Notas iniciais
Nome do Cap: Lagartixa.
Cap dedicado à Jaqs e a Gigi Seddie Jathan que me mandaram várias perguntas. Todas as partes legais/calientes/melhores desse cap foram inspiradas nas perguntas que elas mandaram. Então, se ficou legal ou chato as culpe por isso.
Jaqs, sua linda, thank you so much pela recomendação.
Yep... quem diria que um dia eu teria tantas recomendações. Vou ali tentar um comercial da Loreal e já volto.
Enquanto isso, aproveitem o cap.

Eram uma e meia da manhã quando Freddie virou a rua que tinha o AmeriKorea e a única coisa que eles viram foram as ruas desertas. E essas ruas deram ideias à Sam.

-Freddie – o menino olhou para ela por um tempo –, coloca ação na nossa vida.

-Como? – perguntou Dani desesperada e Freddie riu.

-Melhor não. Acabamos de comer... Vai que alguém vomita no carro.

-Tem lava-carro pra quê, Benson? Vai, acelera!

-Gibby? O que você acha disso?

-Eu acho que... – ele pegou ar nos pulmões — ACELERA A MÁQUINA!!!

Freddie riu alto e acelerou o carro fazendo Sam gritar de felicidade, Dani gritar de desespero e Gibby rir.

O caminho até a rádio foi feito sem problemas nas ruas desertas de San Diego e como Freddie acelerara o carro, o trajeto foi feito em menos de dez minutos. Assim que ele estacionou o carro, Dani saíra dele e mantivera uma distancia razoável do automóvel o olhando com medo.

-Calma, já passou... Já passou... – Gibby passava a mão nas costas da garota tentando acalmá-la.

Entraram na rádio sem problemas com a identificação e foram recepcionados pelos locutores que também esperavam para entrar na sala de som.

-Tão limpando – foi o que disseram.

Insônia tinha três locutores: Magela, o mais velho e locutor principal; Straw, que foi considerada a comediante mais gostosa do ano anterior e Carlos, um comediante novo, mas muito engraçado. Eram três porque geralmente não tinham convidados por ser um programa tão tarde.

-Querem dizer algum assunto que a gente não pode falar ao vivo? – perguntou um dos locutores

Eles se olharam e Gibby respondeu por todos.

-Não.

Engataram uma conversa engraçada sobre os famosos que estavam no AmeriKorea. E dez minutos depois de eles entraram na sala, tomaram seus lugares e esperaram os até dar a hora de começar o programa.

Quando deu exatamente duas horas, o mais velho começou:

-Eu sou o Magela e estou te engasgando com as abrobrinhas que eu tô falando hoje!

-Isso aí, abrobrinha tá certinho. – riu Straw e Magela apertou um botão da mesa de som rodando a abertura do programa.

-Isso mesmo, você está no My 94.1 no Insônia!!! Agora corra e grite porque hoje nós temos como convidados os ICARLIES! E uma estranha. – Magela disse – Se apresente, estranha.

-Eu sou a Danielle, mas pode me chamar de Dani.

-Trocaram a Carly agora? – perguntou a comediante.

-Não, ela estava acompanhando o Gibby e acabou vindo com a gente.

-E o que você faz da vida, Dani? – perguntou Carlos

-Eu sou estudante e tenho um blog de maquiagem o MyMirror.com

-É você? – perguntou Sam e Straw juntas.

-Sim, vocês conhecem?

-Aprendi a me maquiar lá – riu Sam – Carly me obrigou a olhar vários dos seus vídeos até eu aprender.

-Nunca entendi porque você nunca apareceu nos vídeos. – disse a mais velha

-Eu sempre pego modelos com rostos comuns para que as pessoas possam aprender a se maquiar. E eu não acho que meu rosto seja muito fácil de encontrar...

-Cri... Cri... Cri... – disse Magela depois que o assunto das meninas acabou.

-Gibby diz que é a fim da Tasha, mas já catou a Carly e tá com essa gata aqui – disse Carlos – Uhh, Gibby é garanhão...

-Pô, parece que ninguém quer me ver com a Tasha... – reclamou o gordinho – Parem de estragar minha vida, poxa.

- Vocês estavam no AmeriKorea agora né, saíram de lá pra vir pra cá. – Freddie respondeu “Isso” e Carlos continuou falando – Conheceram alguém legal lá?

