ISan Diego
12 IForetime
Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Eu disse que o nome desse cap ia ser IBensons Project, mas é que eu resolvi modificá-lo totalmente e por isso tive que mudar o nome do cap. VAI SIM ter um cap chamado de IBensons Project que explica qual foram as táticas do Freddie, mas vai ser um dos últimos, se não o ultimo. Porque ele vai ser o mais importante.
Falando em coisas importantes: IBensons Project foi um nome retirado do Cap 6 da fic Amor e Orgulho da Karmen. Se você não leu, passa lá e chore, ame e morra de raiva da teimosia Seddie. A fic é ótima E maravilinda E totalmente digna de reviews apaixonados. A autora merece.
Como eu disse que esse cap ia se chamar IBensons Project e não vai, então eu vou dedicá-lo à Karmen e também ao Luccas que me deu uma lição de vida sobre o universo masculino (hauhahuaauhuahahu).
Teve várias pessoas dizendo que eu tava querendo matá-las de curiosidade. E bem, como eu não quero mais mortes no meu currículo, eu resolvi explicar toda a história do Meião nesses próximos caps. Por isso eles vão estar LOTADOS de Flashbacks. Estou torcendo para que vocês não percam o ritmo do tempo atual deles.
De qualquer forma, espero que aproveitem o cap.
O sol já tinha se posto completamente quando Freddie desligara o celular e voltara para a mesa.
–Nós temos que ir pra casa da Dani – disse Freddie com um rosto sério, parecendo realmente preocupado com o que quer que tinha ouvido. – Aquela anta! –ele reclamou.
–O que aconteceu? –perguntou Gibby se levantando.
–No caminho eu conto. – foi o que Freddie disse antes de ir pagar a conta.
A loira e o gordinho se olharam antes de se despedirem rapidamente dos rapazes, pedindo desculpas pela pressa. Não foi nem três minutos e todos já estavam dento do carro que Freddie alugara.
–O que houve? – perguntou Sam
–Day comprou um aparelho de espionagem e gravou absolutamente todas as conversas que tivemos no quarto.
–COMO? –perguntaram Sam e Gibby quase juntos
–É, isso mesmo que vocês ouviram. A família deles sabe de vários dos nossos segredos e pra piorar a situação eles perderam o computador que tinha todas essas informações.
–Eles tão de sacanagem – disse Gibby rindo incrédulo. – Impossível isso ser verdade.
–Eles sabem que a Sam já foi... – ele olhou para a loira e a viu olhar para a janela – Amor, você tá bem?
Ela reparou que ele a tinha chamado de amor, mas resolveu não ligar para isso naquele momento.
–Eles sabem que eu fui abusada, sabem que você... Sabem da gente! Eu confiei naquelas pessoas e eles me passaram para trás! Não, eu não to bem. Mas isso é por enquanto. Daqui a pouco, quem não vai estar bem vão ser eles.
–Machucá-los não vai resolver, Sam. – avisou Gibby
–Não, mas vai me desestressar. Apertar o pescocinho daquela pirralha vai me rejuvenescer uns trinta anos em segundos! Melhor que botox.
Freddie riu da loira.
–Sam, ela não é exatamente com quem a gente tem que se preocupar agora. – ele estacionou o carro na frente da casa das meninas – Não podemos deixar isso cair nas mãos dos repórteres de forma nenhuma.
–Tá, mas depois... Elas que me aguardem!– ela ameaçou descendo do carro ainda com a camisa dele no pescoço – Isso fede. – ela jogou de qualquer jeito a camisa no banco de trás do carro.
–Ah, não – reclamou Gibby apontando os roxos do pescoço da loira –, era disso que vocês estavam falando naquela história de revidar? Eu não queria saber e muito menos ver.
–Gibby... – o tom de aviso da loira deixou bem claro que não estava a fim de escutar brincadeiras.
–Vamos entrar logo. – um Freddie sem camisa guiou Sam, ainda com as roupas da praia pela cintura enquanto Gibby ia logo atrás olhando para os lados para ver se não tinha ninguém os observando.
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Mês passado:
Era cerca de uma hora da manhã e ainda tinha gente escutando músicas no estúdio que ficava na casa da Carly. A festa só tinha ido até meia noite então ali só restavam as pessoas que ficaram para arrumar as coisas.
