Ice and Darkness

8 Chuva e Promessa


Notas iniciais
Espero que gostem :)

Jack ficou paralisado, me soltei rapidamente dele.

— Desculpe. Eu não devia ter feito isso. Eu... Não sei o porquê eu... — Eu fui impedido de terminar por que ele jogou o cajado no chão e puxou minha nuca e me beijou novamente.

Segurei sua nuca para aprofundar o beijo e ele puxou minha cintura, pedi passagem com a língua e ele cedeu. Ficamos assim, não lembro por quantos minutos ou horas se passaram, sua pele era tão fria quanto eu imaginava, quando o ar começou a faltar nos separamos. Ainda fiquei alguns segundos de olhos fechados, e quando eu abri Jack olhava para mim com os lábios entre abertos, um pouco vermelhos.

— Uall. — Ele disse um pouco ofegante e eu sorri. Nós ainda não tínhamos nos soltado. Então ele me puxou novamente. Agora era uma disputa de quem controlaria o beijo. Ele começou a me puxar para trás e ele caiu na cama, comigo por cima dele.

Coloquei os joelhos de cada lado de seu quadril, e me curvei para beija-lo novamente, ele segurou minha cintura por dentro da camisa e eu me arrepiei com o toque. Soltei-me para respirar e mordi o lóbulo da sua orelha o que fez gemer baixinho. Desci para seu pescoço e continuei a dar pequenos beijos que o fazia arrepiar. Eu não sabia o porquê estava fazendo isso. Eu sabia que fazia pouco tempo que eu o conhecia, mas aquele menino despertava algo em mim que eu não sabia o que era. Parecia que eu tinha necessidade dele. Continuei a dar pequenos selinhos no seu pescoço, eu sentia que ele e eu estávamos muito quentes. Mas parei o que estava fazendo quando escutei alguém batendo na porta.

— Nico? Você está ai? É o Will.

Fiquei com vontade de bater em Will por ter interrompido, Jack bufou quando ouviu o nome dele e eu ri. Sai de cima dele e fui abri a porta. Olhei para trás e vi que Jack se levantava para pegar o seu cajado. Abri a porta e vi Will com uma expressão preocupada.

— Está tudo bem? Você sumiu depois que o... — Ele parou por um momento para se lembrar de algo. — Jack beijou aquela menina. Eu fiquei preocupado.

— Está tudo bem, Will. Eu estou bem.

Ele curvou as pontas dos lábios para cima, fazendo um sorriso.

— Era ele? — Will perguntou, lembrei-me de Jack dentro do quarto, sai e fechei a porta para falar. — O que foi?

— Ele está ai dentro.

— Ah. — Will disse. — Então...?

— Sim... É... É ele.

— EU SABIA. — Ele gritou.

— Fala mais alto, acho que o pessoal brincando não escutou.

— Desculpa. — Ele sussurrou. — E você falou com ele?

Balancei a cabeça afirmando.

— E?

— E oque? — Perguntei.

— O que ele falou?

— Nada.

— Ele não falou nada? — Will perguntou incrédulo. — Deixa que eu vou falar com ele. — Will disse quase abrindo a porta do meu chalé, mas eu o empurrei.

— Eu não quis dizer isso, Will.

— Você acabou de dizer que ele não falou nada.

— Eu não quis dizer isso. Ele não... — Respirei fundo. — Precisou falar nada.

— Vocês se beijaram? — Ele perguntou. E eu corei fortemente. E ele sorriu. — Desculpa atrapalhar então. Eu vou voltar. Sim... Eu posso falar para a Clara?

— Não.

— Mas ela já sabe que você gosta de alguém. Eu só ia dizer que era o Jack, e é bem capaz dela fazer aquela menina que beijou o Jack pagar por aquilo.

Dei um pequeno sorriso.

