I work with death and related
20 Pictures of you
Notas iniciais
O cômodo onde eu estava era frio, mas eu me sentia quente. Eu sentia leves lufadas de ar quente batendo contra o meu rosto, e elas vinham num ritmo compassado. Abri os meus olhos lentamente, e vislumbrei Rachel. Ela ainda estava dormindo. O rosto de Rachel me encarava, bem como o seu corpo também estava virado na mesma direção. Suas mãos estavam em frente à barriga, e as pernas encolhidas. Os cabelos castanhos escuros caiam por sobre a sua face, as pontas voavam com o seu respirar. Afastei seus cabelos com dois dedos, pondo-os atrás da orelha dela, involuntariamente, minha mão se abriu e deslizou pela bochecha de Rachel. Ela se remexeu inquietamente, mas depois se acalmou, esboçando um sorriso despreocupado. Lentamente tirei minha mão do rosto dela, e a observei por 5 minutos. Era estranho observar outra garota se não Lisbeth.
Depois de um tempo, os olhos de Rachel se abriram, vasculhou o lugar a sua volta, e se voltaram para mim. Seu rosto não demonstrava emoção alguma, ele parecia quase etéreo, e ficamos nos encarando por alguns segundos num debate silencioso. Os olhos verdes de Rachel estudavam o meu rosto, talvez procurando algum traço de emoção, ou alguma ruga talvez. Por fim, ela cedeu. Começou a rir baixinho para não acordar seu pai e seu irmão. Eu não agüentei e comecei a rir com ela.
Aos poucos nos paramos e rir, mas não paramos de sorrir como duas crianças.
– Acho que eles ainda não acordaram – disse Rachel. – O que vamos fazer?
– Acho que levantar é uma boa. O que você acha, senhora 5 minutos? – ela riu.
– Acho que é melhor sim. E me desculpa pelos “5 minutinhos” – ela disse fazendo aspas com os dedos.
– Tudo bem.
– Então... – ela chegou mais perto de mim. Nossos rostos estavam quase colados. Eu nunca vira Rachel tão desinibida. Era como se ela quisesse compensar o tempo em que não nos víamos – O que você vai fazer o resto do dia?
– Não sei. Estou com o dia livre hoje. O que você vai fazer hoje?
– Também não sei... – de repente, ouvimos ronco de uma barriga esfomeada. A minha para ser mais especifico – Acho que vou preparar o café da manhã. O que acha? – por alguma razão ela me olhava esperançosa.
– Acho que é uma boa idéia.
Silenciosamente, levantamos do sofá e olhamos em volta para ter certeza quem ninguém tinha acordado. Fui em direção da bancada da cozinha onde tinha um banco de madeira, enquanto Rachel ia ao quarto dela. Me sentei e esperei.
Quando ela voltou usava uma camiseta cinza e um short preto. Ela ajeitava o seu curto cabelo, buscando deixá-los mais apresentáveis.
– Você tem quantas roupas pretas no guarda-roupa? – nem sei por que eu fiz essa merda de pergunta.
– Não sei – ela respondeu. – É que eu não fico confortável em roupas muito claras. Você deve me achar muito estranha – suas bochechas ruborizaram levemente.
– Não acho. – respondi de bate — pronto – Até acho que você é um pouco parecida comigo – ao ouvir isso, ela me lançou um olhar taciturno e sorriu com os lábios comprimidos. – Então, qual vai ser o café da manhã?
– Espere e se surpreenda – ela respondeu.
