ISan Diego
17 INRN
Notas iniciais
Cap menor que o comum, mas é intenso. Intenso o suficiente pra eu ter certeza que muita gente vai querer me matar no final.
Cap dedicado à Emily porque ela me inspirou a fazer o Cibby desse cap.
Sem mais.
Aproveitem o cap.
Depois de um tempo os três tomavam sorvetes enquanto estavam sentados em uma das mesas. A praça de alimentação estava bem vazia, então eles não eram atrapalhados a todo momento para tirar fotos.
–Nós temos que ir à loja da March. Eu vou comprar um trem lá – disse Gibby
–Sério? – riu Sam – Eu também. Vou comprar o novo videogame deles... e você?
–Eles lançaram ontem um item de colecionador de Batalha Intergaláctica 2 – os olhos de Gibby brilharam e as meninas reviraram os olhos: ele nunca mudaria
Foi apenas o tempo de eles se levantarem para que eles vissem um menino loiro andar até eles.
–Ah, de novo não – reclamou Sam e Carly ficou confusa
–Olá, pessoas – cumprimentou Lucas – Estão fazendo o que aqui? – ele perguntou
–Comprando as roupas pra hoje à noite e você? – Carly foi cordial.
–Eu vim apenas passear e felizmente encontrei gente conhecida.
–Ah... pena que nós temos que ir agora. – o tom de Sam beirava à rispidez
–Onde vocês estão indo? Eu não tenho nada pra fazer, seria legal ir com vocês. Se não for atrapalhar, claro.
–Bem, então vamos. – disse Carly ainda sorrindo. Sam olhou pra amiga indignada.
Quando estavam no carro, Sam fez questão de ir na frente e quando Carly abriu a boca pra reclamar a loira apenas sorriu e disse que ela queria escolher a música dessa vez. O percurso até a loja da March foi feito num clima agradável, Lucas e Carly conversavam animadamente, Sam cantava baixinho a música que tocava na rádio e Gibby olhava pra loira ao seu lado e pros dois no banco de trás de vez em quando.
–Troca de música – mandou o gordinho
–Porque?
Carly olhou pra ele e ele bufou.
–Eu não gosto dessa história dos homens terem que adorar as mulheres – ele olhava fixamente pra Carly através do retrovisor – Eu fiz isso com a Tasha e ela infernizou a vida dela. É tão mais fácil ficar sem envolver sentimentos
–Talvez você tenha a adorado da forma errada – disse Carly – Porque por mais que seja difícil quando envolve um relacionamento mais sério, certamente, vale mais a pena.
Sam entendeu que aquilo era um jogando indireta no outro e simplesmente mudou de rádio até que achou uma rádio mexicana tocando uma música agitada e deixou nela. Carly voltou a falar com Lucas que estava aparentemente confuso.
O gordinho estacionou o carro ao lado da loja e sorriu ao ver o boneco gigante da Batalha Intergaláctica 2 fora da loja.
–Eu preciso comprar esse boneco – ele disse animado enquanto saía do carro fazendo os outros revirarem os olhos.
Antes de Sam descer do carro ela mandou mensagem pro namorado. Se eles tinham tantos guardacostas significava que eles Meião e sua família eram frequentemente alvos de ataques.
“Hei, imbecil, ta vivo?”
Ela desceu do carro e um gibby reclamão pela demora fechou o carro e praticamente correu pra dentro da loja.
–Ele ta andando muito com o Freddie – riu Carly.
–Falando em Freddie, onde ele está? – perguntou Lucas para Sam
–E eu deveria saber? – ela levantou a sobrancelha.
–Não sei, vocês estão dormindo juntinhos, então acho que sim. — Aquele menino estava pedindo pra apanhar na opinião de Sam. – Além do mais, você está com chupões no pescoço e não faz a mínima questão de esconder.
Ele estava realmente implorando pra apanhar. Ela se aproximou do garoto com um andar confiante e perigoso.
