ISan Diego
13 IReveal
Notas iniciais
YOOOOOOOO Minna!!! Sim, é a parte dois da saga "meião"
Gente foi mal a demora pra postar o cap, mas eu tenho um novo amor que anda gastando todo o meu tempo livre. Na verdade são dois novos amores: um é o anime mais perfect de todos *-* Fairy Tail e outro são os completamente lancháveis meninos do Sweet Sorrow. (Se alguém quiser me dar um dos meninos de presente, eu to aceitando feliz)
Se bem que eu não demorei tanto, já que eu postei uma cena cortada da fic que se chama A Conversa. Ainda não leu? Passa no meu perfil e confere. Vai ter uma referencia a ela num cap mais pra frente.
Ah, eu estou feliz!!! Por que? por que? por que? Porque eu recebi mais uma recomendação!!! WEEEE. THANKS DeessaCoelho pela recomendação!!
Eu vou dedicar esse cap à seddie-forever que foi minha inspiração pra coisas futuras, à Juhforever que não desistiu da fic dela por minha causa e a Dessa Coelho que foi a última pessoa a me recomendar.
Tá chega de blablabla.
Espero que gostem do cap.
Freddie mal dera o arranque no carro e Gibby ergueu os braços dizendo aleluia.
–Achei que nunca acabaria isso – reclamou Gibby depois que Freddie tinha saído dali. — Que clima horrivel!
–O que mama não faz por uma boa comida... – Sam passou a mão na barriga mostrando que estava satisfeita.
–Quase que não sobra pra gente. – riu Freddie – Eu tive que deixar pra você comer e agora to com fome.
–E eu ainda to com fome também. – concordou Gibby
–E eu to com vontade de comer almôndegas... – Sam lambeu os lábios.
–Você é um poço sem fundo, Sam. – reclamou Gibby e a loira continuou lambendo os lábios lembrando-se das almôndegas.
–Amor, não faça isso enquanto eu to dirigindo.
–Isso o que? – ela perguntou e os meninos reviraram os olhos
–Passar a língua nos lábios, oras. – ela revirou os olhos.
–Para de me chamar de amor, então. – Gibby, no assento traseiro, colocava um dedo na boca e fazia um sinal de quem ia vomitar a qualquer momento.
–Porque eu deveria? – eles já tinham chegado ao hotel do menino – Eu te amo, vou te chamar de que além de meu amor? – Gibby dessa vez realmente tinha ficado enjoado.
O namoro deles ia ser aquela melação mesmo?
–Se você me odiasse, você não me chamaria de meu ódio. – ele riu do argumento da loira
–Argh, vocês são nojentos. Parem com isso antes que eu tenha diabetes! – reclamou Gibby revirando os olhos – A gente ainda vai gravar as coisas hoje à noite?
–Eu não to com cabeça pra isso. – Sam balançou a cabeça negativamente – Além de que o Freddie ta me devendo algumas explicações.
–Cara, te desejo sorte – disse Gibby saindo do carro.
–Hei – Gibby se escorou na janela de Sam e Freddie continuou – Não esquece que amanhã cedo a gente vai gravar um vídeo de desafio logo pela manhã e depois tem o almoço com o Big Bang.
–Era só isso, agora vaza do meu lado. – fazendo o famoso gesto de “xispa” com a mão e Gibby desencostou do carro.
–Sam, tão doce quanto o jiló. – reclamou ele rindo – Até mais pra vocês. – ele deu um tapa na lataria do carro, indicando que os amigos já poderiam ir.
Freddie recolocou o carro em movimento e deu uma olhada rápida na loira que parecia pensativa. Ela mandou ele parar num supermercado que tinha no meio do caminho.
–Você realmente quer saber de tudo, não é? — ele perguntou para quebrar o silêncio
–Sim. – ela olhou um mercado e mandou ele parar ali. – Que tal se a gente repetisse o primeiro dia? Temos revelações a fazer e podemos comprar umas cervejas também... – ele franziu a testa – Agora a gente tem um frigobar no quarto e pode encher ele de coisas.
–Você quer beber? – perguntou Freddie saindo do carro, Sam também saiu – Eu não acho uma boa idéia. Carly vai me matar se descobrir que eu to te levando para esse caminho.
–Nerd, deixa de ser certinho! — ela reclamou enquanto caminhavam até o mercado.
–Eu não sou. Não muito pelo menos, mas acontece que eu simplesmente não vou deixar você ir por esse caminho. — o tom dele era firme – Além do mais, você tem que prestar bastante atenção no que eu vou contar ou não vai entender porque a história além de ser longa é complicada.
–Chato. – ele riu da garota emburrada
Eles entraram no mercado, compraram alguns refrigerantes e salgadinhos, sorriram para algumas câmeras e se foram dali.
