ISan Diego

18 ISitting Duck


Notas iniciais
Nome do cap: Alvo fácil.
Eu demorei porque eu tive que refazer algumas partes do cap. Eu tinha usado a música Lets get it on do Marvin Gaye (escolha óbvia) como inspiração da primeira parte caliente, aí eu não achei que era isso que eu queria e a refiz usando Bottons das Pussycat dolls e Sexy Back do Justin Timberlake. Só porque a Sam é a Sam. Voces não tem noção da minha vontade de copiar o dialogo de Adão e Eva do livro memórias póstumas de Brás Cubas ão invés de escrever.
Eu ia fazer a parte hot Cibby, mas desisti. Deu muito trabalho. É. A Parte Cibby que eu pus foi inspirada pela Juh, então dedico o cap a ela.
Ah, se tiver algum erro bizarro é porque o teclado não tá cooperando comigo. Mas me avisem da mesma forma, ok?
YEY!!!! Eu recebi mais duas declarações de amor, digo, recomendações. Estou feliz o suficiente para morar nas nuvens de algodão doce juntamente com unicórnios. Enfim, estou dedicando o cap ao Jan (Finalmente apareceu! Acho que estava esperando um cap meio porn pra eu dedicar ele pra ti...) e à Giovana, fofa e linda como sempre. THANKS!!!
Vou comer meus algodões doces enquanto vocês aproveitam o cap.

Sam estava dentro do banheiro com a porta aberta esperando que Freddie entrasse. Desde que tomara banho pela primeira vez com ele, a loira tinha decido que queria perder a virgindade ali, no mesmo local que começou tudo há alguns dias atrás.

Ela esperou cerca de trinta segundos – uma eternidade na concepção dela – e, por um momento, ficou em dúvida. Talvez ele não a quisesse e... E ela se sentiu abraçada por trás.

Sorriu. Tá, até parece que ele não iria querê-la.

Ela se virou no abraço e o beijou.

-Eu não vou perguntar se você tem certeza – ele disse separando sua boca da dela.

-Que bom. – ela, com um sorriso malicioso, voltou a beijá-lo.

AVISO: NÃO QUER LER PORNOGRAFIA? PULE ATÉ O PRÓXIMO AVISO, ELE VAI ESTAR EM NEGRITO.

Ele a puxou com força fazendo seus corpos colarem e Sam sentir o membro duro do rapaz. Ela ofegou, ele riu.

-O que foi? Eu ainda não fiz nada. – Freddie sussurrou rouco no ouvido de Sam. Ele parecia saber que aquilo a deixava excitada.

Excitada o suficiente para querer tomar as rédeas da situação. Foi por isso que ela o empurrou para a parede e mordeu o ombro dele de leve, enquanto alisava sensualmente a perna do rapaz com seu pé.

-Eu faço, então. – ele riu meio inebriado com a garota.

Ele a beijou e colocou a perna dela nas suas costas e percorreu com suas mãos fortes a lateral do corpo dela. Ela o puxou mais pra si não querendo que qualquer espaço entre eles. Quando Freddie começou a distribuir beijos pelos ombros e a sugar seu seio, Sam arqueou as costas e com a perna o puxou para mais próximo ao seu corpo. Eles gemeram juntos quando o membro dele encostou-se ao clitóris dela.

-Eu quero você. – Sam implorou e Freddie inverteu as posições a pressionando contra a parede.

-Deveria ter as preliminares e...

-Cala a boca e me fode – ela ordenou envolvendo a outra perna atrás do rapaz, de forma que ela ficava na posição exata. E ele riu da pressa da menina.

-Isso pode doer. – ele avisou meio receoso e a viu assentir gemendo.

Sam passeava com suas mãos nas costas do rapaz, o apertando e voltou a beijá-lo. Ele guiou seu membro até ela e se moveu lentamente para dentro da moça. Diferente do que ela imaginava, não veio uma onda de dor, apenas a prazer.

Ela gemeu alto e ele parou, a olhando preocupado.

-Está doendo?

-Não. É bom. – ela o beijou desesperada e então se pôs a sussurrar provocante em seu ouvido – Eu quero você inteiro e forte dentro de mim agora.

Como se ele tivesse sido ordenado, Freddie a obedeceu se movimentando com força e se colocando completamente dentro dela que soltou um gritinho de prazer. Freddie percebeu que Sam não era das mais quietas.

-Se você não ficar quietinha, eu não vou mais enfiar em você. – ele ameaçou num pequeno murmúrio ao pé do ouvido

- Nem imagine isso, nerd – ela ameaçou, se movendo contra o rapaz, mas a parede a impedia de fazer movimentos grandes.