-Sim! Conhecemos o Big Bang! – Disse Sam rindo – Me liguem. Qualquer um de vocês, gatos! Pra gente se conhecer melhor! Principalmente se for você, Tayeng, sua delicinha compacta!

-Eles não vão ligar pra você, Sam. São coreanos. – disse Freddie rindo. – Têm vergonha alheia de tudo...

-Sonhar não é proibido, Freddie – disse Dani rindo.

- Ok, ok. Vamos lá, vocês sabem o esquema do programa quando tem convidados? – Gibby disse que não e Straw pôs-se a explicar- Aqui no centro tem uma caixinha. Vocês tem que tirar um papel dessa caixinha e responder as perguntas que sair.

-Lembrando que tem três tipos de perguntas aí: as pessoais, as hotties e as idiotas. – disse Carlos – Mas eu pessoalmente adicionei mais perguntas sexys quando soube que vocês iam vir hoje. – Eles riram – Eu tô falando sério. Quero ver a Sam corada até o fim do programa!

-Posso começar? – perguntou Gibby tirando um papel da caixinha – O que você faria com uma lâmpada mágica? – ele leu e caiu na gargalhada – Acho que pedia pra morar numa ilha cheia de mulher e hambúrguer que nascessem em árvores.

-Se os hambúrgueres nascessem em árvores iria ser hambúrguer vegetariano? – perguntou Carlos

-Nossa, cala a boca! – disse Straw – Vai, Sam, sua vez.

-O que mais me irrita no ambiente de trabalho? – ela parou pra pensar – Porque eu tô pensando? O Freddie com certeza!

-Você me ama. Admita – ele disse pegando o papel da caixinha – Diga um problema que você já resolveu, mas sem entrar em detalhes técnicos? Que diacho de pergunta é essa?

-É que a gente pede pro povo do RH fazer as perguntas – disse Carlos rindo – Aí eles usam as mesmas que eles usam nas entrevistas de emprego.

-Ahn... – começou Freddie – Então, tinha um problema e eu fui lá e resolvi tudo.

Straw gargalhou.

-Com certeza a melhor resposta. Usem isso nas entrevistas de empregos que com certeza vocês ganham a vaga.

- Vai lá, Dani, ninguém quer saber de você, mas pega um também. – disse Carlos

-Ah, nem é, tem muita gente que gosta do blog dela – disse Straw

A menina tirou um papelzinho da caixa e caiu na gargalhada.

-O que você já viu nas nuvens? – ela riu – Eu sempre vejo um pernil. – ela riu mais um pouco – Sério.

- Achei que fosse só eu – disse Sam

-Eu sempre vejo um morango – falou a comediante.

-Uhh... Straw-berry... – disse Magela

-Nossa! Cala a boca – disse Carlos – O pior é que eu sei que da onde saiu isso tem mais...

Gibby rindo, pegou outro papel da caixa.

-Qual foi a situação mais dolorida que você já viveu? – ele pensou um pouco – Acho que foi no dia que a Sam me bateu tanto que eu mal pude andar por uns bons dias. (Jaqs, foi o máximo que pude fazer com sua pergunta pro Gibby).

-Hum... A Sam ou o Sam? – perguntou um malicioso Magela.

-Essa aqui – disse Gibby, apontando a loira ao seu lado.

-Não disse que tinha mais da onde tinha vindo àquela merda?

Sam pegou um papel da caixa. Aquilo só podia ser brincadeira!

-A parte íntima do Freddie é grande? Por quê tem uma pergunta desse tipo? – ela perguntou indignada – Eu não sei! (pergunta mandada pela Gigi Seddie Jathan)

- Eu estava esperando o Gibby pegar ela... – disse Straw gargalhando

-Tá indignada demais pra não saber. – riu Carlos. – Vai conta aí pra gente.

-Diga... muita gente quer saber – disse Dani – inclusive eu... – todo mundo riu

- Dani! – ralhou Freddie

-Oxi, não se pode mais falar a verdade?

-Gente, eu não sei! – repetiu Sam.

-Sabe sim! E eu sei que era isso que você estava conversando com a Carly mais cedo – contou Gibby rindo e querendo ver como a amiga ia sair daquilo.

