I work with death and related
5 The Invincible Fortress
Notas iniciais
Guia prático de como viajar entre dimensões: Sempre se segure a pessoa do lado, pois se você soltar vai ter uma morte dolorosa; Se assegure que seus pertences estejam bem presos, ou você nunca tornara a vê-los; Nunca, em hipótese alguma, se alimente antes fazer a transferência. Se essa regra for ignorada, se assegure que você tenha DOIS sacos para vomitar.
Quando Lisbeth terminou de pegar suas coisas para a viagem, Holly nos disse para ficarmos com as mãos pressionadas na escritura, e segurarmos uns nos outros para chegarmos em segurança. Meu estomago se apertava de ansiedade e medo. E se eu me soltar e me esfarelar em milhões de pedacinhos pelas dimensões? Essa e muitas outras perguntas martelavam minha cabeça, mas então uma voz me chamou: “Garoto, calma. Estamos indo para casa. Nossa verdadeira casa.”.
– Tá todo mundo pronto? – perguntou Holly com um tom impassível.
– Vamos logo com isso, Owens – vociferou Sacha.
– Owens? Explicações, mãe? – perguntou Lisbeth.
– Depois explico. Se segurem.
Prendi a respiração e fechei os olhos. Somente ouvi Holly dizendo: Translatio Immediata!
Um CRACK me fez abrir os olhos. Estava tudo girando numa caos descontrolado. As paredes queimadas deram lugar a uma miscigenação de cores bizarra em espiral, estávamos parados no ar, suspensos apenas pelo vento. Ouvi Lisbeth dando um grito de alegria, com os olhos fechados. Seu rosto exibia uma expressão de euforia, seus cabelos iam para cima como se estive com um secador de cabelo debaixo do rosto. Ela estava se divertindo. E eu apavorado.
Quando tudo começou a desacelerar a nossa volta, o chão começou a se materializar. Aterrissamos na relva alta com sutileza, mas quando meus pés tocaram o chão, veio uma sensação nauseante que me fez tombar para o lado.
– Todo mundo passa mal na primeira viagem – disse Sacha com o rosto um pouco verde.
– Você também não se acostumou, não pode falar nada do garoto Stormgard! – insinuou Holly.
– Cala a boca – disse com irritação.
– Cadê a Lisbeth? – perguntei segurando o estomago.
– Eu não... Sei... – disse Holly, olhando em volta freneticamente procurando ela – SEGUREM-NA! – ela apontou para cima.
Lisbeth estava caindo, caindo rápido demais! Não pensei em mais nada, só tinha uma coisa em mente: eu tinha que salvar ela, ou ela iria virar patê na grama!
Tomei impulso e corri para onde achei que ela iria cair. Ela estava a cinco metros do chão, eu vi que não conseguiria a tempo indo a pé. Então deslizei para amortecer a queda. Ela caiu com um baque surdo nos meus braços, e imediatamente desmaiou com o impacto.
Holly e Sacha chegaram correndo, elas pararam ofegantes e Sacha murmurou:
– Estamos fora de forma Holly.
– Fale por você Sacha. Eu só estou começando a pegar o pique. – ela disse tentando parecer disposta, mas sua voz fraca a traía. – Ela esta bem garoto?
– Sim. Só desmaiou.
– Ótimo. Temos que ir para um terreno elevado. – ela disse olhando ao redor – Ah! Achei! – ela apontou para uma colina.
– Jon, eu levo Lisbeth no caminho para a colina. Até lá ela já acordou. – Sacha disse isso, e em seguida deu um sorriso.
Eu a entreguei a Sacha, que a colocou em cima dos ombros e começou a andar.
O crepúsculo laranja e leves tons de roxo brilhavam no horizonte, e servia para acalmar os ânimos, eu tinha tantas perguntas a ser respondidas, era uma mais maluca que a outra. — “Você terá suas respostas logo, garoto. Somente espere e verá.” – disse a voz com tom calmo e controlado.
O que é você? Afinal de contas? – pensei – “Só vou lhe dizer que sou aquele que governou primeiro. Antes da Morte e da Vida começarem a bagunçar tudo o que construí.” – respondeu a voz com um pouco de irritação na ultima frase – Esclarecedor como sempre, Primeiro. É. Vou te chamar de Primeiro, é meio idiota ficar te chamando de voz. – disse em resposta a ela – “Agradeço. Já estava ficando de saco cheio você me chamar assim. Eu tenho nome, mas não preciso te contar. Quando você chegar ao seu destino, eles te contarão quem sou.” – ela respondeu – Mas que dest...
Ele não precisou falar. Ao chegarmos no topo da colina, avistamos um palácio branco, mas não aquele branco de mármore. Um branco neve limpo, perfeito. Ele era grande, mas não do tipo convencional, era tipo, uns três Empire States. Isso do meu ponto de vista. Ao olhar para baixo, me deparei com uma estrada, que se estendia pelo menos uns 20 quilômetros ou mais.
– Jon, eu lhe apresento a Arce invictum! – Sacha disse orgulhosa.
– A Fortaleza Invencível? Por que esse nome? – perguntei.
– Ela nunca foi tomada ou saqueada durante 2000 anos.
– Caramba! – assoviei — Quem administra esse lugar? Chuck Norris?
– Não, moleque! – disse Holly irritada – É a pessoa que não quer tiver nem pintado de ouro! E quem é Chuck Norris? (n/a: sacrilégio)
– E quem não quer... EI? – nem terminei a pergunta e Sacha já estava me puxando colina a baixo com o rosto vermelho de raiva.
– Ainda não Holly! – ela gritou.
– Er... Mãe? Você reparou que não está mais com a Lisbeth nos ombros, não é? – disse reparando que ela não estava mais com Sacha. Ela não olhou para trás e gritou:
– Holly pega a menina!
É. Vai ser uma caminhada longa.
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