-Então fica quietinha – ele estocou forte mais uma vez e ela mordeu os lábios se prendendo pra não gemer nem gritar. – Você gosta disso? – Ele estocou mais uma vez – Gosta?

Sam não conseguia falar, se parasse de morder o lábio iria certamente gemer alto demais. Freddie a beijou enquanto estocava cada vez mais forte e rápido, as mãos do garoto a alisavam deixando um rastro de fogo pela pele dela.

Ela arqueou as costas e Freddie aproveitou para beijar o pescoço e o tronco dela.

-Você quer me enlouquecer- ela murmurou ofegante

-Quero. – ele sugou o seio dela e com uma mão alisou o outro.

-Eu que deveria estar te enlouquecendo – ela reclamou puxando forte o cabelo dele com ambas as mãos, ele gemeu e como resposta estocou mais rápido.

-Você está. – ele continuou se movimentando, ela gemeu alto e arfou. Não demorou muito para ele gozar.

Ela sorriu e o puxou pra um beijo.

AVISO: YEY! PODE LER DAQUI PRA FRENTE!

-Consegue ficar de pé? – ele perguntou e ela colocou seus pés no chão. – Achei que você fosse querer algo mais romântico pra sua primeira vez.

Ela riu.

-Não faço o estilo romântico, Freddie – o menino pegou o sabonete e começou a passar no corpo dela. — Lembra que a primeira vez que a gente tomou banho junto você passou o sabonete nas minhas costas.

-Essa foi a segunda vez. – lembrou Freddie

-A primeira que a gente tava pelado. – ela o lembrou, abraçando-o – Mas... aquele dia eu tentei te seduzir.

-Foi um dia complicado – ele fez careta se lembrando – Mas agora eu posso passar o sabonete em você a vontade – Sam aproximou-se dele e beijou sua bochecha molhada.

-E está esperando o que? – ela sorriu

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- Carly? – perguntou Gibby na porta do banheiro – Você está bem? Está aí há horas!

-Eu estou me preparando pra festa – ela gritou lá de dentro – estou no meio do meu banho de beleza, pare de me encher!

-Ok – ele se jogou na cama e ficou mexendo no twiter e na internet até que ele caiu nos sites de fofocas e viu a foto de Sam estampada na homepage – Carly! Você não vai acreditar nisso! – ele gritou

Ela saiu do banheiro com um vestido super largo de retalhos e com uma toalha na mão que secava os cabelos. Ele levantou a sobrancelha querendo saber o que era aquela roupa.

-O que você leu aí? – ela perguntou se aproximando do garoto para olhar no computador. E foi então que viu: o fotógrafo tinha postado o que elas tinham comprado! – A gente ta ferrada!

-A Sam, você quer dizer...

-As calcinhas eram minhas! E Sam vai falar isso! — Gibby fez cara de confuso – O corpete que a Sam comprou é pra usar hoje à noite, o creme é porque ela gostou do cheiro e as calcinhas são minhas. – explicou Carly – fazer a Sam passar por isso sozinha é sacanagem, mas se eu postar um aviso dizendo que as calcinhas são minhas...

-Vai pegar mal pra você. – ele completou e Carly assentiu. – Vai fazer o que?

-Não sei. Não sei mesmo. – ela suspirou

-Olha o lado bom, ao menos não tiraram foto das tintas que ela comprou – Riu Gibby – Ia ser difícil explicar aquilo.

Carly deu um sorrisinho imaginando a cena.

– Vou explicar tudo pro Spencer e ver o que ele acha. Você deveria tomar banho, daqui a pouco temos que sair.

-Está marcado pra sairmos que hora? – ele colocou o computador de lado e se levantou da cama.

-Começa às 9. Temos que está lá umas 9:15 – ela avisou.

Gibby andou até o banheiro carregando um short com ele, mas antes de entrar no banheiro, ele se virou pra Carly com um sorriso sacana no rosto

-Se você não quer nada, porque comprou calcinhas enquanto está dormindo junto comigo? – ele se virou e continuou indo ao banheiro, enquanto Carly ficava de boca aberta. — Tudo bem, é difícil resistir a mim. Mas não ache que eu sou um alvo fácil pra voce e suas calcinhas...

Ele já tinha fechado o banheiro quando Carly gritou:

-BABACA! – ela ouviu uma gargalhada de dentro do banheiro.