Além de ser conselheira da rainha, ela ainda tinha o dom de cozinhar. Ela tinha pegado alguns ovos na geladeira, um saco com bacons, e começou a frita-los na frigideira. O fogão ficava de frente pra mim, então Rachel era obrigada a ficar de costas para mim. E ficava atento a cada movimento que os seus braços faziam. Pelo que percebia, os ovos tinham sido desintegrados, possivelmente o bacon estava em frangalhos. Quando ela terminou, ela pôs sua criação num prato branco e o entregou em minhas mãos. A aparência estava fantástica. Agora, era saber se o gosto correspondia as minhas expectativas. Segurei o garfo prateado com os dedos e comecei a girá-lo. Peguei um pouco de comida e encarei os ovos mexidos. Olhei para Rachel, e ela assentiu e me olhou como se falasse: eu permito. Então levei a comida à boca. A aparência estava fantástica. O gosto... era extraordinário. Nem tinha terminado de mastigar a comida que ainda estava na minha boca, que já tinha pegado outro punhado de comida e levado ele a boca. Eu não tinha percebido o que eu estava fazendo, até que olhei para Rachel, e vi que ela me olhava de maneira divertida, e sorria descontraidamente. Eu fechei a boca, e por alguma razão eu correspondi aquele sorriso. Meus olhos se fixaram nos olhos de Rachel, e os dela nos meus. Era uma conversa silenciosa que somente nós poderíamos entender, era com se quase que pudéssemos ouvir os pensamentos um do outro. O silencio só foi quebrado quando Martin entrou na cozinha coçando os olhos. Rapidamente, voltei os meus olhos para o prato de comida.
– Bom dia – Martin falou sonolentamente.
– Bom dia – Rachel e eu respondemos em uníssono. Não nos importamos com isso.
– O que tem pra comer hoje? – ele puxou uma cadeira e se sentou do meu lado.
– Pra você, irmãozinho – a voz de Rachel tinha um tom irônico – tem pão! – ela gritou antes jogar um saco de pães na cara de Martin, que por sua vez caiu de costas nos chão.
– Mas que merda... – Martin resmungou ainda estatelado no chão como um gato morto.
Comecei a gargalhar alto o bastante para fazer o pai de Martin berrar de dentro do quarto dele, mandando nós calarmos a boca.
Lentamente, Martin se levantou do chão, e se sentou de novo na cadeira. Ele coçou a cabeça, e olhou para a irmã carinhosamente. Torceu o nariz numa careta despreocupada, e sorriu mostrando os dentes brancos. Resmungou baixinho para Rachel não ouvir, pegou o saco de pães do chão e me pediu para pegar o pote de margarina na geladeira. Rachel poderia infernizar a vida dele, mas ele ainda amaria sua irmã. Depois de devorar metade do pão, Martin fez cara de desentendido.
– Rachel, o que aconteceu com a sua cama? – Martin perguntou.
– Ela quebrou. Ela já estava velha – Rachel respondeu calmamente.
– E onde você dormiu? – quando ele falou isso eu engasguei, e Rachel parou de mexer com as panelas.
– Onde você dormiu? – Martin insistiu. Sua irmã me olhou com alarde, com um olhar que parecia dizer: me ajuda, droga!
– No sofá – eu me adiantei em dizer. – Eu dormi no chão – ela me olhou agradecida.
– Ah! Tudo bem então. – eu não acreditei que ele tinha engolido essa – Então, como é dormir no chão do seu melhor amigo, hein Fuller?
Dei de ombros. Olhei para frente e vi de relance Rachel dando um sorrisinho de canto de boca. Abaixei a cabeça e ri baixinho, Rachel me olhou de canto de olho e foi contagiada. Tentamos rir discretamente para que Martin não reparasse. Sem sucesso.
– O que foi? O que é tão engraçado? – ele perguntou. O volume da risada aumentou.
– Nada – Rachel respondeu, então olhou pra mim e riu mais alto.
– O que é? Tem alguma coisa na minha cara? – Martin insistiu. Começamos a gargalhar alto o bastante para acordar a inexistente vizinhança.
– Nada! – eu disse batendo a palma da mão no balcão, sentindo a minha barriga doer de tanto rir.
– Okay, vocês estão me assustando! O que é que estão rindo tanto?!
– Nada! – Rachel e eu exclamamos outra vez em uníssono. Pronto. A merda tava feita.
