I told you not to love me.
3 News "Hi's"
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Oliver e a jovem morena estavam há algum tempo divertindo-se jogando sinuca. O rapaz havia apostado que a venceria facilmente, mas logo foi surpreendido por suas inúmeras jogadas perfeitas.
– Wooooow!! [Ele ria e passava a mão na cabeça, nervoso]
– Quer mais ou o nível de humilhação já está alto?
– Nada disso! Eu vou virar esse jogo, você verá!
– Okay...Então por que não tornamos mais interessante?
Então, eles continuaram jogando. Quanto mais partidas, mais Oliver se preocupava e mais a garota se divertia.
Assim, como previsto, ele perdeu.
– Isso é mesmo necessário? [Ele indagava, coçando a cabeça]
– Você perdeu, agora vai ter que cumprir o nosso trato. Vamos, anda logo! [Ela o empurrou]
Ambos haviam apostado que o perdedor atenderia uma ordem do vencedor. Como Oliver perdera, foi desafiado a ir até um cara do bar e apertar o bumbum deste. E para piorar a situação, a jovem escolhera um cara barbudo, na faixa dos seus 30 e poucos anos, tatuado e com traços escassos de calmaria.
Quase sem coragem e temendo as consequências, o rapaz seguiu o combinado. Ao chegar ao bar, protelou um pouco. Curvou-se sobre o balcão, apoiou o queixo sobre o braço sustentado pelo cotovelo na superfície e então conseguiu forças para prosseguir. De longe, a garota segurava-se para não dar uma crise enorme de riso, quando viu a expressão do cara ao ser bulinado por Oliver.
– O que é isso, cara?! [Disse o cara impaciente]
– Desculpe...Desculpe...
Então o cara parecia aceitar e continuar a sua bebida, quando...
– ...é que pareceu tão macia que eu não pude evitar...
Oliver mal teve a chance de se defender, pois logo em seguida recebeu um soco enorme no rosto, fazendo com que ele cambaleasse para trás.
Antes que aquilo se transformasse em uma briga de bar, vários caras se juntaram para conter o agressor, enquanto o jovem ainda estava no chão. Rapidamente, a garota foi socorrê-lo.
– Vem! [Ela o segurou, fornecendo apoio e ele conseguiu se levantar]
[...] Lá fora do bar...
Ambos sentaram-se na calçada.
– Você é maluco? [Ela o perguntou]
– Depende do que você considera maluquice...[Ele disse com a mão sobre o local do soco] ...Out!! [ Ele sentiu a dor do machucado]
Imediatamente, ela colocou sua mão sobre o rosto dele, massageando com carinho o local para que não doesse tanto.
– Wow...Wow..[Ele ainda sentia com força]
– Calma...Calma...
E então, eles se entreolharam. A mão quente sobre o rosto do rapaz, fez com que um momento de ternura fosse criado entre eles.
– Você não é normal...[Ela disse]
Ele apenas abaixou a cabeça.
– ...e eu gosto disso. [Ela sorriu para ele. Então, ambos sorriram]
Um momento de silêncio surgiu entre eles. Assim, ela retirou sua mão e se levantou.
– Hm...Acho melhor irmos. [Ela disse]
– Okay. [Ele se levantou] Mas antes, acho que tenho o direito de saber o nome da garota que fez com o que eu levasse uma surra, hoje.
Ela o encarou seriamente.
– Samantha. [Ela sorriu para ele e aquilo foi sua despedida. Mas enquanto subia em sua moto, ela se curvou mais uma vez] — ... E aquilo não foi uma surra. Da próxima vez não desafie alguém que mal conhece.
Logo, ela deu partida, abandonando o local.
[...]
No dia seguinte...
O dia já amanhecera e o despertador já havia tocado pela 4ª vez, quando finalmente Samantha decidiu levantar.
Ela sabia que aquele dia era muito importante, já que seria sua primeira experiência na Universidade.
Ela se arrumou, escolheu aleatoriamente suas vestimentas. Nem sequer preocupou-se com o café da manhã, já que sua cozinha mal estava arrumada. Havia caixas por todo lugar e seu pequeno apartamento ainda não tinha vida nem personalidade. Assim, pegou suas chaves e saiu.
[...]
Como previsto, já era tarde quando ela adentrou os portões. Demorou um tempo para achar sua sala.
Após um tempo procurando, ela encontrou. Mas, ao invés de adentrar de modo quieto e sem chamar atenção, a batida que dera para fechar a porta, destruiu qualquer tentativa de sutileza.
Instantaneamente, todos encararam a menina de calça jeans, bota escura e óculos pretos. Permaneceram olhando para ela até que o professor tomou a palavra.
