ISan Diego
3 INatural
Notas iniciais
E aí, povo do meu coração. Postei ontem, to postando hoje... Agora só semana que vem. Porque eu vou dar uma pausinha para estudar uns trens da facul. ok?
Só to postando hoje porque eu definitivamente sou mais ansiosa que todos vocês juntos! hahaha Eu fico querendo saber a reação de vocês quando ler e tals.
Sou uma autora boba. u.u
Esse cap é mais comédia de comédia e tem menos parte Seddie. Afinal, a vida também é trabalho.
Espero que gostem.
Era cerca de 7:00 quando os raios do sol, que entravam pelas janelas ao lado da cama, acordaram Sam. Antes mesmo de abrir os olhos, a mente da garota a presenteou com o que tinha acontecido no dia anterior. Tudo. Todos os pensamentos, ações e sensações. Inclusive ter se sentido em casa quando Benson a abraçara antes de dormir.
Duvidando que tudo aquilo tinha realmente acontecido, ela se mexeu. Sentiu o braço de Freddie em cima de sua barriga, as pernas dele ainda estavam encostando-se às suas.
Eles realmente tinham dormidos nus e de conchinha! Nus! De conchinha!
Ela não podia culpá-lo por isso. Fora ela quem causara toda aquela situação. Mas ela podia culpar o álcool e ia fazer isso assim que abrisse os olhos. Mas antes de abrir os olhos, ela ia traçar o planejamento do dia. Não, ela não ia simplesmente ser consumida pela vergonha o dia inteiro – apesar dela realmente querer fazer isso –, ela iria esperar o Benson acordar e ver como ele agiria. Se ele ficasse com vergonha, aquele era o fim da reputação dele. Se demonstrasse ser um babaca adolescente aproveitador, ele morreria. Se por algum milagre divino ele fosse gentil e maduro...
Ela faria o que?
Rá, como se ele fosse ser gentil e maduro com você. Pensou ela descrente da opção. Ele não é perfeito, sua mente a lembrou. Já que ele não iria ser maduro, ela teria que ser. Então, ela encararia de frente a situação. Não ficaria com vergonha de seu corpo, não ficaria com vergonha da situação, de nada. Se mostraria completamente segura de tudo. Isso!
Virou-se para o menino desfazendo a posição que aparentemente não tinha sido mudada durante a noite. Só aí abriu os olhos. Ele já estava acordado e tinha um sorriso meio sonolento no rosto.
–Olá – ele a saudara com a voz rouca, ele pigarreou para voltar ao normal – não te acordei, certo?
–Não – ele sorriu ao ouvir a voz da garota – O que foi?
– Estava pensando em como é bom acordar assim, em paz. – a garota ficou séria – O que foi, Sam? Você se lembra do que aconteceu ontem, certo? Olha, em momento nenhum eu te desrespeitei e se eu fiz isso foi sem querer. Desculpe – ele desatou a falar, só parando com a risada dela.
–Não é nada disso. Ontem não escovamos os dentes pra dormir e você tá com um bafo terrível! – ela disse ainda rindo do garoto.
Ele riu alto e a puxou para um abraço. Ele chegou com a boca perto de seu nariz e baforou na cara dela rindo. Ela parou de rir e fez uma careta de quem estava muito indignada, e ele começou a cutucá-la na barriga até que ela abriu um sorriso e ele começou a fazer cócegas nela. E ela gargalhava alto. Com os movimentos que faziam, nem perceberam quando ele foi para sentado em cima dela. Quando ele se deu por satisfeito, ele voltou à posição ao lado dela e ela o olhou, com um sorriso ainda brincando em seu rosto.
Ela estava encantada pela naturalidade que ele estava levando aquilo.
–Você também não está com uma brisa de flores no hálito – ele disse rindo –nem por isso eu te falei.
–Sou sincera, o que posso fazer? – ela disse rindo, o celular da loira começou a fazer barulho. O aparelho estava no short, que tinha sido abandonado no caminho do banheiro, ou seja, estava longe o suficiente para ela fazer um pequeno desfile pelo quarto. Pensar que era segura de si mesmo era muito mais fácil que ser realmente segura de si mesmo. – Tá longe – ela estendeu a mão pra cima para mostrar o quanto o celular estava longe, fazendo o menino rir – Pega pra mim?
Ele riu da preguiça dela e simplesmente se levantou nu como veio ao mundo e foi pegar o celular da garota.
–Alô – disse Freddie sentando-se de novo na cama e Sam ajoelhou atrás do garoto, passou os braços pelo pescoço dele e encostou o ouvido no celular.
–Freddie? Porque você tá atendendo o celular da Sam? – Carly perguntou do outro lado da linha.
–Ela tava com preguiça de levantar da cama– disse o garoto rindo – Tá tudo bem por aí?
–Sim, a gente tá no hospital ainda. O meu avô tá vivo e o coma tá estável. O problema é que o coma tá tão estável que os médicos não sabem se ele vai sair do coma.
–Amiga, você vai ver que tudo vai dar certo. – disse Sam ainda com o ouvido grudado na parte de trás do celular. – Freddie, põe no viva voz.
E foi isso o que o menino fez. Eles sentaram um de frente para o outro na cama com Freddie segurando o celular, e preocupados como estavam, nem se lembraram que estavam nus.
– Carly, você vai ver que ele vai melhorar e você volta pra San Diego ao invés de ir direto pra Seattle.
– Ai, amiga obrigada, eu sei que vocês estão preocupados de verdade com o meu avô. – disse Carly do outro lado – não é como esses abutres que só querem uma história
– Quer que eu vá praí tirar os jornalistas de perto do hospital? – perguntou Sam – Porque se eles estiverem atrapalhando seu avô de melhorar...
–Não precisa, Sam, o hospital não tá deixando nenhum deles entrarem. – Carly suspirou antes de continuar – E vocês, vão fazer o que hoje?
–A gente vai tomar um banho, por uma roupa, comer alguma coisa e ir pra rádio. – disse Freddie
–Por uma roupa? –riu Carly – Vocês estão pelados por acaso?
– Claro que estamos – disse Freddie sério – e dormimos de conchinha também.
