Notas iniciais
Nome do cap: hum... é... boa pergunta. A tradução mais literal seria: doce você.
YO YO! E eu quero carne. Churrasco *---*! Sério, estou quase delirando com isso já. u.u""" Se alguém morar em Brasília e quiser me trazer um pedaço de carne estou aceitando.
Cap passado teve gente falando que a Sam estava muito insconstante. Não é. Isso foi ela sendo mulher. (Sou mulher e admito que somos assim). Não acredita nisso? Bem pergunte ao seu namorado, pai, irmão...
Enfim, vamos falar desse cap. Infelizmente eu não consegui colocar tudo que eu tinha prometido nesse cap porque, como sempre, tava ficando grande demais.
Aproveitem o cap.

Sam acordou. Sua mente a avisou que algo estava errado. Aquele vento não deveria estar entrando da janela e ela também não estava em cima do tapete do quarto do hotel. Tentou se mexer e percebeu que as mãos e pés estavam amarrados.

Abriu os olhos. Não enxergou nada: estava vendada.

Pensou no que poderia ter acontecido para ela parar ali. Logo agora que estava começando a acreditar que algo poderia dar certo na sua vida... Não era hora de se lamentar: deveria fazer algo para resolver aquilo.

Mas como iria fazer isso se sequer sabia onde estava? Tentou ouvir algo: só escutou o barulho de passos e de ondas batendo. Ela não estava sozinha então. Um cheiro de frutas entrou na sua narina. Estava em alguma espécie de pomar?

–Onde estou? – ela resolveu arriscar

–Num lugar que você nunca veio antes. – ela já tinha escutado a voz antes... mas não se lembrava de onde.

Enquanto tentava achar de quem era a voz, ela sentou-se desajeitadamente.

–Freddie? – ela perguntou — É você? — Não houve resposta – Bem, ao menos posso saber o que você pretende fazer comigo?

–Apenas te raptar. – ela sentiu que o homem se aproximou dela. Metade de seu corpo ficou com medo, a outra metade pensava em como sair daquela situação o mais rapidamente possível – Nem pense nisso. Não tem como escapar de mim.

Aquela voz. Aquele jeito de falar... Ela sabia que era Freddie tentando enganá-la. Mas também sabia que tinha a possibilidade de estar errada, então uma grande parte de si ainda estava com medo.

–Não tem graça, Freddie, me solta. – ela reclamou com medo, o homem a ignorou novamente e se aproximou mais dela. Quando ela sentiu o cheiro dele, se acalmou totalmente. Mesmo que ele não usasse perfume, ainda dava para saber que era Freddie. Sam sorriu e voltou a falar seu tom agora era de raiva – Freddie, me solta agora. Eu sei que é você.

O homem se aproximou ainda mais dela e a beijou fazendo Sam ter certeza que realmente era Freddie.

–Como você me descobriu? – ele perguntou

–Você não é tão bom assim... – foi o que ela disse – Agora me solta.

–Não – ela abriu a boca pra reclamar, mas ele não deixou – Eu pensei que se eu raptasse você, eu poderia apagar as memórias que você tem... Então você vai ficar assim por um tempo.

–Não é muito legal ficar amarrada, nerd. Me solta.

–Sam. – Freddie suspirou — Coopere, por favor. Eu realmente estou tentando fazer você trocar de memórias e colocar essa no lugar das que você tinha. – ela sentiu ele se aproximar dela e beijar sua bochecha – Por favor, eu realmente não quero que você fique com uma péssima ideia sempre de ser raptada. – ele suspirou vendo que ela parecia cada vez mais contra a ideia – Vamos fazer um acordo? Eu solto você, mas não pode tirar a venda.

–Porque não, nerd? — ela perguntou irritada

–Por favor... Isso tudo é sobre confiança. Então por favor, confie em mim. – ela percebeu que ele implorou. – Pode ser?

Mas era claro que ela confiava nele e ele não precisava fazer aquilo pra ela mostrar... Ela se lembrou de quando teve medo que ele fizesse algo com ela. Deu uma risadinha. Freddie tinha preparado tudo isso por que ele queria... Ele estava se saindo bem safado, mas de qualquer forma ele tinha razão. Sam não confiava nele o suficiente então...

Ela suspirou resignada antes de assentir. Minutos depois ela sentiu os braços e pernas livres. Sua mão coçou para tirar a venda dos olhos, mas resolveu que fazer isso iria deixar Freddie irritado.

– Onde a gente está? -ela tateou o ar a procura do menino até que o achou. – Deixa eu pelo menos ficar no seu colo. – ela puxou a camisa dele – Não é muito legal ficar sem ver nada.

