I want you...hungry.
5 Skin
Notas iniciais
Clara não reagiu, o corpo estava imóvel, mas os olhos observavam Marina de uma forma predatória, sabia que a fotógrafa tinha razão, estava inundada em um tesão descontrolado. Queria ser possuída por ela e a cada clique se sentia assim, como se eles roubassem pedaços da sua alma, do seu corpo.
Os olhos da morena passearam por aquela mulher irresistível, abaixou um pouco a cabeça, mas não estava mais com vergonha nem se sentia desconfortável, olhava as pernas de Marina se movimentarem em busca de uma boa posição para a próxima captura, era quase como uma dança sensual.
Os joelhos marcavam no vestido, as coxas se afastavam abrindo espaço e diminuindo sua altura, fitou os cotovelos dobrados dando movimentos para os braços que se viravam graciosamente girando a câmera, o colo era claro e levemente pintando, fitou o pescoço, tinha mexas dos cabelos castanhos pousadas sobre ele, sabia que ali era macio, fechou as mãos como por impulso, sentiu vontade de segurar aquele pedaço de pele com as duas, ao mesmo tempo, seria um castigo gostoso.
Marina não se cansava, era como um jogo onde ela queria ver até onde a morena aguentaria, ela sabia exatamente o que estava fazendo. Aproximou-se de Clara — Assim – Disse sensual.
Clara a engolia, sem perceber passou a língua pelos lábios, nunca havia estado com uma mulher mas por um momento teve certeza de tudo o que deveria fazer.
Olhou para a câmera que agora estava parada bem próxima de seu rosto. Marina segurou a posição, batia uma foto e pausava, clicava outra e olhava por cima da lente.
A morena observou a mão que disparava o obturador, o dedo claro e esguio que apertava o botão, estava vencida, esticou a mão esquerda e sem hesitar pegou a câmera com firmeza abaixando-a até uma poltrona que também repousava as costas na parede, a mão direita seguiu o mesmo caminho com destino à mão da fotógrafa. Segurou Marina pelo pulso, observou sua reação, escorregou um pouco mais em direção à extremidade chegando aos dedos e de uma forma decidida os guiou até sua boca.
Marina sentiu dois de seus dedos deslizarem para o interior quente e macio da boca de Clara, a língua passeou esfomeada por eles, o corpo gelou, soltou um gemido profundo e baixo provocado por aquele ato. Sua respiração acelerou e já não acreditava mais no quanto aquela mulher conseguia ser gostosa. Com a cabeça entorpecida de desejo, afundou um pouco mais os dedos na boca da dona de casa, que parecia querer devorá-los.
–Clara – Gemeu – Eu... –Não conseguiu terminar
–Faz o que quiser comigo, Marina – Implorou a morena depois de puxar os dedos molhados da fotógrafa para fora da sua boca – O que quiser – Concluiu colocando-os de volta.
Marina tirou os óculos e os largou no chão, num só impulso colocou seu corpo contra o de Clara na parede, as coxas se entrelaçaram, afundou o rosto nos cabelos da morena que continuava chupando seus dedos como se eles fossem seu sexo, gemia agora um pouco mais alto. Sentia tanto tesão que jurou para si que seria capaz de gozar daquela forma. Seu quadril tomou o ritmo das sugadas, agora ambas rebolavam levemente uma na outra.
– Vem, Clarinha – Disse marina pausando momentaneamente o que elas mais desejavam – Me segue.
Clara foi guiada pela fotógrafa escada acima, os movimentos de Marina deixavam um rastro delicioso do seu cheiro, que instigava ainda mais a dona de casa.
Chegaram a um quarto amplo com uma iluminação baixa invejável, havia sombras de uma árvore que enfeitava a paisagem de uma das janelas, eram as luzes do jardim que refletiam. Aquele ambiente terminou de deixá-la embriagada, cheirava muito bem, tinha o cheiro da Marina.
A fotógrafa trancou a porta atrás de Clara, que prontamente se virou pra ela.
–Não sei se fez a escolha certa ao me dizer pra fazer o que eu quiser com você – Brincou a dona do quarto em um tom provocativo.
–Não sabe mesmo? – Insinuou Clara.
Marina não respondeu, pegou a morena pela cintura de uma forma provocante, leve e ao mesmo tempo firme.
Dessa vez não a puxou toda pra si em um só movimento, controlava a dona de casa pelos quadris com as suas mãos, de uma forma que seus sexos se encostassem levemente por cima da roupa, movimentava o corpo de Clara contra si controlando a intensidade que aquele encontro deveria ter, apertava um pouco e depois fazia com que o contato fosse leve em um tóxico vai e vem.
Ambas se olhavam sem se beijar, tinham as bocas ligeiramente abertas e um pouco ofegantes, estavam desacreditadas. Como era possível?
A fotógrafa foi levando com confiança a dona de casa em direção a sua cama, continuava controlando seus movimentos.
Clara sentiu suas pernas se chocarem delicadamente com a superfície do colchão, parou e fitou Marina com o olhar de quem quisesse ser guiada.
A mulher de olhos cerrados e felinos avançou sorrateiramente fazendo com que a morena fosse deliciosamente obrigada a se deitar. Clara foi subindo o corpo de uma forma travessa até alcançar o centro da cama, acompanhada pelo olhar delirante da fotógrafa que se acomodou no meio de suas pernas forçando seu sexo de uma forma precisa contra o dela.