–Pois é. Mas eu não nasci grudada nele.
– Eu não acredito que você realmente está com um perdedor com ele – disse Lucas.
Sam abaixou mais a gola e tirou o cabelo dos ombros mostrando ainda mais os roxos, que estavam mais fracos, mas mesmo assim visíveis.
–Perdedor? Tem certeza? – ela se arrumou para tampar os roxos – Entenda de uma vez, Lucas, eu não sou pro seu bico.
–Certo... O que aconteceu aqui? – perguntou Carly olhando pro Lucas.
E enquanto Lucas dava sua versão resumida dos acontecimentos do Amerikorea e do que tinha acontecido depois, eles entraram na loja.
Sam estava olhando os objetos em exposição e várias pessoas ficavam apontando pra ela e cochichando entre si. Ela tentava com todas as suas forças ignorar aquilo, mas levando em consideração que Lucas a tinha irritado com sua presença e que seu namorado não tinha avisado pra onde ele tinha ido, aquilo não era uma tarefa muito fácil.
Ela suspirou. Se ela tivesse em Seattle não se preocuparia tanto com o sumiço de Freddie. Ela sentiu o bolso vibrar.
“Sim, eu estou. Eu precisava espairecer então vim pra Pear Store aqui em Fashion Valley. Já viu que os paparazzis vão fazer da nossa vida um inferno? ”
Ela respondeu rápido
“Sim. Eu vi.” Ela pensou um pouco antes de escrever “Ainda bem que eu sei correr rápido.”
E ela esperava que ele entendesse que aquilo era ela não se arrependendo de estar com ele. A resposta veio depois de um tempo.
“Que bom, mas qualquer coisa eu posso sair correndo e te carregando no colo.”
–Sam? O que foi? Tá olhando igual boba pro celular – perguntou Carly aparecendo repentinamente ao lado da loira que desfez o sorriso tímido que nem tinha percebido que estava dando.
–O que foi o que? – ela olhou pra Carly séria – Eu vou falar com o atendente.
Carly apenas olhou pra amiga e balançou a cabeça rindo. Mesmo que não quisesse demonstrar, Sam estava feliz. E se Sam estava feliz, Carly também estava.
–Hei. Você que está sorrindo boba agora – disse Lucas, Carly olhou pro menino ao seu lado e deu de ombros – Vieram comprar o que aqui?
–Sam veio comprar um vídeo-game e Gibby veio comprar um boneco de ação.
–E você?
–Só acompanhando eles. Eu não queria ficar no apartamento sozinha....
Sam, perto o suficiente pra escutar a conversa, revirou os olhos. Era hora de ela ir atrás do presente do namorado. Foi até o atendente mais perto e perguntou se tinha o tal de Mame pra vender.
–Você está uma semana adiantada, moçinha. – ele disse sorrindo – Só sai semana que vem
–Eu posso falar com seu gerente? – ela perguntou.
Talvez ela tivesse que ligar pra vó e pedir pra ela falar com o gerente da March... Será que a vó tinha esquecido de ligar pra ele?
Não demorou muito e ela estava na frente da mesa do gerente da loja. Ao seu lado estava o atendente e o gerente apenas a olhava com a sobrancelha erguida.
–Minha avó deve ter te ligado pedindo que você me vendesse o Mame hoje. –ela disse sorrindo, com sua melhor cara de menina boazinha
–Quem é sua avó? – ele perguntou
– Ezra Socko. – o gerente arregalou os olhos e mandou o atendente sair.
–Ela não me ligou. – disse o gerente. – E você não tem cara de...
Sam o ignorou já discando pra velha.
–Alô- ela cortou o gerente no meio da fala – Vó, eu to na March e o gerente disse que você não ligou pra ele.