–Bolo gordo! – ela exclamou feliz dentro do carro, enquanto abria um bolinho – Eu até te ofereceria, mas eu sei que você não quer.
–Quem mentiu que eu não quero?
–Meu estômago. – ele riu, de repente ela fez uma careta, levantou o braço e cheirou sua axila – Quando a gente chegar no hotel, eu vou fazer questão de tomar logo um bom banho.
–Quer companhia? – ele perguntou, como se falasse do tempo
Ela o analisou. Sabia bem onde aquilo daria, mas não estava preparada ainda.
–Não... Eu sei tomar banho sozinha.
–Tem certeza? – ela revirou os olhos vendo o menino estacionar o carro. – Eu sei esfregar as costas que é uma beleza...
–Deixa de ser safado, nerd. – ela o repreendeu enquanto saia do carro, o fazendo rir. – Eu banho e depois você vai. Ok? – ela abriu a porta de trás para pegar o que trouxera do mercado – O imbecil do Gibby esqueceu as coisas dele aqui.
–Deixa aí mesmo, depois a gente entrega... – eles caminharam em silencio até que foram chamados pelo recepcionista do hotel. – Oi?
– O Palace Hotel pede sinceras desculpas pelo ocorrido. Nós instalamos essa tarde um sinal que interfere em qualquer escuta. – Freddie pareceu entender algo e Sam quase pôde ver uma luz acender acima da cabeça dele
–Que não seja a sua né, Carl – riu Freddie – Tem mais algum recado?
–Sua mãe quer que o senhor fale com ela. Fora isso não há mais nada. – O recepcionista pigarreou – Como o senhor me descobriu, Sr Benson?
– Não teria como ser tão rápido na recuperação do computador se você não estivesse perto da gente a maior parte do tempo. – Sam olhou para o recepcionista tentando lembrar dele, sem sucesso – Sem contar que você não nos deu bronca ontem à noite.
–Estava tão fofinho! Eu não poderia atrapalhar! – O rosto de Carl adquiriu um ar sonhador e um sorriso brincou nos lábios do rapaz.
–E porque você mandou o áudio pro John? – perguntou Freddie.
–Era tão fofo! – O recepcionista aumentou sua expressão sonhadora, mas ele pareceu lembrar-se de algo e sua expressão mudou para séria – E ele pediu com tanto jeito...
–Ele ameaçou te despedir. – concluiu Freddie
–É. – Freddie riu e Carl continuou – Creio que os senhores precisam de um tempo para conversarem sobre seu pai uma vez que ele tenha dado ordem expressa para que isso ocorra, certo? – Sam viu que Carl estava repassando uma ordem que Freddie não sabia – Vou ativar o aparelho que interfere em toda e qualquer escuta, inclusive nas minhas. Então vocês terão total privacidade para conversarem.
Freddie olhou no relógio. Ainda era nove e meia. A noite ainda seria bem longa.
E ela realmente foi direto ao banheiro tirar a fantasia de abelha e tomar seu banho enquanto ele ficou no quarto e guardando as coisas. Quando ela saiu de lá ele parecia vidrado em algo que via na TV
–O que é isso, nerd?
–Vão lançar o Pearplay semana que vem. – ele disse completamente animado sem tirar os olhos da TV
–E o que é isso? – ela perguntou secando o cabelo. Ele a olhou como se ela tivesse um terceiro olho
–É o melhor videogame que alguém já criou! Não vai precisar se movimentar para jogar. É só pensar!
Ela riu da animação dele e o mandou tomar banho enquanto ia ligar para Carly. Ele fingiu que ouviu a menina, mas não se mexeu do lugar, ela riu mais ainda dele e de suas manias de nerd e ligou para a amiga.
–Alô?
–Carly!
–Até que enfim, vocês se lembraram que eu existo! – a menina fez drama – Como estão as coisas entre vocês? Ninguém ta morto aí, certo?
–Não. Eu tenho algumas novidades. – E Sam se pôs a contar sobre o caso do computador roubado -... e aí um tal de Carl já recuperou o computador.
–Como assim um tal de Carl? Ele é o nosso segurança desde que Nevel me levou até o beco para tentar roubar um beijo. Lembra daquela semana que a gente teve que aturar a maluca da Mandy?
–É? Sério? – perguntou Sam espantada
–Você não presta mesmo atenção no que a gente fala, né?
–Vocês geralmente não falam só blábláblá isso, blábláblá aquilo? – ela perguntou e soube que a outra revirava os olhos – Enfim, ele resolveu o problema do computador
–Tem mais alguma coisa pra dizer, além disso? Lembro que você tinha dito novidades. No plural.
–Bem, eu tenho – Sam colocou o celular no viva voz e viu Freddie se levantar, provavelmente tinha escolhido aquele momento para ir tomar banho – Pode ficar aí. Nem pense em fugir.