A morena largou a toalha em cima da cadeira do quarto e pegou seu celular. Discou rapidamente o número há muito decorado e assim que o outro atendeu ela começou a despejar – Mano, você viu o que falaram da Sam? É mentira, as calcinhas são minhas!

-Peraí, você comprou calcinhas enquanto está dormindo no mesmo quarto que o Gibby? – ele perguntou indignado

-Elas eram tão bonitinhas e estavam me chamando. Carly... Carly...– Carly fez uma voz sombria imitando a “voz das calcinhas”. – Eu não deveria ser viciada em compras. O que eu faço, manão? Eu não posso deixar a Sam passar por isso.

-Olha, maninha, todo mundo sabe que você é viciada em compras e ela não. Então, se te perguntarem você fala, se não, bem... ninguém tem a ver com a vida de vocês. Além do mais, a Sam está realmente namorando o Freddie. E um dia eles vão contar, aí não vai fazer diferença ela comprar ou não calcinhas.

-Eu... Obrigada por não achar que eu comprei pra usar com o Gibby.

-Carly, eu conheço sua fixação por compras, e também sei que se você me falaria se você as comprasse com essa intenção. – Carly assentiu mesmo sabendo que o irmão não veria

- Você já colocou fogo aí? – ela perguntou sorrindo. Já sabia da resposta.

- Não...? – ele disse longamente.

-Spencer! – ela ralhou.

-Não em tudo! O hospital ainda está em pé! – ele se defendeu.

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-Mais? – perguntou Sam ofegante e Freddie sorriu safado. –Temos que sair daqui a pouco e...

Freddie, ignorando a menina, distribuiu beijinhos no pescoço dela. Ambos estavam na cama e desde que saíram do banho e Freddie não dera nenhum minuto de descanso pra loira. Mesmo quando ele não estava no ponto, ele parecia conhecer várias maneiras de agradá-la. Ela também tentava retribuir de alguma forma e pelos gemidos guturais que ele soltava, Sam imaginava que estava conseguindo.

Ele tinha mostrado naquele meio tempo que diferente do que ela queria, ele sabia sim desobedecê-la e ser romântico, mas não lento.

E ela se decidira que não importava como fosse: Freddie sabia fazer aquilo bem.

-Freddie? – tentou Sam novamente – Vamos, eu tenho que me arrumar...

-Pra quê? – ele perguntou subindo na namorada. – Eu gosto de você como está agora.

-É, eu vou sair pelada... – ela revirou os olhos, inverteu as posições e se levantou. – Anda, eu tenho que tomar outro banho... — O toque do celular a cortou – Quem será? – ela desfilou rebolando até onde vinha o som e pegou o celular de Freddie. O garoto não pôde deixar de pensar que quando acordaram nus no primeiro dia, ela não levantara pra pegar o celular. Sorriu com isso.

Era sempre bom perceber que ela estava mais segura de si mesma. (Nota da autora: Tenho que expressar minha indignação aqui: homem demora pra cacete pra perceber essas coisas... A primeira vez que ela fez isso foi a alguns (muitos) caps atrás... Hunpf!)

Quando Sam viu o nome do visor, ela fechou a cara e jogou o celular pra ele – É seu.

Freddie pegou o celular e foi até ela a abraçando. Atendeu sem olhar o visor

-Alô?

-Freddie! – disse a voz suave e doce de Melanie. Pela proximidade dos corpos, Sam podia ouvir tudo.

-Ah, é você. – ele beijou o queixo de Sam, num claro pouco caso da conversa com a gêmea.

- Sim, sou eu – ela riu – Eu liguei porque pareceu que eu tinha pego você em um mal momento mais cedo, eu não queria te atrapalhar, desculpe. – Sam revirou os olhos – O que você está fazendo?

-Agora? – ele riu. Será que apanharia de Sam se contasse a verdade? – Sexo. Ou quase. Sua irmã...

Sam tapara a boca dele com a mão direita e arregalara os olhos. Mas ainda podia sentir o sorriso brincalhão dele embaixo de sua mão.

-Pare de brincadeiras, Freddie. Você nunca faria isso com a Sam. – riu Melanie nervosa. – Eu não estou te atrapalhando agora, não é?

-Sim, você está – disse Sam, soltando o moreno e fazendo Freddie arregalar os olhos – Nós estávamos muito bem antes de você ligar.

- Eu falei que a gente tava...

-Freddie! – reclamou ambas as gêmeas enquanto Freddie colocava o celular no viva-voz. – Isso é coisa que se diga na frente dos outros? – continuou Sam – Mel não tem nada a ver com nada que a gente faz.