–Desculpe, surgiu um problema aqui... O Dexter anda muito descontrolado ultimamente – ela reclamou
–Pára, vó. Isso dói – ela ouviu a voz do Dexter do outro lado da linha e riu
–Bem, passe pro gerente que eu falo com ele. – Sam entregou o celular pro gerente da loja que depois de cinco minutos de conversa desligou.
–Ela disse que vai mandar o neto dela me ligar pra comprovar que é verdade – ele disse devolvendo o celular pra Sam.
–Como você os conhece? – perguntou Sam – Meião já te...
–Eu precisei de um guarda-costas uma vez – foi apenas o que ele disse.
–Ah, então você deve sua vida pra eles. – riu Sam.
–Você não me é estranha – disse o gerente quebrando o silêncio que se formara
–Eu faço o ICarly – ela disse- Sou a Sam.
–Ah, eu me lembro! Tão pagando mil dólares pra provar que você está namorando com alguém. – Sam revirou os olhos e o telefone do gerente tocou.
Ele arregalou os olhos e conversou gaguejantemente no telefone, depois de algum tempo ele desligou o telefone, pegou uma chave e se levantou, completamente pálido.
–Você não estava acreditando que eu os conhecia, certo? – riu Sam.
A transação foi feita de forma tranquila, mas eles tiveram que fazer um embrulho especial para que ninguém visse o que estava dentro da sacola, o que veio muito a calhar porque ela não ia precisar embalar.
Gibby estava adimirando seu novo boneco quando ela o viu perto da entrada da loja. Ela riu do menino e o assustou. Ele reclamou um xingamento baixinho e ambos foram procurar os outros dois. Carly ainda tinha que comprar um vestido pra ela e...
O que diacho era aquilo?
Tinha alguém dentro do carro! E dois policiais em volta do carro com armas apontadas.
–Fica aqui – Gibby mandou enquanto ia em direção ao carro também. Ele estava com alguns parafusos a menos se achava que ela ia obedecê-lo.
–Vocês são os donos do carro? – perguntou o policial e Gibby assentiu. – Foram vocês que ligaram pra gente?
–Não. O carro liga pra policia sozinho quando está sendo arrombado. – disse um homem perto deles. Sam apostava que era Carl.
– Ah – foi tudo o que o policial disse e de repente o carro foi aberto. As quatro portas se abriram sozinhas e um dos policiais puxou o elemento pra fora – Quem é você?
O cara levantou a câmera e Sam revirou os olhos até longe do Freddie?
–-------
Marizza tinha chegado em casa e estava preparando o jantar. Ela aproveitaria que Freddie não estava e faria uma pequena festinha com seu namorado.
E que Freddie nunca ficasse sabendo que ela fazia esse tipo de coisa.
–Amém – ela disse enquanto colocava um frango para assar no forno.
Cerca de meia hora depois, toda a cozinha estava arrumada e tudo que iria usar pra fazer o jantar já estava adiantado. Agora iria ligar pro filhote pra saber como ele estava já que ele não ligava pra ela. Mas antes mesmo de procurar o telefone, ela o ouviu tocando.
–Alô?
–Mãe? Está tudo bem por aí? – ela ouviu o filho do outro lado da linha
–Sim, tudo bem. E você?
–Bem... – ele ficou em silêncio e Marizza sabia que não estava tudo bem.
–O que houve, Freddie?
– Eu estou namorando a Sam – ele disse e Marizza sorriu, John tinha falado que ele ficaria meio abalado quando começasse a namorar, mas ela não achou que fosse tão rápido.
–Eu sei. O que tem?
–Eu... Eu... Eu não sei o que fazer. – ele admitiu – Ela é tão delicada e pura e... Eu tenho medo de machucar ela... Se eu fizesse isso ela ia me matar, vocês iam me matar...
–Vocês brigaram hoje, certo?
–Sim. Ela não quer contar pros outros que a gente ta namorando. Diz que é muito cedo.
–E ela está certa é muito cedo.
–Mas eu... Eu queria tanto... – ele suspirou – eu não sei o que eu quero. Eu só sei que eu não quero machucar ela.
