Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Nós saímos da água, vestimos as roupas e sentamos na areia. Parecia que todo frio que eu não sentia antes estava sentindo agora. Meus dentes batiam um no outro. Jack percebeu que eu estava tremendo e como mais cedo, ele sentou atrás de mim, me puxou mais para perto dele fazendo com que eu encostasse ao seu peito e passou os braços pela minha cintura.

— É melhor nós voltarmos, não acha? Se você ficar aqui, pode ficar doente. — Jack disse com voz preocupada.

— Mas está tão bom. — Ele riu e beijou de leve em baixo da minha orelha.

— Está ótimo.

Ficamos olhando para a lua por um tempo, eu pensava em tudo que tinha passado comigo. Como era estranho pensar que a não muito tempo atrás eu achava que estava apaixonado pelo Percy e de repente um menino de uma lenda aparece na janela do meu chalé me fazendo se apaixonar por ele, e quando eu conto a minha irmã que estou namorando ela enlouquece e agora estou na praia, sim, numa praia, com o Jack.

Eu espirrei e o Jack falou:

— Viu, você vai ficar doente aqui. Vamos voltar.

Resmunguei alguma coisa e me levantei, ele se levantou depois de mim. Eu fui à frente, fingindo que eu estava com raiva, mas ele segurou minha cintura e colocou a cabeça no meu ombro me fazendo andar com ele. Não tinha mais ninguém no acampamento o que me fez ficar um pouco preocupado com medo de alguma harpia aparecer, até porque eu estava sem a minha espada. Chegamos ao meu chalé e eu peguei uma calça moletom e fui tomar um banho. A água quente me fez arrepiar porque eu estava gelado. Mas depois de um tempo eu relaxei. Terminei de me arrumar e voltei para o quarto onde Jack esperava sentando na cama que eu saísse do banheiro. Ele sorriu para mim e eu me deitei na cama escutando a água do chuveiro sendo aberta. Estava quase dormindo quando senti Jack deitar do meu lado. Virei-me para olha-lo e ele estava sorrindo para mim. Aproximei-me mais dele e encostei minha cabeça no seu peito e o abracei e eu pude perceber um sorriso no seu rosto mesmo sem ver.

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Acordei o outro dia eu ainda estava abraçado com o Jack, mas estava fazendo o seu peito de travesseiro. Olhei para ele e vi que ele já estava acordado olhando para mim.

— Você fica lindo dormindo. — Ele disse e eu abaixei a cabeça corando.

— Não devia me ver quando eu estou dormindo.

— E eu vou fazer oque, se você dorme em cima de mim?

Ri e me levantei, fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal e voltei para o quarto. Jack ainda estava deitado na cama, dormindo de novo. Ri, coloquei uma roupa comum, peguei minha espada e sai do chalé silenciosamente. Eu não quis comer porque eu odeio comer de manha. Fui direto para a arena que estava vazia. Fiquei parado um pouco e escutei alguém atrás de mim.

— Nico.

— Oi Jason.

— O que está fazendo?

— Esperando alguém para treinar.

— Eu posso? — Ele perguntou e eu ri.

— Quer mesmo, Bela Adormecida?

— Com certeza, Gasparzinho.

Ri e ele pegou a moeda do seu bolso e a transformou numa espada. Enquanto a minha espada parecia sugar toda a luz a dele era dourada. Ele atacou primeiro, e eu defendi. Na verdade o Jason era melhor que o Percy, mas eu nunca diria isso a ele. Eu tentava usar o meu tamanho para ganhar vantagem já eu sou menor que ele. A minha melhor vantagem era deixa-lo se cansar, já que ele também era mais forte. Depois de um tempo eu já estava todo suado e cansado enquanto o Jason parecia que nem se cansava. Em um movimento rápido, eu fui para o chão e ele me imobilizou colocando a espada na minha garganta. Olhei para ele e ele tinha um sorriso no rosto.

— Ganhei.

