ISan Diego
16 IDrip
Notas iniciais
Ninguém me ama. Fato.
Tem alguém que ainda acompanha essa história ou minhas outras? Porque se tem porque ninguém fala comigo. Tem muita gente que desapareceu e tem várias outras que eu sei que nunca deixaram review nem me contataram por MP. Nem aqui nem em CFT...
Eu sou carente. Falem comigo. É.
Paralelo ao fato de vocês não me amarem e me ignorarem completamente -tá eu paro de drama -, eu tenho um agradecimento a fazer. Digo, eu tenho O agradecimento porque eu fiquei tipo "OMG, OMG! Eu recebi mais duas recomendações!" OBRIGADÉRRIMA à Akemi Tamura e à Emily. Vou dedicar esse cap às duas. Ah, e a Juh Forever que desapareceu do Nyah! e eu ainda não dediquei nenhum chapter for her. So, Juh, this is for you, sweetheart. Please, come back and finish Tentando Descobrir 2, please.
Enjoy the chapter! Digo, aproveitem o cap.
Ali estavam eles. O Big Bang! Os cinco meninos/homens/deuses estavam realmente ali num churrasco de última hora que ela preparara!
Ela podia pular de alegria?
Eles estavam conversando sentados ao redor da mesa depois de terem jogado uma partida de futebol junto com os ICarlies. Onde o ICarly ganhou, claro, porque ter Daesung no time era o que determinava a derrota.
O moreno apenas ria da sua falta de habilidade enquanto os outros zoavam de sua cara. TOP lançara um ou dois comentários cruéis, mas nada que impedisse o clima agradável que se formara entre eles.
Os empresários, vendo que nada sairia do planejado, resolveram dar um pouco de privacidade pra eles e foram embora.
Agora todos estavam conversando ao redor da mesa. Ou ao menos era o que deveriam fazer, já que Sam estava tão animada que não conseguia falar nada. Freddie apenas ria da cara da namorada e em momento nenhum saiu de perto da churrasqueira.
De vez em quando Seung Ri ou G Dragon se levantavam e iam até a churrasqueira perguntar se estava pronto. Vez ou outra conseguiam roubar um pedaço de carne e saíam com um sorriso no rosto e falando alguma coisa em coreano.
Freddie realmente esperava que aquilo fosse uma espécie de agradecimento. E toda vez que isso acontecia, Daesung reclamava em alto e bom som que depois falavam que ele era o comilão.
A boy-band falara que estava feliz de estar ali e Tayeng demonstrava a todo momento o quão realmente animado estava com aquele almoço. Em algum momento Carly perguntara se eles poderiam aparecer em um vídeo pro ICarly, depois de cada um ligar pro seu empresário eles disseram que podiam desde que seus empresários dessem o aval antes dos ICarlies postarem.
Olhando aquela interação, Gibby perguntou se era muito chato sempre ter que fazer o que os outros mandavam e GD respondeu que às vezes sim, mas que era muito mais fácil isso do que fazerem tudo por eles mesmos.
Taeyang disse que quando os quatro ICarlies começassem a fazer sucesso mundial eles entenderiam do que estavam falando. Logo o moreno riu e perguntou qual a ideia do vídeo.
Assim, enquanto o churrasco ficava pronto eles bolaram fazer um vídeo de perguntas e respostas com o Big Bang, mas o Big Bang perguntava e quem respondia era os ICarlies.
Foi a única hora que Freddie saiu de perto da churrasqueira.
–Você não sai de perto de lá? –perguntou Daesung quando viu Freddie guardar a câmera
–Eu tenho que fazer isso ou a Sam come tudo. – respondeu com um sorriso fraco
–HEI! – reclamou a loira fazendo os outros rirem – Eu não comeria tudo. – todos olharam pra loira – Talvez. – ela se corrigiu.
Depois de um tempo, eles voltaram a se sentar na mesa e todos almoçaram.
–Freddie, isso ta bom. – comentou Carly. – Aprendeu cozinhar assim porque?
Freddie pigarreou sem saber o que responder.
–Oh, ele queria agradar a Sam! – comentou Taeyang fazendo os outros rirem e Freddie corar.
Nada mais foi dito por um tempo até que TOP começou:
– Ele não negou! – e isso gerou uma onda de zoação pra cima do moreno mais novo.
–---------------------------------------------
Melanie estava em Chicago. Não que isso importasse muito uma vez que ela morava lá há quase sete anos. Desde que recebera a proposta do seu tio pra ir pra Chicago e estudar no internato que ficava perto da casa dele. E ela foi.