Sam abriu a boca descrente com o moreno e o quarto ficou em silêncio. Até que Carly começou a gargalhar do outro lado da linha. Sam soltou o ar que nem sabia que tinha prendido. Começou a dar uns tapas no moreno que ria enquanto pedia pra ela parar.
–Ai! – reclamou Freddie, quando recebeu um soco no braço – Doeu de verdade! – e ela parou de bater nele
– Era pra doer mesmo! – ela disse
– Ai, Freddie, só vocês pra me fazer rir nessas horas! – disse a morena, provavelmente enxugando as lágrimas de riso– Não, sério? Tudo bem por aí? Não se mataram ainda?
–Nops – disse Sam –, to me comportando. Né, Freddie? – ela deu um olhar mortal pra ele
–Claro que sim – ele disse afastando seu tronco dela
–Sei. – Disse Carly em um tom incrédulo – Freddie, aguenta até o Gibby chegar. Ele me ligou ontem e disse que comprou uma passagem pra chegar aí às dez da manhã. Dá uma ligada pra ele, só pra confirmar e tal.
–Se ele for chegar essa hora, eu não vou poder ir pegar ele. Nós vamos estar na rádio. – disse o moreno
–Tá. Resolvam aí. O médico tá vindo, depois a gente conversa. Beijo.- e ela desligou.
Ela levantou os olhos do celular e viu Freddie a encarando. Ele não estava encarando seus seios ou outra parte de seu corpo, ele estava encarando seu rosto.
– O que foi? – ela perguntou – Tem algo na minha cara?
–Tem – ele disse sorrindo misteriosamente – Mas não tem como tirar. – ele riu – Bem, tenho que concertar meu bafo, antes que você desmaie.
Ele estava chamando-a de feia, assim, na lata? Ela se cobriu desajeitadamente com o edredom. Sentindo pela primeira vez toda a insegurança típica de uma adolescente. Ele, alheio aos efeitos que a frase tinha causado nela, se levantou e foi em direção ao banheiro, parando perto das malas para poder pegar umas roupas.
Sam sempre sonhara com o dia que acordaria nua ao lado de um homem. Ela sonhara que ele seria gentil, maduro e que a primeira coisa que ele diria era o quanto ela era linda. Ela sonhava que ele iria achá-la tão bonita que não conseguiria se controlar e ao mínimo toque dela, ele ficaria com seu membro rígido, mostrando o quanto ela era desejada por ele.
Fora esse pensamento que Carly colocara na sua cabeça anos antes, quando ela tinha... Ela não gostava de lembrar daquilo.
Freddie tinha sido legal, engraçado e desencanado com toda a situação, mas em momento nenhum seu membro dera um mínimo sinal que ela era desejada. E ele ainda a tinha chamado de feia! Ela sentiu toda a sua segurança querer desmoronar, e dar lugar a um muro de profundo ódio pelo garoto. Não demorou muito para que ela levantasse o rosto, largasse o edredom que segurava com força e decidisse se vingar do menino.
Ela iria mostrar a ele que ela era sexy, que era bonita e capaz de ser desejada por qualquer um, inclusive por ele. Sim, ela era Sam Puckett e não iria nunca deixar de se vingar do noob no banheiro.
Fingiu que era a mulher mais segura do mundo. Ela levantou e com um andar decidido caminhou até o banheiro. Quando ela entrara, percebera que a porta nem sequer estava encostada e a porta do boxe também não, Freddie estava de costas, aparentemente pegando o sabonete para se esfregar. Quando ele a vira parada na porta, ele abrira um sorriso tão grande que a desconcertara.
– Eu sei que eu não devia, mas eu tava esperando você vir – Ele estendeu a mão para fora do box, num claro convite. Ela continuou lá, parada e olhando para ele séria – nosso banho ontem foi tão bom que eu queria repetir. – o tom dele foi perdendo a força, e o sorriso também — Achei que você também tivesse gostado. Desculpe.
Aquilo a tinha pegado de surpresa, mesmo assim, ela iria continuar com o plano. Iria fazer o Benson desejá-la. Ignorando a mão estendida dele, ela entrou no box e foi para baixo do chuveiro.
–Esfrega minhas costas, por favor. – ela pediu enquanto sentia a água cair por seus cabelos loiros bagunçados.
Ele, sem entender, fez o que ela pediu. Sam sentiu que ele estava meio receoso de esfregar suas costas, ela colocou o cabelo para frente e jogou seu corpo em direção à mão do garoto. Ele pareceu entender o recado e começou a esfregar com mais força. Para provocá-lo, Sam gemeu calculadamente baixinho.
–Chega – disse Freddie com raiva, jogando o sabonete com força na saboneteira, mas ele parou no chão – Olha só, Sam, eu to tentando te respeitar, te deixar relaxada e tranquila com a situação – ele a virou com força para olhar em seus olhos. – Mas se você me provocar, eu vou perder a cabeça. Eu sou um adolescente cheio de hormônio, caramba! – Sam viu nos olhos de Freddie o quanto ele a desejava e teve um pouco de medo que ele fizesse algo com ela – Não me provoque, por favor.
Provocá-lo? Ela nem tinha começado!
– Isso foi por você me chamar de feia! – ela disse com ódio.
–E quando eu fiz isso? – ele perguntou sem entender – Jesus, eu devia estar muito bêbado pra chamar alguém tão linda como você de feia! – ele levou suas mãos ao cabelo e os bagunçou em um gesto desesperado
–Quando você disse que tinha algo no meu rosto e que não dava pra tirar. – ela disse e ele, entendendo o que ela queria dizer, gargalhou, relaxou os ombros e desceu a mão dos cabelos.
–Eu quis dizer o contrário. Sam, você é linda. – ele disse se aproximando dela, ela meio com medo se afastou dele, entretanto ele continuou se aproximando – Você tem corpo de modelo de playboy e no rosto mostra uma inocência tão fofa. – ele a imprensou contra a parede e ela conseguiu sentir o membro dele completamente rígido contra ela. Ela arfou e ele riu triste – Viu o que você faz comigo? Agora, por favor, entenda: meu corpo aceita que você não tá pronta pra ter intimidade com ninguém, mas se você me provoca, eu perco a cabeça!