— Percebi. — Eu disse e ele se levantou e estendeu a mão para mim.

Peguei a sua mão, mas de vez de levantar eu o joguei no chão e fui para cima dele e coloquei a espada na sua garganta.

— Não vale. — Ele disse. Eu ri e levantei.

— Você não falou nada no começo. — Eu disse e ele riu. Levantou-se sozinho e sua respiração estava acelerada.

— Hoje você roubou.

— Eu? — Perguntei sarcástico. — Não, eu apenas usei a sua distração ao meu favor.

Ri e ele sorriu de volta. Mas eu me lembrei da Hazel e meu sorriso morreu. Respirei fundo.

— Eu vou voltar para o meu chalé. — Disse e me virei para ir embora, mas Jason segurou o meu braço.

— Aconteceu alguma coisa? — Ele perguntou e eu fiquei calado. — O Jack fez alguma coisa?

— Não. Não foi o Jack, pelo contrário.

— O que foi então?

Respirei fundo.

— A Hazel.

— O que foi?

— Eu contei a ela que era... — Hesitei. — Você sabe.

— Gay. — Ele disse naturalmente. E eu balancei a cabeça afirmando.

— E ela não aceitou muito bem.

— A Hazel? — Ele perguntou um pouco surpreso. E eu assenti. — Eu sinto muito, Nico.

— Eu também. — Eu disse e fui de volta para o meu chalé, onde não tinha ninguém.

Tomei um banho para tirar o suor do corpo. Enrolei-me na toalha e sai do banheiro dando de cara com Jack... E Hazel.

— Olha quem eu encontrei Nico. Ela estava te procurando. — Jack disse sorrindo. A concha tocou para o almoço e eu respirei fundo. Aquele silêncio já estava constrangedor.

— Vamos almoçar? — Hazel perguntou.

— Vão à frente. Eu vou trocar de roupa. — Eu disse e Hazel assentiu e saiu primeiro.

Depois que ela saiu, Jack veio até mim e me beijou.

— Vai dar tudo certo. — Ele disse e saiu o chalé.

Respirei fundo e troquei de roupa, fui para o refeitório onde eu achei Hazel sentada na mesa de Hades, com Jack a sua frente. Peguei minha comida e fui para a mesa e sentei ao lado de Jack. Jason olhou para mim preocupado, mas eu apenas abaixei a cabeça e comecei a comer. Não olhei para Hazel em nenhum momento. Quando acabei, levantei rapidamente e voltei para o meu chalé. Depois de alguns minutos, escutei a porta se abrindo e vi Hazel entrando.

— Precisamos conversar. — Ela disse.

— Pode falar. — Eu disse friamente olhando nos seus olhos.

— Nico, eu... Eu sinto muito. Eu não devia ter dito nada daquilo. Quando eu fui embora daqui e voltei para o acampamento Júpiter, eu já tinha me arrependido de ter falado aquilo tudo. — Ela tinha lágrimas nos olhos. — Eu falei com o Frank, e ele me disse que era normal hoje em dia. Eu fui uma idiota, Nico. Depois de tudo que você fez por mim. Você me tirou do mundo inferior, fez de tudo para que eu ficasse bem e quando eu precisava fazer algo para você, eu apenas fui uma enorme idiota. Eu sinto muito, Nico. Você é minha única família. E eu amo você, nada mais importa. Você é meu irmão e eu só tenho que agradecer a tudo que você me fez. — Ela já estava soluçando de tanto chorar. — Por favor, Nico, me perdoa? Eu preciso de você. Será que você consegue me perdoar?

Olhei para ela, sentia meus olhos se enxerem de lágrimas, fui até ela e a abracei.

— Obrigada. — Ela disse.

— Eu que agradeço. — Eu disse sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto.

— Eu te amo, Nico. Eu apenas preciso me acostumar um pouco com isso. — Ela riu e eu ri junto.

— Eu também te amo. — Disse e continuei abraçado com ela.

Notas finais
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