Ela não teve outra opção a não ser aceitar ir embora daquela casa. Sam tinha desaparecido há uma semana deixando ela sozinha pra lidar com a mãe doida delas. Melanie não podia aguentar Pam quando Sam não estava lá pra protegê-la da crueldade da mãe.
Então, quando achou que a irmã não ia mais voltar ela fez o que achou que deveria fazer: ela foi embora.
Quando viu que Sam voltara pra casa ela pensou em voltar, mas não podia fazer isso. Não sem saber por que a Irmã a deixara sozinha. Sam nunca a respondeu.
Foi então que Mel percebeu o quanto Sam era cruel e má. Ela a deixara com Pam por pura crueldade! Foi por isso que ela nunca respondera porque ela tinha ficado na casa de Carly durante a semana inteira, se recusando a vir até mesmo quando Pam fora buscá-la lá.
Então Mel fez a única coisa que sabia que conseguiria fazer pra se vingar da irmã: ela a deixou sozinha com Pam.
Só que Mel não conseguia entender porque depois de ter partido Pam melhorara de uma forma absurda. Parecia que Pam só esperara ela sair de casa pra começar a agir como mãe de verdade.
Mel suspirou.
Quando fora visitar sua mãe em Seattle a algum tempo ela vira Freddie pela primeira vez. Ela ficara afim dele assim que o vira. Saíram, se divertiram e quando Freddie viu que ela não era a Sam ele saíra correndo.
Quando ela contara pra irmã o que tinha acontecido na noite foi que ela percebeu que ela podia arranjar outro jeito de se vingar da irmã. Um jeito que desse certo dessa vez. Ela conquistaria Freddie. O que não contava era que se apaixonasse realmente pelo garoto. E sempre que ligava pra ele, ela tinha certeza que ele gostava dela também.
Ela tinha certeza que se ela fosse pra Seattle, eles namorariam um dia. Até hoje. Até alguns minutos atrás. Porque ele fora tão específico que gostava realmente de sua irmã que ela perdeu completamente as esperanças.
Ela suspirou.
Porque Sam sempre roubava o melhor pra ela? O melhor da sua mãe fora mostrado à ela, Freddie era dela, ICarly era dela, a fama era dela, o dinheiro era dela... Tudo era dela, da Sam.
Porque nada vinha pra Mel?
–_-_-_-_-_-_-_-_-_-
Anos antes:
Mel olhou a casa a sua frente. Fazia um ano que não voltava. Será que sua irmã ainda estava viva? Será que sua mãe ainda estava tão cruel como sempre fora?
–Melanie? – perguntou Pam saindo de casa com um saco de lixo na mão.
–Eu voltei. Yey – ela balançou os braços de forma desanimada e a mais velha jogou o saco na lixeira a frente da casa.
–Que bom que voltou, querida, entre, entre. – disse Pam segurando a porta para que a mais nova entrasse
Querida? Aquela realmente era sua mãe?
–Como vocês andam? – ela perguntou meio incerta.
–Algumas coisas mudaram desde que você foi embora. – Pam sorriu – Sente-se e eu te conto.
Pam pôs-se a falar de tudo que tinha acontecido desde que Melanie fora pro internato. E se tudo fosse como Pam falava, Mel tinha perdido a chance de conhecer sua mãe carinhosa e se ela tivesse continuado ali talvez Sam não tivesse ficado tão cruel quanto Pam falava.
Depois de algum tempo Sam entrou na casa batendo a porta com força. Sam deu um olhar longo pras duas sorridentes no sofá.
–Vocês se merecem mesmo... Vou pro meu quarto. – ela parou depois de alguns passos e se virou pra elas – Já que estão se dando tão bem, porque você não dorme no quarto dela, Melanie. Porque o meu não tem espaço pra você.
–_-_-_-_-_-_-_-_-_-
Tempo atual:
Fazia alguns minutos que os meninos do Big Bang tinham saído, juntamente com seus empresários, que tinham ido buscá-los.
Sam ficara abismada em ver o quanto eles comiam pouco. Ela mesma tinha comido menos que o normal e ainda assim comeu o equivalente que todos eles comeram juntos! Como se isso importasse, ela pensou sorrindo com as lembranças do evento.
Agora os quatro ICarlies estavam organizando todo o local, para deixá-lo limpo e arrumado, exatamente como o encontraram.
Enquanto recolhia o lixo, ela se pôs a pensar no que estava aborrecendo o namorado.