–Mas Sam...
–Eu falei pra ir tomar banho àquela hora.
–Você parece minha mãe – ele desviou do chinelo que ela jogou e mostrou a língua para ela– Errou.
–Eu ainda to na linha! — reclamou Carly – Bem, se vocês não vão contar nada, eu vou: como vovô saiu da UTI e não teve sequela nenhuma, amanhã de manhã vocês têm que me pegar no aeroporto às 9 da manhã. O voo sai daqui às sete: anotem isso pra não esquecer. Agora contem a novidade de vocês
–O vovô está bem? Está falando?
–Sim. Ele até ameaçou a vovó Socko. – os três riram
–Aqueles dois... não sei se é ódio ou amor! – Sam riu
–Vocês acham que eu vou esquecer, mas não vou: contem a novidade LOGO!
–A gente ta namorando. – vomitou Freddie de uma vez.
–Ah, só isso? – perguntou Carly – Oficializaram?
–Como assim oficializaram? Nós começamos a namorar hoje à tarde!
–Sério? Achei que tivesse sido mês passado e que vocês tivessem tentando esconder! – Carly riu alto – Acho que eu perdi um bom dinheiro pro Gibby então.
–Eu não acredito que vocês apostaram que a gente tava namorando. – reclamou Freddie
–Eu achei que ia ser dinheiro fácil. – Sam revirou os olhos – Bem, parabéns então.
–Só isso que você vai dizer? – perguntou Sam. – Não vai surtar? Gritar?
–Se você quiser...
–Não, ninguém quer. – disse Freddie – Agora eu posso banhar, mãe?
–Me chama de mãe de novo, nerd, pra você ver o que acontece com sua cara.
–Mãe. – foi o suficiente para ela avançar nele. Ele, aproveitando que a loira não esperava aquilo, se abaixou e a pegou pelas pernas de novo. Com o susto o celular foi para o chão – Você não cansa de cair nisso?
–Me solta, nerd, eu não sou um saco de batatas, caramba!
–Oh, o amor... Vão namorar e eu vou ficar aqui, sozinha no meu canto, sem fazer nada... Plantando cogumelos... (N/A: Quem viu Ouran High School Host Club vai entender a piada.)
–Tchau Carly – Freddie não parou de carregar a loira em seu ombro em direção ao banheiro – Cuidado com a cabeça – Ele parou perto da porta e esperou a loira se abaixar
–Eu já tomei banho, nerd! – reclamou enquanto entravam no banheiro
–Spencer, seu sapato ta pegando fogo! – gritou Carl, ainda na linha – Cadê meus marshmellows pra assar agora? – eles ouviram a ligação cair.
Sam não sabia se ria da amiga ou se continuava a se debater para não entrar no banheiro. Decidiu-se por morder as costas do rapaz com força.
–Ai, caramba! – ele deixou Sam no chão do banheiro e coçou onde ela tinha mordido – Porque você fez isso?
–Porque você tava me levando para o banheiro de novo? – ele sorriu maliciosamente e ganhou uns tapas por isso – Deixa de ser safado menino.
–Eu não disse nada – ele a abraçou – Você é quem ta pensando besteira.
–Sei bem que sou eu... – ela deu-lhe um selinho – Toma logo seu banho que eu vou ligar para outra pessoa.
–Quem?
–Eu tenho que falar cada segundo da minha vida pra você agora?
–Sim. – ele riu – Vai lá fazer a ligação – ela se virou para ir embora e Freddie deu um tapa em sua bunda, ela o olhou indignada – O quê? Eu não fiz nada!
–Vamos parar com isso, ok? – ela disse séria virando seu corpo para ele – Pare com essas gracinhas pra cima de mim ou isso entre a gente não vai dar certo.
–Do que você ta falando? – ele perguntou confuso
–Isso que você faz. Esse seu lado safado. Pare com ele pra cima de mim. – ela suspirou – Eu não estou acostumada com ele... Aliás, eu nem sabia que você o tinha.
Ele suspirou. Ela estava com medo e aquele era o jeito de ela expressar isso.
Tinha esquecido completamente que apesar de tudo, ainda tinha que ir com calma para cima da menina. Ele não podia simplesmente jogar todos seus hormônios masculinos para cima dela e esperar que ela aguentasse. Porque ela não aguentaria. E era isso que ela tava dizendo para ele.
–Desculpe – ele se aproximou dela na esperança de dar um abraço na garota, mas ela se afastou – Eu... Me desculpe. Vai lá fazer suas ligações depois a gente se fala.
Ela ofereceu-lhe um sorriso triste antes de sair do banheiro.