-Sam! Você contou pra Carly? – perguntou Freddie indignado, entretanto ele percebeu que tinha falado besteira e arregalou os olhos.

-Eu tinha que contar! Estava traumatizada, nerd! Você acha que é fácil entrar no banheiro e te ver pelado lá dentro?

-Se você batesse na porta isso não iria acontecer – ele disse entrando no jogo dela

-Se você trancasse a porta também não. – ela bateu no braço dele. – Foi trauma pra uma vida inteira!

-Trauma? – perguntou Straw – Agora eu também quero saber o tamanho disso, e quem sabe não conhecer melhor mais tarde?

-Você não era lésbica, Straw? – perguntou Carlos olhando a amiga.

-Sou... Mas a gente abre uma exceção de vez em quando...

-Só exceção que abre? Tem mais nada que você queira abrir, não? – perguntou Sam olhando para a morena de sobrancelha erguida.

-EIIITTTAAAAAAA. Vamos parar de baixaria!!! – disse Magela rindo – E de ciúmes também!

-Ciúmes? – riu Freddie. – Onde?

-Vai, divida a informação com a gente – disse Carlos. – É grande? Pequeno, grosso...

-Tá interessado é? – perguntou Freddie à Carlos.

-UUIIIII!! Sempre! – disse Carlos alisando o braço de Freddie que gargalhou e Carlos se voltou para Sam – Vai responde aí.

-Eu não posso, não tenho como comparar. – ela deu de ombros.

É claro que ela tinha, mas não falaria nada. Não precisava de mais gente para tirar de cima do amigo, obrigada.

- Não posso responder essa pergunta. Vou tirar outra. – ela disse e pegou outro papel – Ah, não. Tá de sacanagem! Como é o meu gemido? (pergunta mandada pela Jaqs)

Os homens riram alto.

- Vaiiiii. Não tem como pular essa pergunta. Essa você tem que responder! – disse Magela ainda gargalhando – Straw, por favor, não se excite.

Straw gargalhou e Sam corou, suspirou, chegou perto do microfone e sua mente automaticamente pensou no sorriso do moreno ao seu lado. Não precisou de mais: deu um gemido meio baixo, meio rouco e completamente gostoso para o microfone.

Viu Freddie engolir em seco meio discretamente e Carlos se inquietar na cadeira. Straw riu nervosa.

-Agora a gente vai tocar umas músicas e dar um tempo pros ouvintes poder ir ao banheiro bater uma... – disse Carlos, mas Magela cortou o microfone dele.

-Vamos parar a baixaria nesse programmmaaaaa. – reclamou Magela.

-Aproveitem as músicas. – disse Straw rindo. E logo uma música começou a tocar, quando seu microfone já estava desligado, ela voltou a falar com um tom de ordem – Todos os homens com a mão em cima da bancada.

Eles riram e ninguém se mexeu.

-Sério. Todo mundo com a mão na mesa – disse Dani – Eu não quero ter pesadelos por causa disso por favor

-Deixem de ser chatas – reclamou Carlos, colocando a mão na mesa – Ficam estragando a diversão alheia. O Freddie tudo bem, escuta esse gemido sempre, mas e eu? Como fico?

-Eu não escuto isso sempre – disse Freddie e ele riu alto

Sam entendeu que um “quem dera” tinha passado na mente do garoto quando ele começou a rir, virou-se para o lado e deu uns tapas no amigo.

-Deixa de ser pervertido, nerd – ela bateu nele mais uma vez.

-Para, cacete, não fiz nada! – ele reclamou

-Não fez, mas pensou. Vai negar? – a sobrancelha da garota estava erguida em um claro tom desafio.

-Não. – ele disse voltando a rir e ela bateu nele de novo. Fazendo todo mundo rir.

No meio do intervalo, um assistente disse que T.O.P. estava no telefone e queria falar ao vivo.

-MEU DEUS!! – Disse Straw – T.O.P. do Big Bang tá ao vivo com a gente! – ela exclamou assim que voltaram ao vivo – T.O.P.? Você estava escutando a gente?

-Tayeng quis. Então ele ficou igual um retardado quando soube que eles iam ser entrevistados e nos obrigou a ficar aqui fora do AmeriKorea ouvindo. – Eles escutaram um “Hyung!” indignado de Tayeng — A gente não gostou muito quando o Freddie disse que não poderíamos ligar pra Sam já que somos coreanos.

