I still adore you

2 You are the only one


Notas iniciais
Boa leitura!

Stop and wait a sec, when you look at me like that my darling what did you expect?

I probably still adore you with your hands around my neck

Or I did last time I checked

Nós carregávamos as malas para o carro, Emily estava voltando para Londres e eu iria com ela.

– Quando eu cheguei, vim só com uma mochila, agora volto com três malas cheias! – Emily estava reclamando enquanto empilhávamos tudo no porta-malas do carro. – E mais a minha mochila que não cabe mais nada. É impossível eu ter comprado tanta coisa.

– Ah claro, você nem é compulsiva nas compras... – Falei sorrindo para ela. – E para de reclamar, sorte que conseguimos guardar suas coisas em três malas e uma mochila, quase que você não deixa malas para eu carregar as minhas coisas.

– Não estou reclamando, só deixando claro o meu ponto de vista, estou voltando com malas demais e uma delas é você.

Me virei para ela fingindo estar magoado.

– Esse tipo de coisa machuca sabia? – Falei com a voz arrastada e levei a mão ao peito. – Bem aqui no coração... Como pode me dizer uma coisa dessas? Sua pedra de gelo.

Emily sorriu, passou os braços pelo meu pescoço e me beijou.

– Meu bebê agora é sensível, perdoe-me.

– Vai ser muito difícil, esse tipo de coisa não é fácil de esquecer. – Ela me beijou novamente. – Se você fizer isso novamente eu até consigo esquecer.

Ela se afastou e fechou o porta-malas dizendo “Se aproveitando de minha bondade”, eu ri. Abriu a porta do carro e sentou-se no banco do passageiro. Dei uma última olhada para o edifício em que eu morei por tanto tempo e entrei no carro.

“Tchau Leeds” pensei, e antes de ligar o carro Emily me deu um beijo no rosto.

– Vai dar tudo certo, Nev... Juro que vai.

Liguei o carro sem responder e assim fomos para Londres.

–/-/-

Fazia uma semana que eu conhecia Emily e eu fiquei de apresentá-la a cidade. Estávamos no meu restaurante favorito em Leeds, no qual servia apenas frutos do mar.

– Então quer dizer que você não viajaria de avião nem que lhe pagassem? – Perguntei surpreso, ela dizia que veio para Leeds em um ônibus de viagem.

–Não, de jeito nenhum... Eu gosto muito de terra firme. Eu poderia até viajar de navio, a água não me assusta tanto quanto o ar.

– Por que? Acha que Zeus vai derrubar seu avião? – Falei rindo, pois havia me lembrado de que ela disse gostar muito de mitologia grega.

– Quem sabe? –Ela riu comigo. – Ele bem que pode, não é?

– Não sei muito sobre isso tudo de mitologia.

– Só precisa passar um tempo comigo que eu lhe ensino tudo. – Ela disse tomando um gole de seu refrigerante de limão. “É o que eu mais quero” sussurrei tendo a certeza de que ela não havia me escutado. – Perdão, eu não te entendi.

– Ah... Eu não disse nada... Me diz, qual o Deus grego que você mais admira?

– Atena, com certeza. Sua sabedoria simplesmente me fascina.

Eu não conseguia decidir se eu gostava de Emily pela sua beleza, ou pela sua Inteligência, ou por ela ser tão legal... Talvez por ela ser tudo e não esnobar os outros, ou talvez por ela me fazer sorrir mesmo sem dizer nada. A única certeza que tinha era: eu gostava de Emily. Muito. Demais para uma pessoa que havia conhecido em apenas uma semana.

– Estou satisfeita. A comida daqui é maravilhosa, obrigada por me trazer aqui.

– Que nada, eu fico feliz por ter vindo comigo.

Chamei o garçom e ela ficou revoltada por eu não deixa-la pagar a conta. Saímos do restaurante com ela reclamando algo do tipo “Em pleno século XXI e uma mulher não pode pagar a conta, que absurdo”.

– Ok senhorita, já que você quer tanto eu deixo você pagar nosso sorvete. – Ela levantou uma sobrancelha. – Vamos pegar um taxi e eu te levo para conhecer o lugar mais legal de Leeds, que é do lado de uma sorveteria maravilhosa.

– Ok, pode ser.

Entramos no taxi, e ela me olhou como se me avaliasse. Eu queria saber se isso era bom ou ruim, então ela sorriu e olhou para o outro lado, admirando as ruas da cidade. Seguimos em silêncio, as vezes nossos olhares se cruzavam e em alguns momentos eu sentia que ela me olhava mas quando eu me virava para ela, Emily olhava para o outro lado.

Descemos, paguei o taxista (com Emily reclamando por eu não deixá-la pagar), e a levei para dentro do local antes que ela visse o nome. Ela parou olhando para a pista de gelo.

– Por Deuses, eu não sei patinar!

– Imaginei isso, vem que eu te ajudo. – Segurei sua mão e a puxei.

Pegamos os patins e todos os acessórios que ela com certeza precisaria (joelheira, capacete, luva...).

Fomos para a pista de gelo e eu percebia que ela estava um pouco nervosa. Depois de alguns tombos ela conseguiu ficar em pé se segurando em mim.

– Você está em pé, viu como é fácil?

–Nem tanto. – Ela ainda se segurava em mim, mas o nervosismo em seu rosto com certeza se dissipava e eu já conseguia ver seu sorriso.

– Você fica muito bonita caindo, sabia? – Eu falei e percebi que ela ficou vermelha.

– Obrigada mas, por favor, não me solte.

– Vamos dar uma volta. – A segurei pelas mãos e a puxei bem devagar para ela não cair. Emily mantinha os olhos nos patins. – Olhe para mim, vai ser mais fácil. – Quando ela levantou o rosto e me olhou, senti meu ar indo embora. Tomei fôlego e continuei puxando-a, quando a soltei, ela não caiu. – Você está em pé, sozinha agora vem até mim.

– Não consigo.

– Eu acredito em você, vem. – Ela mexeu os pés lentamente e veio em minha direção. – Você está patinando.

Depois de um tempo patinando, conversando e sorrindo, cansamos de ficar ali e fomos à sorveteria que tinha ao lado

Eu amava aquele lugar, tinha cheiro de infância... Literalmente, pois todo o lugar cheirava a tutti-frutti. As paredes eram listradas horizontalmente de roxo, branco, verde, branco, rosa, branco, e na metade superior da parede o branco seguia uma reta sem fim até o teto que era de madeira. O chão era quadriculado de preto e branco e as mesas especialmente para duas pessoas eram redondas, algumas rosas, algumas roxas. As mesas que eram maiores, especiais para pessoas que iam em grupo eram quadradas, transparentes e ficavam mais no fundo da loja. Todas as cadeiras eram verdes.

Emily ficou surpresa com o lugar, compramos nosso sorvete e fomos para as cadeiras mais perto da parede.

– É estranho. – Ela falou olhando para mim.

– O lugar? Eu sempre...

– Não, o lugar é lindo. – Emily me interrompeu. – É estranho me sentir tão bem com você. Eu mal o conheço. – Eu apenas sorri para ela, sem consegui responder. – Você é incrível Longbottom, nunca conheci alguém tão legal quanto você.

– Você não faz ideia do quanto fico feliz por ouvir isso vindo de ti. – Segurei sua mão que estava sobre a mesa. – Você tem sido a melhor parte da minha vida, essa foi a melhor semana que já passei graças à você.

Ela sorriu, eu me apoiei sobre a mesa e a beijei.