Enquanto Freddie tomava banho, ela ligou para a única pessoa que poderia explicar as coisas para ela: a vó do melhor amigo do irmão da sua melhor amiga. Ela riu de si mesmo pensando o quão distante a velha deveria ser de si, mas o quão próxima ela era.
– Alô – disse uma voz do outro lado da linha depois de quatro toques
–Vovó! Quantas saudades!
–Minha pequena! – Saudou a velha – Você está me ligando? Devo assumir que está com problemas?
Nunca dava para esconder nada da vovó Socko. Sam sorriu feliz com isso, a velha realmente se importava.
–Sim, não... Ah, vó, eu não sei! – disse a loira, confusa – Eu estou namorando o Freddie.
–Finalmente! – exclamou a velha – Lembra que eu disse que vocês eram feitos um para o outro?
–Eu sei vó. Mas... – a menina suspirou – Eu... Eu não queria acreditar. Eu estou confusa agora. Não sei se é certo.
–O que você não sabe se é certo?
–Eu não sei se é certo... Isso de namorar com ele. – ela grunhiu indignada consigo mesma – E ele também está vindo com a mão cheia de dedos dele para cima de mim e... Argh!
–Calma. Você é minha neta e eu não gosto quando você fica nervosa assim. – disse a velha – Vamos por partes, certo? Respire fundo, pense um pouc: o que você sente perto dele é bom?
–É...
–Então dê uma chance a si mesmo. Eu sei que você costuma achar que coisas boas não acontecem para você, mas tome isso como uma exceção. Ok? – Sam falou um ok bem baixinho e a velha continuou – Eu aposto um braço que Freddie nunca teve a intenção de te deixar mal com nada, então se você está desconfortável com algo simplesmente fale.
–Eu falei, mas ele ficou meio triste.
–Bem, é claro que ele vai ficar triste, a mulher que ele ama está rejeitando um lado dele. – explicou a velha – Mas ele vai entender e vai ir com mais calma.
–Eu não gosto quando ele fica minimamente triste, vó – ela foi sincera –, eu fico mal com isso.
–Oh meu Deus! – exclamou a velha surpresa – Vocês são rápidos ein...
–Do que a senhora está falando? – perguntou uma confusa Sam
–Por acaso vocês ficaram se olhando e era como se... você estivesse dentro da mente dele? – perguntou a velha recebendo um sim como resposta e rindo em seguida – Ok, vocês são bem rapidinhos ein.
–Do que a senhora ta falando, vó?
–Tem uma lenda antiga... dessas que ninguém dá valor... Se não me engano eu já te contei. É sobre uma alma em dois corpos.
–Eu lembro dela, vó. A senhora ta dizendo que eu e o Freddie temos essa ligação?
–Bem, eu e o meu Gerald tínhamos. E estava na cara de quem quisesse ver que vocês dois também tinham. – ela disse – Se vocês já passaram dessa fase de fazer essa conexão mental, relaxe, ele vai saber o que fazer e você também saberá.
A cada palavra da mulher ao outro lado da linha, Sam acumulava medo e mais medo.
–Mas eu não quero isso pra mim! – exclamou Sam – É assustador!
–Vocês, jovens, sempre fazendo tempestade em copo d’água.
–Jovens? Quer dizer que o Freddie sabe disso? – a velha respondeu afirmativamente – E não me contou?
–Sam, eu te contei isso várias vezes, mas você não acreditou em mim. – disse a velha – ele me disse que te falou umas vezes também, mas você não acreditou.
–ERA UMA LENDA! EU NÃO SABIA QUE COISAS DESSE TIPO EXISTIAM!
–Ai, ai, jovens... – reclamou a velha impaciente. –Existem e você é uma sortuda de achar o seu outro corpo, então não reclame. – a velha suspirou audivelmente do outro lado da linha – Tem algo mais, Sam?
–Tinha, mas... Eu não lembro agora. Vó, eu tenho que falar com o Freddie agora.
–Tudo bem. Domingo a gente se encontra, certo?
– Claro. – ela respondeu antes de desligar. Ela sabia bem o que iria fazer agora
Ela entrou no banheiro e viu Freddie lá, nu, com ambas as mãos na cabeça, escorado na parede e a água escorrendo em suas pernas. A expressão do menino era de dor e culpa. Sam não sabia exatamente o que ele estava pensando, mas sabia que tinha a ver com a repreensão que dera nele.
–Uma alma em dois corpos? – perguntou a menina, claramente o assustando – Desde quando você sabe disso? – Mesmo com o susto, ele não saiu da posição
–Sam? Você ligou pra vovó? – A menina ignorou o rapaz e tirou as roupas indo até o Box.
–Você sabe disso desde quando? – ela se aproximou dele
Freddie era dela. A mulher que ela considerava sua vó tinha dito aquilo. Freddie sabia disso. Ela ia pegar Freddie para ela. E iria fazer aquilo agora.
