I still adore you

3 She can drive me crazy... 18+


Notas iniciais
ATENÇÃO: Esse capítulo possui cenas recomendada para maiores de 18. Boa leitura.


I'm not shy of a spark the knife twists at the thought

That I should fall short of the mark

Frightened by the bite no it's no harsher than the bark

A middle of adventure such a perfect place to start

Era difícil ser namorado da Emily Kress, não posso negar. Ela é chata, sarcástica, com o humor um tanto sádico, e adorava me ver irritado. Não bebia nenhum tipo de bebida alcoólica, tinha alergia a cigarro e orgulho de não ter experimentado nenhum tipo de droga.

Ela não se importa de eu sair com meus amigos e assistia futebol comigo, mas virava uma fera se eu falasse sobre a Luna, e sempre se irritava se me visse bêbado.

Não que ela não gostasse da Luna, só tinha ciúmes mesmo. E não que ela queria que eu parasse de beber “Isso é uma escolha sua, a vida é sua, o fígado é seu”, só não queria estar comigo quando eu estivesse alterado, mas eu queria estar com ela o tempo todo, então eu ficava sempre sóbrio.

Era bom estar com ela. Emily poderia acordar em uma terça-feira dizendo “Essa chuva está dando ânimo ao meu dia”, e acordar na quarta-feira com um “Que merda de chuva, vou dormir o dia todo”.

Imprevisível, atrapalhada, linda, fofa, irritante... Perfeita e errada. A única pessoa no mundo que conseguia ser fogo e gelo ao mesmo tempo. Ela me batia dizendo “Eu te amo” e me abraçava dizendo “Você é insuportável”.

–/-/-

Já estávamos em Londres há duas semanas, e eu havia percebido que sempre que passávamos, Draco Malfoy – nosso vizinho mimado e insuportável – piscava para Emily e ela revirava os olhos. Um dia, quando nós chegávamos do mercado eu resolvi perguntar para ela qual era a dele.

– Ele é meu ex-namorado. Um idiota. – Não era essa resposta que eu esperava ouvir, mas eu escondi o meu espanto enquanto íamos para a cozinha guardar as compras.

–Ex? Ah, e por que terminaram?

– A história é longa, você não precisa ouvir. – Olhei para ela como se implorasse para ela continuar. – Você não vai gostar de ouvir.

– Eu quero ouvir, Emily Kress.

Ela respirou fundo e se apoiou na pia.

– Eu sempre morei aqui, nesse apartamento e ele sempre morou ali do lado. A gente namorou por três anos, desde que eu tinha doze anos, mas aí ele começou a mudar e ficar meio... Safado demais. Eu tinha quinze anos, não pode me culpar por não ter coragem de transar com ele, aí ele que estava tão afim foi pedir para outras o que eu me recusava a fazer. Um dia, eu acabei cedendo aos encantos dele, mas uma semana depois descobri que ele estava me traindo com a Pansy Parkinson... Nós brigamos, mas às vezes a gente se agarrava em alguns lugares tipo, no elevador do condomínio, na quadra da escola. – Emily olhou para o chão. – E é isso.

– Só isso? – Perguntei. Ela não levantou a cabeça e nem respondeu. – Emily?

– Ele foi o motivo de eu ir para Leeds. A nossa relação era complicada não estávamos namorando, mas sempre ficávamos juntos, e um dia eu pensei que estava grávida e fui conversar com ele. Bom, não foi uma conversa civilizada, ele me disse que não ia assumir e eu comecei a gritar... Eu decidi sair da cidade, mas não sei se por sorte, a gravidez foi alarme falso. Eu mandei uma mensagem para o Draco só para deixá-lo ciente, mas eu ainda estava irritada com ele. Já estava com tudo pronto para ir para Leeds, então com ou sem gravidez, eu fui. E ponto final, satisfeito?

Ela virou de costas pra mim e eu cheguei mais perto dela.

– Eu te amo. – Falei antes de abraçá-la. – E nunca farei isso com você.

–/-/-

– Vem comigo, por favor. – Eu pedia para Emily ir comigo na festa de 18 anos de meu amigo Rony Weasley. Ela já estava em Leeds há quatro meses, e nós ainda não namorávamos, era só uma “amizade-colorida” como ela preferia chamar.

Eu estava sentado em sua cama tentando convencê-la. Ela andava de um lado para o outro, arrumando seu quarto.

– Não, eu não o conheço muito e ele é seu amigo, não meu. – Ela revirou os olhos e parou na minha frente. – Você sabe que sou tímida. Você está tentando me forçar a ir desde o início da semana.

– Ah vamos, por favor. – Me levantei e a abracei. – Por mim. Eu me arrumei e vim até aqui só pra te pedir para ir comigo, conhecer meus amigos, se divertir... Não quero ficar lá sozinho, e você sabe que o Rony pediu pra te convencer a ir porque a Hermione quer te conhecer e ela é muito legal. Já te falei sobre ela...

– Já sim, namorada do Rony...

– Então, falo tanto de você e ela quer te conhecer. Vem comigo. – Implorei.

– Tá bom, eu vou. – Ela revirou os olhos. – Vou me arrumar.

Meia hora depois, Emily já estava comigo dentro do taxi, perguntando se seu vestido era muito roxo, ou se seu cabelo estava estranho. Respondi que ela estava linda como sempre, mas ela não ficou satisfeita com a minha resposta.

Rony iria fazer a festa no último andar do nosso antigo colégio. Sua irmã mais nova, Gina Weasley, ainda estudava lá e conseguiu a chave da escola. Claro que nenhum diretor ou pai ou professor sabia que a festa iria acontecer, mas de acordo com Gina “Desde que ninguém morra, eles não precisam saber. E se alguém morrer... Bom, negaremos que estávamos lá”.

