ISan Diego
1 IC u later
Notas iniciais
Aê, meu povo do coração. Primeiro cap de uma long que eu fiz.
Espero que gostem dela o mesmo tanto que eu gosto de escrevê-la.
Enjoy!
Ela olhou no espelho que ficava na pilastra do shopping em San Diego. Ela viu uma menina loira e atrás de si um menino moreno com um olhar assustado, uma multidão atrás deles passava, alguns os ignoravam, outros olhavam para eles, os mais ousados tiravam fotos de longe. O shopping estava lotado como sempre. Mas havia algo diferente ali: ela e ele. Os turistas, os visitantes. As últimas pessoas que deveriam estar ali. Não sozinhos pelo menos.
Estava faltando mais duas pessoas com eles. As únicas duas pessoas que conseguiam acalmar a loira em momentos como aquele. As únicas pessoas que poderiam causar aquela confusão que ela se encontrava.
Ela nem sequer tivera tempo de se arrepender de como pensara cedo demais. Alguém gritou de longe quem eles eram. E uma pequena multidão começou a se acercar. Ela segurou o braço do moreno e começaram a correr para longe do povo que os perseguiam por um toque ou uma foto.
Ela estava em San Diego com o nerd. Sozinhos. E agora correndo de um bando de fãs enlouquecidos. Como mesmo eles foram parar naquela situação?
Ela sabia como ela parara ali com aquele palerma, ela só... não acreditava.
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5 dias antes:
-Galera, vocês não vão acreditar nisso! – Disse Carly, que estava sentada no computador, virando-se, com um grande sorriso, para olhar os amigos que na teoria estavam sentados no sofá.
Na prática, eles estavam deitados no sofá brigando de lutinha com os pés. Só que, quando Carly os chamou, Freddie se distraiu e Sam aproveitou para dar um chute no peito dele, que obviamente reclamou soltando todo o ar que tinha dentro de si.
Os três estavam no apartamento da morena como sempre. Era para eles programarem o próximo ICarly, mas a loira fora bem clara dizendo que estava com bloqueio criativo e Carly também parecia estar meio preguiçosa, então os 3 estavam ali esperando o tempo passar.
-Diga – disse a loira- chegou um vídeo engraçado?
-Alguns – disse a morena –, mas chegou um convite do curador do museu de arte contemporânea de San Diego.
-Chato- declarou a loira.
- Uma semana em San Diego com tudo pago é chato? –perguntou a morena na frente do computador
- O que a gente vai ter que fazer? – perguntou Freddie que recém tinha recuperado o ar nos pulmões
-Uma entrevista no primeiro dia. Uma seção de fotos no segundo dia e algumas aparições na cidade depois. – Carly leu no e-mail – Parece bem tranquilo.
- Porque eles tão fazendo isso? Parece bom demais para ser verdade – disse Sam se levantando preguiçosamente de seu lugar e indo até onde Carly estava. Freddie deitou no sofá preguiçosamente.
Aparentemente, preguiça era contagiosa.
- Parece que eles vão fazer uma exposição de uma semana sobre internet e tecnologia. – disse a morena lendo o e-mail — Estão chamando algumas pessoas famosas na internet e nerds da tecnologia
-Quando é que a gente tem que ir? – perguntou o moreno com uma voz meio sonolenta
-Semana que vem? – disse a loira de pé, ao lado da morena, lendo o email – essas coisas não são feitas com muita antecedência?
-São. A gente recebeu esse e-mail há duas semanas, mas alguém – Carly olhou para a loira com um resquício de raiva no olhar — colocou os e-mails de museus para irem direto para o Spam.
-Museus são chatos – defendeu-se Sam.
-Responde que a gente vai – disse Freddie se acomodando no sofá como se fosse dormir
-Sua mãe vai deixar? –perguntou Carly olhando para o moreno
-Você não vai sem o Spencer, então sim. Porque na teoria vai ter um responsável.
-Ok.- Carly pegou o telefone para ligar no local e Sam virou-se para o sofá.