–Ela me contou há uns cinco meses – Ele olhou a loira se movimentar para mais perto dele – O que você ta fazendo aqui?
–Eu? Eu estou tomando o meu outro corpo de volta. – ela ficou de frente para ele, suas pernas por fora das dele, seus corpos totalmente encostados. A expressão que a loira mantinha era de raiva – Não é isso que se faz?
–Sam, pare com isso – ele a segurou longe de si – Eu também não gostei de saber disso no começo, mas aceite, por favor. É a vida!
Aceitar? Aceitar aquilo?
–Eu não sou sua escrava! – ela disse indignada, dando tapas no braço dele
–Sam, não é sobre isso a lenda... –ele segurou as mãos da garota
–Vocês falam que não é, mas é sim... Um sempre está à disposição do outro e... – Ela se aproximou mais dele, fazendo os corpos novamente se encostarem – As personalidades vão ser moldadas de acordo com o outro...
–Sam, não é assustador eu te garanto...
–Eu não sou sua escrava! – ela exclamou com lágrimas nos olhos. – Não sou.
Ele suspirou sorrindo e a abraçou.
–Se você quer por desse jeito... – ela sentiu ser abraçada pelo garoto – Eu sou seu escravo. – ele sussurrou em seu ouvido – E fico feliz em ser.
–Como você pode dizer isso? – ela perguntou chorando – você não é mais dono de si e...
–Eu não ia ser mais dono de mim de qualquer forma. É disso que se trata um relacionamento bom e duradouro: se entregar a outra pessoa. – Sam já tinha ouvido aquilo da melhor amiga, várias vezes. Freddie a olhou nos olhos – Então me diga: tinha alguém melhor do que você pra me entregar? –Ele a olhou e ela se assustou com o olhar cheio de amor dele – Eu acho que não.
Sem saber o que fazer, ela o beijou, mostrando que estava assustada, com raiva, triste. Ele retribuiu mostrando a calmaria que sentia dentro de si. Mas o beijo não ficou nem triste nem calmo: ficou quente.
Freddie, sem perceber, trocou as posições e a imprensou na parede e a levantou. Ela, também sem perceber o que estava fazendo, enlaçou as pernas nas costas dele o trazendo mais perto de si. Ele deixou de beijá-la apenas para distribuir longos beijos molhados pelo pescoço da loira
–Eu te amo – ele falou num sussurro rouco. – Você não faz idéia do quanto eu te amo...
Ela gemeu e o puxou mais perto com as pernas, as mãos da loira apertavam a pele do rapaz, percorrendo desde o cabelo até o final das suas costas. Freddie também a apertava como se quisessem se fundir em apenas um.
Ela puxou a face dele para mais um beijo. Entretanto, ao fazer isso, ela percebeu nos olhos dele a ausência de consciência. Era como se ele não soubesse o que estava acontecendo. Era apenas desejo e nada mais. Ali, na frente da loira não era Freddie quem estava.
Quem estava realmente ali era o desejo dele. Em sua forma mais pura.
Uma sombra de medo passou pelos seus olhos e aquilo pareceu acordar o moreno que se assustou.
–Eu... Me desculpe – ele disse, enquanto a colocava novamente no chão e se afastava um pouco da loira – Me desculpe eu... eu disse que não te mostraria o meu lado...
–Tudo bem – ela sorriu para ele – Não era como se eu não quisesse, certo?
–Você... queria? – ele perguntou esperançoso e logo recebeu um tapa na nuca, mas pela posição deles, ele acabou se aproximando com o gesto
–Não! Quero dizer, não ir tão longe... Mas eu gosto quando você mostra que me deseja – ela terminou, com o rosto virado, corada. Ele riu e ela voltou a olhar para ele – Não se ache por isso, nerd.
–Eu? Me achando por meu amor me querer? Lógico que não. – a ironia no tom era perceptível à distância. Ele roubou um selinho da loira – Então, já você não tinha tomado banho? – A garota assentiu e fez que ia sair do Box, mas ele a puxou de volta – Ah, vamos tomar banho juntos. Você já está molhada mesmo... – ele fez uma cara fofa e ela não pôde deixar de rir antes de concordar.
O banho seguiu de forma divertida, sem beijos, apenas se divertindo. Numa intimidade inocente. Quando ambos já estavam de volta ao quarto para se trocar, Sam aproveitou para dizer que ele tinha algumas gramas de gordura em sua barriga, enquanto se trocavam.
–Eu tenho oito por cento de gordura corporal. Tá que não é excelente, mas é bom. – ele se defendeu, enquanto secava as costas
–Você tinha que ser igual à mama aqui. Tudo que eu como desaparece magicamente. – ela riu apertando a pele da barriga em frente ao espelho do quarto – Viu, quase zero de gordura.
