Notas iniciais
Paçocas, me desculpem pela enoooorme demora, com todo o problema da Nyah, e todas as minhas provas na escola eu não tive tempo pra escrever, mas ai vai o cap, tomara que vocês gostem *-* :3 Aah, e mais uma coisa, eu estou com uns probleminhas em casa, então vou demorar um pouquinho pra postar os outros cap okaay? Boa leitura ;)

POV Liv

5 Horas de viagem, 5 horas do lado do garoto que eu odiava/amava. O que estava acontecendo comigo? Melhor, o que estava acontecendo com nós dois?! Quando Toby deu partida, eu fui jogada em cima do Robbin, que me olhou irônico.

– Então Liv, eu sei que você quer ficar comigo mas agora é muito cedo. – Ele disse rindo das minhas bochechas coradas.

– Vai se ferrar Robbin! Eu apenas caí. – Fiz uma careta e voltei pro meu lugar. Será que a viagem inteira iria ser assim?

– Calma Liv, a gente ainda nem saiu da sua rua e vocês já estão brigando? – Tom disse rindo. Ele era um dos milhares que achavam que nós devíamos namorar e por isso implicava tanto com a gente.

– Certo, certo. Ouviu Robbin? – Olhei irônica para Robbin, este sorriu de volta.

– Ouviu Liv? – Começamos a rir um da cara do outro, o que fez Tom e Toby nos olharem estranho.

O resto da viagem foi tranquila, digamos que as únicas coisas emocionantes que aconteceram foi quando o Toby quase atropelou uma vaca.

– Há quanto tempo estamos no estrada? – Perguntei colocando uma marcador na página do livro que estava lendo.

– Há mais ou menos 4 horas e meia, a gente chega na casa de praia dos meus pais daqui há.. hum... meia hora. – Tom falou se virando pra mim. – Cara, estamos na estrada com 3 garotos perfeitos e você só dá atenção pro seu livro! – Ele falou rindo. Tom sabia que uma das minhas maiores paixões era a leitura. Lia de tudo, começando em comédia e terminando em ficção. Este que eu estava lendo contava sobre Amy e Dan Cahill, um dos meus favoritos.

– Livros são uma companhia perfeita sabia? – Falei voltando minha atenção para o livro.- Vocês não sabem o que estão perdendo.

– Certo, por favor Liv, não vamos falar de livros okaay? – Robbin disse tentando pegar meu celular. – Huum, mensagens do Artur. – Ele falou rindo. – Cara, como você consegue suportar ele? Ele é um chato, sem falar que é um viado.

– Robbin, não vou nem mencionar a Ana okaay? O Artur é doce, meigo, inteligente, carinhoso... – Falei, tentando parecer apaixonada. A verdade era que eu não conseguia sentir amor por ele à muito tempo, não dava. Em parte, por causa do Robbin, claro. – Falando nela...

O celular dele começou a vibrar, ele o pegou e leu o nome que aparecia na tela.

Princesa.

Fiz uma careta. Não sei porque eu ainda falava com ele.

– Oi amor... – Ele disse atendendo. Me afastei um pouco dele e voltei a ler meu livro. Claro, prestando atenção em tudo que eles falavam.

– Não... Eu sei... Ana, eu sei que você quer que eu conheça seus pais nessas férias, mas eu estou agorinha mesmo na estrada. A gente já falou sobre isso hoje de manhã. – Ele fez uma careta lembrando da cena. – Ana, para okaay? Agora isso virou drama!

Tentei me concentrar no livro, mas a parte em que eu estava lendo era quando o Ian engana a Amy e o Dan, fingindo que gosta dela. Que bacana. Fixei o olhar em meu marcador, decorando tudo que falava nele, mas é claro que isso não impediu as palavras de Robbin perfurarem meus ouvidos. Era incrível como a Ana falava alto, conseguia ouvir ela de longe.

– CHEGA ANA, MEU DEUS! – Ele gritou assustando todo mundo. – CHEGA! A GENTE SE FALA DEPOIS. – Robbin desligou o telefone e o lançou para o chão. Por sorte a bolsa dele estava lá, então o celular caiu lá dentro.

– Hãn... Robbin? – Toby levantou uma sobrancelha.

– Foi mal gente. – Ele falou alto. – É que ela está me irritando com esse ciúmes.

– Relaxa, o Artur também é assim... – Eu disse sem levantar os olhos do livro.

– Que sorte a nossa. – Ele resmungou.

–------------

Chegamos na casa de praia meia hora depois, ninguém falou muito depois da conversa do Rob com a Ana, criando um clima excessivamente tenso.

