Notas iniciais
Nome do cap. Não é amor
Primeiro: Desculpem a demora pra postar, eu simplesmente não estava no humor pra escrever, acho que quem leu Três Horas vai entender o que eu tô dizendo.
Segundo: Esse cap. meio que quebra o espaço temporal que eu vim criando durante toda a fic. Porque ele vai começar antes do cap 8 e vai terminar depois do cap. 8. Eu fiz isso pra dar uma superênfase no beijo dos dois.
MAS prometo que isso não volta a acontecer.
Esse cap. também vai ter a mesma coisa narrada duas vezes. Espero que vocês notem a diferença entre elas sem eu precisar dizer.
Qualquer coisa deixem uma review perguntando a diferença.
Aproveitem o cap.

Quando Meião acordara pela manhã era cerca de sete horas. Olhou para a mulher a seu lado, ela ainda dormia e se ele pudesse ele voltaria a dormir junto com ela. Maldito trabalho que o obrigava a sair de perto dela.

Ela não era a mais bonita dentre as mulheres quando acordava, mas o cativara como nenhuma outra fez. Não era o que sua vó chamava de “uma alma em dois corpos”, mas... Meião era errado demais para ter um amor tão forte quanto o que sua vó pregava.

Meião estava feliz tendo seu amor daquele jeito, meio errado, meio certo, no entanto forte e resistente. Beijou a testa da mulher nua que dormia. Beijou sua bochecha e continuaria a beijando se ele não tivesse que ir.

Vestiu-se rapidamente e a beijou novamente na testa, na sala escreveu um bilhete pedindo todas as desculpas do mundo por não poder ficar até que ela acordasse e eles revivessem tudo que tinham feito no dia anterior. Deu uma gargalhada baixa pensando em como ela ficaria envergonhada quando lesse aquilo.

Quando estava já no térreo do prédio da mulher, recebeu um telefonema de um de seus empregados.

–Diga – ele ordenou

–Chefe, nós temos um problema com o Cliente C. Ele está sendo perseguido há mais de meia hora por um carro, agora ele está na altura do posto policial da rodovia estadual 365.

–O que o Cliente C está fazendo acordado essa hora? – ele reclamou. – Certo...Vocês tão me ligando para que eu prepare a papelada caso algo dê errado?

–Sim senhor, mas como no outro carro só tem dois homens, não creio que teremos. Mas em todo caso...

–Certo.

Ninguém podia arrumar a papelada para se ajustar na justiça sem ser o próprio Meião. As papeladas ficavam na sala dele e ele mesmo cansara de proibir os outros de sequer chegar perto de lá. Ele riu lembrando-se das lendas que cercavam a sua sala. Diziam que tinham piscinas com tubarões dispostos a comer qualquer um, ou que tinha um botão para o acionamento de todas as bombas atômicas dos Estados Unidos.

Mas só quem sabia quem tinha lá dentro eram poucas pessoas: o pessoal autorizado e de extrema confiança e Carly, que entrara lá em um dia de festa procurando um banheiro para se aliviar de tanto refrigerante. Ela ficara tão espantada com o que tinha visto lá, que não precisou de banheiro.

E a sala dele ficou cheirando a xixi por dias.

Toda vez que Carly ia numa comemoração agora era chamada de maria-mijona por sua avó. Carly mal tinha cinco anos de idade quando isso acontecera e até hoje pagava por isso. Ele rira baixo enquanto parava o carro no congestionamento.

O trânsito de Seattle estava ruim àquela hora e ele odiava aquilo. Não tinha como escapar num engarrafamento. Não que precisasse escapar, mas... Era sempre bom cuidar de sua segurança.

Porque era ele quem cuidava da segurança de muita gente. Principalmente quem era da sua família de sangue ou de consideração. Sua família de consideração principalmente.

Suspirou lembrando da péssima época que vivera quando Sam fora ferida pela primeira vez. Nunca ganhara tantas bengaladas de sua vó em toda sua vida. E quando uns bandidos quiseram atacá-lo, foram atrás da loirinha de novo. Mas Meião nunca errava duas vezes.

E da segunda vez fizera o trabalho tão bem feito que duvidava que mais alguém sequer pensasse em atacar a loira ou qualquer outra pessoa ligada a ele novamente. Pelo sim, pelo não, mandara Carl cuidar da proteção deles em San Diego.

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Gibby não sabia que horas eram quando acordou com o celular tocando. Pensou em não atender, mas acabou virando para o lado e esticando o braço para alcançar o aparelho.

–Alô? – ele perguntou sonolento, sem sequer olhar quem era.