–Você gasta tudo o que come batendo nos outros... Assim é fácil! – Freddie vestiu a calça de moletom e sentou na cama esperando a loira terminar de se arrumar.
–Falando em bater nos outros, porque você não deixou eu bater no pai da Dani hoje? – ele a olhou e a viu com problemas para fechar o sutiã. Resolveu não ajudar ou acabaria atrapalhando – Nem vem, que eu sei que você não entrou na frente pra me proteger – Ele riu assentindo
–Isso só ia acabar piorando a situação. – ela colocou sutiã e sorriu feliz com o feito – Além do mais, só quem pode encostar em você agora sou eu...
–Vai nessa. – ela riu, a voz abafada pela blusão que passada por sua cabeça. – Mas eu gosto da idéia de você encostar em mim. – ela sorriu a ele
–Reclama de mim, mas ta ficando bem saidinha. – ele estendeu a mão e ela a pegou, logo se sentiu puxada na direção do menino e caindo em seu colo
–Ok, ta proibido de encostar em mim, então. – ele riu quando viu que ela não moveu um músculo para afastar-se dele.
Mesmo assim, Freddie achou melhor ficar quieto, antes que a outra realmente ficasse com raiva e resolvesse bater nele ou algo do gênero.
Ficaram curtindo aquele abraço inocentemente carinhoso até que ela pareceu se lembrar de algo já que tirou a sua cabeça do ombro dele e o olhou séria.
–O que você tem pra me dizer sobre a conversa mais cedo.
Ela levantou indo até onde tinha colocado as compras do mercado. Pegou um pacote de salgadinhos e um refrigerante e sentou no chão, escorando na cama. Ele fez o mesmo que ela, sentando-se na frente da garota.
–Qual delas? Sobre Meião, Carl ou sobre o que a vovó disse?
–Anda sabendo de muita coisa, não é, nerd? – ele riu – Qual coisa mais me afeta?
–Tudo está interligado. Então eu vou começar pelo Carl então – ele bebeu um gole do refrigerante – A primeira coisa que você tem que ter em mente sobre o Carl é que ele nunca é visto da mesma forma duas vezes. – ele riu – Ele é conhecido como Sr Invisível porque nunca tem o mesmo rosto duas vezes seguidas.
–Então como você sabia que ele era o recepcionista?
–Chute. – ele riu – Comecemos por Carl: Spencer pediu a Meião para designar alguém para nos proteger depois que você foi pega pela segunda vez por homens estranhos e Meião escolheu o homem que melhor se disfarçava para ser nosso guarda-costas. Quero dizer, ele é quem vai pra campo, porque na realidade é uma equipe de cinco pessoas que nos protege.
–Isso é sério? – perguntou Sam incrédula
–Sim. Agora tem três pessoas aqui em San Diego e duas foram com Spencer para Yakima. – ele disse e a garota arregalou os olhos. Freddie pensou um pouco – Se bem que eu acho que uma volta junto com a Carly.
–Porque a gente precisaria desse tanto de guarda-costas?
–Por causa do Meião. –O menino tomou mais um gole do refrigerante – Meião não é um fabricante de meias, quero dizer, ele as faz, mas só como hobbie. Ele se diverte fazendo trocadilhos com seu sobrenome. – riu Freddie lembrando das besteiras que de vez em quando tinha que ouvir do homem que considerava como um pai – O trabalho dele na verdade é a empresa que ele herdou do avô: a M&B Security.
–Uma das maiores empresas de seguranças é do Meião? – Sam abriu a boca, mostrando os salgadinhos mastigados
–Sam, eu não quero ver isso – ele reclamou e Sam fechou a boca murmurando algo como “menino fresco” – E sim ele a herdou do avô. O problema é que era pro pai dele comandar tudo, mas o avô, o pai e a mãe do Meião morreram num “acidente” – ele fez as aspas com a mão – de carro. Aí o Meião teve que sair da faculdade que fazia junto com Spencer para cuidar da empresa.
– Não foi um acidente, né?
–Não. A família Socko tem muitos inimigos tanto de agora quanto de antes. – Freddie tomou novamente o refrigerante, o salgadinho tinha sido esquecido em seu colo – Foi por causa desse acidente que John colocou esse tanto de segurança atrás da gente. Já que ele considera o Spencer e a gente como família dele.
Ele esperou por surtos por parte da loira, mas esses não vieram. A menina pareceu digerir bem a história. Afinal, mesmo que ela negasse, tudo aquilo fazia sentido.
–Posso continuar? – ele perguntou e a loira assentiu levemente — A família Socko só tinha a empresa para se livrar da polícia. Na verdade ela é um resquício das máfias que existiam antigamente.
A loira gargalhou totalmente incrédula e Freddie manteve a expressão séria e calma até que a menina parasse
–Isso é sério? – ela perguntou abismada.