Peguei minha mala e subi as escadas correndo. Queria chegar logo em meu quarto, me jogar na cama e dormir um pouco. Abri a porta e analisei o conhecido quarto. Todo ano, nós vínhamos para cá, ou para passar as férias ou pra irritar nossos pais. O cheiro era sempre o mesmo, hortelã e areia molhada. Caminhei até a janela e a abri, dando lugar a uma belíssima vista. Era quase pôr do sol, as ondas batiam levemente nas pedras, produzindo um som doce. Gaivotas voavam pra lá em pra cá, sempre em sincronia. Agarrei-me ao parapeito da janela, fazendo os nós dos meus dedos ficarem brancos. Tinha que me acalmar, aquele era um dos meus lugares preferidos no mundo inteiro, não ia deixar a simples presença de Robbin me irritar. Ele nem estava no mesmo quarto que eu! Relaxa Liv, talvez Toby tenha razão. Essas talvez sejam mesmo as melhores férias do mundo.

POV. Robbin

Desci as escadas o mais silenciosamente possível, afinal, não queria acordar os outros. Entrei na cozinha, me apoiei na mesa e fiquei pensando na Liv. Podia fazer o que quisesse, mas ela nunca saía da minha cabeça. Desde a hora em que eu acordo até a hora em que vou dormir. Ela era tão... linda. O jeito dela brigar comigo, seu jeito de falar, de rir... Mas eu tinha muito medo das outras pessoas saberem disso, por isso não demonstrava, ignorava, tratava mal.

Ódio. Ela me odeia. E com esse infeliz pensamento fui pegar um copo.

Quando tinha acabado de guardar o leite na geladeira, ouço passos vindo pra cozinha.

– Devia falar pra ela Toby...

– NÃO TOM.

– Shiiiiiiiiiiiiiiu, quer que todos nos escutem?

– Desculpe, desculpe. Senta aqui, precisamos conversar.

Espiei pela fresta da porta e vi Tom e Toby sentados o sofá. Tom estava com uma cara relaxada, como se tudo aquilo fosse normal pra ele, mas Toby estava com a expressão preocupada e carrancuda. Os dois discutiam alguma coisa que não dava pra ouvir, tive que chegar mais perto pra finalmente entender o que eles falavam.

– Toby, você precisa falar com ela! — Tom sussurrou. — Não importa o Artur, vai que ela sente a mesma coisa? Ela também pode gostar de você!

– Não Tom, a Liv é diferente. — Toby deu um sorriso. — Ela é especial, me trata bem... e além do mas, acho que ela pode gostar um pouquinho de mim, já que eu não a maltrato, não a xingo, diferente do Robbin, mas é incrível como ela passa mais tempo com ele do que comigo. — Toby falou fechando a cara.

– Ela nunca me falou que gosta dele.

– Nem precisa, consigo ver nos olhos dela que ela gosta dele, só que ele é tão burro que só trata ela mal.

Corei pensando no que ele acabara de falar. Liv? Gostar de mim? Era basicamente impossível! Mas... tinha uma probabilidade, pequena, mais tinha. E quanto ao fato de eu a tratar mal, era para o bem de nós dois! Mas talvez, trata-la um pouco melhor não iria me matar...

– Toby, mas você preci...

– Chega Tom, eu não preciso de nada. — Toby o cortou. — Vamos dormir, porque amanhã temos um longo dia.

Me afastei um pouco da porta quando eles passaram, prendendo a respiração. Quando eles já tinham desaparecido na escuridão do andar de cima, abri a porta. Certo, vamos raciocinar. Toby gosta da Liv. Liv sente alguma coisa por mim. Toby não gosta tanto de mim assim. Eu sou um babaca. Subi as escadas cabisbaixo, ainda pensando em tudo o que o Toby falou. Se eu quisesse ficar com a Liv, teria que lutar, e algo me diz que essa luta não seria nada fácil.

POV. Liv

Acordei com o pressentimento de que alguém me observava. Levantei a cabeça e olhei para os lados. Não vi nada. Levantei-me e caminhei até o banheiro esfregando os olhos.

– Devia comprar uma escova de dentes nova, essa já está bem velhinha né? — O meu susto foi tão grande que deu um pulinho para trás, olhei para a frente carrancuda. Parado na minha frente, estava Robbin, com um sorriso bobo na boca. Me olhava de baixo pra cima pra como se nunca tivesse me visto antes, o que fez com que eu tentasse cobrir a maior parte das minhas pernas descobertas. Estava usando um shortinho muito curto e uma blusa azul-escura de manga comprida.