– Sente-se, senhorita. Já está atrasada, por que não começa anotando o que está no quadro?
Assim, ela o obedeceu.
Dentre todos estranhos ali, uma pessoa a reconhecera, e trazia no rosto uma expressão nada agradável.
[...]
Samantha estava deitada no jardim do campus. Olhava para o céu, calmo e cintilante. Sua mente estava a mil. De repente, seus pensamentos começaram a voar livremente, e o destino final pertencia a um jovem, de sorriso aberto e cabelos ondulados. Instantaneamente, ela sorriu.
– Não acredito...[Ela ria ao perceber que aquele garoto que conhecia há poucas horas, já tomava não só a sua atenção, mas também seus pensamentos]
– Eu também não. Você poderia, pelo menos, ter deixado um bilhete avisando “ Hey, sou uma bitch sem consideração e estou partindo”. [ Disse uma garota, ao seu lado]
– Sophie?!
– Você conhece alguém mais bela com este nome?
Ambas sorriram e se abraçaram.
[...]
Após um tempo, as duas ainda conversavam.
– O que faz aqui? E como me achou? [Perguntava Samantha]
– Ué, eu apenas segui o rastro de rebeldia e gasolina queimada pelas estradas.
– Hey! [ Samantha bateu em seu braço levemente, fazendo com as duas caíssem em risos]
– Mas sério. Como acha que me senti quando voltei de viagem e descobri que minha melhor amiga tinha fugido e abandonado todos em desespero e perguntas?
– Não me diga que contou a alguém onde eu estou?!
– Não faria isso...Mas acho que...
– Sophie, por favor. Não quero discutir sobre isto. Você é minha amiga e agradeço por estar aqui, mas vamos manter as coisas assim, okay?
– Okay...
– Agora...Por que não me conta as suas desventuras sob a Torre Eiffel?
[...]
Elas conversaram por um tempo, mas Samantha tinha que voltar para suas aulas. Então, resolveram que Sophie iria ficar conhecendo o campus, até a hora que pudessem ir embora juntas.
Então, a jovem de pele alva, cabelos negros pouco ondulados, olhos castanhos como avelã e boca levemente rosada, decidiu sentar-se em um dos poucos bancos vazios, senão o único, para ler – hábito constante.
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Ela lia e ao passo que seus olhos devoravam cada frase, ela se sentia ainda mais envolvida com o enredo. Como se não bastasse, atrevia-se a “ dialogar” com os personagens fictícios.
– Mas como pôde? Você será uma tola se perdoá-lo! Se ele a amasse, jamais teria feito isso! [Ela dizia indignada, encarando o pequeno livro em suas mãos]
– Não acredita em perdão, senhorita?
Disse um belo rapaz parado ao seu lado. Ambos se encararam por alguns segundos, até que houvesse a primeira tentativa de continuação de uma conversa.
– Apenas em alguns casos. Raros, eu diria. [Ela o encarava]
– Mas em alguns casos, o perdão é a única forma de contentamento e chance para alcançar a felicidade. Não sei se este é um deles.
– Talvez, mas não acredito que se aplica a esta situação. Se ele a amasse, não teria sequer olhos para outra. Eles seriam únicos um para o outro.
– Mas o amor não é tão simples e reduzido a apenas isto. Tem suas nuances e complicações.
Então, ela se levantou, ficando cara a cara com ele.
– Está dizendo que traição, agora, se encaixa como mera complicação em um relacionamento?
Eles se encararam. Sophie, empolgada em seu discurso, mal percebera o belo rapaz parado à frente, a observando com o azul mais onírico que ela já conhecera.
– E então, não tem mais nada a dizer, senhor? [Ela esperava a sua resposta]
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Ele apenas sorriu delicadamente, demonstrando seus alvos dentes.
– Percebo que a senhorita parece deter mais domínio sobre este assunto do que eu. Mas gostaria de saber se posso permanecer aqui ao seu lado?
Ela corou ao pensar que ele estava demonstrando interesse em sua companhia. Mas antes que ela pudesse responder, ele complementou sua fala.
– ...Já que este é o único banco vazio e eu gostaria de terminar umas tarefas urgentes.
Ao ouvir aquilo, tudo o que ela gostaria de responder era :” Rum! Por mim! Tanto faz! Não deve passar de um mauricinho engomado e chato.” Mas ela o respondeu:
– Por mim tudo bem, contanto que não atrapalhe a minha leitura... [Então ela se sentou, novamente, sem sequer olhar para ele novamente]
Ele a agradeceu e sentou-se. Mantinha em seu rosto um sorriso provocado pelo temperamento meio hostil e agressivo da moça.
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