Depois de comermos, Rachel pediu para Martin e eu jogarmos a cama dela fora, pois não havia conserto, agora era só uma pilha de madeira. Depois de jogarmos as duas metades da falecida cama atrás da casa, voltei pra dentro da casa e coloquei as minhas roupas, devolvendo o short e a camiseta rasgada a Martin. Ele olhou a camiseta com apreensão, mas depois torceu o nariz desdenhoso. Decidi ir até a Arce Invictum para ver Lisbeth. Muito provavelmente ela já tinha ido à minha casa para ver se eu estava. Quando estava abrindo a porta de entrada, ouvi alguém me chamar. Virei-me e vi Rachel com uma escova de dente na boca, com um pouco de espuma no canto da boca.
– Aonde você vai? – ela perguntou depois de tirar a escova da boca.
– Até a Arce Invictum. Por quê?
– Nada, nada – ela pareceu desapontada. Ela olhou para baixo, pesarosa, mas logo depois, eles se acederam numa idéia. – Me espera que eu vou com você!
– O quê... – antes mesmo que eu pudesse terminar, ela já tinha desaparecido.
Sentei-me no sofá e esperei. Droga, como ela demorava. Era somente trocar de roupa, não arquitetar um Projeto Manhattan. Mulheres e coisas que nunca entenderei, ela andavam juntas e nunca desgrudavam uma da outra. Quando Rachel voltou (aleluia), ela tinha trocado a camiseta cinza e o short preto por uma camiseta do Metallica e uma calça jeans escura. Olhei-a da cabeça aos pés descrente.
– Por que você demorou tanto? – perguntei.
– Tive que revirar o guarda-roupa atrás dessa calça – ela encarou a calça com um olhar que parecia dizer “Viu só? Agora sofra as conseqüências!”
– E por que você teve que revirar o coitado?
– Porque não estava achando? – ela enfatizou.
– Por que você quer vir comigo?
– Por que você faz tantas perguntas? – ela rebateu irritada, já abrindo a porta e saindo.
Eu saio logo em seguida, ignorando o fato que eu batera a porta com força.
O céu naquele dia estava particularmente depressivo, ele era dum cinza chumbo, com nuvens negras de formas variadas, o que dava um ar lúgubre ao ambiente. Sem o sol, a Arce Invictum parecia melancólica e sem vida. O mármore branco que dava destaque para aquelas paredes se tornara opaco e nada convidativo. Quando entramos no pátio, os guardas não conversavam ou jogavam baralho como de costume, eles estavam centrados em seu trabalho, vigiando cada ponto, os visíveis e os invisíveis. O portão de entrada estava fechado, o que significa que a rainha não estava em companhia de ninguém. Um único guarda estava na frente do portão com uma lança em mãos, olhando ao redor atentamente. Lentamente, eu começara a reconhecer o homem debaixo daquela armadura, pois eu já havia encontrado antes. Há muito tempo, dois meses para ser mais exato. Ele tinha a pele bronzeada, com olhos castanhos avermelhados, mas suas pálpebras estavam quase fechadas. Agora ele tinha uma barba rala, mas não escondia a pequena cicatriz em vertical no queixo.
– Bom dia Henry – Rachel saudou-o.
– Bom dia – ele bocejou.
– A rainha já acordou?
– Creio que sim. Estou aqui há sete horas direto. Queria eu estar dormindo – ele tirou os olhos de Rachel e olhou para mim.
– Olá – eu disse baixinho, mas a voz saiu um pouco mais fina que o habitual.
– Quem é esse? Acho que já te vi em algum lugar! – Henry disse rudemente. Quando ele dirigiu a palavra a mim, sinto um frio característico subir a minha coluna.
– Esse aqui é Jon Fuller — ela esticou o braço na minha frente num gesto protetor – meu amigo – ela enfatizou. Henry me analisou e torceu o nariz. De repente, o rosto dele se ilumina.
– Ah sim! Perdoe-me, por favor! – o guarda se curvou em reverencia a mim – Eu já conheço você. Você estava com Sacha Stormgard, a Owens, e a filha da rainha. Perdoe-me, por favor! Eu não havia te reconhecido, Benevolente Morte – ele se curvou de novo.