Agora eles estavam em seis no recinto. Os quatro ICarlies, Cris e um rapaz moreno chamado Paul. Ele era o acompanhante da noite de Carly, que obviamente não podia ir a uma festa sozinha, mesmo que a festa fosse em sua casa. Todos eles tinham ido para o estúdio enquanto esperavam Spencer chegar de um encontro com alguém que Meião arranjara para ele.
Estavam sentados em círculos e conversavam animadamente sobre tudo, no meio deles havia várias garrafas de refrigerante, apenas uma garrafa intocada de vodka. Ninguém soube exatamente quem sugeriu, mas souberam que Carly fora a primeira a aceitar a idéia.
Depois de um tempo eles estavam sentados em círculo, mas os lugares haviam sido rearrumados de forma que Carly ficava no meio de duas garotas e na frente de Gibby que ficava no meio dos dois meninos.
–Acho que já que a gente tá fazendo isso, que façamos direito. – disse Paul – Eu trouxe a vodca, vamos usá-la.
–O que você sugere então? – perguntou Cris olhando libidinosamente para Paul
–Acho que antes de entrar no... Onde a gente vai entrar? Aqui tem um armário?
–Aqui em cima tem um banheiro – sugeriu Freddie.
–Ah, não... – Carly pausou e pensou um pouco. –Não... É melhor que usemos o banheiro aqui de cima mesmo.
–Então, antes de quem for escolhido entrar no banheiro, tem que beber... –Paul pegou um copo e mostrou dois dedos do copo – isso aqui de vodca pura.
–Vodca é muito ruim – reclamou Sam recebendo um olhar feio de Carly – Ok, mas quando for minha vez eu vou encher o resto de coca.
E ficou acertado que todas as meninas beberiam com refrigerante enquanto os meninos beberiam pura.
–Sua chance, nerd. – disse Sam enquanto rodava a garrafa – Torce pra ir com a Carly.
Ele riu de algo que ela não soube e Gibby prendeu o riso olhando pro lado.
–Vou torcer por você, cara – ele disse rindo
Primeiro caiu Sam e Paul. Ela bebeu e seguiu com ele até o banheiro, foi perceptível que eles nem se encostaram porque as risadas e os comentários deles eram ouvidos de longe. Depois foi a vez de Gibby e Cris que ficaram em um aparente silêncio, mas saíram de lá com a mesma cara que entraram.
Quando a garrafa foi rodada de novo, Freddie foi até lá com Cris aproveitaram os sete minutos para conversar um pouco. Cris estava meio alegre por já ter tomado mais vodca que os outros. Depois deles, foi a vez de Carly e Paul. Ninguém soube o que aconteceu entre os dois, porque faziam barulhos estranhos, mas saíram no tempo e completamente arrumados de lá.
A garrafa foi rodada novamente e saiu Carly e Cris e em seguida, Carly e Sam. Elas beberam a dose, mas não se moveram para ir ao banheiro. Os próximos a irem foi Carly e Freddie novamente.
–Carly? Você tá bem? – perguntou o garoto assim que fechou a porta
–Não é só porque eu não sou cachaceira igual você que umas dosezinhas dessas vão me derrubar. – ela se virou para o espelho e começou a se arrumar
–Sei... Mas admita que você não tá normal. – ele sentou no sanitário fechado
–Só to um pouco mais feliz – ela riu de algo que ele não soube o que era – Só um pouquinho...
–Bem, não faça besteira. Já pensou se você perde a virginda...
–Perder o que, Arnaldo? – ela rindo e olhou para ele, com a mão direita ainda em seu cabelo – Não se perde o que você não tem...
Freddie arregalou os olhos, completamente atônito.
–Sério?
–Sim – Carly voltou a arrumar o cabelo no espelho – Quando eu saí com o Griffin... Você pode imaginar...
–Nossa!
–PAREM DE SE PEGAR E SAIAM! –eles escutaram a voz de Sam do lado de fora e Freddie riu.
Aquele tom... ela bem que poderia usá-lo para indicar ciúmes. Mas Freddie sabia que isso não ia acontecer tão fácil. Sem que ele tomasse algumas providências antes. Sim, ele sabia que de vez em quando ela dava algumas indiretas para ele notá-la, como se dissesse a ele que ela era uma garota.
Mas não era aquilo que ele queria. Ele a queria. Ele queria que ela se apaixonasse por ele da mesma forma que ele a amava.
–Ela não tá com ciúmes – avisou Carly olhando novamente o garoto, tirando-o de seus pensamentos.