–Você é especial pra mim. – a voz do outro lado da linha ironizou brava – nunca faria nada disso com você. Não, imagina! EU QUE FARIA! – ela gritou.

–Tasha? – ele sentou na borda da cama assustado. O que ela queria?

–Não, o papa e beije meu anel... – ela continuou com seu tom sarcástico – Você é um galinha. Ah, não, espera. Como é mesmo a palavra? Você é um garanhão, não é mesmo?

–Tasha, amor, olha...

–Amor? AMOR? Não me chama de amor, seu imbecil! – ela berrou furiosa — Você mal chegou a San Diego e já arranjou uma qualquer aí pra comer!

–Não, Tasha, te juro que não.

–Eu até estava caindo na sua lábia, seu infeliz. Mas agora? Agora eu quero que você se exploda no inferno junto com todas essas vadias que você pega!

–Tasha, o que eu fiz? – ele perguntou suspirando sem entender o que tinha acontecido pra ela ficar tão brava.

–Seu cara de pau! Até parece que não sabe o que você fez! A gente terminou em um dia e no dia seguinte você foi à festa da Carly e brincou de sete minutos no paraíso* com ela! – ela pegou fôlego – TIVERAM QUE BATER MILHARES DE VEZES NA PORTA PRA VOCÊS SAÍREM DE LÁ! – ela respirou fundo numa tentativa de se acalmar – Vai dizer que não? Que isso não aconteceu?

(N/A: Sete minutos do paraíso é um jogo onde duas pessoas são escolhidas para ficar trancadas dentro de um armário fazendo coisas feias durante sete minutos. Não tô ensinando nada a ninguém e nunca joguei isso. ''-.-)

–Não vou, mas Tasha, amor, olha...

–A Cris estava na festa, ela me contou tudo, seu sem-vergonha. – ela pausou e logo depois voltou a falar. – Isso sem contar que ontem você saiu com uma tal de Danielle que você carinhosamente chamou de Dani. Deu uns pegas nela também? – ela perguntou lívida – Ela está aí na sua cama agora?

–Não, Tasha, eu te amo, não faria isso com você!

–Não, mesmo?Imagina... – ele podia jurar que ela estava revirando os olhos – Do mesmo jeito que não pegou a Carly no dia seguinte que a gente terminou. Primeiro a Sam, a Carly e agora uma qualquer. Estou cansada das suas traições, Gibson.

–Eu nunca te traí, Tasha. – ele disse sério. Nunca tinha feito isso mesmo.

–Nunca? Eu vou à casa do meu namorado e encontro a Sam dormindo na sua cama. COM SUA ROUPA! Ela estava lá por quê? Ela tinha ido conferir se sua cama era confortável? – ela perguntou ainda com o tom sarcástico. – Deve ser, porque né, todos devemos canonizar o santo Cornelius Gibson!

–Ela estava mal. Eu já te expliquei na época.

–Ah, cala a boca, Cornelius. A Sam deve ser só mais uma das vadias com quem você me traiu.

–Ok, é assim? Vai xingar minhas amigas agora? Ou melhor, vai xingar as suas amigas agora?

–Você não presta! E nem vem botar a culpa em mim por...

–Quer saber? Chega! Eu não fiz nada, nunca te traí e sempre fui um bom namorado. Não vou ficar aguentando suas raivinhas e ciúmes. Cansei, Tasha. Cansei. Não quero mais saber que você existiu. – ele disse bravo – Adeus.

Ele colocou a cabeça no meio das mãos e, num surto de raiva, jogou o celular na parede fazendo o aparelho se despedaçar. Grunhiu se jogando na cama.

Como ela podia afetá-lo daquela forma? Parecia que ela fazia aquilo de propósito só pra ver ele mal. Exatamente como estava agora.

E ela ainda teve a audácia de envolver suas amigas em seu ciúme doentio. Carly era só Carly. Era verdade que ele se trancara com ela dentro do closet, mas era só para Cris dizer aquilo para Tasha e ela ficar com ciúmes. Realmente tinha rolado um beijo, dois, talvez três.

Ok, ele não sabia exatamente quantos, mas ninguém era capaz de repreendê-lo por isso: ele nunca tinha sido bom em matemática.

E Sam... Ele tinha salvado Sam de ser vítima de uma... Tasha não confiava nele. Ele nunca sequer dera um só motivo pra ela desconfiar dele.

Mas ela sempre subvertia qualquer coisa que ele fazia, mesmo que fosse boa, e aquilo virava contra ele mesmo. Ela não fazia bem a ele. Porém ele gostava tanto dela que ficar longe dela também não fazia bem pra ele.