- Vaza, nerd, ou eu vou te tirar daí. – disse a loira indo até o sofá. O moreno apenas se acomodou melhor e fingiu dormir – Depois dizem que eu não sou legal. –reclamou a menina andando até atrás do sofá – Eu até aviso antes! – ela empurrou o nerd pela bunda e riu quando ele reclamou do baque no chão. – ah, minha caminha... – a loira se acomodou no sofá, se esfregando bastante nas almofadas para mostrar ao garoto que aquele lugar era dela.
Freddie não conseguiu não compará-la com uma gata reclamando um território para si.
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3 dias antes:
-Não, mãe. Eu não vou tomar vacina contra a malária – disse Freddie entrando no apartamento da amiga sem bater – É San Diego e não os trópicos.
-Mas, Fredinho, se você pegar malária lá... Eu vi no House que...
-Lá tem um hospital ótimo, Sra Benson. – disse Carly olhando se a bolsa de ombro tinha todos os documentos que os quatro necessitariam para entrar no avião – Freddie, você tá com sua identidade? – o moreno que já se encontrava na cozinha, fugindo da mãe, respondeu afirmativamente.
- E eu estou levando um repelente ótimo de mosquito que veio do Canadá por contrabando. – disse Sam concentrada em abrir um bolinho – Ele não deixa nenhum mosquito vivo mesmo e não dá alergia na pele — Todos os presentes da sala olharam para a loira com incredulidade. — O novo namorado da minha mãe é igual a Sra. Benson e me obrigou. – ela disse dando de ombros. – Parece que ele também viu esse episódio de House.
-Vamos que o avião sai daqui a pouco. – disse Spencer segurando uma mala em cada ombro e puxando mais uma que era de carrinho – Carly, pra que tudo isso? Você tem certeza que tá deixando o apartamento aqui em Seattle?
-Engraçadinho. É só que... Nunca se sabe o que pode acontecer. Além do mais, a Sam sempre esquece as coisas. – ela se defendeu apontando para Sam, que carregava uma mala de rodinhas em uma mão e com a outra comia um bolinho rosado.
- Fredinho, lembra de tomar banho e... – O garoto abraçou a mãe para que ela parasse o sermão que ele já sabia mais que de cor – Vou sentir sua falta.
-Também vou, mãe.
Quando os cinco já estavam do lado de fora da casa, a Sra. Benson olhou para os mais jovens, em especial para Sam que estava concentrada em abrir mais um bolinho. A loira não tinha tirado os olhos do bolo gordo, mas, mesmo assim, sabia que a mais velha a estava observando.
- O que foi? – perguntou à Marizza quando decidiu que iria fazer a velha olhar para o nerd do filho de novo antes de ficar irritada.
Só que o que aconteceu foi algo que ninguém pode prever: a morena mais velha puxou a loira para um abraço e sussurrou em seu ouvido com um sorriso no rosto.
- Cuida bem do meu filho.
A loira se desfez do abraço se sacudindo e olhou para a mulher como se ela tivesse um olho no meio da testa.
-Eu não. Porque eu deveria? — A mulher sorriu sabiamente, se despediu de todos e voltou a entrar em casa – Sua mãe é louca, Benson. Muito louca.
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Pela manhã:
Os quatro estavam no refeitório da pousada que havia sido reservada para eles. Era um lugar simples e caseiro. Lembrava uma casa de praia misturada com uma casa de campo. E a brisa do mar que vinha pela janela era a maior culpada dessa lembrança.
O refeitório era simples, tinha mesas retangulares de madeira com um caminho de mesa azul e um vaso com flores coloridas em cima. As mesas cabiam de quatro a seis pessoas e havia uma para cada apartamento. No centro do refeitório havia uma mesa com pães, biscoitos, panquecas, frutas, frios e bebidas, além de bandejas, pratos, talheres e copos. À direita e um pouco distante tinha uma chapa onde uma mulher com avental branco fritava ovos e bacon. Mas, mesmo com a fritura, o cheiro do lugar era de panqueca com mel.