Rá. Ela estava chamando Freddie de namorado agora. E não queria terminar com ele. Sua mãe realmente não tinha influência nenhuma sobre ela e... E isso não tinha nada a ver com Freddie e seu aborrecimento.
Desde que saíram do quarto, o menino ficara calado e raramente dera um sorriso, não trocava uma palavra com ela e nem sequer tocava nela. Apesar disso, em momento algum ele tivesse sido bruto ou mesmo descortês com a banda. Ele apenas demonstrava a cada segundo que algo não estava bem.
Ela tinha perguntado várias vezes o que estava acontecendo, mas ele sempre repetia a mesma coisa: nada.
–Freddie? – chamou Carly interrompendo os pensamentos da loira
–Hum – foi o que ele respondeu, continuando a arrumar a mesa
–Você está estranho. O que foi?
–Nada. – ele suspirou – Vocês terminam? Eu preciso entrar.
Sem nem mesmo esperar resposta, o menino seguiu reto em direção ao quarto e nenhum dos outros três pareceu querer impedi-lo.
–Será que ele está chateado comigo? – perguntou Gibby depois que o menino entrara no hotel – Porque eu atrapalhei vocês e...
Sam balançou a cabeça negando.
–Isso já tinha acontecido antes. – ela deu de ombros – Acho apenas que está desconfortável com... uma coisa.
Ela sabia que deu a ideia que conhecia o desconforto do namorado, resolveu fazer isso porque achou que isso ia matar o assunto já que os amigos pensariam que era assunto de casal.
–Com o que? – perguntou Carly
Pena que os amigos eram intrometidos o suficiente pra ignorar que em assunto de casal eles não deveriam se meter.
–Com... – Sam não conseguiu pensar em nada, nada além da cena que tivera minutos antes do churrasco. Eles no quarto totalmente entregues um ao outro. Ou quase isso.
Sam corou. E Gibby gargalhou da cara da amiga. Seus amigos realmente não tinham algo chamado tato.
–Eu sei que vocês tão loucos pra terminar o que começaram. – ele riu mais um pouco. – Vai lá.
–Eu não. Não vou fazer isso com vocês sabendo.
–Porque não? –perguntou Carly – Você sabia o que eu tava fazendo quando eu tava fazendo e acho que até como eu estava fazendo em... quase todas as vezes que eu fiz.
–É, mas eu tenho algo chamado vergonha. – disse Sam e tanto Carly quanto Gibby olharam pra menina com a sobrancelha erguida – É pouca e só aparece de vez em nunca, mas eu tenho.
–É, tem. – concordou Gibby com um tom entre a ironia e o sarcasmo. – E eu acredito.
–Imbecil – foi só o que disse Sam.
Eles não demoraram muito arrumando tudo. E logo Carly e Gibby se despediram com sorrisinhos maliciosos para Sam, que os mandou ir a um lugar... não muito feliz. Assim, os dois foram em direção ao seu hotel gargalhando da loira e ela se esforçava pra não corar.
O caminho até o hotel foi feito em silêncio. Carly se espreguiçava e se esticava enquanto caminhava e Gibby parecia pensativo. Já estavam no hotel quando Carly resolveu se pronunciar.
–Como vamos contar ao casal que na verdade eu estou dormindo no seu quarto porque não tinha outro quarto disponível?
–Não sei. – Eles entraram no elevador – Eu estou preocupado com outras coisas.
–Como por exemplo...
–Como por exemplo o quanto será que o novo boneco do Batalha Intergaláctica custa. – Carly revirou os olhos. E Gibby continuou a falar – E eu penso no Spencer também. Ele vai me querer servido numa bandeja de prata quando descobrir que você está aqui no meu quarto
–Não ele não vai. Não é como se ele não soubesse o que a gente já fez. – Carly saiu do elevador, mas Gibby permanecera lá, com os olhos arregalados e completamente atordoado. – O que foi? – o gordinho pareceu acordar e seguiu a amiga
– Ele sabe? – ela afirmou – Quem mais sabe?
–Está preocupado com a Tasha descobrir?
–Não! –ele disse raivoso enquanto entrava no quarto e era seguido pela morena – Quem mais sabe, Carly?
–A Sam e o Freddy... eu acho. Eles não contariam a ninguém, muito menos meu irmão.
– Só eles?
–Que eu saiba sim. Porque? A Tasha não pode ficar sabendo? – ela enfatizou o Tasha de uma forma depreciativa o que fez Gibby revirar os olhos
–Eu estou preocupado com sua imagem, menina – reclamou Gibby sentando-se na cama – Se isso vazar vai sair como se eu tivesse traído a Tasha com você e você sai de vadia.