Grunhiu com ódio. Gibby não era de ficar prostrado na cama por perder uma mulher. Não ele era daqueles que se erguiam sozinhos. E era isso que ele ia fazer: ia tomar um banho para se refrescar, ia sair para comprar um novo aparelho telefônico e chamaria os amigos para almoçar.

Quem sabe não ligasse para Danielle e ela não aceitasse sair com ele. Se ele era acusado de ser galinha, ao menos que fosse um de verdade.

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Alguns anos antes:

Gibby era um menininho de treze anos feliz. Tinha um corpo bonito, sabia dançar, tinha uma família que o amava e amigos legais.

O que mais pediria?

Ele tinha consciência do que tinha e era feliz por ter todas essas coisa. Era por isso que quando Carly pedira a ela para ir a casa dela treinar Spencer, ele fora com toda a sua boa vontade.

Só que não fora nenhum pouco legal o mais velho ter mandado Gibby até o parque mentindo que iria correr até lá. Sim, Gibby sabia que era mentira. Ninguém levava mais de 4 horas para sair do Bushwell até o parque.

Ele perdera quatro horas de sua vida lá naquele parque esperando o homem que não chegava nunca.

Ah, mas Spencer ia escutar por ter feito aquilo com ele. E era por isso que agora ele caminhava a passos largos, apressados e raivosos em direção ao prédio do rapaz. Spencer escutaria umas boas verdades.

Passara na portaria tão distraído com seus pensamentos raivosos que nem escutara Lewbert encher sua paciência. Entrou no elevador e chegou ao andar de seus amigos. Como o andar que seus amigos moravam estava silencioso ele pôde ouvir umas vozes vindo de dentro do apartamento de Carly.

Vozes masculinas que ele nunca tinha ouvido antes. Nunca tinha ouvido também o tom sério que eles estavam usando ali. Com receio, colocou o ouvido na porta a fim de escutar melhor o que estava sendo dito ali.

–Cara, eu adoro o Meião, ele é como meu irmão, mas se eu soubesse que isso poderia acontecer com minhas irmãzinhas eu nunca teria me envolvido com ele. – Spencer suspirou – Eu não gosto de colocá-las em perigo. Nem Sam e nem a Carly.

–De acordo com o informante do Dexter, eles tão planejando um ataque brutal para afetar diretamente o Meião. E eles sabem o quanto ele gosta delas. Vocês são considerados da família por ele. É por isso que devemos redobrar o cuidado, principalmente com elas. – disse um dos homens.

–Meião mandou que nós três servíssemos de guarda-costas para ambas, mas precisamos que alguém nos acompanhe caso aconteça um ataque. Para tirar elas do local e despistá-las. Você sabe que elas não podem saber no que a gente trabalha. Não até terem idade o suficiente...

–Eu sei... Sei de tudo isso – Spencer grunhiu – Só não sei o que eu posso fazer.

Gibby ouvia tudo de olhos arregalados. Tinha alguém querendo estragar a vida das suas amigas? Não isso não podia acontecer! Se isso acontecesse, ele não teria mais a vida feliz que estava acostumada.

Não ia deixar ninguém estragar minimamente a sua vida. Não ia mesmo. Foi por isso que ele abriu a porta fazendo os quatro homens olharem para ele.

–Tem algo que eu posso ajudar? – ele perguntou e

Spencer olhou para os homens gigantes presentes e eles assentiram olhando o gordinho. Spencer sorriu esperançoso para Gibby.

–Sente-se, Gibby, tem algo que eu quero te contar. Só escute e não faça perguntas sobre nada.

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Tempo atual:

Dani estava feliz. Sua irmã tinha acabado de ligar extasiada dizendo que tinha quase cem por cento de certeza que tinha acontecido um beijo Seddie.

Ela pediu pra irmã não publicar nada até que tivesse cem por cento de certeza e que tinha como provar sem mostrar aquele aparelho de espionagem que elas tinham comprado juntas. Sabia que a irmã iria obedecê-la então estava tranquila quanto a prováveis processos.

Mas mesmo assim, estava super feliz! Seu casal favorito agora era realmente um casal! Ela estava revendo todo seu arquivo Seddie para comemorar o beijo do casal quando recebeu uma mensagem do irmão.

Conferir o twitter? Porque ela deveria conferir o twitter? Resolveu conferir mesmo sem saber. O que era aquilo? Um twit do Gibby pra ela?