–Eu sei. –ele gargalhou de algo — Ainda. Espere mais um tempo que ela estará morrendo de ciúmes.
Eles saíram rindo e Sam pareceu analisá-los minuciosamente atrás de algo que não viu, porque abriu um sorriso que logo foi disfarçado por uma tosse. Gibby rodou a garrafa mais uma vez. Sam e Freddie.
–Isso não vale. Ele acabou de sair de lá.
–Como não? –perguntou Cris – Eu fui duas vezes seguidas!
– É, vão logo – enfatizou Gibby com um gesto com a mão, olhando para Freddie com um sorriso de irmão.
Assim que eles beberam, entraram no banheiro. Ela fechou a porta e se escorou na pia, enquanto ele se escorou na parede a frente dela.
–Oi – começou Freddie com um sorriso
–Nem termina, nerd.
–Não termina o que? Tá birutando?
–A próxima coisa que eu sempre escuto é “Vem sempre aqui?” – Freddie gargalhou.
–Eu ia dizer outra coisa... – ela fez um sinal com a cabeça o encorajando a continuar – Oi – ele se aproximou dela, sorrindo, como um predador –, você está particularmente linda hoje.
–Pf, tenha mais criatividade, nerd – ela disse olhando para os lábios dele.
–Pra quê? – Ele levantou a sobrancelha se aproximando mais dela. Freddie escorou ambas as mãos na pia a trás da loira – No fim você vai querer me beijar mesmo...
–Você se acha, noob. – ela riu, mas se aproximou dele
–Sério? Porque eu não estou vendo você se afastar de mim, então?
Sam piscou, piscou e piscou. Quando ela entendeu o que estava acontecendo ali, ela empurrou o garoto para longe. Ele gargalhou.
–Você me quer. – ele disse sorrindo docemente. – Só ainda não reparou nisso.
–PAREM DE SE PEGAR! –Gritou Gibby rindo do lado de fora do banheiro.
Freddie foi até a porta e parou a mão na metade do caminho até a maçaneta.
–Mas você está realmente linda hoje. – ele nem sequer olhou para a loira, apenas saiu do lugar.
Sam respirou fundo acalmando o coração. O que era aquilo? O que ele estava fazendo com ela? Porque ela não se sentia assim perto de outra pessoa? Porque era só com ele?
Ela fechou os olhos e respirou fundo. Mandou que seu coração se acalmasse. Ele obedeceu e só então ela saiu do banheiro. Viu os outros sentados em circulo. A formação inicial ainda se mantinha.
Esperaram Sam sentar-se para rodarem a garrafa mais uma vez. Carly deu um sorriso de lado depois de beber sua dose. Se levantou e foi na direção do banheiro, que já tinha Gibby à sua espera. Sam precisou chamar mais vezes que o normal para o casal sair e, na verdade, eles só saíram quando Cris batera na porta raivosamente. Ambos pareciam normal e relativamente iguais a quando entraram, mas Sam notara no olhar da amiga que algo tinha acontecido pela primeira vez na noite.
Depois de mais algumas rodadas, exatamente depois da garrafa cair na Carly e na Sam e a morena fazer questão de entrar no banheiro com a loira, eles resolveram terminar o jogo. Sam dissera com toda a calma que ela se até ela ia embora, os outros também deveriam pegar o beco.
Depois que viu os estranhos saírem, Sam avisou ao Gibby que ia embora com ele e pediu para conversar a sós com Freddie. O menino parecia tremer, quando fechou a porta de sua casa.
–Diga. – ele disse apontando o sofá para a loira se sentar
–Nada a dizer. – ela sentou-se e viu o garoto sentar-se ao seu lado. — É só que Carly queria dar... uns pegas no Gibby?
–Sério? Carly e Gibby? – Freddie riu alto
–Nada amoroso, de acordo com ela.
Eles ficaram em silencio, olhando a TV desligada.
–Não entendo essas pessoas que simplesmente ficam sem se importar com os sentimentos dos outros.
–Disse o pegador, né. – Freddie ergueu a sobrancelha para Sam – Acha que eu não sei das suas saídas com as fãs?
–Isso foi ano passado. – ele se defendeu – E eu sempre me importei com os sentimentos delas.
–Ano passado? –ele assentiu – Parou? – ele assentiu novamente– Porque?
