INFECTADOS

2 Capítulo 1 - 1ª parte.


Notas iniciais
Olá pessoal sou eu de novo. Quero começar agradecendo aos comentários do capítulo anterior, e pedir paras pessoas que não comentaram, que foram muitas, que comentem. Preciso saber se vocês estão gostando, okay ? Boa leitura !

– Jenny, Jenny, por favor, acorde ! — Dizia uma voz me sacolejando incessantemente.

– O que ? Hã ? Aconteceu alguma coisa ? — Perguntei, assustada, acordando no pulo.

– Bom, não. Era só você gritando enquanto dormia outra vez. Desculpe por isso, mas fiquei com medo de que você acorda-se Mellyka. — Falou minha irmã franzindo o cenho. — Teve outro pesadelo ? Foi aquele do ônibus outra vez ?

– Sim, sim. Mas esquece isso. — Digo me sentindo impaciente enquanto levando da cama . Odeio pesadelos, mas odeio mais ainda me sentir fraca por causa deles. Principalmente na frente das minhas irmãs. Mesmo que tenha sido apenas um sonho não posso demonstrar fraqueza nem por um segundo. Não só por mim, mas principalmente por elas. Sou seu Porto Seguro, e preciso agir como tal.

Passando a mão no rosto para despertar por completo abro o armário e pego meu último Jeans que não está rasgado. Suspiro. Além de me preocupar com comida e água agora tenho que me preocupar com roupas também. Quando penso em comida minha barriga ronca escandalosamente me lembrando que estou com fome e de que não temos praticamente nada para comer. É, realmente, não tem mais como adiar, preciso REALMENTE ir atrás de comida. Só de pensar em sair da "segurança " da minha casa para andar por ai pelas ruas sozinha, já começo a ficar nervosa.

– Por que está colocando essa roupa ? Vai sair ? — Pergunta Clara desconfiada.

– Sim, não adianta mais ficar adiando. Precisamos de comida. O pouco que temos só vai durar para mais uns dois dias, e olhe lá. — Digo tristemente. — Não queria ir, mas não tenho escolha.

– Bom, se você não quiser ir eu vou. — Clara que estava com um sorriso de orelha a orelha fica séria imediatamente quando vê minha expressão.- Okay, okay. Já entendi. Nada de aventura para a Clara.

– Você já tem treze anos Clara, deveria saber que isso não é nenhuma " Aventura "dos seus filminhos de menininha. Isso aqui é vida real. Se mamãe visse o modo como você leva tudo na brincadeira, ela com certeza iria...

– Mas ela não está aqui. — Me responde irritada. — E você não é a minha mãe. Pare de agir como se fosse. — Fala irritada, batendo a porta do quarto ao sair.

Suspiro, me sentando na beirada da cama. Pego a foto de cabeceira da cama da mamãe e do papai, e seguro contra o peito. As vezes, realmente, pareço uma chata gritando com Clara, mas não tenho escolha. Passei da irmã super legal para uma reclamona. Que decadência ! " Era vocês que deveriam cuidar de todas nós, não eu. ", digo repreendendo a imagem da minha mãe e do meu pai que está no meu colo. Lágrimas invadem os meus olhos. Sinto tanta falta deles. Olhando a foto me lembro da última vez que os vi. Nem pude me despedir direito... Pare com isso ! Me repreendo. Dou um beijo na fotografia e a coloco de volta em seu lugar.

– Até mais tarde. — Digo para a imagem. Agora tenho que ir domar a fera irritada chamada Clara Wallace, popularmente conhecida como MINHA IRMÃ.

Antes de procurar Clara passo no quarto de Mellyka. Lentamente abro a porta e vejo que ela ainda está dormindo. Só consigo ver sua cabecinha ruiva no amontoado de cobertores. Parece até um anjinho dormindo. " Um anjo no meio do inferno" penso e balanço a cabeça na mesma hora para espantar o pensamento importunante. Beijo seu rostinho branquelo por falta de sol e fecho a porta. Okay, agora sim, hora da dona Clara.

– Você não está brava comigo por tentar cuidar de você, não é ? — Pergunto a ela que está sentada no sofá da sala com uma almofada no colo e com o rosto emburrado.

– Não, você sabe que não. Só tenho saudades dos nossos pais. E tenho saudade de poder andar por ai sem ter que me preocupar com quem vai me atacar ou não. Só isso.

– Eu sei, mas nós não temos escolhas. Não até acharem a cura para a Praga. Isso se acharem... — Vejo que falei besteira quando minha irmã me olha com os olhos arregalados. — Ei, ei, calma. Tô brincando. É claro que vão encontrar a cura. Vão sim.

– Você acha ? Já faz mais de um ano.

– É uma questão de tempo, apenas isso. — Tento não só convencer Clara, mas a mim também. A muito tempo repito esse mantra para mim. " É uma questão de tempo, apenas isso ". Deu certo com Clara, mas tenho que repetir mentalmente a frase mais algumas vezes. Ultimamente meu mantra não tem dado muito certo comigo.

– Faça assim. Veja do que vamos precisar enquanto lavo o meu rosto e penteio os cabelos, okay ?

– Certo, certo. — Diz impaciente.