Solteiro e de celular novo. Tasha? Assunto proibido. Pensar? Só no almoço. @DaniStare quer ir comigo com o @FreddieB_ICarly e a @Sam_Puckett?

O que aquele menino pretendia? Fazê-la de step para Tasha? Isso nunca! Mas... E se ele fosse chamar a Sam e o Freddie e os atrapalhasse?

Claro. Tá no hotel? Daqui a quinze minutos eu chego aí.” Retwitou.

Ela não podia deixar Gibby atrapalhar ninguém em seus momentos íntimos. Muito menos quando seu casal favorito estava se entendendo.

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Quando o beijo acabou, Sam estava feliz. Até ela notar o que tinha feito, com quem tinha feito e ter percebido a intimidade que eles tinham agora. Desesperou-se e, sem pensar, correu para o banheiro se trancando lá.

Deixou-se escorregar pela porta do banheiro, sentando-se no chão. No que diabos estava pensando? Beijar o Benson? Dar tudo que tinha ao Benson?

Ele ia ser mais uma daquelas pessoas que a abandonariam! Bateu em sua própria testa com raiva. Mesmo que tivesse admitido a si mesma que gostava dele. Também tinha admitido a si que jamais deixaria o moreno descobrir. E o que ela tinha feito? Tinha simplesmente o beijado na primeira oportunidade que tivera!

Bateria em si mesmo se pudesse

–Sam? – ele perguntou do quarto – Você tá bem?

–Sai daqui. – ela mandou. Ele não podia acabar com seu momento de meditação sobre sua miserável vida enquanto estava sentada no chão do banheiro de um hotel em San Diego.

–O que houve? – ele perguntou novamente

–Nada – ela suspirou – Me deixa em paz!

–Sam, por favor, abra a porta – ele estava de sacanagem? Aquele beijo fora importante para ela e ela precisava pensar qual decisão e qual posição ela tomaria antes de olhar na cara dele.

Claro que ela já estava quase se decidindo a bater nele o suficiente para mandá-lo ao hospital, mesmo assim, não podia fazer isso sem pensar um pouco antes.

–Não. Eu não vou ficar... – ela se calou antes de completar a frase. “perto de você e voltar a fazer besteira”

–Eu juro que não vou fazer nada. Fico a cinco metros de distância se você quiser. Prometo. – da mesma forma que ele tinha “não feito nada” a menos de quinze minutos – Mas nós precisamos conversar.

–Não precisamos não... – ela se pausou antes de continuar a frase — Foi um erro e não vai acontecer de novo.

Era isso que ela queria? Que não acontecesse de novo?

–Sam, porque tudo isso? Você... não gostou? – ele pareceu hesitar também.

Era isso! Como ela se trancara no banheiro, ele estava novamente com seu orgulho masculino ferido. Era por isso que queria que conversassem? Pra que ele pudesse se gabar por ter conseguido beijá-la?

–Foi um erro – ela voltou a repetir com um pouco de raiva na voz.

–Não foi um erro. Não pra mim. – Ele pareceu se frear antes de falar.

Ela teve certeza do que estava pensando. Ele agora estava pensando em como convencê-la a sair dali para que ele pudesse se gabar. Ele era um miserável mentiroso! Deveria ir pro inferno por aquilo!

–Você... Você... Urgh – ela grunhiu bateu sua cabeça na porta com força. Como pudera se deixar levar por um ser daqueles? – Você é um miserável, Benson.

–Por que, Sam? – ele perguntou parecendo querer realmente a resposta.

Ela não respondeu de pirraça.

Era isso que ele queria? Um motivo para gozar dela, não era? Uh, o grande Benson tinha conseguido beijar a difícil Sam. Ele não podia se gabar por algo menos clichê?

Não pôde evitar lembrar-se do beijo. Tinha tido tanta intimidade entre eles.

Era isso mesmo que ele queria? Um motivo para gozar dela? Agora ela não tinha mais tanta certeza. Se fosse só aquilo, ele nunca conseguiria criar aquele clima de intimidade entre eles. Era impossível ele criar tudo aquilo se ele não sentisse nada.

Ele deveria retribuir ao menos um pouquinho o que ela sentia e o resto ela estava criando na sua cabeça.

Ele realmente gostava um pouquinho dela? Ela sabia que a resposta era não, mas esperava com todo seu ser que fosse sim.

–Porque me beijou? – a loira perguntou em um tom baixo,receosa da resposta – Porque fez isso, Freddie?

–Porque eu não consegui me parar – ele pareceu sincero – Eu... Você é linda e ficava me olhando daquele jeito... Eu não consegui, simplesmente não consegui me parar. Desculpe por não controlar meus impulsos.