Os quatro estavam em uma mesa perto da janela, que mostrava uma linda praia com areias finas e brancas e um mar azul límpido. A janela estava aberta dando a eles a mais limpa claridade do sol fraco que faz de manhã e o vento fresco entrava pela janela os lembrando constantemente que estavam perto do mar, em um lugar maravilhoso.
Mais perto da janela estava a loira atacando um prato cheio de bacon, o sanduíche de presunto parecia esquecido no canto da bandeja junto com o copo de suco de laranja, que fora obrigada a pegar por causa da Carly. Ao seu lado estava a morena com um café da manhã saudável em seu prato enquanto olhava suas obrigações do dia em um celular-tablet que ela carregava. Na frente da loira estava Freddie com um prato vazio e o menino segurava um sanduíche meio comido enquanto tinha seu olhar perdido no mar lá fora. Spencer era o que mais parecia estar animado com seu café da manhã. Ele literalmente pegara um pouco de cada coisa que estava disponível para eles comerem e ele parecia disposto a comer tudo.
-Nós temos que ir ao museu hoje pela manhã e uma entrevista de rádio depois. Eu marquei um almoço no shopping pra gente com um fã que ganhou uma promoção na rádio. – disse Carly – A tarde tá livre. Mas eu queria que a gente aproveitasse o shopping. A gente já vai estar lá mesmo.
Freddie riu, mostrando que mesmo que olhava pela janela, prestava atenção na morena.
-Não vou carregar as compras das moçoilas. – reclamou Spencer – Eu e o Freddie vamos fazer alguma coisa de homem.
-Você e o Freddie? – perguntou Sam – Coisa de homem? – o tom da loira era de incredulidade. Na sua forma mais pura.
-Muito engraçado, Sam. HAHA. Olha o quanto eu estou rindo. – disse Freddie sério olhando para ela. Mas logo se virou para a morena – Tá tendo uma exposição de carros-esporte hoje no subsolo desse shopping, Carly. A gente vai estar lá caso alguma coisa aconteça com vocês. Só não queremos carregar tudo o que vocês comparem.
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Depois do almoço:
Eles tinham acabado de se despedir da fã. Que apesar de feliz não era nada parecida com as outras que eles conheciam: ela era controlada. Pediu autógrafo para os quatro e tirou muitas fotos com eles, deu seu número de telefone para caso eles precisassem de alguma coisa e disse que era uma excelente guia turística e motorista antes de ir embora.
Em geral, foi um almoço tranquilo.
Assim que o almoço acabou, Freddie e Spencer se separaram das meninas e foram à exposição de carros-esporte. Demoraram mais de meia hora para sair da praça de alimentação do shopping e chegar à exposição ora porque o shopping estava lotado, ora porque algumas fãs deles, principalmente do Spencer, queriam atenção.
Eles mal tinham chegado à exposição quando Spencer teve que ir ao banheiro atender o celular por causa do barulho do lugar tumultuado. Freddie esperou do lado de fora e viu quando o homem saiu com um olhar sério no rosto. Nem parecia o mesmo Spencer de sempre.
-O que aconteceu? – perguntou Freddie
-As meninas vão vir para cá. – foi a resposta que recebeu do homem que mexia no celular, em alguma página na internet.
Freddie analisou o mais velho. Parecia sério demais, como se alguma coisa tivesse saído e muito do controle. Ele não conseguia imaginar qual notícia ele recebera, mas sabia que era muito ruim.
Demorou cerca de quinze minutos para eles encontrarem elas.
- O que houve, Spencer?- perguntou Sam ofegante. Carly se apoiava nos joelhos. Parecia que ambas tinham corrido até eles.
- Carly, vovô teve um problema grave. Os médicos disseram que é bem sério. Nós temos que ir lá pra Yakima.
Carly começou a respirar fundo como se estivesse se controlando de um ataque histérico.
-Tá bom. Quando a gente vai?
-Agora. Nós vamos para a pousada pegar nossas coisas e tem um avião para Yakima daqui a duas horas.
-Nós vamos com vocês. – disse Sam olhando dos irmãos para Freddie.