O menino pareceu se ajeitar e logo ela o sentiu a colocar em seu colo.

–Numa praia privativa que não é a do hotel. Carl está por perto fazendo a nossa segurança. – Sam assentiu. – Fique tranquila, eu não vou deixar nada acontecer com você, ok?

–Eu só não entendi o porquê dessa maldita idéia de me raptar enquanto eu estou dormindo.

–Minha mãe contou que você foi raptada uma vez... Pensei que se eu fizesse isso eu tiraria a impressão que acordar num lugar que você não conhece é sempre ruim. – ela não viu, mas apostava que ele estava sorrindo docemente – Eu quero que você saiba que, independente de onde e como acordar, se eu tiver ao seu lado, sempre vai ser bom.

Sam corou e riu. Aquilo era bizarramente fofo. Ele planejara tudo sozinho?

–Eu vou deixar passar dessa vez, nerd. – ela apontou o dedo pra onde vinha a voz – Mas não espere que eu não arranque sua cabeça se isso tiver uma próxima vez. – ela conseguiu escutar a risada do moreno e sentiu o corpo dele tremer abaixo de si – Continue rindo e não vai ser sua cabeça que eu vou arrancar. – ela ameaçou.

Quando foi mesmo que ela tinha ficado tão molenga?

–Ok... Abra a boca – ele pediu calmo – Você ainda é a Sam e eu tenho que te alimentar.

Sam decidiu que obedeceria ao garoto, logo ela sentiu um gosto desconhecido. Doce, bem doce, mas desconhecido.

–O que é isso? – ela perguntou mastigando o que quer que fosse – Eu não conheço isso.

–É uma fruta chama caqui. – ele perguntou tão perto que ela conseguia sentir a respiração dele em sua bochecha — Gostoso?

–Sim, eu nunca tinha comido. Mais – ela abriu a boca

–É, eu sei que você não gosta muito de comer fruta, então eu estou te mostrando que tem umas bem gostosas. – ele colocou outro pedaço na boca da loira.

–Você tem que deixar de ser tão certinho, noob. Fica comendo só fruta... – ela parou de falar e abriu a boca pedindo mais.

–E você de ser tão reclamona – ele disse colocando outro pedaço de fruta na boca dela. A textura era diferente e o gosto também apesar de manter o gosto doce – O que você acha desse aí?

–Gostoso, mas o outro era melhor. Como é o nome dessa fruta?

–Mamão. – ela escutou a risada dele e sorriu – E essa aqui, você gosta? – ela abriu a boca para ele colocar mais uma fruta. – E aí?

–Me deixa sentir o sabor primeiro – ela reclamou. — Boa também... A melhor até agora.

–Isso é manga. –Ela engoliu e abriu a boca novamente – Achei que odiasse manga.

–Eu achava que odiava, a que eu tinha comido antes tinha um gosto bem diferente. Essa é gostosa – ela manteve a boca aberta esperando pelo pedaço que não veio – Cadê?

–Hum... Não sei se eu vou te dar... Eu estou te alimentando, mas não ganhei nada em troca... – Sam virou o corpo de forma que ela ficava com uma perna de cada lado dele, como não sabia onde estava a boca dele, ela deu um selinho em qualquer lugar próximo a respiração do rapaz. – Essa é minha bochecha, Sam.

–Não é minha culpa – ela roçava os lábios em direção a boca do rapaz até que a encontrou – Eu estou sem ver nada. E isso é culpa sua...

Ela o beijou e ele correspondeu. Mas o fato de estar vendada pareceu ligar alguma coisa dentro dela. Passou as mãos pelas costas dele, a arranhando enquanto mordiscava levemente o lábio inferior dele. As mãos de Freddie puxavam o quadril da loira mais pra si, para tirar qualquer distância que houvesse entre os dois. Não demorou muito para que ela sentisse os efeitos que causava no rapaz.

Sam sentia cada vez mais que apenas aquilo não era o suficiente, então decidiu que o melhor naquele momento era aumentar a intimidade. Foi por isso que ela rebolou em cima dele. Ele pareceu ficar mais animado com a idéia que ela o queria e começou a mover as mãos pela perna da garota, puxando a blusa dela mais pra cima.

Ela deu um sorrisinho quando sentiu as mãos de Freddie em sua bunda, a apertando. Aquilo parecia bom e certo na mente da loira. Ela começou a percorrer uma de suas mãos pela barriga do moreno até chegar ao cós elástico da calça dele e colocar a mão lá dentro.