Era pior do que ela tinha pensado antes! Ele era só mais um aproveitador que queria levá-la para cama. Agora entendia tudo! Ele estava sendo amável para leva-la para cama e depois ia rir da cara dela por ter sido tão trouxa de cair na dele.

Uma lágrima ficou presa em seu olho. Uma lágrima de ódio.

–Você é igual a todos os outros, Benson. – ela disse.

–Por gostar de você? Sim. – ele disse em um tom triste — Todos gostam de você, Sam. Você é tão perfeita que simplesmente não tem como não gostar.

E o filho da mãe ainda ficava querendo bajulá-la!

–Cala a boca. – ela mandou.

–Mas... Eu não sou igual aos outros, porque eu realmente gosto de você. Não da sua imagem, não do seu corpo, não da sua mente. Nada dessas coisas separadas me atraem. – O coração dela falhou uma batida. Ele estava sendo sincero? – Eu gosto de você pelas suas qualidades, defeitos, por quem você é e nunca vai deixar de ser. – ele riu baixo – Eu gosto de você tanto que deveria ser crime!

Isso poderia ser verdade, não poderia? Poderia?

Como ela queria que fosse! Como! Mas ela sabia que a vida não era feita de quereres egoístas. Não, a vida era a dura vida de sempre e o Benson só estava piorando contando todas aquelas mentiras para ela.

Dando esperança que ela poderia ser feliz. Torturando-a com a esperança de ser feliz.

–Por quê?

–O que? – o moreno parecia realmente que não tinha entendido a pergunta

–Você está mentindo pra mim por quê?

–Eu não estou – ele riu de algo que ela não soube o que era – quem dera eu estivesse. Eu realmente gosto de você. Gosto mesmo. Não é aquelas coisas... arrebatadoras que todo mundo diz. Paixão arrebatadora. Não é isso. É... mais profundo sabe. – ela notava o tom sincero e meio desesperado da voz dele – Eu não sei explicar direito. Eu sei que não é amor, mas...

Isso tudo e ainda não era amor? Era o que então?

– Não é amor? – ela perguntou

–Dizem que amar dói. E não dói nenhum pouco gostar desse tanto de você. Então não é essa forma errada de amar. Não parece errado. Dizem que a gente faz loucuras quando ama outra pessoa. E perto de você eu só sinto que eu consigo ser eu mesmo. É como se você me ajudasse a me libertar de tudo.

Igual ela se sentia perto dele. Ela sabia exatamente do que ele estava falando. E ela gostava dele. Porque ele não podia gostar dela de volta?

Talvez ele também gostasse dela.

Não. Ela devia deixar de bobagens. Ele não gostava dela. Na vida dela ela nunca tivera algo bom. Ela não merecia nada bom. Ela... Ela não podia cair nessas coisas.

Agora enxergava as coisas claramente: ele planejara tudo aquilo, e ela estava caindo como patinho no plano imbecil dele. Ela tinha se apaixonado por ele e depois que eles deitassem e rolassem na cama, da forma que o Benson bem quisesse, ele ia abandoná-la.

Porque no fim, ele seria igual à sua irmã que a fazia confiar nela para depois abandoná-la.

–Qual é o seu plano, Benson? – ela perguntou meio receosa, meio com raiva.

–Plano? Do que você tá falando?

–Você... Desde que ficamos sozinhos aqui em San Diego... Você planejou tudo isso, me contar aquelas coisas, ser amável comigo esse tempo todo... Vai me conquistar e me largar depois é esse seu plano?

–Não! Porque eu faria isso?! Eu sequer sabia que ficaríamos aqui em San Diego! Como eu poderia planejar tudo isso? Eu quis sim te contar, mas eu fiz isso por que... Eu só queria que você tirasse aquela imagem que tinha de mim.

A mesma coisa que ele dissera no primeiro dia. E ainda mantinha um tom sincero.

Então porque ela não podia acreditar nele?

Ah, é, porque ela não era digna de ser feliz e ficar perto dele indicava a felicidade.

– E eu fui amável esse tempo todo com você porque é assim que eu sempre fui perto de você. Desde sempre. – ele continuava com o mesmo tom de voz – Você que nunca tinha reparado antes. Você não se dava a oportunidade de pensar que eu poderia querer seu bem.

–Ninguém quer meu bem, Benson.

–Spencer quer, Gibby quer, Carly quer. Eu quero. Deus! Quanto eu quero isso! Muito mais que todos eles juntos, eu quero. – ele tinha sido tão enérgico dizendo aquilo que ela até poderia acreditar que era verdade – Porque eu não entendo bem como é isso, mas eu ser feliz depende de você ser.