–Eu... Eu...
Ele abriu espaço para ela sair de perto dele e respirou fundo antes de falar
–Por favor, fique longe até eu recuperar meu bom senso.
E foi o que ela fez. Ela saiu do box e foi em direção ao quarto, se enrolou na toalha, foi até sua mala, pegou uma roupa e ficou esperando ele sair do banheiro para poder tomar banho. O garoto não demorou muito e saiu de lá completamente vestido. Sam entrou no banheiro sem falar uma única palavra com ele. Trancou a porta por precaução. Enquanto ela tomava banho, ela conseguiu ouvir o garoto falar com alguém. Não que isso importasse.
Ela estava presa em seus próprios pensamentos. Ele a achava bonita. Ele dissera e mostrara aquilo para ela. Com certeza na declaração mais desastrada que alguém poderia fazer, mas... mais sincera que ela poderia sequer imaginar receber. Ele demonstrara tanto desejo no olhar que ela chegara a ficar com medo do que ele poderia fazer.
Por um segundo ela tivera medo do Benson. Medo que ele fosse reviver seus pesadelos. Só que o no segundo seguinte o medo se tornou infundado. Porque ele se controlara e pedira para ela sair de perto. Ele era controlado.
Controlado como os outros homens que a desejaram nunca se mostraram.
Ela sempre sonhara que quando acordasse nua ao lado de um homem ele fosse carinhoso, mas mesmo assim, a tratasse como um pedaço de carne. Porque era assim que sempre fora acostumada a pensar: ela era um pedaço de carne que servia para diversão masculina. Mas ele parecia não pensar assim.
Ele a tratava como uma pessoa. Ele a respeitava como uma pessoa. Isso sem tirar a naturalidade de suas ações, ele era assim com ela porque ele era naturalmente assim. E já que estar em San Diego era sobre se reajustarem, então ela reajustaria sua personalidade perto dele. Ele iria conhecer a Sam natural. Sem aquelas máscaras que sempre colocava.
Quem ela era de verdade. A Sam que só Carly conhecia.
Ela terminou de se lavar e se secou, colocou a lingerie que havia levado e saiu secando o cabelo. Freddie a olhou sem dizer nada. Ela passou na frente dele e foi até a mala da Carly, pegou uma roupa da amiga vestiu, pegou um dos sapatos lá de dentro e o calçou.
– Sam? – perguntou Freddie, olhando pela janela – tudo bem? Você tá magoada? Olha, desculpa...
– Se você tá perguntando isso por causa da roupa, eu to querendo me disfarçar. – ela disse penteando o cabelo na frente do espelho que tinha no quarto – e achei que tivesse deixado claro que tudo estava bem quando eu saí só de lingerie.
Freddie sorriu entendendo as entrelinhas. Ainda sem olhar para a garota.
– Ótimo, estranha. – ela sorriu
– Você ligou pra quem? – perguntou ao moreno percebendo que ele olhava o celular de vez em quando.
–Gibby. Disse que já tá no aeroporto, vai vir num voo sem escalas pra cá. Chega às 10 se nada atrasar.
–O que vamos fazer? Estaremos na rádio. Gibby odeia pegar taxi. – ela parecia realmente preocupada com o amigo. Eles ficaram em silêncio enquanto ela terminava de se arrumar. – Nós podemos ligar pra menina de ontem. Ela foi tão controlada. Danielle, se não me engano.
– Vamos ligar para ela em último caso. Apesar das aparências, ela é fã – ele a lembrou – Vai demorar? Já são quase oito e daqui à uma hora temos que estar na rádio.
–Não. Estou pronta. O que você acha? – ela deu uma voltinha para ele ver seu figurino.
Freddie recebeu uma mensagem e não olhou para ela para responder, preferindo mexer no celular.
–Eu disse que você pode se vestir de ogra e continuaria linda. – ele guardou o celular. Olhou para ela e arregalou os olhos – Você está linda, mas não vai sair assim. – ele foi categórico –Nem por cima do meu cadáver.
– Porque não? – ela perguntou raivosa – Você não é meu dono!
–Sam, você é linda naturalmente, não precisa desse tipo de roupa. – ele disse respirando fundo – Além do mais, queremos não chamar a atenção. E você, linda desse jeito, vai é chamar atenção.
–Achei que se eu me vestisse de Carly ninguém ia notar que era eu – ela disse dando de ombros. – O que eu visto então? – ela perguntou a si mesma
Depois de cerca de dez minutos, Sam já estava com uma calça, uma blusa simples de alças, os cabelos em uma trança lateral e o tênis de salto que ganhara de Carly em seu aniversário. Freddie riu e disse que ela estava um pouco mais parecida com a irmã.
–Fale isso de novo e eu juro que te mato. – ela disse pegando um óculos escuro e colocando na bolsa que carregaria consigo. – Me dá sua carteira pra eu por aqui também – ela disse e Freddie entregou sem hesitar.
O café da manhã foi comum, ele com um sanduíche e ela atacando o bacon. Quando terminaram de comer, passaram novamente no quarto para uma higiene e se dirigiram para fora do estacionamento.
A Honda CR-V preta que eles alugaram reluzia no sol quente de San Diego. Quando eles tinham chegado na loja para alugar um carro, o vendedor mal tivera tempo de perguntar se eles tinham alguma preferência antes de Sam dizer que eles queriam o carro com os vidros mais pretos que eles tinham.
O acidente com a multidão parecia tê-la afetado. Mas não, ela parecia saber o que fazia porque os vidros pretos do carro evitavam que entrasse muito sol, e aquele dia parecia bem ensolarado. Freddie marcou o trajeto no GPS do carro e logo começou a dirigir.
Sam, como boa copilota, estava passando a rádio até achar alguma música legal. Quando ela escutou os primeiros acordes de Three de Blind Melon, a loira aumentou o rádio e começou a cantar junto. Fazendo Freddie rir da loira e da música sem sentido que ela cantava.
– Foi assim que eu aprendi a tabuada do três – ela disse – Carly me obrigou a decorar essa música. – ela riu lembrando-se da época.
–Que música sem sentido – foi só o que ele comentou.