Mas isso pareceu ter um efeito contrario ao que ela queria, porque ele pareceu tomar um choque e a empurrou pelo braço para longe dele.

– Acho que já está bom de pagamento – ele precisou pigarrear algumas vezes para se controlar. – Ainda quer a fruta?

–Não. — Sam voltou a se aproximar dele e com uma voz roucamente sexy continuou a falar – Eu quero você. – Ela sentiu ele se arrepiar embaixo de si e sorriu. Não parecia muito difícil seduzir Freddie.

–Sam, por favor – pediu Freddie e ela sabia que ele estava se afastando dela de propósito – Eu já disse que meu corpo aceita que você não ta preparada para nada, mas não me provoque, eu com certeza não vou conseguir parar.

–Isso quer dizer que é ou tudo ou nada? – ela perguntou – Você não quer o meio termo?

–Claro que eu quero, mas eu não vou aguentar só ficar nisso. – ele confidenciou baixinho. – Vovó te contou da lenda e...

Lá vinha aquela história de novo! Ela gostava de Freddie, sim, mas isso não significava que ela teria aquele tipo de relação com o garoto.

–Hum... Eu quero outro pedaço então... – ela se arrumou no colo dele ficando mais longe do quadril do rapaz.

Eles passaram mais algum tempo ali experimentando as frutas. Até que ela se lembrou que tinham combinado com Gibby de fazerem o vídeo do desafio naquela manhã.

–Vixe! – Freddie se levantou tão rápido que Sam caiu de seu colo – Já são quase oito! E ainda temos que buscar a Carly! – ele se lembrou.

–Posso tirar a venda? –ela perguntou e logo sentiu que ele tirou a venda de seu rosto.

Só então viu o local. Era lindo. Quase não tinha areia porque a mata ficava muito próxima ao mar e não parecia ter civilização perto, mesmo que no mar estivesse um barquinho. Ela estava em uma espécie de toalha em cima da pouca areia que tinha no local. Ao seu lado tinha alguns pratos quadrados de isopor com pedaços de frutas coloridas e uma caixa de palitos de dente. Olhou a sua volta. Não havia ninguém perto.

Sorriu maliciosamente.

–Carl está onde? – Sam perguntou enquanto se levantava para olhar melhor o lugar

–No barco ou deve estar nadando... – disse Freddie olhando ao redor– Ele queria dar uma volta de barco e achou que aqui era bem tranquilo.

–Então... – ela se aproximou dele, andando de forma sexy – estamos sozinhos, certo? – o garoto assentiu – Que tal se a gente aproveitasse um pouco... Depois a gente busca a Carly e o vídeo não é tão importante assim...

–Sam... Eu não estou te entendendo – Freddie suspirou cansado – você diz que não é pra eu me aproximar de você, que não quer ver meu lado... safado... E agora vem me seduzir?

Sam suspirou entendendo o que ele queria dizer. Mas o que falaria pra ele?

–Desculpe. Eu não sei o que está acontecendo. Eu quero você. – ela foi sincera – Quero muito você, cada pedaço da sua pele, cada pedaço do seu corpo... Eu quero pegar tudo pra mim e nunca mais devolver. – suspirou – Mas eu também tenho medo...

–Eu nunca faria nada que você não quisesse. –ele se defendeu, sério.

–Não é disso que eu tenho medo. –Ela sorriu triste– Eu sei que você nunca faria nada que eu não quisesse, apesar de você perder a consciência fácil...

–Eu não perco a consciência fácil

–Não? E ontem? – ela perguntou com a sobrancelha erguida – Você não parecia muito consciente quando a gente... ahn... tava no banheiro.

–Eu estava completamente consciente. – ele pareceu se frear

–Bem, não pareceu. – eles ficaram em um silêncio constrangedor.

–De que você tem medo então? – ele perguntou

–De você não me querer – ela sussurrou baixinho. Ele gargalhou alto – Não ria. Eu não sou tão bonita e...

–Sam, eu já te vi nua sei lá eu quantas vezes... – Ele riu mais um pouco – isso soa bem ridículo pra mim. Eu sei que não é pra você isso não é ridículo e tudo mais, mas pra mim? Isso soa como uma mentira deslavada – ele riu

–Você não entendeu bem. Eu sei que você me deseja sexualmente, mas tenho medo de que depois... Você me largue, me abandone...

Freddie sorriu doce pra menina.

–Se você soubesse tudo que eu passei pra poder convencer minha mãe, o John, a vovó e o Gibby... iria saber que eu realmente nunca vou te abandonar

–Não pode ter sido muito...