–Ah, é mentira então eu não ligo. – ela deu de ombros – E não é como se isso fosse voltar a acontecer.
–É, você tem razão. Se vazar ninguém vai dar muita importância... – ele suspirou – Eu acho...
–Vamos, me ajude a desarrumar minha mala. – Gibby levantou-se e foi até a mala da garota a levando pra perto do armário do quarto.
–Mas o que você quis dizer quando disse que não vai acontecer de novo?
–Gibby! – Carly ralhou com as mãos na cintura – Eu, você e toda a torcida do Cowboys sabemos que eu não sou uma vadia que sai dando pra todo mundo
–E o que isso tem a ver? Já rolou uma vez, porque não uma segunda? – Carly bufou.
– Eu não estou ouvindo isso! – ela revirou os olhos – Eu estava bêbada, você também. Até hoje eu tenho vergonha todas as vezes que eu lembro que eu praticamente obriguei você a fazer aquilo. – Gibby riu – Eu não sou daquele jeito. E prometi a mim mesmo que jamais faria aquilo independente do estado de bebedeira.
–Então se eu “praticamente te obrigar” está tudo bem?
Carly apontou um sapato pro menino ameaçadoramente
– Tente me forçar a algo e você acorda sem o seu amiguinho aí de baixo. – ela suspirou – Eu estou dizendo que... sei lá... sexo deveria significar mais do que só sexo... Deveria ter um sentimento no meio... E não aquela coisa vazia que foi quando a gente fez lá em casa.
–Vazio, mas bom – ponderou Gibby e Carly balançou a cabeça corada concordando, eles ficaram um tempo em silêncio até que: – Você gostava do Griffin?
–Não... Eu tava querendo mais pra saber como era, pra conhecer. Não me arrependo porque arrependimento não vai mudar nada, mas não foi bom. Não é algo que eu faria de novo.
–E comigo? – ele perguntou se aproximando da morena
–Não. –ela riu da cara de desolado que o amigo fez. – Não vou ser step da Tasha, Gibby.
–Porque todo mundo acha que eu quero um step pra Tasha? — Carly levantou a sobrancelha: todo mundo? – Ah, esquece... É só que eu to solteiro e faz tempo que eu não fico solteiro. Não sei mais como é ficar sozinho.
Carly riu, abriu a boca pra falar algo, mas foi interrompida pelo toque de telefone de Gibby.
–---------------------------------------------
Quando Sam entrou no quarto, percebeu que o banheiro estava fechado. Freddie deveria estar lá dentro. Pensou em ir atrás do rapaz, mas ele parecia querer ficar sozinho. Talvez ela devesse ligar pra avó e pedir uma dica de presente pra dar pra ele. Afinal ele tinha a levado cedo praquele lugar superlegal e fizera uma espécie de terapia bizarramente estranha que de uma forma completamente anormal dera certo.
Ela sabia bem que ele não gostava de retorno. Se era bom ou ruim não importava, ele apenas não gostava que voltassem o favor. Não precisava. Era o que dizia com seu tom mais sincero possível.
Mas talvez, mesmo que ele não quisesse... talvez ele precisasse de um retorno. Mas o que dar a um menino nerd que teve todo o apoio da família desde criança e que até onde ela sabia não tinha trauma nenhum?
Ela suspirou. Mesmo sendo a melhor amiga e agora namorada dele, ela não o conhecia realmente. Suspirou novamente. Talvez ela devesse comprar um daqueles brinquedos altamente tecnológicos que ele gostava. Ele estava querendo algo que não tinha sido lançado mesmo... como era o nome daquilo?
Sim, porque certamente algo comprado equivaleria a todas as gentilezas que ele já tinha feito pra ela. Ela pensou ironicamente.
Uma luz acendeu em sua mente. Ela tinha se lembrado! A mãe dele batia nele quando ele era criança! Era isso!
Ela precisava arranjar um jeito de retirar aquilo da mente dele. Suspirou resignada. Aquilo era difícil pra ela fazer, afinal, ela sempre batera no menino também... mas talvez... Ela sorriu com a ideia.
Talvez ela pudesse fazer uma massagem nele, como forma de pedir desculpas por todas as vezes que tinha batido no menino.
Suspirou. Talvez... Talvez ela devesse ligar pra avó e descobrir o que fazer. É.