–Freddie – Marizza suspirou -, eu sei que você está com medo, mas veja se você não tentar não tem como saber, não é? – o filho ficou quieto – Você gosta dela e ela gosta de volta, mas você sabe que isso não é o suficiente pra um relacionamento durar. Você está inseguro por não saber o que fazer pro relacionamento durar.
–É – ele disse fraco.
–Bem, deixe-me te contar algo. Ninguém sabe. Todos nós aprendemos na base da tentativa e do erro – Marizza sorriu e viu a porta se aberta e John passar por ela – Eu e seu pai, por exemplo, você já presenciou várias das nossas brigas, mas a gente sempre faz as pazes e continuamos juntos. – a mulher sorriu ao ver a careta de confusão que o namorado fazia, colocou no viva voz e continuou falando – Eu gosto de pensar que há uma espécie de balança de dois lados. Em um eu coloco o meu amor pelo John, no outro eu coloco o problema que a gente está enfrentando. E eu sempre escolho o lado que pesa mais. E geralmente eu acabo aprendendo a ignorar ou a solucionar os problemas que aparecem.
–E tem algo que ganharia do amor? – perguntou Freddie.
–Claro que tem – ela respondeu de forma sábia – Se algum dia eu tiver que pesar traição e amor, eu certamente não conseguiria escolher o amor. Se algum dia ele mostrasse algum desvio de caráter intolerável ou coisa do gênero. Não é porque eu gosto dele que eu tenho que aceitar qualquer coisa que venha dele. Eu aceito sim, a maioria dos defeitos. Mas se ele me aparecer com outra mulher, bem... Eu me separaria dele e ele se separaria das partes baixas
Freddie riu e ouviu uma risada masculina pelo telefone
–Ele está aí?
–Sim. Quer falar com ele?
–Se ele quiser falar comigo sim, caso contrário, não.
–John, quer falar com o Freddie? – ele perguntou e o homem negou
–Mãe, tem algo que eu quero te contar.
E ele se pôs a contar tudo que lera sobre eles na internet, Marizza ficou irritadérrima quando descobriu que alguém tinha leiloado a privacidade seu filho. Meião gargalhara alto do acontecimento e disse que Seddie ia pagar as contas de alguém.
–Eu acho que vocês deveriam postar uma foto se beijando e reclamar a recompensa pra si mesmo. Mil dólares não é algo que se deva jogar fora.
Eles tinham certeza que Freddie tinha revirado os olhos. Passaram mais algum tempo conversando e depois ele desligou. Meião se aproximou da mulher e a abraçou.
–Hum... Que cheiro bom – ele disse enquanto distribuía alguns beijinhos no ombro da mulher.
–Eu te conheço, John, você está falando do frango no forno, eu sei. – ele riu e não negou. – Eu vou terminar de fazer a janta e você vá procurar os artigos que lançaram sobre o Freddie. Eu quero a ficha completa dessa fã maldita.
Se desfazendo do abraço, ela foi até a cozinha e ele sentou-se no sofá e colocou um computador no colo. Depois de algum tempo mexendo na internet, ele riu alto e disse um sonoro:
–Eu não acredito nisso!
–O que houve? – perguntou Marizza enquanto preparava a salada
–Eu vou ler pra você
“A primeira prova
Depois que ofertaram mil dólares pela prova que Seddie estava namorando, já lançaram várias coisas na internet. Mas de todas, a mais relevante foi do fotógrafo Willian Sanchez postou em seu blog uma foto de Carly e Sam saindo da loja da Victória Secrets, ele precisou arrombar o carro delas para poder fotografar o que elas tinham comprado. E Sam comprou várias calcinhas, um espartilho e um creme com ferômonios. Parece que a noite promete para ela e Freddie hoje. Lembrando que eles ainda não explicaram porque estão dormindo no mesmo quarto desde que a Carly chegou. O fotógrafo está na delegacia por ter arrombado o carro dos ICarlies. Valeu à pena?”
