Ice and Darkness
17 Desenhos
Notas iniciais
Continuei abraçado com Hazel, eu sorria em cima de seu ombro, e eu agradecia por ela ter me entendido. Pensar naquilo ainda doía, não podia mentir, mas saber que a Hazel estava do meu lado agora era muito bom. Ela se afastou de mim e eu olhei o seu rosto que ainda tinha lágrimas descendo. Segurei o seu rosto e passei o polegar sobre elas. Ela fechou os olhos e sorriu. Abriu os olhos de novo e sorriu mais abertamente, e eu sorri de volta. Ela se sentou na cama e deu umas batidinhas do lado do colchão.
— Vem cá. — Ela disse e eu ri sentando do lado dela. — Então... Quem é?
— Quem é...? — Perguntei confuso.
— O seu... Namorado. — Ela hesitou um momento para falar namorado. Respirei fundo.
— O Jack. — Sussurrei olhando para a cama com medo de olhar nos seus olhos.
Quando olhei para ela, ela estava sorrindo e eu sorri de volta.
— Ele parece ser legal.
— Ele é.
— E o que mais ele é? — Ela perguntou curiosa. Perguntei a mim mesmo se ela queria saber ou só estaria fazendo isso para me fazer feliz. Mas ela deitou na minha cama e colocou a cabeça sobre os punhos olhando para mim. Sorri e decidi contar.
— Ele é... Fofo. Atencioso. Cuidadoso. Ciumento.
Ela sorriu para mim.
— Você gosta mesmo dele, né?
Sorri e balancei a cabeça dizendo que sim.
— Eu gosto de ver você assim. — Ela disse e se levantou. — Eu tenho que ir agora, vai ter uma festa no acampamento amanha e eu tenho que ajudar lá.
Balancei a cabeça afirmando.
— Você vai, não vai? Você pode chamar o Jack.
— Eu vou tentar.
Ela sorriu para mim e eu me levantei para abraça-la.
— Tchau.
— Tchau. — Respondi e ela saiu.
Deitei na cama sorrindo, eu estava tão feliz, era tudo que eu queria: Hazel está do meu lado, assim como Jack, e todos os meus amigos. Mas meu sorriso se desfez quando me lembrei do Theo. Querendo ou não eu pensava nele, eu sabia o que era aquilo e eu queria fazer algo para que passasse, mas eu sei que não é fácil. Depois de alguns minutos escutei a porta se abrindo e vi Jack entrando.
— Sua irmã me assusta. — Ele disse colocando o cajado de lado da janela.
— O que ela fez? — Perguntei me sentando.
Ele se sentou do meu lado e ficou batendo os dedos na cômoda de lado da minha cama.
— Depois que ela saiu daqui, ela me viu e foi correndo até mim. Eu estava esperando ela me bater, mas ela apenas me abraçou e me agradeceu por te fazer feliz. Eu sorri para ela, mas ela de repente fez uma cara de raiva e falou que eu se eu te magoasse ela iria cortar o meu... — Ele parou de falar e eu gargalhei.
— Desculpe por isso. — Eu disse rindo.
— Não ri. Isso é sério.
Mas eu continuei rindo. Ele bufou e abriu a gaveta da cômoda e ficou mexendo lá dentro.
— O que é isso? — Ele perguntou segurando meu caderno de desenho. Eu parei de ri e pulei em cima dele para tentar pegar, mas ele esticou o braço para mais longe.
— Me dá isso. — Eu disse e fiquei batendo nele, mas ele não abaixava o braço.
— O que é? — Ele perguntou.
Eu bufei e sentei do seu lado cruzando os braços.
— São apenas desenhos.
— Então eu posso ver se são apenas desenhos. — Ele disse abaixando o braço e eu tentei novamente pegar, mas ele segurou mais longe.
— Não, você não pode ver. — Eu disse.