-Não podem. Temos o compromisso com o museu e com algumas rádios até o final da semana. Além do que, se nos verem sair os quatro com essas cara de enterro vão começar a fofocar sobre a gente. E vocês sabem que eles falam qualquer coisa nessas revistas de fofocas. – disse Carly respirando fundo– É melhor que vocês fiquem aqui e nós vamos.
Sam olhou para Carly meio contrariada, mas concordou do mesmo jeito. Sabia que a amiga estava perto de um ataque histérico e não parecia ser uma boa ideia discordar dela. Carly disse toda a agenda para Freddie e ele anotou no celular.
-Vejo vocês depois – foi a última coisa que ela disse
Depois disso, os dois irmãos se foram.
Freddie suspirou, olhou para Sam a analisando e abaixou a cabeça para mandar uma mensagem para alguém.
-Não acredito que você avisou a sua mãe que o Spencer não tá aqui! – reclamou a loira
-Não. Eu não vou fazer isso. – ele disse incrédulo com a possibilidade – É pedir que ela venha para cá no mesmo minuto. Ninguém quer isso. – Ele suspirou. – Acho que deveríamos ir embora. Arrumar as coisas no hotel e alugar um carro.
Sam olhou para o garoto, desconfiada.
- Pra quem você mandou a mensagem então?
-Gibby. Pedi para ele pegar um avião e vir para cá ocupar o lugar da Carly. — ele explicou e se olhou num espelho que tinha numa pilastra do shopping, bagunçou o cabelo para que ficasse menos parecido com o nerd de sempre, levantou a gola da camisa xadrez azul que usava e abriu os botões, mostrando que estava com uma regata branca por baixo – Todo mundo pagou por três ICarlies. Não podemos ser só 2. Além do mais, o Gibby sempre ocupa o lugar de quem falta.
Sam concordou. O celular do moreno fez um barulho e ele se afastou do espelho. Sam ocupou o lugar que o moreno se estava antes e se olhou. Começou a se disfarçar também, apesar de que qualquer um ainda via que aquela loira era obviamente Sam Puckett.
Analisou a situação. Ela tinha que passar o resto do dia de hoje com o palerma e mais cinco noites e quatro dias com ele. Isso sem contar com o Gibby que chegaria a qualquer instante. Tudo o que sempre sonhou para sua vida ia acontecer essa semana: aguentar dois palermas por mais de meia hora.
Isso sem contar que era em San Diego que a maioria louca da nação Seddie se encontrava.
Como ela fazia para se matar?
-OLHA! O FREDDIE E A SAM DO ICARLY! – Alguém gritou fazendo muitos olhares do shopping virarem para eles. Automaticamente os fãs que os olhavam desconfiados e todos os outros começaram a correr na direção deles.
Ela segurou o braço de Freddie. O garoto se aproximou dela falou num tom de voz alto, mas por causa do barulho pareceu ser um sussurro, se soltou dela e segurou sua mão. Isso tudo em menos de um segundo.
-Corra pela sua vida.
Ela não teve tempo de raciocinar direito antes de ser arrastada para dentro de um banheiro e ficar trancada dentro de um box com o moreno.
-Hei, vocês tão num local público- reclamou um homem de meia idade
-Nos ajude. – disse Sam ofegante de dentro do box – estão perseguindo a gente chame os seguranças do shopping.
-Vou chamar sim, mas vai ser para ele parar com essa sem vergonhice aí dentro. – disse o cara tentando abrir a porta para sair, mas sem sucesso – a porta tá emperrada!
-Não está! É que tá cheio de gente do lado de fora – disse Freddie discando para algum número – É da emergência?
Sam esperou Freddie desligar o telefone para gritar o mais alto que seus pulmões conseguiam numa expressão de ódio pura
-PORQUE EU FUI ACEITAR VIAJAR PRA ESSA MALDITA CIDADE???
Notas finais
Eu queria colocar as imagens das roupas e dos lugares e tals, mas ainda não sei como, se alguma alma caridosa me ajudar, ficarei mais que grata.
Deixa um rewiew falando o que achou, mesmo que tenha achado super ruim, ok?
Beijinhos da Yo Mismo
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