–Na verdade, ela tem todo o sentido do mundo – ela disse rindo
Como a rádio era perto da pousada, eles chegaram assim que outra música começava a tocar. Entretanto a diferença entre chegar e sair do carro era gritante na situação que eles estavam. A rádio estava cercada de fãs com camisetas onde suas caras estavam estampadas e Seddie escrito em baixo. Os fãs ainda não tinham reparado na SUV preta parada perto da rádio. O que dava a eles algum tempo para raciocínio
–Liga pra rádio e pede para algum motorista vir buscar a gente, e a gente vai pro banco de trás – disse Sam e Freddie obedeceu.
Cinco minutos depois, um rapaz loiro com a um uniforme da rádio amassado batera no vidro do motorista do carro. Assim que eles passaram para a parte de trás do carro, o rapaz entrou no carro.
–Desculpem a demora – ele disse colocando o cinto de segurança – foi meio difícil passar por eles.
–A gente meio que sabe como é – disse Freddie rindo e se agachando atrás do banco do motorista– Tem alguma novidade hoje?
–Não, senhor, vocês tão programados para o programa e só isso. A não ser que vocês queiram premiar algum fã com uma foto ou algo assim e nós fazemos uma promoção relâmpago aqui na rádio – ofereceu o rapaz.
– Pode ser – disse Sam também atrás do banco, só que do carona – Escolha a menos histérica e manda entrar. – Freddie riu da amiga, sabendo que não era bem assim que funcionavam as promoções. Sam também sabia, mas tentar não custava nada. – Como você se chama? – perguntou por fim
– Eu sou David. É um prazer conhecer os senhores.
–Senhores? – riu Freddie – Sou mais novo que você!
O rapaz parecia ter seus vinte e um.
–E mais feio também – gracejou Sam, dando uma piscadela para Freddie, indicando que era mentira. – Pode chamar a gente de você. A gente deixa.
O rapaz sorriu meio envergonhado, meio orgulhoso de si.
–Vocês são bem simpáticos. – disse o homem – Diferente do que geralmente aparece por aqui — Sam não conseguia enxergar onde estava, e isso a deixava agoniada. Freddie pegou a mão da garota e apertou de leve, David olhava pelo retrovisor – Vocês são muito naturais um com o outro. Não é nada forçado, apenas para aparecer.
– Elas são minhas melhores amigas de verdade – disse Freddie – Minha vida depende delas serem felizes. E nós somos felizes fazendo o ICarly. Mesmo com esses contratempos.
– Como eu disse, diferente de muita gente que passa por aqui. – David disse abrindo sua porta e saindo do carro. Ele foi para o lado do carona e abriu a porta para Sam que sentou-se, e se ajeitou antes de sair do carro e ser afogada em um mar de flashes. Freddie saiu logo atrás dela. – Por aqui – indicou David depois de ter travado o carro devidamente. Eles saíram dali em direção à porta lateral da rádio.
O hall da rádio era grande e elegantemente colorido e vivo. Eles seguiram David até uma sala com um carpete dourado escuro, um sofá grande com um roxo que se aproximava do marrom, uma mesa de centro enorme púrpura, as paredes eram brancas e em cima do sofá tinha um quadro moderno branco. Em cima da mesa tinha algumas guloseimas e Sam logo tratou de pegar um dos potes.
A garota sentou no sofá com o pote no colo e cruzou as pernas começando a comer. Freddie sentou-se ao lado dela e David ficou de pé
– Aguardem aqui até dar a hora, ok? – o loiro disse e logo depois os deixou sozinhos
Eles entrariam no ar às nove. Ainda faltavam quinze minutos.
–Nerd – chamou a garota e o garoto parou de jogar no celular – que tal se a gente apimentar as coisas? – Freddie ficou sério e ela entendeu que ele tinha levado sua frase pelo mau caminho – Não, besta. Tô falando de tirar umas fotos e publicar. Twiter!
–Não acho certo. Já viu a cor dessa sala? Os Seddianos vão enlouquecer achando que a gente tá dando dicas ou sei lá eu o que!
Sam sorriu travessa.
–Eu sei! – Ela tirou o celular da bolsa e apontou pra ele – Sorria.
No começo, Freddie estava contra a ideia, mas depois ele entrou na brincadeira e começou a tirar fotos também. Depois de alguns minutos fazendo caretas, eles escolheram as melhores fotos e as twitaram. Algumas se xingando, outras fazendo comentários engraçados. Alguns segundos depois, David entrou na sala rindo.
–Vocês os provocam. – disse David fazendo um não com a cabeça – É hora de entrar.
Eles riram e seguiram David até a sala do radialista. Ali era comum. Tinha uma mesa com vários microfones, headphones, e uma mesa de som que eles não sabiam operar e sempre ficava na frente do radialista.
–Oi, eu sou Bruno. – disse o apresentador do programa sem se levantar, ele já parecia pronto – Sentem-se e fiquem à vontade. – Quando eles se acomodaram, o radialista voltou a perguntar – Eu estava pensando em vocês começarem o programa no estilo ICarly — Os dois se olharam e assentiram. – Ok. Nós vamos começar ao meu sinal. – Depois de alguns segundos, Bruno um sinal indicando para eles começarem
–Oi, eu sou a Sam
– E eu não sou a Carly – foi a vez de Freddie
– E esse não é o ICARLY – eles disseram juntos rindo.
–Não, minha gente, esse é o “Interrogatório”! E nossos convidados especiais de hoje são Freddie e Sam do ICarly. – Bruno apertou um botão na sua frente e eles ouviram um efeito de som
–Meu controle é mais legal e menos difícil – disse Sam fazendo Bruno rir
– Pra você que não sabe, ICarly.com é o webshow mais famoso da internet. E um dos maiores sites de comédia da atualidade. Fiquei sabendo que vocês receberam recentemente o prêmio de site mais visitado.
–Foi, nós fomos pra Washington receber o prêmio. – disse Freddie
–E Carly estava junto? – perguntou o locutor
–Sim, claro. Aliás, ela não está aqui hoje por causa do problema de saúde do avô – disse Sam. – Mas nós fazemos as coisas relacionadas ao programa sempre juntos.