-Então vocês realmente estão juntos? – perguntou Mel – Você não cansa, não é Sam? Sempre pega tudo que eu quero.

-Você está dizendo que eu estou com o Freddie só porque eu quero te magoar? – perguntou Sam – Desculpe, Melanie, mas isso é algo que você faria, não eu?

-É, porque a Sam é doce e pura. – o tom de Mel era de escárnio na sua forma mais pura

-Sim, a Sam é doce e pura. – afirmou Freddie em socorro à namorada. Ainda lembrava-se do surto que Sam dera quando pensou que não era.

- Você não conhece a Sam como eu. – avisou Mel – Ela vai te machucar da pior forma possível.

-Blá blá blá. Muda o disco que essa cantiga eu já conheço – reclamou Sam – Agora se me der licença, eu tenho um homem muito gostoso, charmoso, doce e romântico pra satisfazer agora. Sabe o que é isso? — ela perguntou irônica, não esperou resposta – Ah, não sabe. Porque você sempre foge de tudo então perde todas as oportunidades...

Freddie se afastou deixando o celular na mão de Sam. As duas pareciam precisar de uma conversa.

-Eu não fujo: você quem toma tudo de mim!

-Eu te obriguei a ir pra Chicago por acaso? – perguntou Sam irônica – Não! Se você tivesse ficado aqui ambas teríamos as mesmas coisas. Eu ia continuar te protegendo, sua idiota. Mas não, você fugiu dos seus problemas... –Sam suspirou e começou a falar mais calma – Eu não roubei nada. Você que se recusa a pegar as coisas e as abandona no primeiro problema que aparece.

-Eu... Você é cruel de nascença, Sam. Não tente por a culpa em mim. Você é a errada aqui.

-Porque eu sou errada? Por tentar te proteger desde que eu me lembre? É por isso que eu sou cruel?

-Não. É por não ter conseguido. – Mel disse

-Eu sou humana, caralho! Eu também quebro. – Sam deu um risinho de deboche – E ao menos eu tentei. E você? O que fez por mim?

-Eu...

-Você ficava me exigindo tudo! Depois me abandonou com nossa mãe doida e agora sempre tenta achar um jeito de me machucar. – Sam suspirou, voltando a falar claramente mais calma – Você sempre fala de mim, mas no fim somos iguais.

Ela esperou Mel dizer algo. Mas parecia que a outra estava digerindo o que ela tinha dito.

-Eu nem ao menos sabia que você gostava do Freddie. Eu estou com ele porque eu gosto dele, sei lá eu desde quando. – ela disse, esperou novamente que a outra dissesse algo – Eu não vou machucar ele, se é essa sua preocupação... – nada de resposta novamente – Vou desligar... Eu... tenho que me arrumar pra ir num evento hoje à noite.

Sam desligou o celular e olhou pra Freddie que estava sentado na cama. Ele fez um sinal a chamando.

- Eu não estou no clima, Freddie. – ela o avisou

-Eu sei – ele se levantou e a abraçou, fazendo um carinho leve em suas costas. – Você está bem? Ainda vai à festa?

-Sim. – ela assentiu e aspirou o perfume do rapaz. Ele estava mais cheiroso que o normal. Talvez fosse o cheiro de sexo. – Você está cheiroso. – ele riu achando que ela brincava

– Venha, eu vou dar banho em você. Já que realmente temos que se arrumar pra festa. – ela assentiu rindo.

Mesmo que não estivesse no clima, ela sabia que aquele ia ser um banho longo.

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Anos antes:

Fazia uma semana desde que Sam chegara ensanguentada na casa de Carly. E ela percebia que estava atrapalhando tudo ficando na casa da amiga, mesmo que não quisesse e mesmo que Carly dissesse que Sam jamais atrapalharia.

Isso sem contar que ela não sabia o que a mãe estava fazendo com a irmã. Não, ela não podia. Mel era delicada demais pra enfrentar a vida tão cedo. Sem contar que era seu papel de irmã mais velha a fazia cuidar da mais nova. Era sua obrigação.

E uma semana era tempo o suficiente pra mãe fazer o que bem quisesse com Mel e Sam jamais se perdoaria se algo acontecesse com ela.

Foi por isso tudo que Sam convenceu Spencer de levá-la em casa (ele não queria deixar Sam ir a pé de jeito nenhum). No meio do caminho, feito em completo silêncio, ela se prometeu que jamais contaria o que Pam tinha feito a ela. Mel era pura e inocente demais para saber de coisas como aquilo.