–Não? Você conhece o Gibby por acaso? – ele perguntou com os olhos arregalados se lembrando da época – Não vem ao caso. – ele suspirou e abraçou a garota – Eu sei que você é insegura eu também sou: por mais que eu tenha tido... vários encontros antes, nada chegou perto do que eu sinto por você. Nem física e muito menos emocionalmente...

–Pelo menos você teve vários encontros. – ela riu – estamos ruins, ein. Dois inexperientes... – ela separou-se dele e sorriu se espreguiçando – Mas a gente pode ir com calma, certo. Eu prometo que não vou mais ficar com medo bobo e você também não força nada.

Freddie abriu um sorriso que ela pensou que fosse rasgar sua bochecha.

–Eu acho que a gente sempre chega a isso... – ele riu de algo que ela não soube – eu nunca pude forçar você a nada e você sempre acaba tendo que ceder algo.

–Equilíbrio – ela disse sorrindo para ele – é isso que Carly diz para um relacionamento saudável. – ela deu uma risadinha – Quem diria que um dia eu seria raptada pelo meu namorado, ia gostar e ainda por cima conversaria tão tranquilamente sobre sexo com ele.

–Quem diria que um dia eu conseguiria você a menina mais sexy do mundo pra ser minha namorada? – ele sorriu galante – O resto eu já esperava. – ele suspirou e escondeu o rosto na curva do pescoço dela – Eu tive medo de não te conseguir, sabia? Às vezes você parecia tão distante...

–Distante? Tem noção do tanto de indireta que eu te mandei? Eu praticamente faltei pular na sua frente abanando os braços e gritando “olha pra mim”.

–Sério? – ele riu da garota – Tinha vezes que eu entendia, mas outras... Aquela vez do papel debaixo do meu travesseiro foi a primeira vez que eu entendi. – ele deu um selinho nela – Foi a coisa mais legal que você já fez pra mim. – ele riu um pouquinho – Mas eu quase saio pulando também, principalmente quando você começou a sair com aquele garoto que eu não lembro o nome.

–O Andre? – ela perguntou – Foi pra fazer ciúmes... ele gostava da Carly e eu de você. Nunca sequer cheguei a beijá-lo... – Freddie gargalhou

–Ah, então naquela época você admite que já gostava de mim. –ela assentiu

–Eu gosto de você desde... eu não sei... Mas eu resolvi que nunca aceitaria isso quando você veio com aquele papo de chamar a garota certa de amor no mês passado. – ele riu

–Eu tava falando de você... Naquela vez, na vez que a gente conversou sobre a virgindade... Eu estava sempre falando de você... Isso me lembra que eu já te pedi em casamento e você não respondeu.

Sam se assustou.

–Quando me pediu em casamento? Eu não lembro disso!

–Eu perguntei se você queria casar no mesmo dia que eu... – ele riu da expressão da menina – Ah, você respondeu que a gente vai casar numa tarde de outono...

Ela se separou dele ficando a uma distância de um passo do menino e cruzou os braços, chateada com o assunto. Ela nem tinha dezesseis e ele estava falando em casar!

–Temos que ir buscar a Carly e eu ainda estou com um blusão. – Ela pigarreou ainda desconfortável fazendo o garoto rir mais ainda – Como a gente volta pro hotel?

–De barco – Freddie levantou a mão e logo o barco veio em direção a eles. – Me ajude a arrumar tudo.

Eles arrumaram as coisas que Freddie tinha trazido enquanto o barco se aproximava. Eles se molharam até a cintura até chegar onde o barco estava.

–Desculpa a demora, Carl – disse Freddie para o rapaz negro dentro do barco.

–Peraí, você é o Carl? –perguntou a loira confusa fazendo os dois rirem – Você não era diferente ontem?

–Eu avisei que ele nunca foi visto com o mesmo rosto duas vezes

–Nossa... Você é bom, já te falaram isso? –Sam teve uma idéia e sorriu – É rápido que você troca de rosto? Nós poderíamos fazer um vídeo pro ICarly com isso! Fãs adoram bizarrices... – ela riu da idéia – Esquece, eu sei que você não pode...

–É, eu não posso – ele disse com uma voz totalmente diferente da que tinha dito no dia anterior –, mas se pudesse eu adoraria fazer parte do programa de vocês. – ele sorriu pra garota – Assisto a todos os programas. Eu sou completamente a favor de Seddie. – ele adquiriu a mesma expressão sonhadora do dia anterior. – Eu sempre soube que os dois dariam super certos. Vocês ficavam tentando chamar a atenção um do outro o tempo todo. Era engraçado.