Pegou o celular da bolsa e digitou o numero da mais velha. Um, dois, três toques depois ela atendeu.
–Sam. Você está presa de novo?
–Não. – Sam riu – Vó, quem a senhora pensa que eu sou? Tà, não responde. Eu liguei pra perguntar se a senhora sabe o que eu posso fazer pra retribuir o que o Freddie fez.
–E o que Freddie fez?
Ela contou o que tinha acontecido mais cedo pra velha que riu e perguntou como Sam podia ter gostado de algo tão bizarro.
–Eu sou bizarra, vó. Combinou perfeitamente. – disse Sam rindo.
–Você quer saber o que fazer pra recompensar, não é?
–Sim.
–Voce sabe que ele não vai aceitar nada em troca. Então o passo um é fazer ele pensar que você que quer dar aquilo para ele por... por... por qualquer outro motivo que não seja retribuição.
–Ok.
–O que você estava pensando em fazer?
Sam pensou no que falar pra velha. Ela não podia falar que iria fazer uma massagem no Freddie. Ela sabia que eles provavelmente terminariam a massagem se amassando e a vó com certeza não precisava saber disso.
– Eu estava pensando em dar pra ele aquele videogame que as empresas Pear vão lançar... Aquele de pensar, sabe qual é?
–Eu sei e eu tenho. São horríveis! Tiram toda a emoção de jogar videogame! É melhor você dar pra ele um da March. É lançamento também, mas é bem mais legal.
–Hum... Qual é o nome?
– Mame. – Sam gargalhou alto — É, eles são horríveis pra fazer o nome, mas o aparelho é bom. Freddie vai gostar bem mais desse. Mas... hum.. Acho que vai ser complicado você comprar porque as lojas ainda não estão liberadas pra vender.
– E como a gente vai fazer então?
–Eu vou ligar pro dono da March Store de San Diego e falar com ele aí você vai lá comprar.
–Obrigada, vó.
E então as duas passaram a falar de coisas banais. Depois de algum tempo no telefone, Sam percebeu que Freddie não saía do banheiro e resolveu ir lá falar com ele. Dando uma desculpa pra velha do outro lado da linha, ela desligou o telefone e seguiu em direção ao outro cômodo do quarto.
Freddie não estava lá.
Onde aquele menino podia ter ido se não estava no quarto?
Ligou pra ele. E ele não atendeu. Será que algo tinha acontecido a ele? Correu até a portaria e perguntou ao recepcionista se vira Freddie passar ali.
–Não senhorita, eu não vi.
Ligou pro Gibby. E ele disse pra ela não se preocupar já que ele com certeza não estava sozinho e além disso, Freddie sabia se cuidar.
–É... – ela suspirou – Eu só me assustei. Enfim, eu vou dar uma saída você e a Carly não querem ir comigo?
–Claro que nós vamos! –respondeu Carly
–Peraí. O que você ta fazendo junto com o Gibby? – não houve resposta – Ok, eu não quero saber. Desculpe por atrapalhar.
Ela escutou uma gargalhada do outro lado.
– Ele só está me ajudando a arrumar minhas coisas no guardarroupa do hotel.
–Sei... – Sam continuava com o tom de desconfiança
–Sério, ele tapou minha boca pra não responder quando você perguntou. – bufou Carly – Ele não atenderia o celular se a gente tivesse fazendo outras coisas.
–É, você tem um ponto. – riu Sam – De qualquer forma, venham aqui pra nós podermos ir ao centro fazer algumas compras.
Ela desligou o celular e voltou pro quarto pra colocar uma roupa pra fazer compras. Certamente ela seria clicada pelos paparazzis e não seria legal se ela tivesse com roupa de praia. Não quando não era apenas o videogame que iria comprar.
Se bem que... Entrar na loja que ela estava pensando e ser fotografada lá fazendo compras, certamente não seria legal.
Não mesmo.
Colocou uma bermuda, uma camisa vermelha leve e um colete, só pra dizer que estava arrumada. E então, quando estava arrumando o cabelo, os amigos chegaram.
–Resolveu se vestir de Sam? – perguntou Sam rindo da roupa da amiga que apenas deu de ombro e pegou as chaves do carro.
–Vamos? Gibby, você dirige.
–Ok, mas eu vou avisando que eu não vou ficar mais de cinco minutos olhando a mesma vitrine. — Elas riram.
– Nem podemos demorar. – disse Carly. — Ainda temos que achar o Freddie, fazer mais um vídeo e nos arrumarmos pra festa de hoje à noite.