– Fiquei sabendo que vocês sempre fazem as coisas juntos, e não só as do programa.
–Somos melhores amigos – disse Freddie sorrindo – não é só pro programa. Carly mora na frente da minha casa e Sam vive na casa da Carly comendo a comida dela
–Eu não me lembro de ser só eu na casa dela – defendeu-se Sam olhando para o moreno – E eu sempre ajudo ela fazer as compras. Principalmente o Bacon. – ela lambeu os lábios.
–Antes de começar as perguntas do Interrogatório, eu gostaria que vocês explicassem essa história de nação Seddie e nação Creddie. Para quem não conhece vocês poder entender.
–Bem, quando a gente começou existiam os Creddies e os Seddies – começou Sam – que são os fãs que torcem que a Carly e o Freddie ficarem juntos, ou eu e o Freddie.
–Aí, conforme o site foi ficando famoso, eles se intitularam como a família Creddie e a família Seddie, começaram as brigas entre eles.
–Cala a boca, nerd, eu tava respondendo. E ninguém te perguntou nada.
–Então responde, oras. – ele disse
Bruno ria da interação deles
–Agora o site cresceu mais um pouco, chegando à casa dos 300 mil acessos diários e os Seddies e os Creddies acabaram crescendo. Agora eles se chamam de nação, fazem sites sobre isso, escrevem fics, fazem músicas e poemas sobre isso. – ela olhou para o garoto – O que eu acho uma extrema babaquice, até parece que eu vou pensar em ficar com esse idiota aí.
–É, eu sou muita areia pro seu caminhãozinho, né – ele recebeu um soco pela frase –Ai, cacete.
–Ok. Ok. Não se matem no meu programa. E vamos começar as perguntas do Interrogatório ou não terminaremos hoje. As perguntas do Interrogatório devem ser respondidas com a verdade e somente com a verdade – ele disse e os dois a sua frente assentiram. – Lembrando que você, ouvinte, pode acessar nossa twitcam para ver toda a entrevista, e mandar perguntas pelo twiter @ClubInterroga e pelo Facebook Interrogatório da ClubFm. Vamos à primeira. Esta foi mandada pela Mah_Seddie pelo twiter: vocês vão fazer faculdade de que e onde?
E assim se seguiu. Perguntas pessoais, perguntas sobre o ICarly, perguntas sobre tudo que eles respondiam sempre com um sorriso e fazendo alguma piada, durante o programa eles tocaram algumas músicas de sucesso e Sam pediu para eles tocarem a música que ela mais gostava, o que causou vários risos em Bruno e Freddie durante toda a música, enquanto a menina cantava junto. Até que:
–Vou fazer minha sequência de dez perguntas – o radialista apertou um botão de efeito de som.
–Devo ficar com medo? – perguntou Sam rindo
–Não. – disse Bruno – Ainda. – acrescentou ele com um ar sombrio – Vocês foram abandonados pela Carly aqui em San Diego, certo? – Freddie assentiu – E o hotel disse que ela fechou o quarto que tinha duas camas quando se foi. Vocês agora estão dividindo uma suíte de casal. Como estão fazendo com a questão da cama?
–Meu Deus! Como você sabe disso? – perguntou Freddie espantado
–Nós sempre sabemos das coisas mais obscuras – disse Bruno rindo
–Nós estamos resolvendo de forma harmoniosa e prática – disse Sam
–Se você chama me empurrar pra dormir no chão de harmonia – disse Freddie fingindo raiva, olhando para a loira.
–Você catou o edredom, não reclame! – ela brigou
–Você não esperava que eu dormisse no chão puro, esperava? – ele disse com um falso tom de raiva.
–Ok, ok, sem brigas – disse Bruno – Vamos pro próximo: vocês lançaram alguns vídeos promocionais no ICarly Songs. Em um desses vídeos, Freddie está cantando e dançando uma música bem sexy e em algumas partes esteve em cima de Carly. – o menino gargalhou – Porque você fez isso?
– Na época eu estava começando a ir à academia e as meninas disseram que eu parecia um esqueleto gelatinoso: magro e mole.– ele riu e Sam gargalhou com a lembrança – Nós fizemos isso porque elas disseram que ia ser legal e engraçado. No fim, as fãs meio que surtaram me chamando de lindo ou coisas assim.
–Elas estavam mentindo, noob – avisou a loira, fazendo Bruno rir e Freddie fechar a cara.
–Só que era para ser a Sam ali — ele continuou — ela quem perdeu par ou impar. Só não foi ela porque ela nao conseguiu parar quieta na cama da Carly.
– Sam, você uma vez postou no Twiter que estava acompanhando Freddie na aula de canto dele. E depois disso você postou um vídeo cantando no banheiro. Você também fez aulas de canto?
–Não, na verdade eu postei o vídeo porque eu queria meio que humilhar o nerd. Lá no ICarly, eu, Carly e o Gibby não precisamos fazer aula de canto, mas o Freddie sim.
–O que é meio humilhante. Porque eles são ótimos cantores, mesmo – disse Freddie – Algumas pessoas pensaram que aqueles vídeos promocionais no ICarly Songs foram montagem com voz de outras pessoas, mas não foram. E nem foram editados.
–Cala a boca, Benson, eu não fico atrapalhando suas perguntas. – reclamou Sam
–Vocês podem dar uma palinha pra gente? – perguntou Bruno ignorando a briga
–Se você quer espantar seus ouvintes? – riu Sam – Acho melhor não.
–Ok, você que sabe. Próxima pergunta: Vamos lá, Sam responda rápido e sem pensar: Seddie ou Creddie?
A menina riu, gargalhou e depois que se acalmou respondeu ainda rindo.
–Qualquer uma, menos uma de nós. – disse Sam – A gente é boa de mais pra um geek. – Freddie olhou para ela com a sobrancelha erguida.
– Freddie parece discordar! – disse Bruno, com um tom de quem gostava de colocar lenha no fogo da confusão – E você, Freddie, defina sua relação com a Carly em uma palavra e com a Sam também. – o moreno virou-se para frente, olhou o microfone como se ele fosse a coisa mais interessante naquele momento.