Quando a loira colocou o pé pra dentro do quarto, ela sentia um mix de medo e alívio ao ver que a irmã ainda estava ali e sem nenhum roxo aparente.

-Onde você estava? – ela perguntou de cara fechada

-Eu fiquei na Carly... –respondeu Sam escolhendo as palavras. Não ia nem mentir nem contar a verdade pra ela.

-Por quê?

-Porque sim, mana. Aconteceu algumas coisas e eu precisei de um descanço.

- Ah, você precisou de um descanço... – Mel fez careta de entendimento – E não podia me levar junta?

Como explicar que a casa de Carly virara o caos naquela semana?

-Eu... não pude. Eu fiquei preocupada com você, mas não pude te levar. A mãe fez muita coisa com você? – perguntou Sam

Mel retirou a blusa mostrando todas as marcas roxas e de queimadura em sua barriga e costas.

-Eu tentei fazer um B.O. pra isso, mas parece que a mãe comprou todos os policiais de Seattle. – disse Mel com a voz embargada. – Eu tentei, Sam, mas não sei ser tão forte quanto você. Eu não agüento sofrer tudo isso e permanecer forte igual você.

-Eu sei, meu bem. Desculpe por sumir essa semana.

-Eu não consigo mais ficar nessa casa, sabendo que você pode qualquer outro dia sumir mais uma vez só pra se divertir na Carly.

- Mel, eu...

-Eu falei com o Tio que mora em Chicago e ele me inscreveu na escola que ele trabalha. – Mel colocou a blusa e se levantou. – Agora que você já sabe, eu tenho que ir.

- Mel, você vai me abandonar mesmo? Eu só consigo agüentar tudo isso sozinha porque você está aqui. – Sam se levantou

- Você me abandonou aqui primeiro. Nem sequer deu sinal de vida! –Mel gritou e Sam viu as grossas lágrimas da irmã gêmea. – Eu achei que você estava morta! Sabe o que é isso? – Mel limpou grosseiramente as lagrimas.

- Mel, por favor. Eu não vou agüentar se você for embora.

-E eu não agüento a incerteza de ficar aqui e você me abandonar novamente. Nós somos uma dupla e você me deixou na mão.

-Me desculpe, eu realmente não pude te levar na Carly. Eu não pude te avisar! Eu...

- Chega, Sam. Você me abandonou e isso me fez entender que você não me considera como irmã. Eu também não vou mais te considerar como irmã e vou retribuir o favor: minha vez de te abandonar.

Sam viu Mel pegar a mala que já estava pronta ao pé da cama e sair do quarto batendo a porta. Ela caiu na cama chorando. Como faria pra sobreviver sem a única pessoa que conseguia fazer ela sempre seguir em frente?

Ela chorou, mas não por muito tempo, já que escutou sua mãe chegando em casa. Limpou as lágrimas e se fingiu de forte. Não ia dar o gostinho da mãe vê-la triste.

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Tempo atual:

Carly estava sentada a frente do espelho terminando a maquiagem quando o viu sair do banheiro. Gibby tinha o dom de testar sua paciência. Ou com suas besteiras ou com sua infantilidade. Seja lá como fosse, ela tinha atingido um novo nível de irritação.

PORQUE DIACHO ELE TINHA SAÍDO DE TOLHA?

-Não me olhe assim não! – ele ergueu os braços como se se rendesse – Eu esqueci de levar roupa.

Ela suspirou, fechou os olhos e esfregou a ponte entre o nariz.

-Pega a roupa e volta logo pro banheiro. – ela ordenou enquanto pegava o frasco de perfume. Quando ele passou atrás da garota, ela sem pensar nas conseqüências, espremeu o perfume.

Cerca de três segundos depois, Gibby começou a tossir como se estivesse engasgado

-Que diacho de cheiro é esse? – ele perguntou tapando o nariz.

-Porque? É ruim? – ela perguntou preocupada – Eu gostei dele.

-Não é exatamente ruim. – ele se aproximou dela – Mas você vai ter que tomar outro banho. – Ele a puxou contra si e encostou o rosto no pescoço dela sorvendo o cheiro – Porque você diz que não quer nada, mas fica me provocando?

-Eu não fiz isso, Gibby. Agora me solta. – Gibby a soltou e pegou o perfume para analisá-lo — Solte isso

-Não está me provocando, mas compra um perfume com feromônio? – ele perguntou com um sorrisinho de lado.

Ela suspirou

-Isso não é pra você. Lembra que você disse que eu não dava vontade em ninguém, então eu resolvi apelar – Gibby riu.