–Sim. Eles não são uma máfia de verdade, mas antigamente eram. Aí fizeram a empresa de segurança para poder... se livrar... de quem eles quisessem e ainda ficar tranquilos com polícia e de todo o resto. Acabou que... –ele pigarreou desconfortável, como se lembrasse de algo – Digamos que a família gostou de viver na legalidade. A empresa não é nada parecida com a máfia, mas a família em si funciona... é... ela tem umas regras e rituais bem parecidos com a máfia. – ele pausou um tempo – Só que agora família é família mesmo: de sangue. Não tem mais como se filiar a ela.
A loira ainda deu um riso incrédulo.
–Sério? Se é assim, como você que não é um Socko sabe disso?
–Eu não sou um Socko? – ele riu – Não de nascença talvez, mas desde que minha mãe namora o John e ele meio que age como se eu fosse o filho dele. E ela o namora desde... Bem, desde que você foi... é... você sabe...
Fazia tanto tempo assim que mãe dele namorava e ninguém sabia?
–Então é verdade? Vocês realmente têm uma relação pai e filho? – Freddie assentiu – Acho que isso explica a conversa que você teve com ele hoje mais cedo. Mas não explica porque eu e a Carly não sabíamos de nada disso.
–Sim, explica. Digamos que faz parte da “tradição” deles – Freddie fez novamente o sinal de aspas com os dedos – que as mulheres sejam apenas protegidas sem saberem de quase nada do que acontece. Para que elas não se envolvam.
–Porque as mulheres não podem saber? – perguntou Sam curiosa
–Mulheres engravidam. – foi só o que Freddie disse – Mesmo assim... Tem várias mulheres da família que sabem muita coisa, mas não tudo e nem tanto quanto os homens.
Sam ficou vermelha de raiva, porque essa diferença entre homens e mulheres tão discrepante na família Socko?
–O que tem a ver as mulheres engravidarem?
–Jonh disse que antigamente tinha várias mulheres que sabiam as coisas nos mínimos detalhes, mas disse que elas nunca conseguiam manter o filho. – ele deu de ombros – Ninguém sabe se tem a ver ou não, mas acabou virando tradição na família. – ele sorriu para ela de forma doce – Sem contar que é muito mais romântico, você não acha?
–Não. Acho uma puta de uma sacanagem isso.
–Sam, por favor, não vamos discutir isso agora. – ele sorriu triste– Faz realmente diferença? Isso é coisa deles. – ele suspirou cansado – Eu não vou me envolver com esse lado da família e quero que você não se envolva. Spencer resolveu fazer isso uma vez e disse que passou meses sem dormir direito.
–Porque Spencer se envolveria em “assuntos desse nível”? – ela fez o sinal de aspas com as mãos.
–Pra te vingar.
Sam lembrou-se da camisa manchada de sangue de Spencer. Aquilo a chocou. Ela nem sequer era da família dele para ele a vingar. Ela sabia que ele tinha sofrido muito ao fazer aquilo. Vingança não era da personalidade dele e...
–Eu vou ligar pro Spencer, ele vai ouvir umas boas e... – ela foi cortada pelo rapaz
–De que adianta? Isso vai mudar algo? – perguntou Freddie – Conviver tanto tempo com John me ensinou a ser prático. Brigar com Spencer por proteger a irmãzinha dele não vai mudar nada, muito menos mudar o que quer que ele sinta sobre isso.
A menina deixou algumas lágrimas caírem de seu olho. Irmãzinha de Spencer?
–Eu não mereço isso. Não mereço.
–Não merece o que? – Freddie limpou o rosto da loira. Ela não pareceu ouvir a pergunta e continuou falando
–Porque vocês me protegem tanto? Eu sei me proteger!
–A gente sabe. – ele sorriu para a garota e se aproximou mais dela a envolvendo num abraço. – Só que não queremos que você faça esforço nenhum com isso. – ele sorriu para a menina, beijando sugestivamente o pescoço dela em seguida – Tem coisas mais prazerosas pra você gastar sua energia. – ela riu triste e baixo – Deixa que da sua segurança a gente cuida.
–Você tem que fazer algum papel nessa relação, né?
Ele se afastou dela como se tomasse um choque. E ela notou a besteira que tinha dito.
–Vem cá – ela esticou os braços o chamando para um beijo -, meu cavaleiro que vai me proteger dos dragões.
Ele riu e a beijou sabendo que ela tinha aceitado a situação.
Já era cerca de onze da noite quando ele resolveu que não deveriam continuar se beijando. Por isso, ele se afastou alguns centímetros da loira e acariciou o rosto dela. Ela abriu os olhos de forma meio ébria. E tentou beijá-lo, Freddie, entretanto se esquivou indo para trás. Ela tentou novamente e ele continuou se esquivando até que ele deitou no chão e ela em cima dele.