Mas ele apenas sorriu e voou ficando “sentado” no ar, com as pernas cruzadas. Tentei pular até ele, mas ficava muito alto. Bufei e me deitei na cama colocando minha cabeça no travesseiro tentando esconder minha vergonha. Olhei para ele pelo canto do olho e vi que ele já estava vendo os desenhos. Senti meu rosto esquentar e novamente escondi meu rosto no travesseiro. Não que tivesse algo demais nos desenhos, pelo menos no começo não tinha, quando eu apenas sonhava com ele, costumava desenhar como eu o via pela janela. Mas depois de um tempo enquanto Jack dormia, eu nos desenhava. Como quando ele dormia me abraçando, ou quando nós tivemos nossa primeira vez e outras coisas... E aquilo não era para ninguém ver, era pessoal. Olhei para ele pelo canto do olho de novo e vi que ele estava corado, mas estava sorrindo. Ele se abaixou e percebi uma elevação na sua calça.
— Seus desenhos são incríveis. — Não respondi nada e continuei com a cabeça baixa. Estava morrendo de vergonha de olhar nos seus olhos. — Ei. — Ele tocou minhas costas e me virei para olha-lo.
Ele ainda sorria e se abaixou para me beijar. Puxei sua nunca para aprofundar o beijo e ele engatinhou para cima de mim. Quando o ar faltou, percebi que ele estava sentado nos meus quadris. Corei um pouco e ele se abaixou até mim e levou sua boca de encontro com a minha. Beijou-me de leve, segurou meu queixo com a sua mão e aprofundou o beijo, calmamente nos separamos apenas porque o ar tinha nos faltado.
Jack levantou de leve a barra da minha blusa e colocou por dentro da mesma, passou a mão pelo meu peito e abdômen, depois de explorar aquela parte do meu corpo, levou sua a mão até o meu mamilo esquerdo e apertou e beliscou-o levemente, me fazendo soltar um gemido quase inaudível.
— Você se excita com uma coisa tão simples.
— N-Não diga coisa as-assim... — Falei, com toda certeza de que eu estava completamente corado.
— Tudo bem. — Ao ter dito isso, Jack não pensou duas vezes ao tirar a minha blusa e levar a sua boca ao meu mamilo direito, mordiscando e lambendo enquanto continuava mexendo no esquerdo.
Continuou com isso por alguns poucos minutos, até que eu levantei seu rosto com as mãos. O beijei já entorpecido pelo prazer que ele me proporcionara, e sussurrei no seu ouvido:
—Não quer ir mais além do que isso? Você sabe que pode... — E, por mais incrível que isso pareça, eu não corei. Digo, eu não estava me olhando, mas tenho convicção de que, nesse momento, eu não tive vergonha nenhuma.
Jack voltou a me beijar, desceu os beijos pelo meu pescoço e tórax, peito, abdômen, até que chegou à barra da minha calça. Passou a mão e apertou meu membro por cima da peça.
— Temos que cuidar de você antes de mim? — O garoto perguntou num tom sensual.
— Não sei... Faça como quiser. — Respondi.
— Então, eu quero faze uma coisa. Não vai ser como nos desenhos, mas acho que não tem problema. — Jack não esperou por uma resposta minha. Tirou minha calça, junto com a cueca e viu minha ereção “pular” para fora. Depositou leves beijos ao redor e pelo interior das minhas pernas, mas sequer tocou no meu pênis.
— Jack... Por favor, eu...
— Eu posso fazer como eu quiser, esqueceu? — O garoto interrompeu-me e esticou sua mão dois dedos. — Deixe-os bem lubrificados.
Não relutei ao segurar sua mão com as minhas e colocar seus dedos em minha boca. Lambi e chupei com vontade, como ele dissera. Quando julguei ser o suficiente, tirei de minha boca e vi a expressão surpresa do rosto de Jack. Não perguntei nada e ele também não quis falar.