–Descobri que é melhor apenas uma mulher do que várias. – Sam riu e cruzou as pernas em cima do sofá olhando para ele – É sério. Quando se tem uma mulher ela te preenche, enquanto quando você tem várias...
–Você preenche elas, né. – ela abriu um sorriso meio malvado
–Deixa de ser pervertida, garota. – ele riu, ficando na mesma posição dela – e eu nunca “preenchi” ninguém não. To esperando uma certa garota se sentir pronta.
Uma certa garota? Ele quis dizer uma garota certa, não era? Seu nerd não poderia estar apaixonado, certo?
–Isso não é problema meu. – ela suspirou e olhou para o teto, ele a ignorou continuando a falar do mesmo jeito.
–E quando ela se sentir pronta para eu “preenchê-la”, eu vou chamá-la de amor. – ele riu meio tímido.
Ela ficou em silêncio por um tempo.
– Acho bonito que você pense assim. Querer ter certeza que alguém vai te chamar de amor. Ter alguém para chamar de amor. Pena que isso não acontece na realidade.
–Como não? – perguntou Freddie – Tudo que a gente quer acontece. Inclusive eu ter a garota que eu quero chamar de amor.
É, ela perdera. Ele estava apaixonado por alguém bem melhor que ela.
–Pare de falar como um bobo apaixonado, Fredweird. (N/A: weird = estranho)
–Pára de me chamar de estranho.
–Não
–Então eu também não paro. – eles ficaram em silencio por algum tempo – Porque você acha que isso não pode existir na realidade. Isso de amar?
–Como assim porque, nerd. Amor não existe não. Olha só,na teoria famílias são exemplos de amor. Famílias são instrumentos sociais que servem para amar uns aos outros. Você já reparou que eu não me dou bem com a minha? Quer uma prova maior que amor não existe?
–Então se a sua família não te ama, é porque não existe amor?
–Sim.
–Mas você não se dá bem com ninguém? Nem com seu tio que está preso?
–Ele é outro caso. Eu até gosto dele. – ela riu – Digamos que a gente divide o presunto.
–Ah, então pra você gostar de alguém é só dividir o presunto? – perguntou Freddie rindo – Tem presunto aí, quer?
–Engraçadinho. Pra que você quer que eu goste de você? – ela perguntou e pausou um pouco antes de continuar – Mesmo que por um milagre isso aconteça, eu não vou parar de te bater. – ele abriu um sorriso doce.
–Eu sei. – ele continuou com o mesmo sorriso
–Nem vem, nerd. Vai lá atrás da sua certa garota chamar ela de amor, vai.
–Ok. – ele riu de algo – depois não reclame, foi você quem mandou.
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Tempo atual:
Sam não deixou Freddie bater na porta e foi entrando, assim como fazia na casa de sua amiga. Lá dentro viu a família reunida, inclusive o Sr. Stare, um homem de meia idade, cabelos grisalhos e olhar entre o pensativo e o sério.
– Vocês não bateram na porta – foi a primeira coisa que eles ouviram do pai.
–Pra quê? Respeitar a privacidade? Vocês conhecem essa palavra? – Perguntou Freddie irônico.
–Desculpem-nos, meninos – disse a Sra. Stare
–Desculpar? Claro que desculpamos, mas isso não se resume a desculpas – disse Gibby. –Nós somos pessoas públicas e não brinquedinhos de vocês. – ralhou Gibby – Sabe o que vai acontecer amanhã assim que acordarmos? Nossa vida, nossos erros, os erros dos nossos pais... Tudo vai estar à tona. Vai tudo virar uma grande merda!
–Isso se já não estiver nesse momento – reclamou Sam
–Não está – disse Mari, uma das meninas que tinha um computador no colo. – Estamos verificando aqui.
–Por favor, sentem – disse Dani – Para conversarmos melhor.
Os três estavam no canto da sala, perto da porta, as meninas do fã-clube que estavam no sofá, saíram para dar lugar a eles e sentaram-se no chão. Dani e o restante da família estavam espalhados entre o sofá e as cadeiras que tinham sido postas na sala.
–Porque vocês fizeram isso? – perguntou Sam, sentando-se no sofá – Vocês queriam ganhar dinheiro vendendo a história?
–Não! Claro que não! – defendeu-se Day – Nós pensamos que ia ter alguns momentos fofos entre vocês dois e pensamos em postá-los. Mas o mano e a mana proibiram terminantemente de postar qualquer coisa. – ela suspirou – Nós só queríamos ficar mais próximos a vocês, saber mais de vocês. Desculpe.
