Ice and Darkness
18 Professor?
Notas iniciais
Acordei no outro dia e me sentei na cama sentindo um pouco de dor. Mas ignorei. Sorri quando me lembrei de que tinha ficado a noite toda no chalé com o Jack. O procurei pelo chalé, mas ele não estava lá. Respirei fundo e fui tomar um banho demorado. Quando a água quente entrou em contato com o meu corpo, me arrepiei, mas depois eu me deixei relaxar. Sai do banheiro enrolado numa toalha e outra secando o cabelo. Peguei minhas roupas e vesti. Peguei minha espada e coloquei no cinto para treinar um pouco e sai do chalé. Estava tudo como sempre, semideuses correndo de um lado para o outro, gritaria e risadas. Respirei fundo e continuei andando. Mas parei por um momento quando eu vi o Jack conversando com alguém de longe. Eu não poderia confundir ele com os cabelos e o seu casaco, mas tive que estreitar os olhos para ver quem estava do seu lado. Drew. Filha de Afrodite, a minha menos favorita cria da deusa do amor. Cheguei um pouco mais perto, mas ainda longe o suficiente para que eles não me vissem.
Ela ficava jogando os cabelos negros para trás e empinando um pouco os peitos, o que me fez fazer cara de nojo. Ele não percebia o que ela estava fazendo? Ele é cego? E ainda sorria para ela. Controlei minha vontade de ir lá e arrancar Jack de perto dela. Ela gargalhou de alguma coisa que ele tinha falado e colocou a mão no ombro do meu Jack. Sim, isso soou extremamente possessivo. Mas ele era, mesmo que eu nunca falaria isso em voz alta. Percebi que ele sorriu para ela e falou alguma coisa que eu não pude ouvir. Mas eu pude ver uma rosa feita de gelo em suas mãos e ele entregou para ela.
Ok, agora eu estava com o meu coração apertado. Eu sabia que estava com ele, mas isso não impedia de ficar com ciúmes dele. Respirei fundo e abaixei minha cabeça, quando levantei novamente a vi abraçando ele pelos ombros e ele com as mãos em sua cintura. Balancei a cabeça e sai dali o mais rápido possível tentando esquecer a cena que eu tinha visto. Cheguei à arena, respirei fundo, eu estava nervoso, eu tinha que me acalmar antes de chamar alguém para treinar. Mas eu estava pensando agora se isso realmente era uma boa ideia.
— Oi? — Perguntou alguém atrás de mim. Acho que se fosse o Jason ou o Percy, eu já estava pronto para ser ignorante. Mas não poderia ser com o Theo. Obriguei-me a ficar calmo.
— Oi. — Eu disse sem sorrir.
— Você está bem? — Ele perguntou inclinando um pouco a cabeça.
— Estou. — Sorri e ele sorriu de volta.
— Quer dá uma volta?
— Theo...
— Como um amigo. — Ele me interrompeu. — Qual é. Você nunca deu uma volta com o Jason?
Respirei fundo.
— Claro. Vamos.
Ele sorriu e fomos para a praia. Fiquei um pouco nervoso, mas dessa vez Theo apenas andava ao meu lado com a cabeça baixa.
— Como vão as coisas com o Jack? — Ele olhou para mim.
— Bem. — Respondi sem olha-lo. Pelo menos eu esperava que estivesse tudo bem.
— Tem certeza?
— Não. — Respondi e respirei fundo.
— Quer falar sobre isso? — Ele perguntou e eu apenas balancei a cabeça negando. — Tudo bem.
Andamos mais um pouco e me sentei na areia, ele se sentou ao meu lado.
— Eu tenho uma coisa para você. — Ele disse e tirou uma caixinha de dentro do bolso.
— Por quê? — Perguntei.
Ele olhou para o mar por um instante, mas depois olhou para mim.
— Quando é o seu aniversário? — Ele perguntou e eu fiquei confuso.
— Eu não... — Abaixei a cabeça e olhei para os meus pés. — Eu não sei.
— Então... Vamos fingir que foi ontem. Esse é meu presente de aniversário atrasado. — Ele sorriu e estendeu a caixinha.
— Não precisa disso, Theo. — Eu disse.
— Vamos, pegue. — Ele balançou a caixinha na minha frente e eu hesitei um pouco e peguei. Quando abri, tinha um pequeno colar de ouro com um pingente delicado de um arco.
— É lindo, Theo, mas eu acho que combina mais com você. — Eu disse e ele balançou a cabeça negando.
— Não, combina com você, e ele faz outra coisa. — Ele pegou o colar com a mão e me mostrou o arco de novo. — Está vendo esse botão? — Ele perguntou e eu vi um pequeno botão na parte de cima do arco. Acenei que sim e ele sorriu e apertou. Na hora o colar virou um arco no tamanho normal todo preto. Abri minha boca em choque. Mas ele sorriu.
— Viu, combina com você. — Ele disse sorrindo. Ele pegou o arco e na parte de cima tinha o mesmo botão que tinha quando era apenas um colar, ele apertou e voltou a ser o colar de novo. — Apenas se lembre de tirar quando for transformar em arco.
— Eu não posso aceitar Theo. Eu nem sei atirar arco e flecha.
— Isso eu posso te ensinar, e nem precisa de flecha, é um arco mágico basta você mirar, ele também nunca erra o alvo.
— Tem certeza que quer me dá isso? — Perguntei.
— Claro, vem, deixa eu te ensinar. — Ele se levantou e estendeu a mão para mim. Segurei e ele me puxou. — Agora coloque no arco. — Acenei e apertei um botãozinho. — Escolhe algo no qual mirar.
Olhei para as árvores e vi uma maça pendurada em uma delas.
— Aquela maça. — Eu disse e ele sorriu.
— Pronto, puxe a corda e coloque sua mão na altura de sua boca para mirar perfeitamente. — Ele colocou a mão em minha cintura e me virou um pouco. Arrepiei-me um pouco, mas respirei fundo. — Agora pode soltar. — Ele disse com a voz um pouco perto do meu ouvido. Respirei fundo novamente e soltei o arco e durante a ida apareceu uma fecha no meio da maça fazendo cair da árvore.
Corri para perto e vi uma flecha toda preta que combinava com o arco. Peguei a maça e voltei para o lado de Theo, que estava sorrindo.
— Isso é incrível. — Eu disse e ele pegou a maça da flecha e mordeu. — Obrigado. — Eu disse transformando o arco de novo em colar e colocando no pescoço, foi um pouco difícil colocar de primeira já que o fecho era pequeno demais. Mas eu não pedi para o Theo colocar.
— De nada. — Ele sorriu para mim e eu sorri de volta.
Lembrei-me da festa que a Hazel tinham me chamado para ir. E fiquei tentado a chamar o Theo. Mas achei melhor não, já que o Jack também estaria lá.
— Eu tenho que ir indo. — Eu disse e ele apenas acenou. Virei-me de costas e voltei para o acampamento tocando o pequeno arco do colar.
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