– O que faz aqui, idiota? – Perguntei, passando as mãos pelos cabelos.

– Já acordou de mau humor? – Falou, caminhando-se pra mais perto de mim. – Sabia que você fica linda quando acorda? Principalmente quando dorme.

– Você ficou me observando a noite inteira? – Assustei-me com a simplicidade em que ele falava isso. Ele ficou me observando a noite inteira? Sério? Tomara que eu não tenha nem babado nem roncado.

– O que tem de mais nisso? – Falou, sorrindo maliciosamente. – Você fica mais linda ainda quando se mexe, o que faz as cobertas... caírem um pouco para o lado, mostrando coisas realmente interessantes.

Não acredito. Que cara de pau! Me fala na cara que eu sou gostosa, mesmo não sendo com essas palavras, e ainda age com naturalidade! Decidido, eu odeio ele!

– Idiota, saí daqui! Agora! – Gritei o empurrando. – Saí logo Robbin. Cara, eu te odeio. Anda.

Joguei-o pela porta batendo-a com força. Fechei os olhos com força e escorreguei pela porta, me sentando no chão. Odeio, odeio, odeio, odeio, odeio, odei...

Não... não odeio! Odeio não odiar ele, porque justo eu? O mais chato era que eu não tinha nínguem, nenhuma amiga pra contar esse segredo, já que eu só andava com os meninos... que sorte a minha. Sacudi a cabeça e me levantei. Tinha que esquecer ele, sim. Esquecer. Abri a porta do banheiro de novo, e joguei água fria em meu rosto. Tomei um banho e depois coloquei uma roupa normal, tipo calças jeans e uma regata azul. Respirei fundo e abri a porta; Robbin não estava mais lá. Òtimo! Desci as escadas, só parando pra ver as horas em meu celular. Todos já estavam na cozinha, então peguei uma maçã e me sentei ao lado de Toby que me olhou com certo nervosismo, sei lá o porque.

– Então... ninguém vai falar nada? — Toby peguntou olhando de um para o outro.

– Sobre? — Me virei pra Robbin surpresa. Se tom era seco e ríspido. Mais uma vez não entendi nada, por isso deixei pra lá e continuei comendo minha maçã.

– Sobre nossa viagem de hoje. — Falou encarando Robbin. — Melhor, nossa viagem de agora. Vamos na floresta que fica a 10 metros daqui, nem sei se é uma floresta, mas vocês entenderam. Preciso achar uma coisa.

– Floresta? — Perto da casa onde estávamos, ficava um pequeno matagal, que parecia um floresta. Nunca tivemos coragem de ir lá, se Toby queria ir, devia ser importante. — Achar o que, exatamente?

– Uma coisa. Uma cabana na verdade. — Bebericou o café nervoso.

– Uma cabana? — Robbin vira de Toby para Tom e vice-versa.

– Existe uma pequena cabana no meio da floresta, nossa avó morou lá a maior parte de sua vida, e semana passada, nós dois recebemos uma carta de nossos pais avisando pra buscar uma joia da vovó que ela deixava guardada para o caso de faltar dinheiro. — Tom disse cabisbaixo. — É importante pra nós. Quando ela morreu, deixou aquela cabana para nós dois, mas nossos pais nunca nos deixaram vir aqui... até agora.

– Porque não me falaram nada? — Eu tinha percebido que os dois andavam meio afastados, com segredinhos, mas nunca pensei que fosse isso. A vó deles era muito importante pra eles. A pessoa que eles mais confiavam no mundo inteiro. Quando ela morreu, eles quase entraram em depressão, e a única coisa que animava um pouco eles era minha presença, já que nossos pais eram amigos eu ia visita-los todo dia. Por isso viramos amigos. — Bem, não importa. Quando nós vamos?

– Agora, pode ser? — Toby perguntou se virando pra mim.

– Claro.

Tom e Toby se levantaram a abriram as portas.

– A gente espera vocês lá. — Os dois saíram deixando Robbin e eu sozinhos.

– Você vem? — Perguntei bagunçando o cabelo dele.

– Claro... — Ele se levantou e esfregou os olhos.

– Você ta bem? — Cheguei mais perto dele.

– Claro. Porque não estaria? — Perguntou já saindo, comigo atrás.

– Nada. — Coloquei o capuz na cabeça dele, e o ultrapassei. — Preparado?

– Sempre vou estar.

Notas finais
Heeeeeey :3 Espero que tenha gostado. E mais uma vez, me desculpem pela demora. Esse vai ser o penúltimo prólogo okaay? Depois começa a história de verdade 👏👏