–Bando de criança burra – reclamou a loira batendo em sua própria testa
–Senhorita! – repreendeu o mais velho – Não fale assim!
–Senhorita o quê? Você tem noção do que eu vou passar assim que descobrirem que eu já fui abusada? Eles vão desvendar minha vida inteira atrás de mais coisa! Como se ser viver não tivesse sido o suficiente! – ela se alterou, se levantando e indo até o mais velho em sua pose marrenta – Você vai me repreender por ficar brava com as pessoas que vão tornar minha vida novamente um inferno? Com qual autoridade, seu babaca?
–Nenhuma – disse Sr Stare se levantando para encarar a garota de igual para igual –, mas acho que não vamos chegar a lugar nenhum se ficarmos nos xingando.
–Eu xingando vocês, você quer dizer. – ela deu um sorriso maliciosamente malvado – E agradeça por eu não estar espancando cada pedaço de merda que você chama de filhos!
–Cuidado com o que você fala! – o homem levantou a mão, mas Freddie foi mais rápido e segurou o pulso do homem
– Tem certeza que é isso que você quer fazer? – perguntou Freddie – Gibby é especialmente treinado para destruir qualquer pessoa que encoste na Sam sem a permissão dela. – todos olharam para o gordinho que deu um sorriso meio de lado e erguendo as sobrancelhas, indicando que Freddie falava a verdade – Mas eu não o deixaria fazer isso. Não sou tão bonzinho. – Freddie entrou no meio da menina e do mais velho – Jamais pense em encostar um dedo nela. – ele disse em seu melhor tom de ameaça.
–Oras, isso não vai chegar a lugar nenhum. – reclamou Sra. Stare – Por favor, sentem-se meninos, todos nós precisamos nos acalmar para sabermos como agir caso essas coisas venham...
–Vocês não estão entendendo a gravidade da situação. – começou Gibby – Se isso for à tona, a mãe da Sam vai ser presa. O Freddie, a Sra Benson e toda a família dele vão ser expostos à humilhação pública.
– Isso sem contar na Carly, Gibby, Dani e Tasha que também serão expostos com um escândalo nada bom. – disse Freddie depois de soltar o mais velho, mas sem sair da posição.
– Vocês têm o mínimo de noção do que vocês causaram? – A voz de Sam falhou por um momento e Freddie se virou para abraçá-la. Ela escondeu o rosto no peito do rapaz.
–Vocês não têm o mínimo de noção do que fizeram. – Freddie começou, massageando a ponte entre o nariz com os dedos da mão que não estavam ao redor da garota – Ao menos já pegaram as fitas do hotel para descobrirem quem foi?
–Ninguém entrou no quarto pela porta – disse David – Já vimos as fitas, e já fizemos tudo para achar o culpado, mas parece que foi um fantasma. Inclusive ligamos pra policia e fizemos o boletim de ocorrência.
–Certo. Eu vou ligar pro Carl ver o que ele pode fazer – disse Gibby, pegando o celular do calção. – Ele está aqui em San Diego mesmo, vai ser rápido pra ele se mover.
–Liga pra ele, eu vou ligar pro Meião direto. Vou pedir a ajuda dele.
– Pro Meião? O que um fabricante de meias pode fazer? –perguntou Sam e os dois garotos ao seu lado apenas deram de ombros.
–Depois a gente fala disso – Gibby olhou mortalmente para os outros presentes, ele se levantou e foi para o lado de fora da casa – Alô?
–Ninguém aqui fala com a Sam se não quiser apanhar dela. – Freddie avisou aos outros, mas logo se virou para a menina – Amor, por favor, não bata neles – ele fez um carinho no rosto de Sam e ela sorriu.
–Não prometo nada. – ele riu – Mas acho que eu vou ligar pra Carly. – e viu Freddie assentindo e ir para o corredor da casa falar no telefone, Sam olhou Dani e Day – Eu confiei em vocês. – ela dispensou um olhar de decepção para as duas.
–Desculpa – pediu uma Day com lágrimas nos olhos.
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Alguns anos antes:
Desde que acertara com Spencer que ele iria estar junto dos guarda costas das meninas, Gibby começara a treinar kick boxing e algumas outras artes marciais tanto para se proteger quanto para proteger seus amigos e família de qualquer engraçadinho ou desgraçadinho que tentasse algo.