– Tudo bem! Sério, tudo bem. Pode parar de fazer reverências – eu digo me sentindo constrangido.
Com um sorriso sincero no rosto, Henry abriu o portão e nos deixou entrar. Quando o portão se fechou, Rachel desatou a rir, imitando Henry e suas reverencias.
– E então Fuller? Como é ser reverenciado como um rei.
– Não tem graça rir à custa do homem, Rachel. Ele só não lembrava quem eu era – tentei parecer o mais serio o possível, o que foi um fracasso devido ao rubor do meu rosto. – E que historia é essa de Benevolente Morte? Os guardas sabem quem sou eu?
– Lógico que sabem! Caso você comece a ameaçar todo mundo, eles sabem quem atacar – ela disse com toda a naturalidade do mundo. – E eles te chamam de Benevolente Morte porque você ainda não os matou, o que pra eles é muita coisa – ela completa indo em direção da sala do trono.
Tinha alguém naquela droga de fortaleza que não tivesse medo de mim? Era incrível o que um simples parentesco podia fazer com a sua vida. Na minha, por exemplo, poderia me afastar de qualquer possível contato com seres vivos pensantes. Pessoas para ser mais claro. Eu sei que a minha convivência com pessoas nunca foi um dos meus pontos fortes, muito menos desenvolver algum tipo de conversa (parando para pensar nisso agora, acho que a coisa ta muito feia pro meu lado em questões sociais). Mas não queria que as pessoas tivessem medo de mim. “E é tudo culpa dum cara que nem mesmo está vivo” pensei.
Rachel e eu nos separamos na sala do trono, segundo, tinha que verificar se Mary tinha acordado mesmo. Eu não ainda não tinha decorado o caminho para o quarto de Lisbeth, mas eu ainda tinha uma vaga idéia do trajeto.
Quando achei a porta do quarto dela, bati algumas vezes para ver se Lisbeth já tinha acordado.
– Vai embora – Lisbeth falou de dentro do quarto.
– Por enquanto, eu não tenho essa escolha. Então você pode fazer o favor de vir aqui?
– Quem é? – sua voz estava arrastada com sono.
– Advinha? O único cara que fala com mortos por aqui – respondi.
– Jon?! – ela falou antes de eu ouvir alguma coisa pesada caindo no chão.
– Sim! Ta tudo bem ai?
– Sim! Claro, claro! – sua voz tinha um tom assustado e exultante. Era difícil entende-la.
Em seguida, vários sons estranhos começaram a sair do quarto dela. Era coisas caindo, coisas batendo, passos apressados indo de um lado pro outro...
De repente, o barulho parou. Ouvi um som de passos calmos e controlados. A maçaneta começou a girar, e a porta abriu lentamente. Lisbeth estava com os cabelos armados, uma regata branca com um short velho. Aquela era uma foto para se pôr na geladeira com as legendas: “Acordando duma ressaca daquelas” Lisbeth coçava a cabeça com os olhos fechados e bocejava. O meu dia ainda nem tinha começado direito, e inúmeras situações já haviam se apresentado diante de mim. Se eu tivesse uma câmera, tiraria quantas fotos eu pudesse desse dia. Acho que iria até montar um álbum. Lisbeth, ainda de olhos fechados, começou a me tatear. Ela segurou o meu braço, subiu até o meu ombro, e agarrou o meu rosto. Lisbeth começou a apertá-lo, me fazendo esboçar caretas e expressões. Por fim ela apertou as minhas bochechas, fazendo um biquinho. Ela lentamente abriu os olhos, fazendo-os correr pelo meu corpo. Ela me olhou de maneira sonolenta, e sorriu mostrando os dentes brancos.
– É mesmo você – ela afirmou ainda examinando o meu rosto, como se para ter certeza que era eu.