Senti seu dedo do meio pressionar minha entrada e senti um leve desconforto. Ele fez movimentos, lentamente, de vai e vem, até que eu me acostumasse. Após perceber que eu já estava acostumado com um de seus dedos, senti-o pressionar mais um contra minha entrada e dessa vez, o incomodo foi menor. Ele continuou com os movimentos até que inseriu um terceiro dedo. Tirou-os depois de algum tempo.
— Está pronto?
— Acho que... Sim. — Disse e, tenho que admitir, estava relutante quanto a minha resposta. Jack se ajoelhou entre as minhas pernas e tirou sua camisa e suas calças tão rapidamente que nem percebi quando o fez. Vi apenas suas roupas serem jogadas em um canto qualquer do quarto. Ele ainda com o rosto na altura da minha ereção, só que quase nu.
Ajoelhei-me rapidamente e tirei a sua cueca. Sem ao menos pensar duas vezes me curvei e lambi a extensão de sua ereção e a pus na boca rapidamente, arrancando um gemido abafado de Jack. O senti pôr as mãos em minha cabeça e força-la a continuar com o vai-e-vem, mais profundamente.
Passamos alguns minutos assim, até que ele soltou minha cabeça e levantou-a, me beijando, sem se importar onde minha boca estava há segundos atrás.
— Eu quero fazer... — Jack pediu com uma voz fanha e manhosa.
— Como quiser. — Respondi com convicção e fiquei de quatro na cama, surpreendendo até a mim mesmo, talvez eu quisesse aquilo até mais que ele.
Jack não pensou duas vezes ao beijar minhas nádegas e meu ânus e, por mais que eu tente negar, era uma sensação... Não-tão-ruim, por assim dizer.
Depois de lambuzar minha entrada com sua saliva, Jack afastou seu rosto e passou seu pênis por entre as minhas nádegas, até que senti-lo fazer força para adentrar naquele local e, assim que foi feito, senti uma dor inimaginável. Dor semelhante a que eu senti na primeira vez, só que com menos intensidade.
Jack colocou todo o seu pênis dentro de mim e ficou parado. Nada mais que sua obrigação, visto a dor que eu sentira, mas percebi que ele estava fazendo o possível, todo o seu corpo tremia levemente, querendo mover-se.
Quando me senti razoavelmente bem, movi meu quadril lentamente de encontro com Jack e ele entendeu que já poderia começar a se mover, e foi feito. O garoto já se movia lentamente e a dor de antes, se esvaia lentamente, dando lugar a um prazer já conhecido, mas não menos deleitoso.
Não demorou muito para a intensidade e força das estocadas aumentarem nesse momento Jack estocava fortemente e eu apenas conseguia gemer em puro deleite, visto que toda a dor dera lugar a prazer.
— M-Mais forte... — Entre os gemidos, eu implorava por mais contato, mais força, mais intensidade...
Jack nada respondeu, mas entendeu o meu recado, foi o mais forte que conseguia e estava conseguindo me levar até onde nunca imaginei que chegaria.
Senti-o atingir um ponto específico, gemi mais alto e arqueei as costas para trás.
— Então... Eu achei?
Ao terminar de dizer a frase, senti o garoto incontáveis vezes o mesmo local, me dando prazer inimaginável. Meu membro implorava por atenção e, como se estivesse lendo meus pensamentos, Jack começou a masturbar-me rapidamente, no ritmo de suas estocadas, não demorou muito para encontrarmos nosso ritmo certo.
— Nico, eu...
— Eu sei, eu também vou...
Ambos fomos interrompidos ao sentirmos o orgasmo vir ao mesmo tempo. Meu abdômen e peito estavam sujos, assim como senti meu interior ser preenchido pelo sêmen de Jack, que desabara sobre mim, e deitara ao meu lado, tirando seu pênis de mim, ele mexia nos meus cabelos com a expressão meio longe e marejada, virei-me e beijei-o calmamente, como se nada mais importasse, como se fôssemos apenas nós dois no mundo, e era assim que ele fazia eu me sentir.
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