Eles já estavam dentro do carro quando Sam voltou a falar
–A gente vai ter mesmo que fazer aquele vídeo bizarro pra mostrar amanhã?
–Claro que sim, esqueceu que amanhã é o dia inteiro voltado pras atividades do museu?
–Não... mas é que... Eu não sei se vou conseguir fazer um ICarly ao vivo amanhã à noite.
– Você está preocupada com isso? – perguntou Gibby – Eu estou mais preocupado com a entrevista que vamos ter que dar amanhã à tarde. Aposto meu braço que amanhã eles vão lotar a gente de perguntas do tipo: E a Tasha? Ela já caiu na porrada com o Carly por causa do beijo de vocês? E a Danielle Stare?
–Fácil resolver isso. – riu Sam – Fala que terminou com a Tasha porque começou a namorar a Carly.
Gibby olhou de rabo de olho pra morena no banco de carona. Carly não expressou nenhuma reação ao que a loira tinha dito e apenas continuou olhando o celular.
– Eu poderia dizer que estou namorando você, Sam. Já que parece que você não quer dizer que está namorando Freddie. – ele alfinetou.
–As pessoas sabem que a gente nunca daria certo – a loira riu – ninguém acreditaria.
– Eu estou mais preocupada com a festa de hoje à noite. – falou Carly
–Por quê? –perguntou Sam
–Primeiro que eu não tenho roupa.
–As meninas do nosso Fã-clube compraram um vestido pra você, acho que você vai gostar dele – ela disse – É azul e de couro... Bem sua cara.
–Hum... Vou olhar depois, mas eu tenho que comprar um do mesmo jeito. Vai que eu não goste... Segundo porque como eu disse, você e o seu amor estão em quase todos os sites de fofocas.
–O QUE? – a loira pegou o celular pra olhar o que tinha saído.
–Isso mesmo... –ela suspirou – Eu avisei que isso ia acontecer... Mas do mesmo jeito, Freddie estava certo em querer que eu não fosse dormir com vocês. Bem, o fato é que eu to preocupada com você chegando na festa com o Freddie. Talvez realmente seja melhor pra vocês se você chegasse junto com Gibby.
–Como? – perguntou Gibby
A loira parecia entretida com o que lia.
“Será que finalmente aconteceu Seddie?
Ela diz que não e disse que ambos estavam dividindo o quarto simplesmente por causa do dinheiro, mas se eles não tinham dinheiro porque Carly Shay está em um apartamento diferente do deles e até mesmo de Gibby? Essa história está muito mal contada, ICarlies. O que vocês acham disso, fãs do ICarly?”
Ela abriu outro site que tinha algo diferente.
“Fã-maluca de ICarly oferece mil dólares a quem provar que Seddie realmente está junto.
Isso mesmo, Ashley Layts, filha do milionário Raynold Layts, está oferendo mil dólares pra quem provar que Seddie está junto. Todos os paparazzis de San Diego estão postando em seus sites que serão eles os ganhadores desse prêmio. Será que Seddie realmente é real ou eles são apenas bons amigos? Quem vai responder isso são os paparazzis.”
–Eu não acredito que tem gente tão maluca a esse ponto – reclamou Sam passando o celular pra amiga que depois de ler comentou
–Imagina se a família daquela louca resolve mostrar a gravação que eles fizeram de vocês pra poder ganhar o prêmio.
–Eles não fariam isso... – disse Gibby – Ao menos não com a gravação inteira... Eu acho.
–Eu acho que eles estão planejando vazar tudo – disse Carly – Eu não conheço eles, mas eles podem provar que os dois estão juntos pra ganhar mil conto com isso. –ela suspirou – Quanto eles não ganhariam vendendo o resto da escuta.
–Você acha que eles deixariam vazar a informação? – perguntou Sam meio desesperada e Carly deu um risinho descrente
–Acho que por dinheiro eles no mínimo gotejariam as informações pra imprensa.
–Eles não tem mais posse da escuta até onde a gente saiba – disse Gibby – Então é a palavra deles contra a nossa.
Carly achou melhor não comentar que pra imprensa boatos valiam muito mais que fatos reais. Gibby estacionou no shopping elitista que Sam tinha programado no GPS. Ela tinha escolhido aquele lugar porque era bem vazio.
–Gibby, eu não acho que você deva caminhar com a gente – disse Sam quando chegaram ao térreo do shopping.
–Por quê?
–Porque não... Eu preciso ir numa loja e...
