INFECTADOS
1 Prólogo
Notas iniciais
Nessa noite tive um sonho. Sonhei que estava indo para a escola com minha irmã. Mamãe nos dava um beijo na porta de casa e logo depois nós íamos para o ônibus que nos esperava em frente a ela. Nós, junto com nossos amigos, íamos brincando no ônibus. Eu e Darla, minha melhor amiga, falávamos ao longo de nossa viajem até a escola sobre nossa tão aguardada festa de 15 anos. Ainda estava longe de acontecer, mas nós falávamos assim mesmo. Era tão legal! Riamos e riamos até que o ônibus batia em alguma coisa. Era sempre assim. Em um momento estávamos felizes e no outro não mais. Era sempre do mesmo jeito; O motorista parava o ônibus e descia. Eu, enxerida como sempre, descia atrás, mesmo ele falando para não o fazer.
Eu achava que tínhamos batido em um bicho. Sempre achava isso. Até ver realmente o que era. Já havia sonhado tantas vezes, mas ainda assim sempre me sentia enjoada e amedrontada com a imagem da menina de olhos castanhos esbugalhados e o cabelo ruivo emaranhado espalhado pelo chão de concreto. Sangue cobria quase todo o seu corpo, mas não era sangue de ferimentos causados pela batida, e sim de feridas abertas, parecidas com mordidas de cachorro, que cobriam seus braços e pescoço. Sentia um nó na garganta ao reparar que aquela pessoa jogada e morta ali no chão era eu. A essa altura já não sabia mais onde estava o motorista. Aturdida corria de volta para dentro do ônibus, e ao chegar encontrava todos, não só Darla, mas também minha irmã, meu pai, mãe e pessoas que eu nem conhecia lá dentro. Todos mortos.
Notas finais
Atualizo até a próxima semana.
Bjs, bjs
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