Ela riu meio envergonhada.

– Até nosso guarda costa percebia e a gente não – reclamou Freddie com um sorriso brincalhão em seus lábios.

O caminho durou cerca de cinco minutos e Sam fez questão de não prestar atenção em nada além da paisagem. Era simplesmente maravilhosa! A mata verde, o mar cristalino, o sol não tão alto, a brisa fresca e limpa da manhã... tudo tão perfeito.

Freddie tinha razão: ser raptada por ele se provou uma experiência muito agradável.

As frutas – que não mataram sua fome, mas mesmo assim eram gostosas, os beijos, as conversas sobre eles. Ela realmente poderia se acostumar com aquilo de vez em quando.

Quando chegaram, desceu do barco com um sorriso no rosto, mas esse não durou muito quando percebeu que estava em dívida com o garoto: ele sempre arranjava um jeito de deixá-la confortável, enquanto ela não fazia nada alem de afastá-lo.

Uma Puckett nunca ficava em dívida com ninguém! Ela arranjaria um jeito de retornar toda aquela amabilidade dele. Mas como?

Ela começou a agir de forma mecânica: entrou no hotel, foi pro quarto, colocou as frutas que carregava na geladeira, pegou sua roupa e entrou no banho.

Do que Freddie gostava? De coisas de nerd, de estudar, de sair com ela e com Carly... Dela... Nenhuma idéia muito boa passou pela mente da garota. Talvez ela devesse ligar pra vovó e...

E Sam ficou perdida em seus pensamentos.

–_-_-_-_-_-_-_-_-_-

Seis meses atrás:

Freddie deitou na cama sem saber o que sentir. O dia tinha sido bem cansativo e complicado: tinha terminado as coisas do ICarly, tinha malhado, tinha suportado Gibby enchendo sua paciência sem revidar o garoto, tinha aguentado sua mãe reclamar que Meião não dava atenção a ela e principalmente tinha tido uma conversa bem íntima com Dexter e Meião.

Íntima demais no lugar mais errado possível.

Ele suspirou cansado. Achou que nunca mais esqueceria aquele domingo. Trauma era a palavra mais indicada para indicar aquela lembrança.

Desde que Meião colocara em sua mente que transformaria Freddie num homem de verdade, a vida do moreno se transformara num verdadeiro inferno. Mas conhecer Dexter e seus métodos “de ser homem” passara de todos os limites!

Tá, não era mais hora de pensar naquilo. Ele esqueceria por tudo que passou e teria uma bela noite de sono. Quem sabe não sonhava que nada daquilo tinha acontecido?

Mexeu-se na cama procurando uma boa posição, mas não encontrou. Ele sentia que era ele em cima daquela maca horrível que Dexter tinha em seu porão. Resolveu afofar o travesseiro, mas quando colocou a mão embaixo dele, encontrou um papel lá.

Pegou o papel e acendeu o abajur de disco voador ao lado da sua cama. Um bilhete?

“Imbecil.

Ouvi dizer que você ia ter um péssimo dia hoje. Como eu não tive nada a ver com isso, eu queria te dizer que amanhã vai ser pior. E eu vou ser o motivo.

Grudarei em você até que você conheça o verdadeiro significado de inferno.

Esse bilhete em baixo do travesseiro é pra provar que eu posso fazer qualquer coisa que eu queira sem você sequer desconfiar. Porque eu entrei durante seu banho e você nem viu.

Sam.”

Ele riu daquele papel. Mesmo longe da garota o dia inteiro, ela ainda arranjava um jeito de melhorar seu dia.

E ainda perguntavam por que ele gostava dela.

Pegou o celular e digitou uma mensagem.

“Mal posso esperar pra passar o dia inteiro grudado em você amanhã.”

A resposta veio rápida.

“Está animado em conhecer o capeta cedo, Flowbie? Você é mais idiota do que eu pensava.”

“É Freddie. E não. Apenas quero passar um tempo ao lado da sua criatividade. Duvido que você consiga fazer algo que realmente me irrite.”

“Vou tomar isso como um desafio. Eu vou te foder durante o dia inteiro amanhã, mané.”

Ela tinha noção do que tinha escrito?

“Me fuder? Mal posso esperar por amanhã mesmo, então! Pode acreditar que eu vou cobrar isso.”

A próxima mensagem chegou fazendo Freddie rir da quantidade de palavrão que continha nela.

“Porque você está me xingando? Foi você que disse! Bem, agora eu vou descansar pra poder dar conta de você amanhã.”