Já fazia cerca um ano que ele ia três vezes na semana ao prédio das empresas do chefe treinar. Não que ele fosse realmente seu chefe, ele apenas deixara o menino treinar o que quisesse, aprender a arte marcial que quisesse em sua academia, em troca Gibby era quem protegeria seus amigos.
Gibby gostava de proteger seus amigos. E descobrira que também gostava de malhar.
E era isso que ele estava indo fazer agora, enquanto caminhava até o grande prédio preto que ficava no centro da cidade. Lá era dividido por andares. Os três últimos era do chefe e ninguém podia entrar nos dois de cima, a não ser que ele permitisse. Alguns diziam que ele guardava bombas, Gibby apostava que ele tinha uma coleção de revistas pornô lá dentro.
Os cinco andares do meio eram onde todas as operações aconteciam: onde a maioria que trabalhava ali ficava. Lá era possível encontrar câmeras que vigiavam todos os lugares públicos de Seattle e arredores, era ali também que estava os controles dos satélites de mapeamento e segurança que a empresa usava, entre diversos outros serviços.
Os dois andares de baixo era onde tinha a maior academia de Seattle. A maior e a mais cara também, mesmo assim era lotada o dia inteiro.
John Socko. O descendente direto da família Socko era quem comandava tudo aquilo. Ele que era o chefe. Ele era uma das pessoas mais importantes e influentes de todo os EUA por ser uma das maiores empresas de segurança pessoal que existia nos Estados Unidos.
Ele era uma das pessoas que estava na lista negra de absolutamente todo e qualquer bandido de luxo, como ele mesmo chamava. Por isso, mesmo que ele fosse importante, ele não fazia questão nenhuma que as pessoas o conhecessem.
Gibby balançou a cabeça sem entender porque estava pensando em seu chefe. Ao longe viu um menino bem parecido com seu melhor amigo entrar no prédio. O que Freddie estava fazendo ali?
Correu até onde o garoto estava e o alcançou ainda na recepção.
–Freddie? Tá fazendo o que aqui?
–É que eu conheço uma pessoa que trabalha aqui e vim pedir um favor pra ele. E você?
–Ah... Eu malho aqui.
–Pô, cara, que bom. — Freddie apertou a mão de Gibby o cumprimentando e andou até o elevador privativo do chefe – Eu tenho que ir porque esse meu amigo tá me esperando, ok?
–Você conhece quem pra subir aí nesse elevador? – Freddie riu, balançando a cabeça
–Bem, depois você vai saber mesmo... Eu conheço John Socko. E eu estou atrasado, então...
Gibby não teve tempo de perguntar mais nada antes de Freddie entrar no elevador. Mas ele soube que o que quer que Freddie tenha conversado com o chefe, afetara sua vida, porque ele passou a treinar artes marciais com seu melhor amigo. E ficou óbvio que esse aprendizado tinha o objetivo de machucar ou até matar o oponente, ao invés de somente defender.
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Tempo atual:
Ela pegou o celular da bolsa e foi até o corredor da casa para ligar para a amiga, mas quando viu Freddie e seu olhar preocupado, resolveu que escutaria a conversa dele antes de fazer outra coisa. Sem se importar se ele gostaria ou não, encostou o ouvido no telefone do rapaz.
–Alô, o Meião está?
– É, ele. – a voz do homem disse. – Freddie? Tudo bem?
– John, nós precisamos da sua ajuda. Umas fãs nossas compraram um equipamento de espionagem e gravaram minhas conversas com Sam. E alguém roubou o computador...
–Que conversas, Freddie?
–Hum... todas as conversas que a gente teve no nosso quarto do hotel.
–E o que vocês conversaram?
–Pai, por favor! Sem perguntas. – ele disse exasperado.
Sam espantou-se. Pai? Meião era uma espécie de pai para Freddie? Desde quando?
–Ok, você tá me chamando de pai é porque o negócio é sério. Foi aquela conversa sobre o passado que eu falei pra você ter com ela não foi? Ela tá na sua?
Então além de ser pai, ele ainda o ensinara a conquistá-la? Aquilo era uma espécie de mundo alternativo?
–John! – ralhou Freddie
–Eu preciso saber já que eu vou acionar os advogados para caso vaze algo pela internet.
–Não vai vazar nada se a gente agir rápido. – disse o garoto com um tom desesperado.