Revirando os olhos para minha irmã mimada entro no banheiro para lavar o rosto. Quando olho para o espelho a imagem do meu sonho me vem repentinamente a cabeça. " olhos castanhos esbugalhados e o cabelo ruivo emaranhado ", estou idêntica ao meu sonho, só que sem sangue e viva. Pego a escova e com grande sacrifício penteio os cabelos e lavo o rosto com a água que conseguimos reunir desde a última chuva. Não gosto muito de chuva, mas estou ansiosa para que chova logo, pois precisamos de água, e essa é nossa única fonte confiável. Quando saio do banheiro vejo que Clara está me esperando. Quando me vê resolve bancar a engraçadinha.

– Por Deus, Jennyfer, você não disse que ia pentear o cabelo ? Está parecendo até um ninho de ratos — Pergunta, rindo da minha cara abertamente.

Rá, Rá — Falo mostrando o dedo do meio. — E ai engraçadinha, vamos precisar de que ?

– De leite, arroz, farinha, feijão, macarr...

– Tudo bem, tudo bem. Entendi. Precisamos de tudo.

– Mas tem uma coisa que precisamos acima de tudo. — Diz Clara misteriosamente.

– Do que ? — Pergunto com cautela.

– De Shampoo e condicionador. — Responde rindo. — Seu cabelo está realmente um desastre.

Antes que eu pudesse lhe dar uma resposta a altura ouvimos um estrondo do lado de fora de casa. Olhamos uma para a outra assustadas.

– O que foi isso, Jen ?

– E você acha que eu sei ? Vá ver se está tudo bem com a Mell. Ela pode ter se assustado com o barulho. — Clara sai da sala para ver Mell e eu me aproximo da janela. Por uma fresta vejo que as latas de lixo que havia em frente a nossa garagem foram derrubadas por cerca de cinco pessoas que estavam ali. Os Infectados.

– Mell se remexeu um pouco na cama, mas está dormindo. O que houve ? Foram os Zumbis ? — Disse Clara ao voltar.

– Já disse para não chama- los assim, droga. Sim, foram eles. Há cerca de cinco bem em frente a nossa garagem, o que é realmente estranho, já que nunca ficaram mais de dois andarilhos na nossa porta.

– É... estranho. — Diz Clara com um tom de voz estranho.

– Bom, vamos ter que tira- los daí para que eu possa sair de casa. Vem vamos para o sótão pegar as bombinhas. — Digo pegando- a e a arrastando junto comigo enquanto subo as escadas.

Chegando no sótão vou direto para a gaveta em que se encontram as bombinhas que antes eram usadas nas festas de Ano Novo e agora para a nossa sobrevivência. Olho pela janela daqui que me da uma melhor visão da rua e vejo que há cerca de oito andarilhos perto da minha casa. UAU, realmente há mais deles do que de costume. Parece até que adivinharam que eu vou sair. Pego uma das dezenas de garrafas PET que estão jogadas pelo chão e coloco o corpo da bomba dentro, deixando apenas a parte que precisa ser acesa de fora.

– Você já sabe o que precisamos fazer, não é ? Quando eu acender a bomba nós só teremos três minutos. Eu vou jog...

– Eu sei muito bem o que fazer. — Resmunga Clara. Realmente, eu posso ser chata, mas a minha irmã não fica muito atrás.

Com a janela aberta acendo a bomba colocando- a toda dentro garrafa. A tampo com toda a minha força, a jogando pela janela para cair o mais longe possível. Puxando Clara comigo, só fico tempo o suficiente para ver que a garrafa caiu do outro lado da rua. Não é longe o bastante, mas servirá.

Descemos correndo as escadas e pego minhas mochilas. Quero entrar no quarto para me despedir de Mellyka, mas tenho medo de acorda- lá, e se isso acontecer, ela não me deixará sair. Assim que chegamos na garagem ouvimos o barulho ensurdecedor da bomba. Pego minha bike que está jogada no chão e olho pela porta da garagem. Vejo que meu plano mais uma vez foi concluído com sucesso. Os Infectados estão todos indo para o outro lado da rua com aquele seu jeito estranho de andar.

– Jeeeeeeeenny ! — Grita uma voz infantil do andar de cima. Ótimo, esqueci que o barulho da bomba COM CERTEZA iria acordar Mell.

– Já sabe não é ? Fique no quarto com Mellyka e não saia de lá. Volto o mais rápido possível. Você está no comando. — Digo lhe abraçando — Feche a porta da garagem o mais rápido possível.

Com mais uma espiada para fora da janela vejo que não há perigo e saio. Assim que estou do lado de fora Clara fecha a porta. Pelo vidro da porta me deseja um " Boa sorte " com os lábios. Balanço a cabeça positivamente. Monto na minha bicicleta e começo a pedalar no sentido contrário ao dos Infectados. A última coisa que vejo são eles do outro lado da rua, em frente a casa dos Willson, ou antiga casa, se alimentando com a carcaça de algum pobre animal, que por acaso encontraram em seu caminho.

Sim, sorte, é exatamente disso que vou precisar, penso enquanto pedalo em direção a rua sombria que se segue a minha frente.

Notas finais
Bom, gente, por hoje é só. Espero que tenham gostado. Próxima parte promete, hein. Bjs e comentem.