– A Sam fez isso? – perguntou Marizza – Eu achei que o Gibby estava brincando...
– Bem – ele colocou o computador no sofá e se levantou indo até a mulher e a abraçando por trás – Eu não acho que a gente deva interferir nisso. Não com Sam – Marizza sentiu seus pêlos arrepiarem com o namorado sussurrando ao seu ouvido – Porque se perdermos tempo com eles... – ele distribuiu beijinhos em seu pescoço.
–Senhor John Socko, me deixe cozinhar em paz – ela disse sem muita certeza – Eu não quero que a casa pegue fogo.
–Que pena, porque eu quero.
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Meses antes:
Freddie realmente estava tentando dormir. Mas se a ideia de sua mãe fazer coisas que não deveria junto com o namorado já o perturbava, escutar aquilo era o inferno.
Ele tentou se matar com o travesseiro de tanto que o apertava contra seu rosto
Ele realmente queria saber que a mãe era feliz, mas certamente não precisava saber daquela forma. Já estavam abusando de sua boa vontade como filho.
Ele ouviu mais um gemido.
Abusando demais
Talvez Carly lhe desse algum refúgio. Não pensou duas vezes antes de pegar seu travesseiro e se arrastar até a casa da frente. Duas batidas depois e uma cabeça loira abriu um pouco a porta.
–Ah, é você – ela terminou de abrir e abriu espaço pra ele entrar – O que houve.
Como ele falaria que a mãe dele estava copulando sem que desse na cara.
–Eu fui expulso da minha casa.
–Por quê?
–Minha mãe está... fazendo umas coisas estranhas e não me deixa dormir. – ele deu de ombros – Posso dormir aqui?
–Se vira com o sofá. – ela mostrou o lugar pra ele e subiu pro quarto da Carly novamente.
Ele se revirou no sofá, mas o sono não chegava. Será que era aquilo que a vó falava quando dizia que se o amor tivesse perto ele não conseguiria dormir longe dele? Ele se remexeu mais um pouco e parou quando ouviu passos.
– Freddie ta acordado? – perguntou a loira.
–Eu não to conseguindo dormir – ele disse.
–Também não. – ela apareceu com um cobertor – Quer ver tv?
Eles ligaram a tv, se cobriram com a coberta e depois de algum tempo eles escutaram um grito feminino.
–Alguém parece se divertindo – riu a loira.
Nem ali ele estava livre da tortura?
Freddie colocou a testa no ombro dela e tampou a cabeça com o cobertor. Não entendeu bem porque ela não o tirou dali, mas soube que ali ele não conseguia mais escutar os barulhos indesejáveis que sua mãe fazia. Apenas escutava a respiração calma da loira. Ele não se importou com a tv ligada, apenas se deixou levar pela sonolência que sentia.
Sam estava esperando o menino tirar a cabeça do seu ombro. Foi quando ouviu a respiração calma do rapaz. Calma até demais. Ouviu o ressonar leve do rapaz e repentinamente sentiu uma grande sonolência também. Não se importou com a tv ligada. Ela não parecia estar com volume.
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Tempo atual:
Sam planejou mil e uma maneiras de entrar no quarto levando as sacolas da Victória Secrets sem que o namorado as visse. Ele poderia pensar besteira. E...
E não era pra ele pensar besteira mesmo?
Não. Era surpresa e... Ela abriu a porta e não teve tempo de esconder nada. A primeira coisa que viu a sua frente a fez abrir a boca. Freddie realmente tinha que ficar só de cueca na cama enquanto via TV? Ele pretendia o que com aquilo? Era um plano maligno para a dominação de sua sanidade?
–O que você está fazendo parada na porta? – ele perguntou – Se você não fechar logo vai ter gente tirando fotos... – Isso pareceu acordá-la e ela fechou a porta.