–E daí? – ele perguntou
–Eu vou comprar calcinha, quer ir junto? – ela perguntou direta.
– Ok. Ok. Me liguem depois de sair da loja. – ele seguiu pro lado oposto ao que elas iam.
Elas começaram a caminhar de forma silenciosa.
–Você vai realmente comprar calcinha? – perguntou Carly e Sam assentiu – Amiga, você não acha que está muito apressada? – Sam levantou a sobrancelha pra morena – Eu não posso ser tomada como referencia, Sam. Não pra você.
–Eu... Eu sei – ela suspirou. – É só que... Não sei se é porque ele é meu primeiro namorado, ou se é porque eu gosto dele sei lá eu desde quando... Ou se é pela lenda... Mas... – Sam sorriu tímida. – É estranho, sabe. Eu já vi ele pelado sei lá eu quantas vezes e eu não me senti mal, sabe. Pareceu ser tão comum ver ele daquele jeito... Tocar nele daquele jeito...
–Peraí foi mais do que aquela vez que vocês dormiram...? – perguntou Carly e quando ela viu Sam assentir ela escancarou a boca – Sério?
–Sim... A semana toda praticamente. – Sam deu de ombros – E hoje quando Gibby atrapalhou... Bem, digamos que se ele não tivesse atrapalhado... – a voz dela foi morrendo aos poucos e Carly ficou boquiaberta.
–Bem... Eu não vou falar nada contra. Mas eu digo que se você sentir ao menos uma poeirinha de dúvida, não faça isso, ok? Ele vai entender. – Carly virou pro lado e apontou pra loja – É aqui. Vamos entrar?
Lá elas fizeram calmamente as compras. Até mesmo Carly se animara e comprara algumas coisas. Até que a loira se lembrara de algo.
–Vocês tem algum creme de caqui? – ela perguntou à vendedora mais próxima.
–Não.
–E de mamão?
–Nós temos esse aqui. – ela mostrou. Não era o que Sam queria.
–Não... Tem de manga?
–Oh sim, de manga temos vários. – a atendente disse sorridente. – Temos a linha tentação de manga –elas passaram direto pela linha e foram até outra prateleira — e esse creme aqui. Ele é ótimo e tem feromônios na fórmula – ela passou na mão de Sam um pouco para ela sentir o cheiro. Sam achou aquele cheiro maravilhoso. – E ele é um creme firmador também. – ela deixou o creme na prateleira e esticou a mão pra pegar outro pote
–Nem precisa, eu vou levar esse preto mesmo... – Carly foi até Sam e pegou a mão da loira pra cheirar. – O que achou Carly?
–É bom. Pena que você vai levar.
– Oh, nós temos uma linha desses produtos. Se você quiser, nós temos um perfume dessa linha que é de jasmin, sândalos e framboesa. – Ela andou até outra parte da loja – Escutando você não dá nada por ele, mas sinta isso... — Carly gostou do cheiro. – Assim como o da sua amiga ele também tem feromônios. Vocês vão ser o centro das atenções.
Carly abriu um sorriso. Aquele perfume tinha feromônios. Parecia que sua noite iria ser divertida.
Elas agradeceram a ajuda da atendente e foram até o caixa pagar as compras. A caixa olhou longamente pras duas, mas nada disse.
–Pergunte. – disse Sam revirando os olhos. Era melhor acabar com o mal pela raiz antes que a menina postasse na internet o que elas tinham comprado.
–Você e o Freddie estão saindo?
–Eu não acho que isso seja da sua conta – disse Sam em um tom sério – Mas se está perguntando por causa da minha compra... é que eu tenho um look pronto pra festa de hoje à noite e precisava disso. – a loira levantou o corset rosa rendado – E Carly não pode sair de uma loja sem comprar nada.
–Oh – a caixa pareceu triste com a resposta.
–Se você quiser, a gente pode tirar uma foto com você. – ofereceu Carly e o rosto da menina se iluminou com a proposta.
Fotos tiradas, elas foram em direção ao amigo que tinha sido abandonado momentos antes.
–Freddie ficaria feliz por você não ter negado – riu Carly e Sam fez bico sem notar o que tinha feito até que a amiga comentasse. – Ah, mulher relaxa... Vamos lá na praça de alimentação e a gente liga pro Gibby ir pra lá também. – Elas caminharam por um tempo até que a morena voltasse a falar com um tom mais baixo e sério – Eu fico feliz de você comprar essas coisas porque quer agradar seu namorado.