–Ok, ok. Sem desespero – o homem riu do outro lado da linha -, Carl já recuperou o notebook. Aliás, eu fiquei preocupado de vocês só notarem o desaparecimento dele agora. Ele foi roubado às três da tarde.
–Só nos avisaram agora. E nem sabíamos da existência disso antes. – explicou Freddie. – Mas Carl já está fazendo o serviço com o notebook então?
–Sim. Mas diga, que conversas tinha lá.
–John! – o mais velho riu do outro lado – Tinha coisa minha e da Sam, ok?
–Bem, eu pergunto pro Carl então...
–PAI! – Freddie ralhou novamente – Esse maldito instinto de querer saber de tudo que acontece na minha vida. É por isso que você e minha mãe dão tão certo!
–É, eu sei, falando nisso domingo vai ter um jantar aqui em casa e nós vamos contar para todos o nosso relacionamento. E vocês vão ter que vir.
–Ok – Freddie riu de algo que Sam não sabia o que era – ainda bem que finalmente vão contar pra todos, né, porque o Spencer te arranja cada encontro que Deus o livre. – o garoto riu alto – Eu vou desligar aqui e despreocupar todo mundo. E não é pra perguntar pro Carl o que tinha lá.
–Falou tarde, Carl mandou uma cópia do áudio. Se cuidem aí, ok? Eu não quero dar mais trabalho ao Carl. Ah, ele disse que trocou o HD do computador para não usarem um programa de recuperação de dados, então eu espero que não tenha nada de importante no HD antigo.
–Eu aviso para o dono. E é o trabalho do Carl cuidar da gente. – Freddie recebeu uma repreensão – Eu entendi o recado. Mande beijos para minha mãe.
–É melhor você ligar pra ela. Marizza está a ponto de surtar. Agora vá lá despreocupar a todos.
Assim que Freddie desligou o celular, Sam ergueu a sobrancelha e ele apenas fez um não com a cabeça, e ela entendeu que falariam daquilo depois.
–Eu não vou me tornar a Sra. Socko. – ela disse com um risinho
–Que bom, porque eu não pretendia trocar de sobrenome. –ele deu um selinho na loira.
–Hum, acho bom. – eles seguiram em direção à sala.
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Alguns anos atrás:
Um Freddie de dez anos tinha acabado de chegar da escola quando viu uma cena curiosa na sua cozinha: sua mãe estava jantando com um homem na cozinha da sua casa.
Ele tinha passado perto de gente fumando maconha? Não se lembrava bem, mas poderia jurar que sim quando viu aquilo.
Era real? Ele estava alucinando? Sua mãe realmente estava ali com um homem?
–Freddie? Que bom que chegou. Quero te apresentar uma pessoa. – ela disse e ele deixou a mochila no sofá indo até a mesa da cozinha – Esse é John Socko. Ele é...
–Namorado dela. – o homem a cortou – Eu sou o namorado dela.
–Namorado? – perguntou Freddie encarando o homem – Com a permissão de quem?
–Oh meu Deus! Freddie!
–Tudo bem, querida. – John acariciou a mão da mulher e se virou para o menino – Eu tenho a permissão dela para namorá-la. Você não acha isso o suficiente?
–Mãe? – Freddie olhou a mãe – Você tá feliz com ele?
–Oh meu Deus. Freddie! – ela exclamou indignada, mas conhecia o filho o suficiente para saber que ele não falaria nada até receber sua resposta – Sim. – ela disse tímida.
O menino olhou para o homem com uma expressão séria
–Então, é o suficiente para mim. Mas se algum dia você fizer minha mamãe chorar, eu vou até o inferno procurar você. – o olhar do menino era duro para uma criança daquela idade, ele estendeu a mão para o homem
–Freddie! –ralhou a mãe novamente. O rosto da mulher já estava vermelho e ela olhava para todos os lugares menos para o que estava acontecendo em sua frente.
–Ok, eu deixo você me caçar se eu a fizer chorar – eles apertaram as mãos – Isso é um trato de homem, ein.
Freddie soltou a mão do homem e sentou-se a mesa, sorrindo, como se nada daquilo tivesse acontecido.
–Mãe, John, vocês querem saber o que aconteceu hoje na escola? – ele perguntou.
Freddie não era bobo. Sempre quisera que sua mãe arranjasse alguém e tinha prometido a si mesmo que quando isso acontecesse, ele ia ser o primeiro a apoiar. Mas falara sério que se algo acontecesse com sua mãe, ele ia atrás do homem.