– Uma palavra que define a Carly é cura. – ele disse sério – Carly é uma espécie de anjo curador das feridas. Em qualquer coisa que ela toca, ela cura. E isso torna nossa relação meio familiar, ela precisa de uma família às vezes e nós estamos lá pra ela. Nós precisamos de alguém que cure nossas feridas e ela toda prestativa faz isso.
–Nossa, que profundo – disse Bruno – E a Sam?
– Natural. Com a Sam é natural. – ele riu lembrando-se da manhã – Tudo que acontece com ela é porque tinha que acontecer. Não era para ser de outra forma, é simplesmente assim. É estranho, mas é assim que eu vejo.
Sam olhou para o rapaz ao seu lado e sorriu, meio tímida, meio envergonhada, encostou uma mão na perna dele, numa espécie de carinho, mostrando que... ela não sabia o que queria mostrar para ele. Ele olhou para a mão dela em sua perna com um pequeno sorriso.
–Sam, e você? Defina seus amigos do ICarly com uma palavra – Ambos olharam para o radialista.
–Bem, Carly eu definiria como ligação. Ela é quem nos ligou. E acho que tudo meio que gira em torno dela, inclusive a gente. Não que isso seja ruim – ela riu lembrando-se da irmã morena – ela é um sol. E todo mundo que vive perto dela adora ser iluminado por ela. E Freddie – ela olhou para o moreno –, bem, Freddie é simples. Não tem outra palavra. Ele é geek, nerd, noob, perdedor, mas antes de tudo ele é simples e nossa relação realmente é natural como ele disse. Perto dele a gente não pensa – ela se lembrou das ações do dia anterior -, a gente sente. Parece até que ele suga nosso cérebro – ela disse rindo – Freddie, o monstro sugador de cérebro! – ela gargalhou do quão ridículo isso soou – E isso não é só comigo. –ela o olhou — Ele é a pessoa que mais tem a capacidade de me deixar enraivecida e relaxada. Não ao mesmo tempo, claro.
–E Gibby? – ele perguntou
–Gibby... – ela pensou olhando pro radialista – É estranho isso. Ele certamente não seria tão nosso amigo se não fosse pelo ICarly, mas eu também não imagino viver sem ser amiga daquele palerma. Ele tem todo aquele jeito Gibby de ser... Mas mesmo ele sendo um ótimo amigo, acho que eu o definiria como saco de pancadas. – ela terminou rindo.
–E depois dessas declarações, nós vamos para mais um breve comercial! A gente já volta!– disse Bruno, apertando alguns botões para fazer sons e mostrar alguns pedaços de músicas que ia rolar no próximo bloco. – Nossa, vocês são diferentes de tantos famosos que aparecem aqui.
–Obrigado, eu acho – disse Freddie
–Vocês tem uma conexão especial. – ele disse – E são realmente sinceros. A maioria não é. Ou não parece ser.
–Mamãe que ensinou a ser sincera – Sam gargalhou do humor negro de sua própria piada. Freddie riu balançando a cabeça, entendendo a loira e Bruno nem tentou entender a piada interna.
–Bem, vocês não tomaram nada desde o começo do programa, aproveitem agora. — Bruno foi até um frigobar que ficava lá e pegou algumas garrafinhas de água, entregou a eles e engatou uma conversa com o moreno. Depois de algum tempo, Freddie olhou o celular.
–Sam, o Gibby tá ligando. – anunciou Freddie e a loira pegou o celular da mão do moreno para atender, e não atrapalhar Freddie na conversa com o radialista – Desculpe, mas o Gibby deve estar no aeroporto esperando a gente.
–Gibby? – perguntou a loira – Ainda não? Chovendo muito? Ah, ok! A gente ta na rádio agora. – ela tirou o telefone da orelha – Bruno, por acaso tem como Gibby entrar no ar? – perguntou ela e o homem assentiu, chamando David.
–Peça para ele desligar e a gente vai ligar para ele. – Sam obedeceu.
–Freddie, ele ainda não saiu de lá, tá chovendo muito e eles vão atrasar o voo. – disse Sam. O garoto assentiu – Nós ainda não reservamos um quarto para ele. Temos que fazer isso assim que sairmos daqui — ela o lembrou.
– Gente, vamos voltar ao ar agora – Bruno avisou – E estamos de volta! Vocês não sabem o que perderam do intervalo aqui! Eles são superamigos mesmo! Estou de prova.
–Conta mais da nossa vida... – reclamou Sam com um sorriso brincalhão.
–E, além disso, ao vivo com a gente pelo telefone temos o Gibby! – disse Bruno – Alô, Gibby?
–Gibby! – disse ele pelo telefone
–Aqui é o Bruno McGory da ClubFm e você está no Interrogatório – se apresentou Bruno
–E aí, Cornelius? – disse Sam
–Pô, Sam, eu já pedi pra não me chamar assim! –disse o gordinho
– É seu nome, assim como o Freddie é Fredward – a loira deu de ombros, mesmo sabendo que o amigo não podia ver.
–Sam! – ralhou Freddie meio bravo.
– Ok, gente, vamos voltar ao Interrogatório! – Bruno disse – Gibby, essa pergunta é pra você.
–Ok, manda.
– Diga, você já teve relacionamentos amorosos. Porque você tá solteiro agora?
–Eu namorei muito tempo com a Tasha, mas... Ela me acusou de estrar traindo ela com uma fã e eu não tinha como provar que não. – ele riu triste – Bem, não, pude fazer nada, porque eu já tinha feito isso com ela antes. Acabei a deixando ir. Depois ninguém pareceu sequer ser tão bonita quanto ela.
– Nossa – disse Bruno -, ele fala isso e convive com a Sam e a Carly!
–Mas não é a mesma coisa. Carly é da família e Sam é minha melhor amiga.
– Não sou não. – disse Sam
–É sim – falou Freddie.
O telefone da loira tocou alto fazendo Freddie olhar feio para ela.
– É a Carly – ela disse dando de ombros. – Põe ao vivo também – E David veio pegar o celular da mão dela
–O programa tá cheio de surpresas hoje – disse Bruno rindo — Alô, Carly! Você está ao vivo no Interrogatório com o Bruno e os outros ICarlies – se apresentou Bruno
–Eu sei – ela disse rindo – foi pra isso mesmo que eu liguei. Como vão meninos?