Sam estava boquiaberta. Freddie também.

-Então eu tô ligando pra saber se ela quer almoçar comigo amanhã.

-UOU!!!! Que reviravolta no programa! – disse Magela – E aí? Aceita?

Sam olhou para o moreno ao seu lado, que olhava fixamente para o microfone com um rosto sério. Pensou se magoaria Freddie aceitar. E chegou a conclusão que sim.

-Eu tenho um compromisso no almoço – ela mentiu. Freddie olhou para ela espantado.

Desde quando ela se importava com a opinião dele? Desde quando não queria magoar Freddie?

-Mas eu posso jantar com você. – ela disse sorrindo para o microfone. De rabo de olho, viu o amigo voltar a encarar sério o microfone à frente dele.

Depois daquilo, ela percebeu que Freddie começou a fingir. Ninguém pareceu perceber que ele estava fingindo que continuava normal. Contudo ela sabia. Conhecia o amigo há muito tempo.

Os sorrisos não chegavam a seus olhos e suas brincadeiras pareciam forçadas. Ele realmente tinha ficado chateado com ela ter aceitado sair com T.O.P.

Quando o programa terminou, eles deixaram Dani na casa dela e Gibby no hotel. Assim que Gibby saíra do carro, eles ficaram em silêncio.

-Você não vai brigar comigo por ter aceitado sair com o T.O.P.? – perguntou.

-Não. A vida é sua. E eu estou feliz por você me deixar fazer parte dela como amigo. Não vou estragar isso. – ele estacionou o carro e saiu.

-Freddie. – ela chamou saindo do carro e ele virou para trás a olhando – Por favor, eu preferia quando a gente não tinha esse clima ruim que você insiste em manter.

-Eu não insisto em manter nada.

-Não, sou eu... – ela revirou os olhos e viu que ele não ia mudar de atitude – Vai dormir, vai. Vou ficar um tempo aqui fora.

Ele a obedeceu, indo para o quarto, e ela seguiu para a praia. Ela seguiu para a praia, quando chegou lá tirou os saltos e começou a carregá-los com sua mão direita. A madrugada de San Diego estava fresca, mas uma brisa fria insistia em vir do mar. Ela não soube quanto tempo ficou ali vendo as ondas chegarem à costa. Sentiu que o tempo tinha passado quando viu a sombra de um homem atrás de si.

Ela sabia quem era.

-Está tarde. – disse Freddie que estava parado atrás dela– Vamos entrar...

-Não. – ela olhou pro céu sem olhar para ele – A lua ainda está crescendo.

-Sim. Está. – ele concordou

-Você já reparou que mesmo que as nuvens entrem na frente da lua, ela continua brilhando?

-O que tem?

-Você disse que queria fazer um reajuste de lua. – ela virou-se para ele e viu que ele estava encostado na parede da pousada. Ele já tinha tomado banho e estava de calça de moletom preta e uma regata branca larga – Resolveu ir para a lua minguante?

-Do que você está falando? – ele pareceu confuso.

-Eu não quero ver você triste – ela disse se aproximando dele e encostando no rosto do garoto num leve carinho – Eu quero que você fique normal quando estiver perto de mim.

-Eu estou normal.

-Não. Não está. – ela suspirou cansada – Eu te conheço, Benson. E sei que não está. Você está se recriminando por tudo que aconteceu mais cedo. – ela suspirou novamente, afastando-se dele – Ajuda se eu disser que deixo você revidar tudo que eu já fiz?

-Eu posso? Eu posso te deixar roxa... – mesmo com o aviso, seu tom de voz era esperançoso. E ela percebeu o quanto aquilo era importante para ele. Já que era tão importante para ele, valia à pena se machucar.

Ela mal pôde acenar um sim com sua cabeça, antes que Freddie a jogasse na parede com uma mistura de força e gentileza. Ele se aproximou dela como um predador. Ele chegou a milímetros de distância entre eles. Entre suas bocas. Olharam um nos olhos do outro.

Ela com receio. Ele com decisão.

Eram olhos lindos. Eram expressivos olhos lindos. Eram expressivos olhos lindos e decididos.

Ele quebrou o olhar, olhando seu pescoço. Depositou um beijo demorado lá.