A resposta veio cheia de palavras de baixo calão novamente fazendo Freddie rir. Mas no final dela estava escrito um simples

“Boa noite, manezão”

Mesmo que Dexter tivesse estragado seu dia, Sam salvara sua noite. Aquela seria sim uma boa noite.

–_-_-_-_-_-_-_-_-_-

Tempo atual:

–Você não vai sair do banho nunca? – ele perguntou, já vestido, de fora do box – A gente tem que pegar a Carly... – Sam desligou o chuveiro e fez uma expressão de confusa

–Onde você tomou banho? –o garoto estranhou a pergunta

–Eu tomei banho junto com você pra ir mais rápido – Sam balançou um não vom a cabeça. Ele entregou uma toalha na mão dela e pegou outra – Vai, eu te ajudo a se enxugar

–Sei que é isso que você quer... – ela riu e ele pareceu desistir da idéia.

Depois de alguns minutos, ela já estava pronta e ambos foram em direção ao carro. Passaram no prédio de Gibby que os esperava lá embaixo já.

–Advinha quem me ligou ontem – ele disse assim que entraram no carro – Danielle Stare. –Freddie riu e Sam olhou pra trás – Primeiro ela me dá um tapa, agora ela vem querendo o papa aqui?

–URGH! –reclamou Sam – não se chama de papa! É nojento.

–Desculpa, mama, foi sem querer.

–Tá, que seja – ela ligou o rádio, mas logo diminuiu o volume – Quanto tempo vocês acham que demora a gravação do vídeo?

–Uns quinze minutos – disse Freddie

–Sam, levanta a gola da camisa. – avisou Gibby – Os roxos estão aparecendo.

Ela grunhiu um “isso vai ter volta, Freddie” antes de obedecer ao gordinho. Depois disso Sam aumentou o rádio e eles conversaram amenidades e sobre o que fariam no vídeo. Eles estavam na metade do caminho quando ouviram o celular de Freddie tocar.

–Desculpa – disse Sam rindo enquanto pegava o celular do painel do carro– Pelo menos você sabe que é sua mãe. Freddie revirou os olhos antes da loira atender e colocar no viva-voz.

–Freddie? – Sam mal tivera tempo de apertar o botão de atender o telefone antes que a mãe dele começasse a falar – Fredward, você está encrencado! Eu li sobre o que você fez com a Sam na quarta! Foi isso que eu te ensinei? É assim que se trata uma garota?

–Sra B. Não lembre disso – pediu Sam – Foi uma bosta fazer esse menino esquecer disso.

–Sam, olha a boca – disse Freddie.

–Olha como você fala comigo, mocinha! – reclamou Marizza – E eu estou te protegendo, fique do meu lado não do dele!

–Ele não fez nada – disse Sam.

–Não foi isso que eu ouvi – disse Marizza. – Disseram que ele te deixou roxa!

–Isso é verdade – disse Gibby rindo – Sam realmente está roxa, mas eu acho que ela não reclamou disso não, Sra Benson. Falando nisso, arruma a gola, Sam...

–Gibby! – reclamou Freddie com os olhos arregalados

–Oh – a mulher pareceu se assustar. – Foi isso que aconteceu então? Freddie não machucou ninguém? Mas minhas fontes...

–Bem suas fontes estão erradas e esse assunto está encerrado. – sibilou Sam dando alguns tapas em Gibby que gargalhava.

–Freddie, eu também fiquei sabendo que vocês começaram a namorar. Eu tenho que ficar sabendo essas coisas pelos outros porque meu filho não me liga e... Quando vocês pretendiam me contar? Ela está te machucando muito Freddie?

– Só alguns arranhões nas costas, Sra B – interferiu Gibby novamente e logo recebeu uns tapas mais fortes da loira – Ai! Eu to mentindo por acaso?

–GIBBY! – ralhou Freddie novamente.

Sam estava abismada. Aquilo realmente estava acontecendo? Era a primeira conversa que ela tinha com sua sogra e eles estavam insinuando coisas. Coisas que não tinha acontecido!

–Oh, bem, vocês estão usando camisinha? Porque isso pode ser muito perigoso e passar muitas doenças... Quando você chegar vai direto pra um banho anti-bactéria!

–MÃE!

–Sra Benson! — brigou Sam também

–Você também, Sam, vai direto num banho anti-bactéria! – ela pausou – SEM O FREDDIE! Ou o banho não vai funcionar. — Gibby gargalhou no banco de trás e ganhou mais alguns tapas da loira.