— Tudo bem. — Disse, eu não queria mais que ninguém soubesse, porque a Piper já sabia então era bem provável que o Jason também e agora o Will e a Clara. Ele sorriu para mim e saiu e vi o Jason vindo em minha direção.

— Oi Jason.

— Não precisa explicar nada, a Piper já me contou tudo.

— O que? — Perguntei sem entender.

— Eu sei que você gosta do Jack, você precisa contar para ele.

— Jason...

— Nada de “Jason” você precisa falar para ele.

— Eu já falei. — Disse, mas ele nem percebeu e continuou falando.

— Você vai sofrer mais se não contar, você precisa... Espera oque?

Ri da cara dele.

— Você já contou?

— Sim.

Jason sorriu para mim.

— E o que ele disse?

— Jason, eu realmente não quero falar disse de novo.

— De novo? — Ele perguntou confuso. — Ah, o Will. — Ele falou um pouco decepcionado.

— Tudo bem, a gente...

— A gente se beijou, satisfeito? — Jack falou atrás de mim, me deixando completamente corado, assim como o Jason. Jason sorriu e chegou perto de mim.

Ele me abraçou e sussurrou “boa sorte”, me soltou e se virou para Jack.

— Cuide bem dele.

— Eu sei me cuidar. — Disse e Jason sorriu e saiu andando.

— O que aquele Will queria?

— Saber se eu estava bem. Ele viu você com aquela menina.

— Me desculpe por aquilo. — Ele disse cabisbaixo.

— Tudo bem. — Eu disse e ele sorriu para mim, olhou de um lado para o outro e me abraçou, encostando seus lábios no meu. —Aqui não.

Ele me soltou e ficou olhando para mim, seus olhos pareciam ver a minha alma, tão profundo, sua pele tão branca quase pedindo para ser marcada. Um sorriso que quase não saia dos lábios. Ele me olhava com uma expressão tão fofa que parecia um boneco.

— Onde você estava durante todo esse tempo? — Ele perguntou olhando nos meus olhos.

— Primeiro eu estava na Itália, mas depois fui para o Cassino Lotus, e depois eu vim para cá. — Eu ironizei.

Ele riu, até que eu senti pequenas gotas d’água no meu rosto. Olhei para cima e vi que estava chovendo, o Jack estava debaixo do telhado.

— Acho que o Quíron quer limpa aquela bagunça que você fez lá em baixo. — Disse.

A chuva aumentou e fui para debaixo do telhado, mas o meu cabelo já estava molhado, assim como as minhas roupas.

— É melhor entrarmos, você vai ficar doente.

Assenti e voltei para dentro do meu chalé, até que ouvi o trovão e apertei o braço de Jack. Ele me olhou preocupado eu apenas soltei o braço dele. Peguei apenas as roupas para trocar à molhada e me troquei no banheiro. Voltei apenas com uma camiseta grande que ficava no meio das coxas, Jack me olhou eu corei e me deitei na cama ligeiro me enrolado no lençol. Teve outro trovão e eu estremeci.

— Nico, você tem medo de trovão?

Apenas fiquei calado e me encolhi um pouco. Ele se levantou da cama e veio para a minha e se deitou ao meu lado e colocou sua mão em minhas costas. Escutei outro trovão e me agarrei nele o apertando. Eu me sentia seguro ao seu lado.

— Por quê? Porque tem medo?

— Minha mãe. — Eu disse com lágrimas nos olhos. — Ela morreu por causa de um raio. — Sussurrei baixinho sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto molhando o casaco de Jack. Virei-me de costas para ele, e ele abraçou minha cintura, senti sua respiração gelada na minha nuca.

— Eu estou aqui. Tudo bem? Estou aqui, eu prometo.

Ele disse, e eu respirei fundo, outro trovão soou, mas antes de eu tremer ele me abraçou com mais força, me fazendo sentir seguro. Eu não sei por que, eu sabia que o que ele tinha prometido era verdade.

Notas finais
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