-Esse é por aquela vez que você me bateu com a raquete na casa do Lucas – ele sugou o lugar que ela tinha beijado. Ela soltou um leve gemido. Quando ele pareceu cansar daquele lugar, ele escolheu outro lugar no pescoço dela e deu um beijinho – Esse é por você me jogar no chão toda vez que eu entrava na casa da Carly – Ele sugou o lugar também. Ela tentou muito prender o segundo gemido na garganta, mas falhou miseravelmente e pareceu um grunhido.

O que aquele menino pretendia fazer? Enlouquecê-la? Por que era isso que ele estava conseguindo.

Freddie se cansou do segundo lugar também e derrubou a alça do vestido e do sutiã dela e mordiscou seu ombro. Ela arfou e se encostou mais a parede atrás de si.

-Esse é por você sempre me chutar quando me pega desprevenido – Ele sugou o lugar. E Sam tirou as mãos que estavam na parede e pararam na camisa dele o puxando mais perto. O sapato estava esquecido no chão. Arfou duas vezes sem se controlar. Ele parou de sugar o lugar e ela sentiu ele dar um sorriso em seu ombro. – Esse é por todas as vezes que você me xingou — Ele começou a beijar todo o caminho de volta ao pescoço, passou as pernas ao redor do garoto sendo segurada completamente por ele. As mãos dele percorreram o corpo da garota e ele se aproximou mais. – Esse é por você gemer na rádio – Ele a levantou e a espremeu ainda mais na parede, e ela pôde sentir que o membro dele estava rígido.

Ela não conseguiu se controlar e passou uma mão na barriga do rapaz enquanto a outra ia para trás do pescoço dele. Colocando a cabeça para trás, arfou e ele aproveitando que ela tinha dado mais espaço para beijar, sugou e beijou mais ali. Ela inconscientemente aproximou mais seu quadril do rapaz. Gemeu novamente quando sentiu a boca dele perto de sua orelha.

Aquilo estava tão bom que poderia nunca mais acabar. Ela quis acordar daquela forma, ir dormir daquela forma. Ela quis fazer aquilo todo dia. A todo segundo.

Ela o quis pra si. Naquele momento.

Entretanto ela, pra variar, pensara cedo demais: uma luz de lanterna acertara ambos em cheio.

-Desculpe – disse o recepcionista em tom envergonhado – eu achei que fossem ladrões. Ahn... Fiquem à vontade.

Ela olhou para Freddie que estava meio corado olhando para ela. Antes que ele abrisse a boca e se desculpasse por dar a ela o melhor momento da vida dela e estragasse completamente aquele momento, ela deu um beijinho no pescoço dele.

-Obrigada por revidar, nerd.

Ele sorriu para ela e a puxou pela mão para saírem de perto da parede do hotel e irem mais para perto do mar. Ela demorou um pouco pegando o sapato e o chacoalhando para tirar toda a areia. Ficaram por algum tempo vendo as ondas chegarem cada vez mais perto de seus pés.

-Às vezes eu queria poder te entrevistar.

-O que quer saber? – ela perguntou, sentiu que o mar estava quase chegando em seu pé.

-Coisas bobas... – ele não parecia confortável. Com certeza não aquilo era bobo. Mas ela tinha ficado curiosa.

-Você pergunta algo e eu pergunto algo pra você depois. Que tal? – ela ofereceu

Eles ficaram um tempo em silêncio.

-Você chegou a se interessar por alguém. Digo, de verdade? Ter um sentimento que não se resume ao bacon boliviano? – ela sorriu triste. (pergunta enviada pela Jaqs)

- Não. Todos os meninos ainda me parecem muito crianças. E de mais velho eu só conheço o Spencer que também parece uma criança. Tem o Meião... mas a família dele não conta. Eles são estranhos – eles riram.

-Eu não pareço uma criança – Freddie se defendeu.