–Sra. Benson... Disseram que vai ter um jantar de casamento no domingo. Nos encontramos lá, certo? – Gibby sussurrou um “era surpresa!” fazendo Sam rir

–Jantar de casamento? Não acredito que o Meião já contou pra vocês! – o tom da senhora Benson era de indignação – Ele tinha dito que não ia falar nada!

–Então a senhora já sabia? – perguntou Freddie

–Vovó me contou, no começo eu não gostei da idéia, mas como é a vovó... Eu não ia arriscar me opor. A bengalada dela dói. – ela suspirou – Bem, como vocês estão agora que sabem que vão se casar oficialmente no domingo?

Freddie freiou o carro bruscamente, completamente assustado.

–COMO É? – perguntou o casal

–Freddie! Não faz isso, cara! Sorte que a estrada ta vazia – reclamou Gibby. –Poderia ter matado a gente – Freddie recolocou o carro pra andar, apenas para parar mais a frente no acostamento.

–Como assim a gente vai casar, mãe? – perguntou Freddie – Sam nem quer namorar comigo direito! E EU NEM TENHO IDADE PRA ISSO, CARAMBA! – ele gritou raivoso — Não façam as coisas sem a gente pedir!

–Eu tenho quinze anos! – Sam reclamou nervosa também – Não vou casar com ninguém nem que me forcem!

Marizza riu do outro lado da linha e Gibby mostrou o celular

“Vovó deve ter dito isso pra despistar que ela vai ser pedida em casamento.”

Eu disse isso pra eles, mas ninguém me escutou – Marizza mantinha o humor na voz.

– Mãe, eu não vou falar disso agora porque a gente está indo buscar a Carly no aeroporto. Depois a gente se fala.

–É PRA ME LIGAR MESMO. ENTENDEU BEM, FREDWARD BENSON?

–Ok, mãe, te ligo depois do almoço.

O carro ficou em silêncio por uns minutos.

–Você não quer casar então? – perguntou Sam, realmente curiosa.

–Claro que não! Não agora pelo menos. – ele disse ainda com raiva – Como eu posso sustentar uma família? O ICarly não vai ser pra sempre e...

–Então aquela história mais cedo...

–Eu estava te sacaneando. – Freddie ainda mantinha a expressão lívida no rosto. – Eu vou ligar pro John e mandar ele parar com essa palhaçada agora – ele tentou alcançar o celular que ainda estava na mão da loira, mas Gibby esticou o braço o impedindo.

–Deixa de ser viado, Freddie. Eu disse que ele provavelmente disse isso porque não queria falar pra sua mãe que ia pedir ela em casamento.

–Sim, porque a mãe louca dele aceitaria ele se casar antes dela – reclamou Sam

–Sim, aceitaria. Ela sabe da lenda. – explicou Gibby

–Até você sabe disso? Quem mais sabe?

–Todo mundo que a gente conhece, Sam. – disse Freddie – Vovó falou pra todo mundo – Sam abriu a boca pra interromper, mas Freddie continuou falando – Ela também tinha te avisado.

Ela não podia falar nada. Ela que resolvera não acreditar na velha que ela considerava ser sua avó.

Depois disso, não demoraram muito a chegar ao aeroporto. Pegaram as tralhas no porta-malas, informaram-se onde era o desembarque, olharam as horas e resolveram que não poderiam fazer o vídeo que tinham programado. Se quisessem tentar fazer um vídeo teriam que ser mais rápidos do que os quinze minutos.

Freddie posicionou a câmera de forma que ela e Gibby ficava completamente focada.

–Improvisem qualquer coisa aí e não errem pra eu não precisar fazer cortes – ele disse –Em 5, 4, 3, 2 e...

– Eu estou no Aeroporto de San Diego aqui com as notícias! – improvisou Sam numa pose de jornalista – Um gato foi perdido na semana passada e até agora ainda não encontraram ele.

–Estudos confirmam que o Aeroporto de San Diego é o melhor lugar para achar o amor da sua vida. – disse Gibby em um tom sério.

–Hoje está fazendo cerca de quarenta graus em San Diego. Os riscos de nevar são altíssimos. -Sam voltou a falar

–E talvez isso atrapalhe os aviões. A polícia pede para que permaneçam com seus guarda-chuvas abertos mesmo em casa. — continuou o gordinho ao lado dela.

Freddie começou a rir olhando pro que acontecia atrás deles e ambos viraram a cabeça. Atrás dos dois tinha cerca de cinco garotos fazendo uma dança estranha

–Acabou de chegar uma notícia quentinha que o aeroporto foi infestado por o vírus que enlouquece as pessoas – disse Sam, Freddie focou na Sam e logo passou para o rosto de Gibby.