– É claro que sou eu. Se tivesse aberto seus olhos desde o começo, você não estaria segurando o meu rosto – disse tentando me desvencilhar de seu aperto.
– Mas eu gosto do seu rosto – ela disse remexendo um pouco mais a minha pobre cara. – Ele é tão bonito!
– Deus, isso é meloso demais pra mim.
– Você fala demais, sabia? – ela tirou a mão do meu rosto.
– Ah, não tanto quanto eu poderia...
– Cala a boca – ela mandou antes de segurar o meu rosto com as duas mãos, e beijar-me, me fazendo as minhas costas se encurvarem um pouco.
Ela começou a puxar-me pra dentro do quarto, e a acompanhei quase espontaneamente. Fechei a porta com certa ignorância, e puxei a cintura de Lisbeth contra a minha, aproveitando cada beijo que trocávamos. Paramos um pouco para recuperar o fôlego, ainda com a testa dela colada com a minha. A respiração dela era rápida e descompassada, sua pele estava arrepiada e seus músculos retesados. Seus dedos acariciavam meus cabelos suavemente, fazendo o meu corpo ficar atento e exultante. Olhei em seus olhos, Lisbeth me olhava com voracidade e desejo. Ela mordeu o lábio inferior.
– Vamos até o fim? – perguntei para ter certeza.
– Até o fim – ela confirmou sem pestanejar.
Nossos lábios se encontraram novamente com mais ardor. Começamos a cambalear para os lados sem controle, batendo nos moveis com violência. Nos finalmente paramos na cômoda, que ficava de frente com a cama. Agarrei as coxas de Lisbeth, e a coloquei em cima do móvel. Ela parou de me beijar, e abriu a minha camisa com tanta força que vários botões voaram pelo quarto. Segurei a borda da regata e comecei a tirá-la do corpo de Lisbeth. Beijei o seu pescoço, e ela gemeu baixinho, fazendo suas mãos esquadrinharem o meu tórax. Mais uma vez, segurei as coxas de Lisbeth, e a joguei em cima da cama. Ela me lançou um olhar convidativo, e eu avancei. Comecei a beijar sua barriga, subindo, até o meio dos seios, fazendo gemer um pouco mais alto. Lisbeth pôs a mão dentro da minha calça, me fazendo desacelerar um pouco, e eu aproveito o momento.
Estávamos prontos para consumarmos aquilo, mas batidas desesperadas na porta nos interromperam. Nós paramos quase imediatamente. Lisbeth revirou os olhos e gritou:
– Quem é?
– É Rachel. Conselheira da rainha.
– O que quer? – Lisbeth pergunta rispidamente. Por alguma razão, eu encaro Lisbeth severamente, repreendendo-a. Ela dá de ombros.
– A r-rainha quer te ver – a voz de Rachel era tremula. Eu nunca havia visto ela assim. – É urgente.
– Tudo bem – Lisbeth revirou os olhos, decepcionada.
– E se achar o Fuller, é para ele vir também. É importantíssimo ele vir. Ele tem que estar lá.
– Tudo bem – Lisbeth responde com mais insistência.
Aos poucos, ouço os passos de Rachel se afastando. Lisbeth me olha com apreensão e fecha os olhos, chateada.
– Ainda não – falo desapontado.
– É, ainda não – ela confirma, afagando os meus cabelos.
Eu me levantei, olhei para os lados, e dei um sorriso de canto de boca.
– Eu preciso de uma camiseta – murmurei. Sinto a cama mexer e a respiração de Lisbeth contra as minhas costas.
– Eu devo ter uma camiseta no guarda roupa – ela diz beijando-me perto do pescoço – se quiser eu posso te emprestar uma.
– Acho que é mais provável que eu rasgue-a, mas vou assumir o risco. Obrigado.
Depois de colocar roupas, nós saímos do quarto, verificando se ninguém estava no corredor.
Vemos que não tinha ninguém, então seguimos para fora do castelo.
O que encontramos lá... Deus, o que faríamos daquele momento em diante?
Fale com o autor