Freddie já tinha levantado e olhava as sacolas com um sorrisinho de lado e uma sobrancelha erguida.
–Eu comprei umas coisas pra você. – ela balançou todas as sacolas indicando
–Eu não vou usar calcinhas – ele foi enfático e Sam riu.
–Não besta, eu comprei isso aqui pra você – ela pegou a sacola da March e entregou pra ele. — Enquanto ele desembrulhava tudo, ela guardou as coisas que tinha comprado. – Porque você está de cuecas afinal de contas? – ela perguntou
–Porque está quente e todas as minhas roupas parecem que saíram direto do inferno de tão quente que estão. – ele abriu a boca espantado – Um Mame?
–Sim, e eu comprei o Batalha intergaláctica 2 pra você testar.
–Como você fez pra arranjar isso? – ele a abraçou rapidamente — Obrigado.
–Eu precisei de dar alguns telefonemas, ameaçar algumas pessoas... Mas não fiz nada que pudesse me levar pra cadeia.
–Oh, fico muito mais tranquilo agora – ele ironizou rindo – Mas porque você está me dando isso?
O que ela poderia falar pra despistar ele?
–Oh bem... Eu ouvi que nerds se esquecem de suas namoradas quando estão jogando vídeo-game – ela deu de ombros –Achei que se eu te desse o videogame você não se esqueceria de mim.
–Isso é serio? – perguntou ele rindo – Não parece algo que você faria.
–Não. Eu estou te dando isso pra você largar do meu pé – ela riu e ele olhou pras outras sacolas numa pergunta silenciosa do que era aquilo – Sim, é roupa intima. As minhas roupas intimas limpas estão acabando
–Uhum. – ele se aproximou dela a abraçando – E eu nem percebi que você colocou todas as roupas pra lavar...
–Eu não sei quando ela volta com as roupas limpas.
–Uhum – ele se aproximou dela, mas não a beijou – Admita que você comprou essas coisas pra que eu te ache mais atraente.
–Não. – ele riu e se afastou, virando em direção ao vídeo-game
Ela não soube o que tinha levado àquilo, mas repentinamente sentiu o maldito gosto em sua boca. O gosto que ela mais odiava, que ela mais queria esquecer.
Sentiu ânsias.
– Sam, você está bem? – Freddie perguntou sério.
Aquela não era a primeira vez que sentia aquele gosto maldito do nada. Era só seu inconsciente lembrar do dia que fora raptada que ela começava a sentir esse gosto maldito. Começou a morder sua própria bochecha até que saísse sangue.
Ela usava sangue para mascarar o gosto que mais odiava desde o dia que descobrira que nada além de sangue funcionava. Ela usava o gosto da dor pra mascarar a outra dor.
–Amor? Tá se mordendo porque? – perguntou Freddie preocupado.
–Nada.
–Diga, Sam. – ele se aproximou dela e encostou a mão no queixo da garota — O que foi?
–Não é algo que você pode ajudar
–Eu posso ajudar em tudo. Pelo menos posso tentar
Ela ficou em silêncio enquanto se decidia se devia ou não contar a ele.
–Eu estou com um gosto estranho na boca e ele só sai com sangue – ela disse depois de um tempo. Os lábios dela estavam mais vermelhos por causa do sangue.
Freddie a puxou num abraço e deu-lhe um selinho demorado
–Só com sangue? – ele perguntou – Será que o meu gosto também não tira?
Ela o olhou com uma careta de nojo
–Nem tente, nerd, eu estou com sangue na... – ela não pode terminar de falar, o menino a tinha beijado.
E ela sentiu o gosto de Freddie
O gosto de Freddie era diferente de sangue. Ele não mascarava o maldito gosto, ele o retirava completamente, como se nunca tivesse sentido aquilo. Não pensou duas vezes antes de se decidir: toda vez que sentisse aquele gosto iria usar o gosto do garoto.