-Naahhh... De vez em quando age como uma. Mas é melhorzinho mesmo... Bem pouquinho assim.– ela aproximou o polegar do indicador mostrando o quanto. Ficaram em silêncio, enquanto ela pensava – Minha vez. Como você me vê como garota? (pergunta enviada pela Jaqs)

- Complexa. – ele riu – Linda, inteligente, esperta... Às vezes é um pouquinho difícil, mas em geral é a pessoa mais perfeita e pura que eu conheço. – ela olhou para ele pronta para dizer que não, entretanto ele tinha uma sobrancelha erguida a desafiando dizer não. – Como você acha que seria sua primeira vez? (pergunta enviada pela Jaqs)

Então era aquilo que ele queria saber? Olhou para cima, depois para o mar. Olhou para qualquer lugar que não o rosto dele enquanto pensava no que responder.

-Eu não sei. – ela foi sincera – Eu tenho medo de surtar e o cara não me querer. Tenho medo de ele fazer algo que eu não queira. – suspirou – Tenho medo, sabe. – Ergueu seus braços se espreguiçando – Enquanto estou de roupa, tudo bem, mas se eu penso em tirar...

Ela não terminou de falar, porém ele sabia que ela queria dizer que começava a surtar quando alguém se aproximava demais quando estava quase sem roupa.

-Não apresse nada, então. Faça tudo no seu devido tempo – ele ofereceu um sorriso a ela. – E se o cara não quiser esperar, larga ele sem pensar duas vezes. – ela riu da ênfase que ele colocou na última frase.

- Minha vez: como você imagina a sua primeira vez?

Ele deu um sorriso tímido e olhou pro mar que ia e vinha, molhando seus pés.

-Não me importo com o lugar, com nada. Só me importo com a pessoa. – ele mexeu os pés na areia molhada, fazendo desenhos com o dedão. – Se eu deixá-la feliz, saciada e contente pra mim está bom. – ele suspirou e olhou pro mar – Eu vou parecer um... sei lá... mas eu gostaria que fosse com a pessoa que eu fosse me casar.

-Por quê?

-Pra não ficar comparando. “Ah, a outra fazia isso e aquilo outro melhor...”

-Acho que não tem porque ter essa preocupação, nerd. Se você vai casar com uma mulher, e mesmo que ela seja ruim de cama, o amor vai fazer ela parecer a mais vadias das mulheres... – ela opinou. – É o que me disseram, pelo menos.

-Talvez. Mas ainda assim, seria bom se fosse com a pessoa certa. – ele riu de um pensamento – minha mãe diz que todo mundo tem uma espécie de alma gêmea. E eu queria dar minha virgindade à minha.

-Isso pareceu uma mulher falando.

-É. Eu sei. – ele riu – Mesmo que as pessoas neguem e não queiram aceitar, entregar a virgindade a alguém é simbolicamente dizer que ela será sempre a primeira em tudo. Sou romântico, o que posso fazer?

-Todos os homens deveriam pensar como você – ela disse sorrindo enquanto olhava para ele – Evitaria muitos problemas com abusos. — ela piscou para ele que sorriu, se aproximou e se abaixou a pegando pelas pernas – O que você tá fazendo? – ele a colocou em seus ombros e ela deu um gritinho de susto – Me põe no chão agora, Benson. Eu não sou um saco de batatas!

- Não. Eu vou te levar pro quarto agora e você não vai reclamar. – ele disse em tom autoritário. – Está na hora da gente dormir.

Ela pensou que se falasse algo, eles voltariam ao clima estranho, então, se deixou ser carregada por ele e sorrindo, bateu na bunda dele.

-Pelo menos segura meu vestido, pra ele não subir e mostrar minha calcinha pra todo mundo – ela reclamou e ele obedeceu.

-Todo mundo, quem? – ele perguntou – Já passou das quatro da manhã. Você acha que alguém vai estar acordado?

-O recepcionista não precisa de um show. Ou melhor, de outro.

Quando chegaram ao quarto, ele a jogou em cima da cama e retirou a camisa num gesto rápido. Um brilho de malícia apareceu rapidamente nos olhos dele. Ela percebeu como aquela cena teria um final diferente se fossem namorados.

-Eu vou lavar meu pé e você pode ir tomar seu banho, ok? – ele perguntou rindo de algo que pensara.

Passou algum tempo e ele não saía do banheiro. Ela pensou no que ele faria se ela... Com um sorriso sapeca, jogou o vestido que vestia em cima da mala e pegou uma toalha, uma calcinha e uma camisa curta e larga para ir tomar banho.

Quando ela entrou no banheiro, ele estava secando o pé sentado no sanitário só de cueca. Freddie não comentou nada, apenas olhou a menina de lingerie se escorar de lado na pia.