–Você está tirando minha pureza – ele brincou e ela pareceu acordar depois de piscar algumas vezes.
–Isso veio de alguém fica me agarrando a noite enquanto dorme – ela não saiu da posição.
–Engraçadinha. – Ele a beijou. Quando o carinho ficou mais quente, ele achou melhor interromper – Acho que é melhor a gente dormir. Amanhã vai ser um dia longo e eu to cansado.
A loira, percebendo o que ele queria dizer, levantou meio envergonhada do que estava acontecendo. Quando viu Freddie ainda deitado no chão, lembrou-se de uma coisa que a estava incomodando a algum tempo.
–Hoje você não tem desculpa: você vai dormir no chão – ela sentenciou fazendo Freddie a olhar completamente cético quanto ao que ouvia – É, sério. Eu não acho que é bom um namorado dormir na mesma cama da namorada.
Ele sorriu. Ela tinha se chamado de namorada. Aquilo era uma vitória! Resolveu que não era melhor brigar por coisas bobas.
–Ok. Eu durmo no chão.
–Como assim você dorme no chão? – perguntou confusa
–Você não quer que eu durma no chão? Então... Mas o edredom fica comigo.
Sam ficou quieta. Ele realmente não ia discutir nem brigar por um espaço na cama? Ele não queria dormir com ela? Como ele poderia ser tão insensível!
–Então se eu falar pra você ir dormir no Gibby tudo bem também? – Freddie a olhou magoado
–Se você tiver certeza que é isso que você quer. – ele assentiu, sua expressão era de alguém que não gostou da ideia – É o que você quer? Que eu vá dormir no quarto do Gibby?
Sam pensou em assentir, mas sua cabeça a traiu e pedaços sugestivos da música Oficially missing you tocou em sua mente. A garota suspirou pesadamente.
–Não, mas eu realmente não acho certo você dormir junto comigo. – ela assentia com a cabeça como se isso confirmasse o que estava dizendo.
– Eu não vou dormir no Gibby, mas vou dormir no chão então. Ok... – ele tentou pensar em algo lógico para explicar aquilo, acabou desistindo – Me ajuda a empurrar a cama então.
Freddie não tinha um sorriso no rosto, nem estava emburrado. Ele simplesmente não entendera porque ela tinha feito aquilo. É, ele tinha já sido avisado muitas vezes que mulheres eram volúveis. Eles estavam falando de momentos como aquele?
Sam, ainda emburrada por ele não ter brigado para dormir junto com ela, o ajudou a empurrar a cama para que sobrasse mais espaço no tapete para ele dormir. Depois de toda a mudança no quarto, ela deitou-se na cama se cobrindo com um lençol enquanto ele deitou em cima da metade do edredom de casal, se cobrindo com a outra metade.
Meia hora, uma hora, uma hora e meia depois e Sam ainda se revirava na cama. A cama não era nada confortável, nenhuma posição era boa, ela estava com frio e seu mau humor aumentava exponencialmente com tudo aquilo.
A loira rolou até que viu Freddie parecia bem confortável no chão. Ele estava até mesmo conseguindo dormir. Mas se uma Puckett não dorme, ninguém mais dorme. Ele tinha que ficar tão desconfortável quanto ela.
–Freddie, vem aqui pra cima – ela o chamou, mas não houve resposta.
Ele já estava dormindo. Ela suspirou. Não ia conseguir dormir daquele jeito. Talvez ela devesse realmente descobrir se o problema era a cama desconfortável. Carregando seu travesseiro, levantou-se e foi até o garoto que ressonava audivelmente.
Tentou deitar ali ao lado dele sem acordá-lo. Mas não conseguiu.
–Sam, o que aconteceu? – ele perguntou mais dormindo do que acordado
–A cama tá desconfortável – ela explicou – Dorme.
Ele passou um braço pela cintura da loira a trazendo para mais perto e a cobriu com o edredom minutos antes de voltar a ressonar. Novamente eles estavam abraçados e Sam sentiu aquela sensação confortável de segurança.
Definitivamente o chão era mais confortável que a cama.
Notas finais
Eu pedi pra vocês reclamarem e eu atendi a maioria dos pedidos (tem uns que não dá)
Alguém percebeu que Freddie estava escolhendo as palavras pra contar as coisas pra Sam e que ele não contou algumas coisas? Como por exemplo que a culpa foi do meião ela ter sido atacada a segunda vez?
E o que foi aquela história da lenda da vovó?
Tá, o cap não tá essas coisas mas espero que nao me matem por ele. Eu ando meio sem criatividade...
Bem, próximo cap gravações de vídeo, chegada da Carly e almoço com Big Bang.
Beijos
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