A frase que ela sempre quis escutar durante toda a sua vida. E que ninguém nunca tinha dito pra ela.

–Para de me dizer mentiras, Benson – ela implorou baixinho, abraçando seus joelhos.

–Apesar de não saber onde eu tô mentindo, eu paro. Mas não paro de dizer as verdades. Eu simplesmente não posso deixar você continuar acreditando que ninguém te ama, que ninguém te quer bem. Você tem a mim pra tudo isso. Mesmo que não queira, mesmo que me chute pra longe de você, mesmo que não queira enxergar o óbvio: você tem a mim. E nunca vai achar alguém que te queira tão bem quanto eu.

Porque ele tinha que continuar dizendo aquelas coisas com aquele tom de voz? Porque ele tinha que continuar torturando ela?

Ela esperava tão desesperadamente que tudo fosse verdade!

–Por favor, Freddie... – ela implorou sem forças

–Abre a porta e olhe nos meus olhos, veja se eu to mentindo. – disse Freddie se levantando.

Ela era capaz de olhar nos olhos dele e descobrir se era mentira ou não. Mas ela não era capaz de continuar sorrindo quando descobrisse que tudo não passava de mentiras dele e de frutos de sua imaginação.

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Assim que o beijo acabara, Freddie sorriu genuinamente feliz para a garota que arregalou os olhos e correu para o banheiro, se trancando lá.

Suspirou.

Ele tinha ido rápido demais? Estava tão ansioso para beijo que achou que leu os olhares e ações dela da forma errada. Levantou-se indo até o banheiro e batendo na porta. Ficar se indagando não ia resolver nada.

–Sam? – ele perguntou – Você tá bem?

–Sai daqui.

Foi só o que ela disse. Vendo que a garota voltara para seu casulo de insegurança, Freddie sentou-se no chão, escorando na porta do banheiro. Aquela conversa ia demorar.

–O que houve? – ele perguntou

–Nada. Me deixe em paz!

–Sam, por favor, abra a porta – ele pediu sabendo que ela não ia fazer isso. Não custava tentar.

–Não. Eu não vou ficar... – ela se calou

–Eu juro que não vou fazer nada. Fico a cinco metros de distância se você quiser. Prometo. – ele esperou pela resposta que não veio – Mas nós precisamos conversar.

–Não precisamos não... Foi um erro e não vai acontecer de novo. – ela disse, ele percebeu certa hesitação no tom dela.

Ufa. Ainda tinha uma esperança. Talvez ele tivesse se antecipado só um pouco. Talvez aquela fosse a hora de quebrar a barreira que ela construíra em torno de si, se protegendo do amor das outras pessoas para não se decepcionar depois.

–Sam, porque tudo isso? Você... não gostou? – ele perguntou hesitando também. Talvez ele realmente tivesse sido mais rápido do que a garota conseguia aguentar.

–Foi um erro – ela voltou a repetir.

–Não foi um erro. Não pra mim. – ele freiou um “eu te amo”. Não ele não podia forçar Sam ainda mais. Não quando ela parecia em seu limite.

–Você... Você... Urgh – ela grunhiu e Freddie ouviu uma batida na porta e soube que ela também estava sentada no chão escorada na porta. – Você é um miserável, Benson.

–Por que, Sam? – ele perguntou com seu tom mais calmo. Ainda assim estava curioso, o que ele tinha feito que ele não sabia?

Ela não respondeu, e o moreno não soube quanto tempo eles ficaram em silêncio.

–Porque me beijou? – ela perguntou de repente, em um tom tão baixo que ele não soube se tinha escutado certo – Porque fez isso, Freddie?

–Porque eu não consegui me parar – ele foi sincero – eu... – o moreno suspirou – você é linda e ficava me olhando daquele jeito... Eu não consegui, simplesmente não consegui me parar. Desculpe por não controlar meus impulsos.

Mais um pouco de silêncio antes dela voltar a falar

–Você é igual a todos os outros, Benson – o tom dela era de raiva e percebeu que tinha algo de choroso em sua voz.

Ele estava a fazendo chorar? Por quê? Porque de novo? Ela realmente não gostara do beijo?

–Por gostar de você? Sim. – ele disse em um tom triste — Todos gostam de você, Sam. Você é tão perfeita que simplesmente não tem como não gostar.

–Cala a boca. – ela mandou, mas ele não podia obedecer ela.