–Então a chance de ter Seddie aumentou em cem por cento! –Disse Carly por trás de Gibby

–Carly! –ralhou Sam – Os fãs vão acreditar nisso!

–E fora – disse Freddie desligando a câmera – Acho que não vai dar pra usar isso. Ficou muito pequeno. – Ele se aproximou dos amigos – Como foi a viagem, Carly?

–Boa – ela pegou o celular que vibrava do bolso e atendeu – Spencer, acabei de chegar! Saí do avião agora a pouco. –ela pausou – Sim, eu já achei eles. – pausou mais uma vez – Acho que vamos fazer um vídeo agora antes do almoço.

Sam pareceu se lembrar de algo porque foi até o Freddie e disse em voz baixa:

–Não deixa a Carly me seguir – o garoto assentiu vendo a namorada ir até a morena que ainda falava no telefone – Deixa eu falar com o Spencer, rapidinho?

–Spencer, a Sam quer falar contigo sobre alguma coisa que eu não sei o que é. – ela pausou – Ok, ok. Vou passar pra ela.

–Alô – Sam falou assim que pegou o celular da mão da morena – Spencer, como está o vovô – ela disse começando a caminhar para longe deles

–Bem, está com movimentos bem debilitados do lado direito do corpo, mas é só fazer fisioterapia que volta ao normal. Vai até poder fazer umas esculturas comigo!

–Que bom – Ela olhou pros lados e sentou-se em um banco do aeroporto – Mas eu quero falar outra coisa com você. Eu fiquei sabendo que você se vingou.

–Anh? Do que você ta falando? Daquele nosso jogo o “mortal”? Eu te dei um headshot depois...Mas disso você já sabia! (N/A: mortal era o jogo de Isaved your life)

–Eu to falando de quando eu tinha nove anos – ela disse – de quando eu fui raptada.

–Quando você foi raptada? Eu não sei do que você está falando

–Sim, você sabe. Diga porque você fez isso. – Spencer suspirou do outro lado da linha

–Você é minha irmãzinha, eu não poderia deixar você correr o risco de eles voltarem pra se vingar depois. Eu...

–Você não deveria ter feito isso. – Sam suspirou – Eu lembro de como você parecia abatido naquela época. Foi por isso que você fazia terapia?

–Sam, sejamos práticos, falar sobre isso não vai mudar nada e... QUE MERDA! Tenho que desligar agora – a última coisa que ela ouviu foi: — Alguém chama o bombeiro!

– Voltar a esse assunto só vai fazer Spencer sofrer – Sam virou-se para onde vinha a voz e viu o amigo gordinho sorrir pra ela – Vamos? Temos um churrasco pra preparar!

Valia realmente à pena desenterrar o passado? Causar mais dor e sofrimento a Spencer?

–Um churrasco? Mama gosta disso – Sam sorriu começando a caminhar de volta para onde estava os amigos

–Será que vai dar pra eu fazer meu hambúrguer de lasanha?

–O que é isso? – perguntou a loira

–Spencer inventou os tacos de macarrão aí eu me inspirei nele e fiz o hambúrguer de lasanha.

Spencer era doce demais pra sofrer e Sam chegou à conclusão que não valia nem um pouco à pena tirar o passado do passado.

Notas finais
AHHH antes que eu esqueça, o flashback do Freddie foi inspirado na fic da MelaniePucket e se chama A CARTA. Passem lá na fic dela porque é maravilhosa, Ok?
AHHH 2: eu comecei a postar a minha fic com a JAQS. Ela tá lá no meu profile! Então, pra quem não tinha visto ainda, aí tá o recado. Acho que era só isso que eu tinha pra falar.
E o que acharam do cap? Eu já tinha falado do Dexter antes. E eu mencionei ele de novo... Vocês já vão entender quem ele é. E o Carl, bem diferente do cap passado né? A Marizza dando chilique e o Gibby trolando o casal... E finalmente a chegada da Carly. o/
AHHH 3: Repararam que o Freddie está mais macho? Isso é porque eu recebi a ajuda do Luccas que me corrigiu em todas as "gayzices" do Freddie! o/ Super obrigada por isso!!!
Próximo cap: explicações sobre Dexter, um flashback do mal(uma das coisas mais do mal que eu já escrevi na minha vida.) e gente com vocabulário baixo.
Antes que eu me esqueça, o que vocês acham de eu fazer uma série de One-Shots com cenas que eu cortei da fic? Eu estive pensando nisso e tals, aí eu postaria junto com A CONVERSA.
Tá, eu calo a boca.
Beijinhos da Yo Mismo