-Vai demorar, nerd? Quero banhar – ela disse, ele riu e se aproximou dela – Que foi? – Freddie queria repetir? Era isso? Era? Era? Se fosse ela ia ser a garota mais sortuda do planeta.

Ele deu um beijinho de leve no pescoço dela e outro em sua mandíbula. Ela já estava quase o puxando para si quando ele sussurrou em seu ouvido:

-Eu disse que ia ficar roxo. – ela arregalou os olhos e o empurrou para se olhar no espelho. Em absolutamente todos os lugares que ele tinha encostado aquela maravilhosa boca tinha ficado roxo! – Não vou pedir desculpas. – Ele se aproximou dela e a abraçou por trás. Ela o olhou pelo espelho e viu que estava sorrindo – Você deixou. – ele abaixou a cabeça sugando a pele do ombro dela. – Porque você tem um gosto tão bom? Tão viciante? – ele perguntou a abraçando mais forte. E ela novamente pôde sentir o membro dele rijo debaixo de suas roupas.

Ela teve medo quando ele aumentou a força do abraço. Mas que novamente se provou infundado. Ele gentilmente se afastara da garota, sorrindo.

-Vou deixar você tomar seu banho em paz.

Aquele era o Benson. O Benson gentil, carinhoso, amoroso e sem culpa que ela conhecia. Aquele era o Benson de volta.

Seu Freddie estava de volta.

Quando fechou a porta, não conseguiu evitar que todas as memórias da noite invadissem sua mente e seu coração se acelerou quando se lembrou das vezes que tinha ficado extremamente perto dele. Lembrou-se daquele... amasso?... que deram do lado de fora do hotel.

Se permitiu escorregar pela porta e sorrir. Ali pra ninguém ver, se permitiu ser uma menininha qualquer que chegara do seu primeiro encontro com um menino que gostava.

Mas ela não era uma menininha, nem tinham ido a um encontro.

Por que aquele garoto mexia tanto com ela? Porque ela a fazia esquecer de tudo que sabia sobre homens? Porque ele tinha quer ser tão amável o tempo todo?

O problema de ser amável é que as pessoas acabam o amando. Não ela. As outras pessoas que cercavam ele, claro. Ela não amava o nerd. Nem sequer gostava dele. Fim.

Freddie continuava de cueca e estava quase dormindo quando ela saíra do banho. Na cama. Mas ela não podia deixá-lo dormir na cama. Ontem ela estava bêbada. Mas hoje? Ela não tinha nenhuma desculpa para deixá-lo dormir ali. Nenhuma desculpa.

Nenhumazinha só. Suspirou um xingamento.

-Freddie. Chão agora. – ela ordenou. O menino apenas virou de lado a chamando para deitar – Freddie – ela voltou a chamar se aproximando dele.

Mas para sua surpresa, ele abriu os olhos sonolento e a puxou para dormir. Ela caiu na cama desajeitada em cima dele e ele a ajeitou ao seu lado. Com sua mão, puxou a camisa que ela vestia para cima, completamente desajeitado e colocou sua mão novamente na barriga dela. A mesma posição que tinham dormido no dia anterior.

Só que mais vestidos dessa vez.

Bem, Freddie não queria acordar e era sacanagem acordar uma pessoa tão cansada quanto ele. Eles podiam dormir naquela posição, então? Podiam? Não podiam?

Quando descobriu que aquela era desculpa que estava procurando, a recentemente conhecida sensação de lar veio, juntamente com todo o cansaço do dia. Sorriu pensando nos melhores roxos que tinha recebido em sua vida.

E fechou olhos torcendo secretamente para que ela acordasse do mesmo jeito que fora dormir: feliz, em casa e em paz.

Notas finais
Yeah, baby. Me chama de lagartixa e me joga na parede! Huahuahhuahu
Eu tentei fazer ficar sexy, mas acho que falhei miseravelmente. E não, eles não se beijaram ainda.
Não sei por que, mas pressinto surtos e xingamentos (mais xingamentos do que surtos) nos reviews.
Próximo cap: IContact. Ou num bom português: Contato visual.
Preparem-se para a experiencia mais fofamente colorida da sua vida.
Beijinhos da YoMismo