–Mas... Eu não sou igual aos outros, porque eu realmente gosto de você. Não da sua imagem, não do seu corpo, não da sua mente. Nada dessas coisas separadas me atraem. – ele sorriu ao se lembrar da imagem dela sorrindo pra ele – Eu gosto de você pelas suas qualidades, defeitos, por quem você é e nunca vai deixar de ser. – ele riu baixo, meio triste – Eu gosto de você tanto que deveria ser crime!

Ela ficou em silêncio e ele pensou que talvez tivesse piorado tudo com aquela declaração.

–Por quê?

–O que? – o moreno realmente não tinha entendido a pergunta

–Você está mentindo pra mim por quê?

–Eu não estou – ele riu – quem dera eu estivesse. Eu realmente gosto de você. Gosto mesmo. Não é aquelas coisas... arrebatadoras que todo mundo diz. Paixão arrebatadora. Não é isso. É... Mais profundo sabe. Eu não sei explicar direito. Eu sei que não é amor, mas...

– Não é amor? – ela perguntou num fio de voz

–Dizem que amar dói. – ele suspirou – E não dói nenhum pouco gostar desse tanto de você. Então não é essa forma errada de amar. Não parece errado. – sorriu – Dizem que a gente faz loucuras quando ama outra pessoa. E perto de você eu só sinto que eu consigo ser eu mesmo. É como se você me ajudasse a me libertar de tudo.

Eles ficaram em silencio por um tempo.

–Qual é o seu plano, Benson? – ela perguntoucom raiva.

–Plano? – ele perguntou sem entender – Do que você tá falando?

–Você... Desde que ficamos sozinhos aqui em San Diego... Você planejou tudo isso, me contar aquelas coisas, ser amável comigo esse tempo todo... Vai me conquistar e me largar depois é esse seu plano?

–Não! Porque eu faria isso?! Eu sequer sabia que ficaríamos aqui em San Diego! Como eu poderia planejar tudo isso? – ele suspirou – Eu quis sim te contar, mas eu fiz isso por que... – outro suspiro – eu só queria que você tirasse aquela imagem que tinha de mim. E eu fui amável esse tempo todo com você porque é assim que eu sempre fui perto de você. Desde sempre. Você que nunca tinha reparado antes. Você não se dava a oportunidade de pensar que eu poderia querer seu bem.

–Ninguém quer meu bem, Benson – ela disse com uma certeza absurda.

–Spencer quer, Gibby quer, Carly quer. Eu quero. – ele jogou a cabeça para trás e colocou a mão direita no cabelo, mania de quando estava desesperado — Deus! Quanto eu quero isso! Muito mais que todos eles juntos é o tanto que eu quero. Porque eu não entendo bem como é isso, mas eu ser feliz depende de você ser.

–Para de me dizer mentiras, Benson – ela disse baixinho, meio implorando. Ele sorriu ela estava acreditando nele.

Ele não tinha estragado tudo com sua rapidez então.

–Apesar de não saber onde eu tô mentindo, eu paro. Mas não paro de dizer as verdades. Eu simplesmente não posso deixar você continuar acreditando que ninguém te ama, que ninguém te quer bem. Você tem a mim pra tudo isso. Mesmo que não queira, mesmo que me chute pra longe de você, mesmo que não queira enxergar o óbvio: você tem a mim.

–Por favor, Freddie... – ela disse

–Abre a porta e olhe nos meus olhos, veja se eu tô mentindo. – disse Freddie se levantando.

Depois de um tempo, ela abriu a porta e ele sorriu ao vê-la ali.

Apenas com medo.

Aquela era a Sam de verdade, sem máscaras. Ele não pôde se sentir mais feliz ao vê-la ali olhando diretamente nos seus olhos.

Ficaram em silêncio por um tempo, ele esperando pacientemente feliz que ela terminasse de ler sua alma e ela vendo tudo que ele tinha a oferecer. Quando ele viu um resquício de felicidade nela, resolveu quebrar o silêncio.

–Prazer – ele começou com um sorriso que somente ela conseguia tirar dele -, eu sou Fredward Benson, o amor da sua vida.

Ela o olhou com medo, receio e logo suspirou.

–Achei que não fosse amor.

–Não é. Não o amor errado que todos pregam. É o amor certo... – eles ainda se olhavam – Por favor, Sam. Eu sei que você não se acha digna de ser feliz, mas... Deixe-me provar o quanto você merece ser feliz. Dê-me uma oportunidade de te provar que a felicidade existe pra gente como nós.