-Não dá vontade em ninguém? Eu não me lembro de dizer isso.

-Bem, você disse. – ela deu de ombros – E pela sua reação eu vi que deu certo.

-Eu te aconselho a tomar banho. Porque esse cheiro não vai prestar... Vai ter muito homem nerd lá. –ela o olhou com o rosto questionador – Você quer ser atacada, por acaso?

Ela revirou os olhos.

-Ok, vou retirar o perfume. Pode ficar no quarto. — quando Carly começou a se locomover até o banheiro, Gibby a puxou novamente

-Quer ajuda? –ele perguntou se aproximando cada vez mais dela – Eu posso... – ele roçou os lábios aos dela.

-A gente não devia fazer isso. – ela disse se rendendo, abraçando o garoto de volta

-Isso não importa agora. – ele roçou os lábios até o pescoço da garota – O que importa é que eu quero você, você me quer e que a gente tem uma cama só nossa aí pra aproveitar.

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Sam tinha saído do segundo banho da noite e já tinha se vestido. Com o corpo meio dolorido do esforço físico que tinha feito, se espreguiçou e se olhou no espelho. Ela realmente tinha que usar muita maquiagem para esconder seu ar de felicidade boba.

Freddie estava particularmente bonito, talvez por causa das atividades anteriores, talvez porque ele sempre fora bonito e ela só estivesse reparando nisso agora... Talvez... Bem, não importava muito.

-Você é lindo – ela disse, enquanto estava sentada na cama e ele foi até ela roubar um selinho

-Eu sei. –ele riu e ela lhe deu um tapa – Você é bela.

-Eu sei — Ela jogou o cabelo pra trás num falso charme, fazendo Freddie rir da palhaçada dela – Nós temos que.. –o telefone tocou fazendo-a rir– Ligar pra Carly – Freddie foi até o celular.

-Advinha quem é? – ele riu e atendeu o celular – Oi Carly. –ele fez uma pausa – Sam, ela quer falar com você. – ele passou o celular pra moça e foi terminar de se arrumar.

-Diz Carly – disse Sam vendo o namorado fazer um topete.

-Eu preciso do vestido azul. – ela disse

-Por quê? Você tinha comprado um bem legal.

-Aconteceu um... acidente com ele. Preciso do vestido azul que as fãs compraram. Tem como você me trazer ele?

-Claro. – Sam riu – Deixa eu adivinhar o que aconteceu: você está atrasada desse jeito porque resolveu dar uma rapidinha com Gibby –Freddie parou de arrumar o cabelo e arregalou os olhos olhando pra Sam – e ele rasgou o vestido.

-Por isso eu sou sua amiga. Porque eu não preciso falar o que acontece comigo. – Carly riu do outro lado da linha – Termina logo de se arrumar e venha me buscar.

-Ok... – Sam já ia desligar quando se lembrou de algo. – Carly –ela chamou – Carly!

-Que foi?

-Amiga, só pra te lembrar que amor de pica, quando bate fica. – Freddie arregalou mais os olhos e Sam gargalhou

-Nem lembre isso, Sam. Nem lembre isso. –pediu Carly e Sam se espantou

-Não me diga que você está gostando dele.

-Termina logo de se arrumar – pediu Carly novamente – Daqui a quinze minutos é bom que você esteja aqui.

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Mês passado:

Carly não acreditava nisso! Ela tinha feito sexo com Gibby! Com o garoto mais desajeitado, mais desengonçado do planeta! Respirou fundo.

E não apenas tinha feito sexo com o garoto: tinha passado a madrugada inteira e parte da manhã fazendo e repetindo o ato. Bateu com sua cabeça na cabeceira da cama. Ela podia colocar a culpa na bebida, mas... Ela se lembrava tão bem de cada momento, de cada movimento. Se fechasse os olhos, ela ainda podia sentir cada ação que o menino fizera em seu corpo.

Não valia à pena colocar a culpa na bebida por ter vivido a melhor noite (até agora) de sua vida.

Convenhamos, Gibby podia ser o que fosse, mas sabia agradar uma mulher. Claro que ele sabia, ele treinava bastante com a Tasha.

E ainda tinha a Tasha nessa equação. Como ela ia encarar a amiga? Sabendo que ela provavelmente tinha transado com o menino o mesmo tanto de vezes que Tasha.

Ela fechou os olhos e relembrou de cada arrepio que Gibby a fizera ter. Lembrou-se também o quanto gostara de vê-lo reduzido a gemidos e expressões corporais, gostara da forma animalesca e meio selvagem que ele tinha.