–Porque mais eu compraria? — Carly deu um sorriso tímido e não respondeu. – Carly... Se você está falando do que minha mãe me falava... – Sam suspirou – Você sabe que eu nunca faria esse tipo de coisa.
–Eu sei. Mas eu tive medo que sua mãe te convencesse a fazer... Bem, chega desse assunto. –Carly abriu um sorriso – Não é por isso que você está comprando essas coisas e eu estou feliz. – Carly abriu um sorriso maior ainda – Mas Freddie é quem vai ficar realmente feliz.
Sam revirou os olhos, mas no fundo esperava que a amiga estivesse certa.
–_-_-_-_-_-_-_-_-_-
Anos antes:
–O que você está fazendo? – Sam escutou sua mãe perguntar do lado de fora do seu quarto.
Sam estava com cerca de doze anos e há vários minutos trancada em seu quarto fazendo algo que não queria que ninguém ficasse sabendo: ela estava estudando.
Sam não fazia o estilo nerd, nem cdf nem nada do tipo, ela apenas não queria ficar de recuperação e perder parte das suas férias que ela poderia muito bem gastar na casa de sua amiga planejando coisas do seu mais novo hobbie: o ICarly.
Desde que o imbecil do Freddie postara o vídeo errado na internet há dois meses e eles começaram a fazer o ICarly, eles ficaram cada vez mais famosos o que fazia Sam gostar cada vez mais do programa. Era por isso que ela não podia ficar de recuperação. Porque a recuperação atrapalharia a gravação de novos episódios do seu show.
E se pra gravar e melhorar o programa ela precisava estudar, ela faria isso.
–Estou estudando – ela respondeu abrindo a porta e mostrando à mãe os livros em cima da cama – o que você quer?
–Eu preciso que você vá ao banco e deposite isso pra mim – Pam entregou um envelope de banco já preenchido. – é pra pagar minha conta do massagista.
–Achei que eles que te pagavam pelas massagens.
–Respeito, menina – Pam se virou, caminhando em direção à cozinha – Eu vou trabalhar daqui a pouco — avisou. – E você ache algo útil pra fazer depois que voltar do banco.
–Eu já disse que estava estudando. – Sam revirou os olhos seguindo a mãe
–Eu ouvi. E é por isso que eu to dizendo pra você achar algo útil. Você vai ser prostituta assim que começar a criar corpo. Não precisa estudar pra isso.
Sam suspirou. Não era a primeira vez que escutara aquilo, e sabia que não seria a última.
–Eu não vou ser nada do que você quer que eu seja. – disse a loira – e se você falar outra coisa eu vou pegar esse dinheiro pra mim. – Sam balançou o envelope com dinheiro enquanto ia em direção à saída da casa.
–Você não serve pra mais nada além de divertir os homens, Sam. – disse Pam – é só um pedaço de carne. Vai ter sorte se for bem tratada por algum cliente alguma vez na sua vida.
Sam suspirou e fez todo o esforço que pôde para ignorar aquelas palavras que sempre escutava.
–Você nunca vai ser bem tratada, Pam. Você não merece. – Sam disse em um tom calmo e saiu de casa.
Notas finais
AVISO 2: Gibby comentou que eles vão ter uma coletiva de imprensa. Bem, vou pedir isso de novo: MANDEM AS PERGUNTAS. Pode ser qualquer uma. Todas as perguntas que vocês mandarem eu vou fazer eles responderem. Prometo.
-
Eu deveria parar com essa mania de terminar com Flashbacks.
Enfim... O que acharam do Cap? Ele está bom? Está ruim? U.U Estou insegura, apesar de ter achado ele legalzinho.
Mel apareceu e deu suas razões pra odiar a Sam. Pam também mostrando que apesar do tratamento, ela não mudou muita coisa. E o Cibby do cap como foi? Repararam que a Carly falou que não e não, mas depois comprou um creme com feromônios? E Sam querendo fazer uma surpresa pro Freddie...
O que acharam disso? Eu estou tentando fazer a Sam ficar o mais próximo do original possível, mas não sei se estou conseguindo. Ela é bem complexa.
Ahhh, algumas pessoas comentaram sobre uma segunda temporada. Bem infelizmente eu não planejei uma segunda temporada pra ISD. Então assim que eu acabar ISD eu vou continuar com CFT e vou começar outro projeto/fic. Eu vou falando desse novo projeto até o fim de ISD. Beijos.
Próximo Cap: INRN. Tentem descobrir o que é essa sigla. muahuahuahua.
Beijos, beijos e tchau, tchau.
Fale com o autor