I Won't Apologize

5 You're Not Very Good With Promises


– America.

Uma voz chama meu nome.

– America.

Uma mão balança meu ombro, numa tentativa falha de tentar me fazer acordar.

– America! — Dessa vez ela está gritando. Forço-me a abrir os olhos.

– Olá, Bela Adormecida.

É Helena.

Apoio as mãos no colchão e me sento com dificuldade, ainda zonza pelo sono, olho em volta, para o quarto que Nathan me trouxe depois de minha primeira refeição na Sede. Havia dito que era meu, antes. Não sei como consegui dormir depois do que me aconteceu, mas eu apenas o fiz. Relutando um pouco antes de dormir, mas cedendo no final.

– Max saiu no meio da noite, liderando um grupo pequeno. Ele saiu sem que ninguém o visse. — Ela despeja as palavras mais rápido do que eu consigo processá-las.

– Espera, o que? Ele prometeu que não ia.

– Então obviamente ele quebrou a promessa... Acha que eles vão voltar, America?

– É, eles vão voltar. E quando voltarem vou quebrar a cara dele.

Mas eu não tenho tanta certeza. Vi o que aqueles caras podem fazer e agora que sabem que estamos procurando pelo Soro estão mais preparados que nunca. O que Max fez foi uma completa estupidez e o pensamento de que talvez ele não tenha chances de voltar invade a minha mente, mas forço-o a ir embora tão rápido quanto veio.

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– Você pode parar de fazer isso? — Nathan aponta para minhas pernas. Sem perceber, estava sacudindo-as. Uma mania de quando estou nervosa, acho.

Estamos de volta ao telhado. Ele me trouxe aqui quando escureceu e acho que ele tinha razão. Realmente gosto daqui e é provável que estivesse falando a verdade quando disse que vínhamos aqui todas as noites.

– Desculpe. Só estou preocupada quanto ao Max.

Ele suspira e se senta ao meu lado. Passa um de seus braços por cima do meu ombro, me puxando pra perto de si. Eu não hesito e apoio a cabeça em seu peito.

– Sabe quantas vezes seu irmão já fez coisas assim? — Balanço a cabeça. — Muitas. E em todas ele se saiu bem. Tenho certeza de que agora não será diferente, afinal ele tem uma motivação. Você. Ele não vai desistir até recuperar o Soro e você devia saber disso.

Ele tem razão, mas não consigo parar de pensar nos perigos que ele pode estar enfrentando. Apenas permaneço quieta. Sentindo seu coração bater e seu peito subir e descer com o ritmo de sua respiração.

– É bom estar de volta. Mesmo que não me lembre de nada. É bom.

Ele apenas assente, em silêncio. Sinto sua mão apertar de leve meu ombro e levanto os olhos. Bem pequeno, lá na frente, avisto alguns carros vindo em direção ao nosso prédio. Nathan me encara e eu apenas assinto. Ele se levanta e nós descemos as escadas. Um único rosto em minha mente. Max.