–Bem. – disse Sam – Como está seu avô? – o tom dela era de pura preocupação
–Ele tá bem. Como eu disse mais cedo, ele tá estável. – ela disse – A gente tá no hotel porque expulsaram a gente lá do hospital.
Tanto Sam quanto Freddie soltaram o ar que nem sabiam que estavam prendendo, ruidosamente e Bruno pôde perceber que nada daquilo era fingimento.
– Isso não foi legal, hospital de Yakima! – gritou Spencer do outro lado
– Imagino que não – disse Bruno – Carly, agora que você tá ao vivo, você quer responder uma pergunta?
–Claro!
– Parece que você estava escutando pela internet antes de ligar – Ela respondeu “sim” e o radialista continuou – O que você pensa dos outros ICarlies? Em uma palavra também.
– Hum, eu concordo completamente com a Sam sobre o Freddie. Ele é muito simples e a gente mais sente do que pensa perto dele. Apesar, que se ela não tivesse dito isso eu nunca pensaria dessa forma. – ela riu de algo que ela pensou – Nunca mesmo. A Sam pra mim é família. Ela é a aquela amiga mais chegada que uma irmã, qualquer problema que eu tenha ela está lá pra ajudar, os três estão, mas a Sam é diferente sabe? Ela é minha irmã que me protege e ao mesmo tempo tenho que proteger. Me lembro de algumas histórias que a gente passou juntas que se eu contasse ninguém acreditaria. – ela disse séria –, mas são coisas assim que nos torna tão amigas. Já o Gibby é a pessoa naturalmente mais engraçada e fofa que eu conheço. Se for pra definir o Gibby em uma palavra certamente seria Gibbiiieeeee! — Ela terminou fazendo todos do estúdio rirem.
–Você não fica brava quando eles entram na sua casa sem bater? – perguntou o radialista – Você reclamava disso pelo twiter, agora não reclama mais.
–Claro que fico! – ela disse rindo – Ou ficava, hoje eu já me acostumei. A Sam, por exemplo, arromba minha casa, mas não bate na porta.
–É mais fácil! – a loira se defendeu
– Eu tenho uma pergunta pra fazer aos dois. Posso, Bruno? – disse Carly – Desde de manhã eu quero fazer essa pergunta e vocês não me escapam!
– Conte todos os segredos deles, Carly – disse Bruno rindo. Houve um silêncio do outro lado da linha, mostrando que ela hesitara antes de perguntar.
–Porque vocês esconderam de mim o primeiro beijo de vocês?
Pareceu automático: ambos se olharam e ficaram como pimentões na hora que escutaram a pergunta da menina e Gibby riu alto. Quando Gibby soube que eles perderam o BV um com o outro, zoou ambos por dias, até que Sam batesse nele e ele nunca mais voltou ao assunto. Alguns dias mais tarde, alguém publicou na internet o assunto e os Seddies obviamente foram à loucura.
–Carly, achei que a gente já tinha superado isso! – reclamou Freddie
–Era meio pessoal, né, Carly – disse Sam
–Não! Pessoal é ser amarrada na cadeira com silver tape por criminosos fugitivos, cair e ficar balançando as pernas pra cima até o Spencer chegar e ainda ASSIM NÓS PASSAMOS POR ISSO JUNTOS! – ela terminou gritando
–Carly! – disse Freddie – Depois a gente conversa sobre isso. Prometo, sentamos nós quatro – Gibby gargalhou — Ok, nós três e conversamos sobre não manter segredos um do outro.
–Apesar de já termos feito isso várias vezes. – disse Sam – Quanto drama por algo tão pequeno!
– Viu como é, Bruno? Eles sempre me deixam no escanteio – reclamou Carly, fazendo drama.
–Tem mais alguma pergunta pra fazer Carly? – A menina disse que não e Bruno continuou – Freddie, todos já sabem que você perdeu o BV com o Sam e que já namorou Carly por um tempo. Diga, quem beija melhor?
A primeira coisa que eles escutaram foram o Gibby gargalhar do outro lado da linha e Carly riu alto também.
–Vai, Freddie, responde – disse Gibby rindo – Mas fala e corre por que a Sam vai te bater.
–Parece que a escolhida é a Carly – disse Bruno
– Na verdade – começou Carly -, a gente era bem criança quando aconteceram essas coisas. Eu nunca dei mais que selinhos no Freddie.
– Aham, sei bem – começou Sam – fui eu quem foi pega pela Sra. Benson aos agarros com o filho dela em cima da cama dele. E pra deixar bem claro, eu só dei um selinho nele.
–Revelações da vida privada do ICarly! – exclamou Bruno contente – Freddie, você não vai responder?
Freddie riu gostosamente da confusão instaurada no local
–A Carly tinha me dado um selinho quando minha mãe chegou e a expulsou do quarto. – explicou Freddie
–Minha versão é mais legal – cortou Sam – envolve a Sra Benson, um machado e a Carly pulando de paraquedas do oitavo andar. Estou a disposição se vocês quiserem que eu conte.
Todos riram antes de Freddie continuar
– E eu só dei selinhos nas duas. Acaba que se for pensar bem, poderia muito bem ser visto como selinhos entre amigos. –ele abriu um sorriso maldoso antes de continuar — Mas o Gibby pode dizer se a Carly beija bem.
–Vai, cara, ferra minha vida mesmo, eu nem fiquei em Seattle para conseguir a Tasha de volta. E nem tava fazendo progressos... – ele reclamou ironizando a situação
–Peraí, o Gibby já beijou a Carly? – perguntou Bruno – A maioria dos fãs não esperava isso!
– Foi num jogo de verdade ou consequência, no meio de uma festa lá em casa, no mês passado – disse Carly rindo – Não é como se tivesse rolado algum sentimento.
–É por isso que eu amo esse programa, minha gente! – disse Bruno – As maiores revelações são feitas aqui! Só que agora a gente vai dar um rápido break pro intervalo, e não mudem de rádio!