–Delicioso – Freddie disse se afastando da loira – Acho que vou virar vampiro – a loira riu
–Já até suga pescoços, não é? – ele riu e assentiu, dando um pequeno beijinho no roxo do pescoço dela.
Sam se perguntou como podia ficar cada vez mais física e emocionalmente dependente do garoto. Aquilo não era saudável.
Freddie estava analisando o novo jogo e ela foi até o banheiro escovar os dentes. Quando voltou, Freddie já tinha instalado o vídeo-game na tv e agora estava completamente empolgado com o jogo.
Resolveu arrumar a roupa pra mais tarde. Arrumou a roupa, a maquiagem, twitara coisas aleatórias pros fãs e Freddie continuava sentado no tapete jogando vídeo-game.
Será que nerds realmente esqueciam-se da vida quando estavam jogando? Bem, ela era Sam Puckett. Nunca era esquecida.
Pensando um “Desculpa aí”, ela sorriu maleficamente e ajoelhou-se atrás do namorado. O abraçando pelo pescoço.
–Video-game e namorada... Meus dois amores. – ele disse sem tirar os olhos do jogo.
Ele não deveria tê-la comparado a um vídeo-game. E ela ensinaria a ele nunca mais fazer isso.
Ela começou a distribuir pequenos beijinhos no pescoço dele, enquanto arranhava sua barriga. Ela sabia que ele estava fazendo esforço pra ignorá-la. Quando sugou fortemente a pele do ombro dele, ele se assustou e se levantou a derrubando sem querer no chão.
Ela gargalhou do namorado que fechou a cara.
–Eu perdi – ele reclamou e ela viu o game over brilhar na TV.
–Me comparou com vídeo game... Ganha isso – ela se levantou com um sorriso de vitoria no rosto.
Ele sorriu maliciosamente
–Ganho é? O que eu ganho? – ele se aproximou dela sedutoramente
–Nada. – ela se afastou rindo da cara de bobo dele.
Mas não pôde se afastar muito já que ele a puxou para um beijo. O beijo começou apaixonado e conforme o tempo ia passando ele se transformou em um beijo sensual. Freddie a levantou pela cintura e Sam o abraçou com as pernas.
Ela não percebeu como ela parara ali, mas de repente se viu jogada na cama e sentiu o peso de Freddie sobre si.
Lembrou-se da fala da amiga. Se ela tivesse uma sombra de dúvida... Uma sombra... O que mesmo estava pensando? Enquanto beijava aquele moreno, que parecia ter sido feito exclusivamente para ela, Sam não conseguia pensar direito.
Mas ainda assim, mesmo completamente embriagada pelas reações que o moreno causava em si, ela pôde empurrar ele de leve e o fazer olhar pra si.
– Eu... Desculpe – ele fez menção de se levantar, mas ela o abraçou sorrindo.
–Tudo bem. – ela o puxou pra um beijo calmo. Mas Freddie se separou dela e se afastou.
–Sam, se você não... Se a gente continuar, eu não vou conseguir parar.
Sam se levantou da cama também e tirou a blusa, indo em direção ao banheiro.
–Eu não lembro de pedir pra você parar.
Freddie arregalou os olhos vendo a menina se despir enquanto caminhava até o banheiro. Ele suspirou. Ele não ia estragar tudo a seguindo, ia?
Se ele a seguisse... Ele deveria segui-la?
E o sol se pôs, não dando tempo pra ele se decidir.
Notas finais
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Emily, viu eu usei a música que você mandou. Relaxa que eu vou usar as outras também, ok? Obrigada!!!
Viu gente, se vocês mandam ideias, músicas, frases engraçadas e coisas do gênero eu as uso, então se quiserem mandar ideias eu ficarei feliz em usá-las.
Os reviews que eu não respondi, prometo que vou fazê-lo assim que der. (Agora é uma e quinze da matina...)
Próximo cap: ISitting Duck. Preparem as armas, garanto que vão querer usá-las.
Beijinhos da Yo Mismo
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