Se ela pudesse repetir, ao menos mais uma vez. Mesmo que Tasha ficasse sabendo, certamente valeria à pena.

Valeria realmente à pena trocar uma amizade por um transa? Bem... no caso de Gibby...

Ela... Ela... Ela estava gostando dele.

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Tempo atual:

Assim que ela desligara o telefone, ele voltou a tocar. Vendo que era a mãe de Freddie ligando, ela deu o aparelho pro garoto. Ainda tinha que se arrumar pra poder entregar o vestido à amiga.

-Depois você vai me explicar isso da Carly e do Gibby –disse Freddie antes de atender o celular e colocá-lo no viva voz. – Alô

-Freddie? Cadê a Sam? – estranhou Marizza

-Está se maquiando, mas ela está escutando a gente. Pode falar.

Eles ouviram a mulher suspirar e uma gargalhada masculina do outro lado da linha.

-Ok, não reclame depois. –avisou Marizza — Sam, eu vi que você passou na Victória Secrets. O quanto disso é mentira?

-Bem, eu realmente passei nessa loja. – Colocando alguma maquiagem no rosto — Comprei o corpete pra ir hoje à noite à festa.

- Ela está linda, mãe. Depois você vai ver as fotos. – Se intrometeu Freddie

-Só o corpete? – perguntou Marizza – Nada mais?

-Comprei um creme bem cheiroso também. Por quê? Diz que eu comprei o que mais?

-Calcinhas. – o homem do outro lado voltou a gargalhar – Cale-se, John!

-Ah, quem comprou foi a Carly. – explicou Sam – Ela não pode ver nada na vitrine que quer algo igual. Você a conhece, Marizza.

-Ah, sim. Ok.

-Sua mãe ta vermelha, Freddie – disse John do outro lado da linha ainda rindo.

-Oh, Freddie também está – riu Sam.

-O que eu liguei pra dizer é que, por favor, não deixem vazar quando vocês fizerem sexo.

-Ok. Não contaremos a ninguém – riu Freddie.

-Mas pra mim você tem que contar, Freddie.

-MÃE! –ralhou Freddie

-Tudo bem, se não contar pra mim, vanglorie-se com seu pai.

-Oh, por favor, mulher, eu não quero saber como a Sam é de cama!

-Agora você está vermelho! –riu Marizza.

- O Freddie não vai se vangloriar com ninguém – sentenciou Sam. –Vocês são mais malucos que eu pensava.

-SAMANTHA! – ralhou Marizza. – Bem, trocando de assunto, você tem que apresentar Sam como sua namorada pra gente, Freddie

-Mãe, não é como se a senhora não a conhecesse.

-Eu tenho que perguntar quais são as intenções dela com você

-Oh, Freddie, a donzela em perigo – dramatizou Sam com a mão no coração e John gargalhou do outro lado.

-Ótimo, temos dois trolls na família. –reclamou Freddie – Ganhou uma discípula, John.

-Eu diria pra você dar um high five, mas você está longe – brincou John.

-Marque o jantar, dona Marizza, que eu prometo que chego mais cedo pra ajudar. Tenho especialidades em fazer carne... E presunto – ofereceu-se Sam.

Eles escutaram um gritinho feminino e um baque.

-Vou desligar o celular agora – avisou John – curtam a festa.

-Pelo visto, vocês – Sam não viu que Freddie desligou o celular e continuou falando – vão fazer a festa aí também.

-Ainda bem que eles não escutaram isso. –disse Freddie – Sam, eu sei que é seu jeito e o adoro, mas tente se controlar perto da minha mãe. Você não quer que ela vire aquelas sogras chatas e que vai pegar no seu pé, quer?

-Você tem razão. – ela se levantou e girou – Como estou?

-Maravilhosa – Freddie começou a se aproximar dela

-Cinco metros. –ela avisou colocando a mão na frente para pará-lo – Nós temos que ir até a Carly agora e levar o vestido pra menina.

-Mas o carro não ficou com ela? –Sam assentiu – eu ligo pedindo pro Gibby vir aqui.

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Anos antes:

Marizza estava perdida em pensamentos. Claro que sim, seu pequeno filho tinha feito uma forte amizade com a vizinha da frente. Pra ele começar a sair com a pequena que tinha sofrido aquele rapto há algumas semanas, não custava nada.