As duas se encontraram em um beijo extraordinário, apaixonado e quente. Os lábios se sentiam e se misturavam com as línguas, a boca foi se tornando um espaço limitado, se beijavam e sem perceber o beijo ia invadindo outros espaços, sem perder o ritmo, Marina beijava o queixo de Clara como se ainda estivesse na boca, Clara ao mesmo tempo beijava o rosto de Marina sem se preocupar com o caminho molhado que traçava, elas queriam se sentir, queriam ser molhadas, babadas, abusadas uma pela outra.
A morena alcançou o lóbulo da orelha da castanha, beijou delicadamente como quem quisesse prepará-lo, em seguida passou a língua pescando-o e então o sugou.
–Quero beijar cada pedaço do seu corpo – Sussurrou baixinho, antes de voltar a sugar aquele pedaço macio da sua perdição. -Você vai, Clarinha – Respondeu concludente.
Marina sentou encaixada em Clara, puxando um pouco seu vestido para cima, se acomodou. Enfiou as duas mãos ao mesmo tempo por baixo da blusa branca da morena, com as duas palmas coladas no corpo arrepiado. Subia as mãos que consequentemente levavam consigo o pano leve da roupa, quando chegou na altura dos seios desviou um tanto paras as laterais ignorando-os propositalmente. Passou a blusa pelos braços e em seguida pela cabeça de Clara.
A lingerie rendada era de um azul-escuro e fechado, que combinava com o tom dourado de sua pele.
A fotógrafa parou e admirou por um momento o corpo firme e perfeitamente contornado de Clara, estava perdidamente apaixonada por aquela mulher que acabara de conhecer, por vezes naquela noite se esqueceu que fora no dia anterior. De alguma forma, já fazia parte dela.
Tinha pressa, subiu o tronco dourado com as mãos e em um só movimento arrancou o sutiã rendado. Os seios deliciosamente lindos estavam livres e não pensou duas vezes em segura-los firmemente ao mesmo tempo, um em casa mão. Sentia-se sortuda por ter que escolher, qual chuparia primeiro? Não quis, juntou os dois o máximo que pode em um gesto abusado e tentou beijá-los ao mesmo tempo.
Clara revirou os olhos, já sentia como se flutuasse e ainda nem havia tirado sua calça. Como quem quisesse acabar com o dilema da castanha esfomeada, segurou um dos seios e o ofereceu para a boca faminta.
Marina beijou e passeou com a língua sobre o mamilo delicado e rígido, em seguida passeou em círculos que foram aumentando e passaram pelas laterais douradas do seio, sentia tanto desejo que fez o caminho inverso. Repetiu o mesmo quando Clara sensualmente ofertou o outro.
Foi descendo em direção ao umbigo, a língua estava molhada e deixava um rastro de desejo, chegou à cintura da calça e a abriu. Tirou de maneira delicada.
Clara era a visão da perfeição em sua cama. Estava com as pernas ligeiramente afastadas, só com uma calcinha rendada com o fundo de pano que tinha uma grande marca de azul ainda mais escuro que o tom do resto da peça, denunciava o quanto estava ensopada.
Quando a fotógrafa a fitou, se aproximando do seu sexo, ela já gemia.
Então Marina afastou com as mãos as pernas da morena, fazendo com que ficasse bem aberta e indefesa. Abaixou em direção ao sexo molhado, aproximou o nariz da poça que se formava no tecido e puxou o ar como quem quisesse guardar para sempre aquele cheiro.
–Gostosa – Exclamou puxando a calcinha para o lado – Cheirosa – Concluiu encostando-o no sexo da morena, molhando sua ponta.
Clara gemeu e encaixou sedutoramente os dedos nos cabelos castanhos e macios.
Marina tirou a calcinha da morena e novamente afastou as suas pernas, agora ainda mais.
–Te quero toda aberta pra mim – E antes que pudesse falar mais alguma coisa se deparou com aquele sexo todo descoberto e indefeso, de frente para ela.
Não conseguiu pensar mais em nada. Soltou as mãos das pernas da dona de casa, que permaneceu com elas super abertas e seguiu hipnotizada para aquela beleza que de tão molhada, refletia.
Foi descendo com a língua pelo interior da coxa firme e percorreu todo o caminho sentindo o gosto da dona de casa, até que chegou onde queria.
Beijou aquele sexo como se estivesse beijando a boca de Clara, era um beijo excitado, muito, muito, muito molhado, sentia seu rosto lambuzar e em um impulso o esfregou de leve contra o líquido para que se lambuzasse ainda mais.
Carinhosamente e com um olhar safado separou os grandes lábios o máximo que conseguiu, viu um ponto rosa aparecer ainda mais, se sentiu dona daquela mulher, não poderia ser mais dela.
O envolveu delicadamente com os seus lábios molhados que deslizaram sobre ele, enquanto o sugavam de uma forma perfeita e delirante.
Clara tinha uma das mãos nos cabelos de Marina, a outra segurava um de seus seios, sentia tanto prazer que o apertava com força. Queria sentir, sentir o máximo possível.
A fotógrafa então subiu uma das mãos e enlaçou o outro, as pontas dos dedos encontram o mamilo e de uma forma provocativa o apertavam.
A morena sentia as extremidades formigarem, por um momento pensou que estivesse perdendo os sentidos. A boca e a língua de Marina eram, sem dúvidas, aquilo de mais maravilhoso que ela já havia experimentado na vida.
Sentia o corpo tremer levemente anunciando um orgasmo até que a fotógrafa diminuiu o ritmo, se apoiou de uma maneira firme nos joelhos para que não precisasse usar nenhuma das mãos, só um dos cotovelos, então sem tirar a boca do sexo de Clara a mirou chamando sua atenção com o olhar, assim que a morena se distraiu com aqueles olhos rasgados sentiu um prazer absoluto, Marina estava dentro dela.
Fale com o autor