I got you

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Vamos com mais um capítulo!!!

É tarde da noite estou com Kurt no trem de volta para o abrigo. Ele foi sequestrado, drogado e torturado, mas o efeito da droga está passando. Enviei para Patterson o vídeo que fizeram dele e por sorte não deu nenhuma pista concreta de onde estamos escondidos. Podemos ficar um pouco mais tranquilos. O cansaço bate sobre meu corpo, esses dois últimos dias foram exaustivos e com tudo que está acontecendo comigo, a ficha não caiu direito, não tenho noção de como será daqui para frente, até porque nunca pensei em ser mãe. Agora praticamente todo team sabe da gravidez, só falta o Kurt, mas é questão de tempo até descobrir. Não quero ser um peso para eles. Cheguei até a considerar a ideia da Jane de desaparecer para passar a gravidez longe de tudo, mas não tem lugar seguro para onde eu possa ir. Madeline pode me achar até no fim do mundo, e se isso acontecer não sei o que ela poderá fazer comigo e com meu filho. Levo minha mão à minha barriga, não posso nem imaginar o que faria se algo acontecer com ele. Meu filho e do Reade, é o maior bem que recebi, e sem Reade aqui, será minha companhia, uma parte dele comigo para sempre.

É de manhã e acordo com náuseas, hoje é a primeira vez que sinto isso, corro para o banheiro, mas não consigo colocar para fora. Tomo um banho na tentativa de relaxar e encontro com Rich e Patterson tomando café da manhã.

— Ei, bom dia! – Rich me saúda. – Vem comer alguma coisa.

— Bom dia! Não estou com fome. – Faço uma careta.

— Olha aqui, você sabe que precisa se alimentar, não é? Você não está mais sozinha e precisa cuidar de dois agora. – Rich me faz sentar e vai para o fogão. – Vou preparar algo pra você.

— Vai bancar minha mãe a partir de agora, é? – Estou um pouco sem graça com esses cuidados.

— Vai ter que aguentá-lo no seu pé de agora pra frente. – Patterson comenta e sorri.
Mudo de assunto e falamos sobre coisas relacionadas à tentativa de roubo dos gases para construção da bomba enquanto Rich prepara meu café da manhã. Me esforço para comer um pouco para não o decepcionar, mas não tenho muito sucesso. Kurt e Jane chegam e certeza que ela contou pra ele pela maneira que ele me olha e me cumprimenta. Somos desviados desse assunto, graças a Deus, pelos novos acontecimentos. Detesto ser o centro das atenções.

Ice cream chega para cobrar a entrega dos quadros, ficamos de mãos atadas, ele nos pressiona e diz que só irá embora quando tiver as pinturas em mãos. Rich e Patterson começam a rastrear e eu já estou nervosa. Icecream e seus capangas estão sentados ao nosso redor tornando a busca ainda mais difícil.
— Encontramos algumas pistas aqui. – Patterson nos chama e explica que algumas pistas levam a crer que o último dono dos quadros estava no sul da Itália.

— Espera, é um pouco longe e não chegaremos lá em menos de dois dias. – Kurt comenta

— Teria que ser de avião. – Rich fala já pensando em como seria impossível simplesmente irmos a um aeroporto uma vez que estamos sendo caçados.

— Impossível, Rich, você sabe. – Comento com um pouco de raiva.

— Eu tenho a solução. – Icecream se levanta e fala gesticulando. Esse cara me irrita muito.

Ele fica de disponibilizar um avião particular para que possamos ir até a Itália.
— Quando iremos? – Pergunto quando estamos todos do team na sala anexa aos dormitórios.

— Então, Tasha... – Jane começa a falar e todos ficam me olhando.

— O que foi gente? Vocês não ouviram o Icecream? Ele irá disponibilizar o avião. – Falo impaciente.

— Você não vai, Tasha. – Kurt me olha com seriedade.

— Ah, gente, sério isso agora? Eu sabia que não deveria ter deixado vocês saberem de nada.

— Tasha, você não está mais sozinha, precisa prezar pela vida do bebê. – Rich fala com calma.

— E quantos nós somos aqui? – Falo um pouco alto e gesticulando. – Estamos em um número reduzido e precisamos de toda a força que tivermos.