Quando voltaram do intervalo, ele conversou com os quatro mais um tempo, e Bruno propôs que eles cantassem a música em coreano que eles colocaram no ICarly Songs. Eles cantaram uma acapella e logo depois tanto Carly quanto Gibby desligaram.
– E esses foram os cantores do ICarly! – disse Bruno, David entregou um papel para o radialista – Eu já tenho que terminar, mas tenho uma última pergunta. Digam agora, vocês querem ou não responder?
–Manda – disse Sam – Pior do que está não fica.
–Ok – Bruno riu da inocência da garota – Acabou de chegar à minha mão um boato que ontem, vocês comeram pizza e beberam no hotel – Freddie disse “Sim, e ...” antes de Bruno continuar – Disseram que vocês entraram no quarto meio bêbados, e que tomaram banho juntos. É verdade?
Mesmo que tentassem se controlar, eles não conseguiram e acabaram arregalando os olhos surpresos com o que tinham ouvido. Sam sabia que não poderia mentir: a twitcam já revelara suas expressões. Pensou rápido numa saída para eles.
–Sim, é. – riu Sam. – Apesar de não ter sido exatamente um banho. Eu não costumo beber, e estava muito bêbada, Freddie me colocou com roupa e tudo de baixo do chuveiro e hoje ele me obrigou a tomar um café forte.
–Cura ressaca – ele explicou
–Só isso? – perguntou Bruno – Não rolou mais nada?
–Ahn, rolou? – perguntou Freddie olhando a loira – Os chutes que eu levei no meio do banho, não foram legais, mas conta?
–Muitos Seddies ficaram tristes agora. – disse Bruno – Aposto que muita gente esperava outra coisa e que tivesse rolado alguma coisa entre vocês. – os dois riram sem dizer nada- Bem, gente esse foi mais um Interrogatório! Vejo vocês na semana que vem.
–Eles não te veem, te ouvem! – disse Sam ao Bruno – E não deixem de ir no ICARLY.COM
–Bye, pessoal- Disse Freddie
–Ninguém quer despedir de você – disse Sam
E foi assim que terminou o programa. David, que aparentemente era um estagiário, chegou ao local para tirar as fotos para postarem no site da rádio. Depois de meia hora e várias caretas, risadas e conversas, eles se viram livres daquilo.
Sam se levantou, conferiu as horas e se espreguiçou, sentiu uma mão em sua cintura e viu que Freddie a puxava em direção à saída. Não reclamou do toque, apenas se deixou levar pelo moreno. Bruno também se levantou. Com rápidos acenos, se despediram e os dois foram em direção ao carro. Apenas na porta da rádio que Freddie tirou a mão da cintura dela. Ela pensou em reclamar, mas não fez quando se lembrou da tonelada de fãs que estava lá fora.
Depois de uma breve discussão entre eles, foi decidido que eles dariam alguma atenção aos fãs e que passariam pelo meio deles. Freddie perguntou aos seguranças se tinha como levar o carro lá fora e alguns seguranças deles se prontificaram para abrir caminho até o carro.
E isso foi feito. Eles passaram perto dos fãs, pararam para tirar algumas fotos e cumprimentá-los. Pelo menos até a metade do caminho, já que Sam fora puxada por um menino e a alça de sua blusa rasgou, fazendo o tecido cair e o mostrar o sutiã preto que ela usava. Quando Freddie viu aquilo, seu rosto ficou uma mistura de ódio e preocupação. Ele não pensou antes de tirar a camisa e entregar para ela vestir, ela mais que rapidamente vestiu, e se sentiu abraçada por Freddie e ambos foram em direção ao carro, seguidos por uma chuva de flashes.
A primeira coisa que Sam pensou foi na repercussão que isso traria à sua vida pública. Entraram no carro em silêncio, seguiram para a pousada em silêncio. Ambos pareciam pensativos. Cada um em seu mundo particular. Que durou até que chegaram ao quarto, dentro da pousada.
– Você não devia ter me dado essa camisa – ela reclamou, jogando a camisa longe – Muito menos ter me abraçado. Nossa vida vai virar um inferno!
–Não, não vai. – ele disse – Mas viraria se você tivesse tido tempo pra bater no cara que fez isso com sua roupa.
Ela tirou a blusa estragada, sem vergonha nenhuma de sutiã na frente do rapaz. Na mente dela, aquilo era extremamente certo. Não ligou para essa sensação. Apenas pegou alguma outra roupa e se dirigiu ao banheiro trancando a porta.
Estava com raiva do rapaz. Mas sentiu a falta dele no banho. Sentiu a falta dele quando saiu de lingerie no quarto, para provocá-lo. Sentiu a falta dele quando não chegara depois de meia hora. Ficou preocupada quando ela percebeu que longe da pele dele, ela sentia frio. E ficou mais preocupada ainda por não saber onde ele estava. Andou pela pousada inteira e só descobrira que ele tinha saído de carro. Era mais de meio dia e ele não voltava. Resolveu deixar toda essa preocupação de lado e deitar-se. Tentou dormir, mas seu corpo sentiu a falta dele.
Parecia que ficar ao lado dele era tão natural e bom, que o corpo de Sam não queria outra coisa. Mas a mente dela insistia em negar.
Negava que a história que ele contara não a afetou, negara que não tinha sido afetada pela forma que ele a tratava, negava que estava sentindo falta: aquilo tudo era apenas um mal estar. Que coincidentemente passaria quando ele chegasse.
Coincidência pura, claro.
Notas finais
O que acharam do David? Ele fez uma pequena participação nesse cap, no próximo ele aparece de novo e no quinto ele chega chegando. Hum... deixa eu ficar quieta pra não dar spoiler.
E o que vocês acharam do Freddie dançando? - o vídeo é do Bi Rain, mas desde a primeira vez que eu vi eu pensei que podia ser o Freddie e eu morreria feliz
Viram o Gibby é completamente apaixonado pela Tasha e já beijou a Carly??!!
Esse cap nem teve tanta revelação, só explicou porque eles tem tantos fãs e porque o Gibby não foi com eles desde o começo. Mas eu deixei algumas várias coisas nas entrelinhas... Não vou contar o que. lalala.
Ah, o próximo é meio... triste: preparem os lencinhos
Beijinhos e até o próximo
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