E ela não queria que ele saísse com meninas que era igual a ela. Ele podia ficar traumatizado demais e não querer nunca mais encostar em mulher. Ele mostrara desde cedo que seria hétero. Se ele fosse gay e não encostasse em mulher tudo bem, mas hétero? Não... Freddie não podia virar um eunuco por sua culpa.

- Oi – disse um homem quebrando sua linha de raciocínio – posso me sentar? Todas as outras mesas estão ocupadas.

-Claro – ela disse ainda focada em sua xícara de chá

Marizza estava sentada em um café qualquer local. Estava no intervalo do trabalho e como estava realmente preocupada com o filho, resolvera sair do hospital pra espairecer.

-Você parece preocupada- o homem puxou assunto.

Ela sorriu pra ele e então viu que ele era bonito. Ele estava vestido de executivo, mas mantinha um sorriso brincalhão no rosto, que estranhamente combinava.

-Estou um pouco. – ela admitiu

-Quer contar?

-Não. É apenas os problemas corriqueiros que os filhos trazem – ela sorriu fraco para ele.

- Você tem filhos? –ele perguntou espantado. – Não parece.

-Eu tenho um filho de dez anos. – ela sorriu boba lembrando dele – Ele é lindo e inteligente, mas é uma criança, faz as coisas sem saber das consequências.

-Ah. Eu não tenho filhos, desculpe não compartilho dessas coisas. – O homem sorriu – Meu nome é John Socko. Prazer.

-Marizza Benson. – ele pareceu se espantar – O que foi?

-Você mora na frente do Spencer? – ele perguntou e assim que viu a moça assentir, voltou a falar – Foi você quem o convenceu a se vingar não foi?

-Se você estiver falando do caso da menina Samantha... – ela deu de ombros.

John abriu um enorme sorriso.

- Você conseguiu fazer algo que eu nunca tinha conseguido. – Ele sorriu – Obrigado por ajudar o Spencer quando ele precisou.

-Tudo bem. Eu sei o quanto ele precisava. – o homem olhou no relógio

-Eu tenho que ir agora, mas eu vou querer manter contato. – John se levantou – Eu... posso pegar seu telefone? Certamente quero conhecer melhor a mulher que conseguiu convencer meu melhor amigo a fazer algo que ele não queria.

-Não vou ser útil se você pensa em me usar pra convencer o Spencer a fazer qualquer coisa.

-Eu só quero aprender com a mestre – ele riu – Por favor, diga-me seu número. Já estou atrasado pra uma reunião.

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Tempo atual:

Ezra Socko era uma mulher relativamente conhecida fora de sua família. Geralmente as pessoas falavam dela com um mix de respeito e medo. Claro que tinham medo da mulher de ferro que comandava uma boa parte do mundo.

Mas nada disso importava muito já que sua própria família dava mais trabalho que cuidar do resto do mundo todo. Esfregando a ponte entre o nariz, ela começou a listar tudo que tinha que resolver.

Spencer estava um caco humano desde seu avo tivera um derrame. Meião estava mais concentrado em agradar a futura mulher do que mexer com a empresa. Dexter parecia deprimido e por isso seu lado psicopata estava completamente a solta. Os irmãos Rick e Marco estavam mais cruéis que o costume, o suficiente para chamar a atenção da polícia local. A polícia não parecia achar o suficiente os cinco milhões ao ano que recebia de propina da família Socko.

Isso sem contar no surto de mulher grávida enchendo a sua paciência todos os dias.

Ela saiu do carro e mandou o motorista achar algum lugar pra estacionar. Era hora de entender porque Dexter deprimido. Isso se ela quisesse dar mais alguns dias de vida pros bandidos da cidade.

Bateu na porta e segurou a bengala de forma ameaçadora. Aquela ia ser uma longa noite.

Notas finais
WEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Bem eu tenho alguns avisos.
1: Eu descobri que não sirvo pra fazer cenas hot. É. Vou ver se consigo melhorar depois. Então reclamem a vontade.
2: Eu fiz um twitter, quem quiser saber sobre minha vida, falar comigo ou simplesmente a que pé anda os novos caps add: @Tai_SRibeiro.
3: Quem quiser mandar as perguntas dos jornalistas pra eles ainda pode, ok?
Se tinha mais coisa pra avisar, eu esqueci.
Bem... Sobre o cap... Eu quero matar a mel, mas não quero matar a mel... Meio que entendo ela. E vocês? O Gibby e a Carls brincando de gato e rato, o que acharam?
Próximo cap: Informações vazadas, encontros com a Dani e a Sam vai usar as tintas que comprou, de uma forma bem Sam, claro. xD
Beijinhos pra vocês!!!