— É, mas achamos melhor você não ir, não queremos que nada aconteça com você ou com o bebê. Nós damos conta. – Kurt como macho alfa e pai com certeza daria essa opinião. Saio pisando alto e com ódio nos olhos e vou para o quarto.

Escuto conversas e movimentos deles no outro cômodo e percebo quando Jane se aproxima do quarto.

— Tasha. – Ela pega a cadeira e se assenta na minha frente. – Não queremos que você fique com raiva por estarmos fazendo isso. Pense em quão preciosa é a vida do seu filho. Filho seu e do Reade. Com certeza ele iria querer que você se resguardasse pra que nada acontecesse a vocês dois. Eu sei que parece difícil, mas um filho é algo tão grande e nós ficaríamos muito mal se te levássemos e desse alguma coisa errada. – Ela pega na minha mão e eu tento compreender.

— Você acha que também não me preocupo com ele? Eu sei o quanto a vida dele é importante, também não quero que nada de ruim aconteça. – Baixo os olhos e levo a mão em minha barriga. – Eu... eu só não quero parecer um peso pra vocês, nós somos poucos e não posso deixá-los na mão.

— Eu sei como você se sente, mas no momento é o melhor a fazer. Fique aqui e auxilie Patterson com o que precisarmos através dos comunicadores.

— Tudo bem. – Concordo e ela sai.

Fico a sós por um tempo e as conversas param então percebo que Kurt e Jane já saíram. É a vez de Patterson vir até mim. Não posso nem ficar com raiva em paz!

— Tasha...

— O que é? – Pergunto um pouco fria e olho pra ela.

— Eu... me desculpa, não é minha intenção intrometer na sua vida. – Ela estava com um pouco de cerimônia pra falar comigo.

— Tudo bem. Me desculpa. Não é minha intenção jogar meus problemas pra cima de vocês. É só que tudo ainda é muito novo pra mim também.

— Eu sei. Imagino que não esteja sendo nada fácil pra você mesmo. Eu fiz uma coisa pra você.

— O que é? – Olho pra ela com um pouco de curiosidade.

— Posso buscar? – Ela pergunta um pouco mais animada.

— Sim. – Concordo, mas ainda com um pouco de receio.

Patterson sai e volta rapidinho com um objeto nas mãos.

— O que é isso? – Pergunto com pouca curiosidade.

— É um detector de batimentos cardíacos. – Eu olho como quem não entendeu nada. – Vou te explicar. – Ela deve ter percebido minha ignorância. – Aqui tem uma base que colocaremos na sua barriga e esse aparelho aqui funciona como uma caixinha que vai emitir o som dos batimentos do coração do seu bebê.
Eu olho pra ela e ainda não acredito que ela fez isso por mim. Estamos tão distantes ultimamente, nos distanciamos antes de eu ir trabalhar com a Madeline e nossa amizade nunca mais foi a mesma. Confesso que sinto falta dela, sempre senti, mas depois que o Reade se foi, eu nunca me senti tão só.

— Podemos experimentar?

— Uhum. – Concordo e levanto minha blusa.

Com cuidado ela posiciona o monitor na minha barriga e vai ajustando a caixinha até conseguir captar o som do coração do bebê.

— Agora sim, já podemos ouvir. – Ela me olha esperando minha reação e eu seguro suas mãos e sinto as lágrimas querendo chegar aos meus olhos.

O momento parece mágico. Eu ainda não havia me dado conta da grandeza do que está acontecendo dentro de mim e nesse momento eu pude perceber que é real, há uma vida aqui.

— Obrigada... – Eu murmuro com a voz um pouco rouca.

— Eu vou anotar a frequência dos batimentos e você pode ficar com ele e ouvir sempre que quiser. – Ela calcula a frequência e se levanta me deixando ali presa nesse momento ainda sentindo as batidas do coração do meu bebê. Meu e do Reade.

POV Externo

— Vejo que você acordou. Como está se sentindo? Vou chamar a Sra Burke. Espere só um minuto.

A tal Sra Burke se aproxima da cama e eu pergunto.

— Que lugar é esse? Quem é você? E, quem sou eu?

— Calma, não acha que são muitas perguntas não? Vou chamar alguém pra te ajudar a se trocar e eles te levarão até mim para que possamos conversar melhor e você poderá entender tudo o que precisa saber.

Notas finais
Ah espero que estejam gostando e não deixe de dar sua opinião!!!