiser você pode passar a noite lá. Pelo menos não vai ter perigo de ser atacado no meio da noite. — Ele deu um pequeno sorriso e eu retribuo.

— Eu acho uma boa ideia. — Disse e Jack me da um tapa no braço.

Eu solto um “ai” e Alabaster me olha preocupado.

— O que foi? — Ele perguntou. — Machucou alguma coisa?

— Não, eu apenas torci o pé. Nada demais.

— Precisa de ajuda para andar?

— Não, não precisa.

— Tudo bem. A casa é por aqui, me siga. — Alabaster diz e se vira andando, eu volto correndo pego o arco e transformo em colar de novo e agradecendo por que não tinha quebrado e a espada a colocando no cinto, só então eu sigo. Essa era a oportunidade para convencê-lo ir para o acampamento meio-sangue.

Olho para Jack perguntando “o que foi?” apenas movendo a boca. E ele me olha incrédulo.

— O que foi? O que foi? — Ele pergunta quase gritando. — Você nem conhece ele menino e já está indo para a casa dele. E convenhamos Alabaster é um nome de gente do mal. Você devia dar meia volta e sai correndo quando ainda tem chance.

Olhei para Jack o reprendendo e ele apenas revirou os olhos.

— Se ele tentar alguma coisa com você, eu congelo ele.

Sorri para ele e ele passou os braços pelas minhas costas. Seguimos Alabaster por tempo, ele entrou num beco e andou até que ele parou numa casa 273, que era no final.

Não parecia ser uma casa sofisticada, não era a casa mais bonita do mundo, mas era boa o bastante para acomodar uma família.

Ele entrou na casa e acendeu as luzes, a sala de estar era completamente limpa e arrumada. Tinha uma lareira, mas não estava acesa.

— Quer alguma coisa para beber? — Ele perguntou e eu apenas balancei a cabeça negando. — Tudo bem.

— Você vai me apresentar para ele agora, não vai? Isso é frustrante. — Jack disse e eu tinha que concordar com ele.

— Alabaster... — Eu comecei a falar e ele virou um pouquinho o rosto como um cachorrinho. — Eu sei que vai parecer estranho, mas você já ouviu falar na história de Jack Frost?

Ele me olhou estranho e riu.

— É sério? — Ele riu mais. — Já, já ouvi falar sim. É uma idiotice ela, mas já ouvi.

— Como é que é? — Jack disse estava quase pulando em cima dele. E eu ri.

— Por quê? — Ele perguntou.

— É que... Na verdade... Ele existe.

Ele olhou para mim surpreso e começou a rir.

— E você vai me dizer que ele está nessa sala agora? — Ele perguntou rindo e eu sorri para ele, mas na verdade eu estava com um pouco de raiva.

— Para falar a verdade, sim. — Eu disse e ele parou de rir. Olhei para Jack e ele sorriu para mim. Já tinha uma ideia do que ele faria agora.

Como eu tinha imaginado ele fez uma bola de neve, e jogou bem no rosto de Alabaster. Prendi meu riso olhando a cena, mas não estava dando muito certo.

— Ah meus deuses, eu pensei que fosse apenas uma história. — Ele disse limpando o rosto e olhando para Jack. Que apenas se limitou a sorrir.

— Alabaster. — Eu disse. — Nós estávamos te procurando. E não foi apenas para dizer que o Jack existe. — Me sentei no sofá e ele continuou em pé, olhando para mim.

— O que quer dizer? — Ele perguntou.

— Eu acho melhor você pegar algo para a gente beber.

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— Então vocês querem me levar para o Acampamento meio-sangue? — Ele perguntou.

— Sim.

— Por que a minha mãe pediu?

— Sim.

— Para que ela te ajude em algo?

— Sim.

— Ajudar em que?

— Numa... Numa coisa para mim. — Eu disse.

Eu tinha contado a ele tudo. Quer dizer, quase tudo, menos da poção que sua mãe me daria.

— Eu acho que é melhor eu ficar por aqui. — Ele disse.

— Mas... Por quê? Lá é seguro. — Jack disse, ele tinha se sentado no sofá ao meu lado quando Alabaster foi buscar água para nos bebermos. E ele basicamente me forçou a sentar no seu colo. E aqui estou eu sentado em uma das pernas de Jack com Alabaster sentado ao nosso lado.

— Eu não sei se vocês sabem, mas eu lutei ao lado de Cronos. Não vou dizer que não me orgulho disso. Estava previsto para ele vencer, então eu fiquei do seu lado. Mas eu me arrependo. Eu até convenci que meus irmãos não se juntassem ao lado de Gaia durante a guerra.

— Você nos ajudou na guerra? — Eu perguntei.

— Meio que involuntariamente. Mas eu acho que sim.

— Então não tem porque ter medo de ir para o acampamento. Você ajudou lá, eles não vão fazer nada contra você. Eu já fiz coisas que eu também me arrependo, mas mesmo assim eles me deixaram ficar lá.

— O que você fez foi pior do que ficar do lado de Cronos? — Ele perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Na verdade eu acho que sim. — Eu disse de cabeça baixa.

— O que você fez? — Ele perguntou e eu girei o anel de caveira no meu dedo indicador.

— Eu enganei o herói do olimpo, o levei para o mundo inferior, ficou preso numa cela e quase foi morto. Mas eu me arrependi e o soltei. Mesmo assim, ele não me perdoou. Mas eu ajudei na guerra contra Cronos, então...

— É. Eu acho que foi pior. — Ele disse e eu ri.

— Então, mesmo assim eu ainda estou lá. Você vai? — Eu perguntei esperançoso.

Ele se levantou e ficou andando de um lado para o outro. Ele foi até a cozinha e desapareceu da nossa vista.

— Você acha que ele vai? — Perguntei baixinho para Jack e ele apenas levantou os ombros. Respirei fundo e me apoiei no peito de Jack. Ele mexeu nos meus cabelos um pouco e depois de um tempo Alabaster volta para a sala.

— Posso fazer uma pergunta? — Ele fala e eu aceno que sim. — Vocês dois estão juntos... Tipo, namorados?

— Algum problema? — Jack pergunta.

— Não, eu apenas fiquei curioso.

— Sim. — Eu digo. — Nós estamos juntos.

Todos ficam em silêncio na sala e eu bufo. Levanto-me e fico de frente para Alabaster.

— E então? — Questiono. — Você vem conosco?

Ele abaixa a cabeça num gesto claramente nervoso. Mas depois levanta de novo e sorri.

— Quando nós vamos?

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Alabaster Torrington:

Notas finais
A foto do capítulo é do Dylan O´Brien para quem não sabe ;)