Mesmo que ele precisasse crescer antes de ir, mas ele iria.
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Tempo atual:
– Aê, galera, tá tranquilo já recuperaram o computador.
–Nossa, rápido desse jeito? – perguntou Dani. Gibby entrou pela porta e fez um aceno positivo para Freddie
–Tá reclamando? – perguntou a loira.
–Não.
–Ah, pediram para avisar que trocaram seu HD. Então vocês perderam todos os arquivos que tinham lá – avisou Freddie
–Todos os arquivos? – perguntou Day meio chorosa
–Está reclamando? – imitou Freddie – Porque eu posso adicionar mais uns dois processos para você responder, se isso não for punição o suficiente.
–Não estou reclamando – Day negou enfaticamente.
–Nunca mais façam isso com ninguém, por favor – pediu Freddie – É acabar com a vida dela em menos de um dia. Você tem sorte da gente conhecer gente eficiente e rápida, mas e se não tivéssemos. O que vocês fariam?
– Desculpem – disseram as meninas mais novas.
–Eu deveria fazer vocês pagarem por cada dia a menos de vida que eu vou viver por causa das preocupações de hoje – reclamou Sam – Mas já tá resolvido, então eu aceito simplesmente comer aqui.
–Sam! – ralhou Freddie e os outros riram, menos o Sr Stare que ainda os analisavam.
–A Sra Stare realmente cozinha bem – ela deu de ombros fazendo todos caíram na gargalhada – Quer ser minha mãe, Sra Stare?
–Não, dá muito trabalho – a mulher disse se levantando e indo preparar algo para todos comerem, eles permaneceram na sala.
–Desculpem pela bagunça que meus filhos causaram na vida de vocês – falou o Sr Stare com calma – e desculpa por perder a cabeça com você, Samantha.
–Só me chama de Sam. E como disse o Gibby, é mais fácil desculpar do que resolver... Como já tá tudo resolvido, pra que se preocupar, então? Mas, eu realmente tinha confiado em vocês, principalmente em você, Dani.
– Eu... – a menina olhou para o lado envergonhada – Eu gostaria de dizer que não fiz porque quis, mas seria mentira, eu gostei de saber quando vocês se beijaram ou... essas coisas que fãs gostam de saber. – ela suspirou e olhou para baixo – Por favor, me perdoem.
Nenhum deles falou nada e a sala só ouviu os barulhos que vinham da cozinha por um tempo.
–Eu vou avisar a Carly de tudo o que aconteceu. Ela vai brigar com a gente.
–É melhor a gente fazer isso depois, Sam. – avisou Gibby. – eu mando uma mensagem para ela agora resumindo tudo.
A senhora Stare apareceu um tempo depois dizendo que o jantar estava quase pronto e que ninguém iria comer quase pelado em sua casa, por isso, Gibby e Sam tiveram que recolocar a fantasia e Freddie teve que se vestir novamente.
Depois disso, eles engataram numa conversa razoavelmente forçada com a família, não era mais aquela coisa natural que tinham antes daquilo ter acontecido. Eles comeram ali e mesmo que eles mantivessem uma conversa agradável, não tinha mais aquela euforia que tiveram da primeira vez. Despediram-se com um aceno e foram em direção ao carro que tinham alugado.
Antes de Freddie ligar o carro ele olhou em seu relógio: 9:00. E ainda tinha que dar várias explicações a uma loira. Deu um sorriso de lado.
Ele com certeza ficaria mais que feliz em dar explicações à sua loira.
Notas finais
A noite deles vai ser longa... Acho que vai ser uns bons caps.
Gente eu quero atentar para uma coisa: as reviews de vocês. Eu adoro recebê-las. Fato. Mas muitos mandam reviews me elogiando e, não que isso não seja bom, mas me fazem estagnar como escritora. Então eu imploro que sejam sinceros e me digam o que eu preciso melhorar na fic. "Ah, eles tão muito devagar, estão muito rápido, a fic está sem Seddie, está com Seddie de mais." Enfim, diga o que você pensa que eu estou fazendo errado na fic e eu juro que vou tentar melhorar, ok?
Eu não vou saber no que melhorar se vocês não falam.
E aí? O que acharam do cap? Revelador os suficiente? Não? Relaxa que vem mais por aí
Hum... Proximo cap: IReveal. E vai continuar explicando coisas do meião e do "passado" deles.
Beijos da Yo Mismo
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