Chegamos à festa e vi alguns dos meus amigos, “Não se preocupe, eles são legais” sussurrei no ouvido de Emily.

– Hey Neville! – Chamou George Weasley. Virei-me para ele e fui cumprimentá-lo, que estava ao lado de seu irmão gêmeo Fred.

– Então, você é a famosa Emily? – Perguntou Fred olhando para Emily.

– Nem tão famosa, mas sim. – Emily sorriu para eles.

– Prazer sou Fred. – Ele estendeu a mão. – E esse e George meu irmão. Somos gêmeos, mas eu sou mais bonito.

– Claro Fred, você é um pedaço de mau caminho. – Eu brinquei. – Cadê o Rony?

– Estava com a Hermione lá atrás... – George respondeu. – Se eu fosse você não iria procurá-lo. Se é que me entende.

– Ah eu entendi, acredite.

– Nev! – Ouvi uma voz conhecida atrás de mim.

– Luna! Que saudades de você. – A abracei. Não a via há muito tempo, na verdade desde que terminamos. – E então, como você está?

– Bem, e você? – Ela me perguntou.

– Bem... Essa é a Emily minha... – Apresentei Emily, mas parei, pois na verdade não sabia exatamente o que ela era minha.

– Sou a amiga dele. – Ela falou, e as suas palavras me machucaram.

– Sou Luna Lovegood.

Eu olhei para Emily, ela me olhava de um jeito estranho. Precisei de uma desculpa para poder conversar com ela.

– Acho que vou pegar algo pra beber, vamos Emily?

– Vamos.

A levei para o banheiro que tinha no penúltimo andar. Lembrei-me de que aquele banheiro era o maior e mais limpo por ser do diretor. Era maior que o dos alunos, mas a maior injustiça era que o dos alunos era dividido em três boxes e o do diretor, um só.

Entramos e eu tranquei a porta.

– Então, a Luna é a sua ex. – Emily disse assim que a olhei.

– Como você sabe? – Perguntei surpreso.

– Eu vi o jeito que ela te olhava, Neville!

– Você é paranoica, sério. – Não podia acreditar no que estava ouvindo. – Ela é só minha amiga agora.

– Não acredito. – Ela cruzou os braços.

– Claro, pra que você precisa acreditar em mim, não é? – Falei irritado. – Sou só uma merda de “amigo-colorido”.

– Nós já conversamos sobre isso de relacionamento. – Emily gritou. – Quer saber? Vai lá conversar com a Luna, eu cansei.

– E se eu quisesse estar com ela, qual o problema? Não seria traição.

Ela chegou mais perto de mim e me encarou.

– Bom saber que é isso que você pensa.

Ela passou por mim e eu segurei seu braço. A virei para mim e a beijei.

– Você fica ainda mais linda com raiva. – Passei a mão pela sua nuca e puxei seu cabelo, virando sua cabeça para trás, deixando seu pescoço a mostra. Beijei e mordi seu pescoço, sabendo que ela gostava daquilo. Ela passava a unha pelas minhas costas. Emily se soltou de mim e se apoiou na parede, me puxando para mais perto dela.

Passei minha mão pela sua coxa e apertei com força. Senti sua respiração ficar mais pesada. Olhei em seus olhos e a beijei novamente. A levantei do chão, suas pernas entrelaçadas em minha cintura e suas costas apoiadas na parede. A carreguei até a pia, ainda a beijando.

Abri os botões de seu vestido e a puxei mais para perto de mim. Ela parou de me beijar e me empurrou. Desceu de cima da pia, segurando o vestido para que não caísse.

– Não sei em que momentos nós chegamos a tal ponto, estávamos falando sobre sua namoradinha.

– Emily para com isso, por favor, nós sabemos muito bem porque chegamos a tal ponto. Nós dois estamos esperando por isso desde que você apareceu para me ajudar naquela rua escura. – Como ela não respondeu me apoiei na parede olhando para ela. –Então se é isso que você quer tanto...

Ela soltou o vestido. Não pude deixar de me surpreender com o fato de ela ficar tão maravilhosa só de lingerie azul.

– Eu... Você...

– Cala a boca, Neville. – Ela veio até mim e me beijou. Passei a mão pelo seu corpo, tão quente e tão macio. Emily tirou minha blusa e passou as unhas pela minha barriga. – Estou em desvantagem aqui. – Abriu minha calça e a abaixou.

Voltei a beijá-la, tão voraz quanto antes. Sentei-me no chão e a sentei em meu colo.

Ela abaixou um pouco da minha cueca box preta e passou a mão sobre meu pênis rígido. Emily sorriu pra mim e fechou os olhos. Entendi o que aquilo significava e puxei sua calcinha para o lado. A penetrei suavemente, aumentado a velocidade de acordo com suas feições.

Ela arranhava minhas costas e gemíamos entre os beijos.

Cheguei ao ápice ainda dentro dela. Ofegante, ela saiu de cima de mim e se deitou no chão. Deitei-me ao seu lado.

– Neville... Quer namorar... Comigo? – Ela perguntou, sem fôlego.

– Quero. –Respondi também ofegante. Segurei sua mão esquerda. – Eu... Te amo Emily.

– Também te amo Neville.

Ficamos ali suados e sem ar por um tempo, até nos recompormos. Colocamos as roupas e fui apresentá-la para meus amigos, oficialmente como minha namorada.

Notas finais
Obrigada por ler mais esse capítulo, se puder deixar um comentário para aquecer meu coração, dar dicas, ou algo do tipo, ficarei feliz.