I work with death and related
2 The most wierd dream i ever had
Notas iniciais
Quando acordei, estava deitado num salão feito de mármore com archotes de pedra, bem no estilo medieval, meu corpo doía a cada movimento dos meus músculos.
— Martin! – gritei, mas não teve nenhuma resposta.
Comecei a caminhar em direção a porta que estava à direita, mas quando ia toca-la, minha mão atravessou a madeira. Tudo bem, ou eu estou sonhando ou eu morri e virei um fantasma. De repente, lembrei o que tinha acontecido, uma bola de voleibol ia se enterrar na minha cara, então eu tinha ouvido uma voz — Vou te ajudar só um pouco – ela tinha dito.
Ignorando esse pensamento, atravessei a porta, me deparei com o maior corredor que já tinha visto, bem do tipo em que se vê em castelos antigos, andei um pouco até chegar à segunda porta, e ouvi a voz de um homem, atravessei a minha cabeça pela porta só para dar uma espiada, e dei de cara com alguém de armadura negra, ele estava de costas para a porta conversando com alguém, que pelo volume da voz, estava em um estado de fúria igual da minha mãe quando pisava em alguma das minhas tralhas.
Parecia que eles não podiam me ver, então entrei e me acostei num canto para conseguir ouvir a conversa. O cavaleiro de armadura negra tinha cabelos negros ondulados e uma face carrancuda, já o outro sujeito se vestia como um advogado acabando de entrar no tribunal, cabelos bem penteados e cheirava a um defunto fresquinho, pronto para ser enterrado.
- Você vai fazer isso com seu próprio filho, Hayt? – perguntou o cavaleiro com raiva.
- Não tenho escolha, ele vai destruir tudo o que construí. Não posso arriscar perder tudo o que tenho por uma criança William! – respondeu o homem chamado Hayt.
- Pro inferno você e suas riquezas Hayt. Você esqueceu tudo o ele te ensinou? Ou o poder já subiu a sua cabeça? – gritou William.
- Minhas riquezas é o que sustentam esse lugar Will. E é ela que mantém a Vida fora dos meus domínios e protege seu amado povo, irmão. – disse ele entre dentes.
- Já não sou mais seu irmão.
E William saiu, fechando a porta com força. Hayt sentou na cadeira que tinha ao meu lado e ficou debruçado em cima da escrivaninha, que tinha anotações em uma língua que nunca tinha visto antes, mas pouco a pouco consegui distinguir algumas palavras. Hayt que ficara brincando com uma caneta, sussurrou:
- Você não vai ficar com nada do que eu tenho garoto.
Percebi que mais nada iria acontecer ali e me dirigi em direção à porta. Quando atravessei, vi William chegando ao fim do corredor. Corri até lá, mas quando cheguei ao final, uma sombra me engoliu e eu desmaiei.
Quando acordei, estava de volta a escola, numa sala branca que lembrava muito um hospital. — Enfermaria — murmurei.
Já eram 3 horas da tarde quando olhei no relógio, saindo pela porta minha mãe pulou no meu pescoço apertando com toda a força, gritando:
- MOLEQUE COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO? Desmaiando no meio da aula. Pensamos que você tivesse tido um AVC! – ela disse ainda apertando o meu pescoço.
- EU. NÃO. SEI. O QUE. ACON. TECEU – disse tentando puxar algum ar com a minha mãe apertando o meu pescoço.
Então ela soltou o meu pescoço com a maior delicadeza, e começou a ajeitar a minhas roupas e disse:
- Você deixou todos preocupados, garoto. Principalmente esses dois.
Olhei atrás dela vi Martin acenando, e Lisbeth atrás dele, percebi que ela estava vermelha de vergonha pelo o que minha mãe disse. Depois de uma explicação fora do normal, minha mãe os convidou para jantarem lá em casa, pois eles perderam o almoço esperando que eu acordasse. Quando chegamos, mostrei a casa para eles. Era uma casa com poucos cômodos, mas com quartos e uma cozinha bem grande. Levei-os para a sala para assistir televisão, achamos um filme e estouramos pipocas, apesar dos protestos de por parte da minha mãe, por causa da bagunça. Nossa, esqueci-me de dizer o nome dela: Sacha Fuller, 32 anos, mas aparentava ter 28, trabalha na contabilidade de uma empresa que nem me lembrava do nome.
Aquele sonho ainda me incomodava, e como resultado ascendia minha curiosidade fora de controle. Ele parecia tão real, e o nome Hayt me era familiar. Me levantei do sofá e fui em direção a cozinha, onde Sacha preparava batatas fritas. Com minha curiosidade pegando fogo, pensei que ela tivesse algumas respostas. Tomei coragem e perguntei:
- Mãe, você conhece algum Hayt?
Ela com um subitamente parou de cortar as batatas e olhou para mim com o olhar aterrorizado.
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