–Essa história de felizes para sempre não existe, Freddie. – ele se aproximou dela e ambas as mãos encostou no queixo da garota, seu dedão fazia um leve carinho na bochecha

–Não precisamos ser felizes para sempre. Apenas ser felizes uma vez. E longe de você eu sei que eu nunca conseguirei ser nunca. – ele se aproximou dela mais uma vez – Eu mereço ser feliz e você merece muito mais que eu.

As testas ficaram encostadas. Coladas uma na outra.

–Não, eu...

–Sam – ele colocou gentilmente um dedo na boca da garota a impedindo de continuar – Eu sou o nerd. Eu sei das coisas.

–Até sobre isso? – Freddie assentiu com a cabeça fazendo ambas as cabeças se movimentarem – Como você pode ter certeza disso?

Ele sorriu e se aproximou mais, chegando a encostar seus narizes.

–Você quer me beijar – foi o que ele disse se aproximando lentamente – Você quer desesperadamente me beijar e mesmo assim não sente o coração palpitar no peito. – ela foi pra frente na tentativa de beijá-lo, mas ele se afastou o suficiente para continuar falando — Você simplesmente sente essa sensação maravilhosa de estar fazendo as coisas certas quando está perto de mim. Você... – ele roçava seus lábios nos lábios da garota – sente que pode fazer tudo quando eu tô ao seu lado. Você se sente pura perto de mim. Você consegue me ler apenas me olhando. Sabe o que eu penso, o que eu sinto sem eu precisar falar. – ele a abraçou puxando o corpo dela mais para si – Você sente tudo isso sem sequer sentir medo, receio...

–Como você sabe? – ela perguntou se aconchegando mais a ele

–Porque comigo é igual. Sem mudar nada. – ele riu de si mesmo, lembrando-se de como descobrira que gostava da loira à sua frente. – Você sabe e sente que vamos ficar juntos, a não ser que a gente se esforce para que isso não aconteça.

Sam parecia estar completamente inebriada ali, naquele momento. Não muito diferente dele, que estava completamente fascinado pela menina à sua frente. Nem ela parecia escutar e entender tudo que ele falava, nem ele parecia saber o que estava falando.

Ela capturou seus lábios em um gesto rápido e eles começaram um beijo simples e calmo como antes. Apenas num encostar de lábios. Ele esperou que dessa vez fosse no tempo dela. Por isso ela quem passou a língua no lábio inferior dele pedindo passagem e ele deu.

Abriram a boca, calmamente dando passagem para suas línguas começarem a dançar, não eroticamente, apenas a dança que os unia. Freddie tentava ali, fazer Sam entender o quanto ele a amava. O quanto ele a queria.

Ela levantou os braços e suas mãos percorreram todo o corpo do moreno até chegar à nuca deles, lentamente ela o trouxe mais para perto. Ele deixou uma de suas mãos escorregarem até a bunda da loira e também a puxou para perto.

O ritmo do beijo aumentou, sem perceber o que fazia, Sam ficou nas pontas dos pés e Freddie pôde se esticar, colando completamente o corpo de ambos. Uma das mãos da loira já tinha saído da nuca e ido bagunçar os cabelos dele, enquanto a outra percorreu todo o peito desnudo do rapaz e indo parar em suas costas puxando Freddie para mais perto ainda.

Eles sabiam que ainda não era hora, por isso diminuíram o ritmo do beijo aos poucos, as mãos voltaram à nuca e às costas. E em algum momento o beijo se transformou em apenas selinhos. Ele abriu o olho e viu Sam ficar ainda de olhos fechados, ela os abriu calmamente e sorriu.

–Você... É louco – ela disse.

E ele soube que ela o tinha aceitado.

Notas finais
Como alguns de vocês já sabem, eu e a Jaqs (que escreve 40 dias para te reconquistar) estamos pensando em fazer uma fic juntas. o/ Fiquem ligados que de repente a gente posta um aviso oficial sobre isso.
U.U Jaqs, era pra eu ter dito isso antes, mas né...
O que acharam desse cap? Porque Sam disse que a irmã a abandonou? Sabem? Sabem? Bem vocês só vão descobrir isso na terceira noite, então vai demorar um pouquinho pra descobrirem.
E o que pensaram do flashback do Gibby? Revelador? E o Meião? Lindo, poderoso e tatuado. Alguém me arranja um desses, por favor. XD
Bem, próximo cap: IStart. É sobre o começo de tudo, quando Freddie começou a gostar dela, quando ele começou a planejar para conquistá-la, quando eles começaram a namorar e vai mostrar como o Gibby é... Lembra que ele disse que nunca traiu a Tasha?
Deixa eu ficar quieta...
Beijos da Yo Mismo.