Scared of my own image. Scared of my own immaturity. Don't know what's inside of me. Don't forget about me. Even when I doubt you, I'm no good without you.

Olhei para a neve acumulada na janela do prédio D, e provavelmente em todas as janelas de todos os prédios da escola. A diretoria não estava fazendo muito esforço para retirar a neve que a cada dia e a cada noite se acumulava cada vez mais, o inverno não havia dado uma trégua nas pancadas de neve desde a virada do ano.

A felicidade da diretora da escola era que as pancadas densas haviam diminuído consideravelmente e no momento apenas alguns flocos alheios caiam, transformando toda a cidade de Brighton em um mar branco. Até os telhados vermelhos das casas haviam sido cobertos pela neve e os caminhões tinham que passar diariamente retirando a neve das estradas.

– Bom dia, alunos. — a professora de biologia entrou e me despertou dos meus devaneios, me fazendo olhar para ela e ignorar a neve que caia. — Primeiro dia de aula no inverno é um saco e eu realmente preferia estar na minha casa, sob a minha coberta vendo filmes bons... Mas vocês tem que ser alguém na vida e eu tenho que receber o meu salário, então abram o livro na página trezentos e dezenove.

Folheei meu livro até encontrar a página e esperei as próximas instruções da professora revoltada de biologia, olhando para o espaço ao meu lado e me surpreendendo ao encontrá-lo vazio. Eu tinha que admitir que uma coisa era terminar com a Annabeth, outra completamente diferente era ficar afastado dela.

Ao virar para o lado e não encontrá-la ali, concentrada em tentar entender a matéria sozinha ou então mordendo a ponta do lápis de maneira impaciente fez com que um sentimento estranho passasse pelo meu peito.

Ela deveria estar doente.

Foi o que eu disse para eu mesmo para parar de pensar nisso, eu estava com a Calipso e sinceramente, era bem melhor estar com ela, ao mesmo tempo que estava com ela, me sentia livre parar ser eu mesmo. Annabeth tentava controlar um lado meu que, cedo ou tarde, um dia iria despertar e talvez isso ter acontecido agora deve ter sido o melhor para os dois lados, ninguém saia machucado.

– Senhor Jackson, terei que pedir mais uma vez? — a professora chamou a minha atenção, me fazendo olhar para ela assustado. — A senhorita Chase não vai ler o texto por você, até porque, como pode ver, ela não está presente. Vamos, leia o texto logo e tire a sua cabeça das nuvens.

– Annabeth não te chamava de cabeça de alga atoa, Percy. — Nico falou atrás de mim, me dando um tapa na cabeça.

– Cala a boca, di Angelo.

...

Nunca odiei tanto o fato da escola ser enorme e nunca odiei ainda mais o fato de que a única pessoa que conhecia essa escola muito melhor que a sua própria casa estava desaparecida. Annabeth passava tanto tempo aqui que era capaz de saber de passagens secretas, salas nunca exploradas e o caminho mais óbvio que as suas melhores amigas fariam na hora do almoço.

O pior de tudo é que a nevasca havia decidido dar uma trégua e os míseros raios de sol que não passavam dos quatro graus positivos haviam decidido aparecer, movendo o corpo completo de alunos para as áreas externas da escola e tornando quase impossível encontrar a Reyna ou a Rachel, ou as duas juntas de preferencia, pelo pátio ou pela área de piquenique.

Até que eu finalmente encontrei a chama vermelha que era o cabelo da Rachel no lugar mais óbvio do mundo: a mesa de piquenique que a Annabeth e eu costumávamos ficar no almoço durante a primavera. Para a minha sorte ela estava com a Reyna, o que pouparia meu trabalho de confirmar o que a Rachel dissesse com ela caso tivesse que ir atrás dela.

– Oi, Percy. — Rachel disse sorrindo, com o queixo apoiado em uma das mãos. Ela não tinha o olhar de deboche, mas assim que a Reyna ouviu meu nome ajeitou a sua postura e me fitou com a tipica frieza no seu olhar. — Cansou de ouvir a voz chata da Calipso?

– Não faça com que eu me arrependa de ter vindo atrás de você. — falei me sentando de frente para as duas e notando que a Reyna estava me olhando com mais desconfiança do que o comum. — Fiz algo para você? — questionei olhando diretamente para ela, vendo a mesma esboçar um sorriso sem humor e abrir a boca para responder:

– Você explodiu o termômetro da minha generosidade depois da cena apavorante que incluía a Calipso, você e a sua mão dentro da calcinha dela. — respondeu torcendo o nariz em sinal de nojo. — Decidi traçar um limite de proximidade entre nós dois após isso, meus olhos agradecem, assim como o meu cérebro... Agora ande logo com o que você tem para nos dizer, já que você possivelmente vai se arrepender depois.

– O que aconteceu com a Annabeth?

Reyna voltou a sorrir com deboche e Rachel arqueou a sobrancelha, as duas juntas eram uma dupla bem dinâmica e inusitada, uma vez que eu apenas imaginava que ambas se toleravam por causa da Annabeth, mas pelo visto havia me enganado com o detalhe e, o pior de tudo, com as duas com a expressão incrédula, era complicado decifrar o que realmente estava acontecendo.

– Ela foi embora. — foi tudo o que a Rachel disse, tranquila, sem gaguejar ou vacilar a sua expressão. Reyna concordou lentamente, levando seu pedaço de pizza até os lábios e mordendo a ponta. — Ela seguiu em frente, assim como você... A diferença é que ela foi um pouco mais...

– Calculista. — Reyna concluiu cobrindo a boca com a mão. — Ela pensou muito bem antes de tomar decisões que pudessem afetar alguém ou deixá-lo magoado.

– Do que está falando? — arqueei minha sobrancelha, me sentindo por fora do assunto. Reyna revirou os olhos e fez descaso. — Para onde ela foi, Rachel?

– Não tenho permissão para dizer isso. — foi tudo o que a ruiva disse, fazendo mais alguns pontos do meu termômetro de paciência cair. — Por que toda essa preocupação, afinal?

– É, por que toda essa preocupação? Calipso não está dando conta do recado?

– Talvez ela não esteja conseguindo explicar a situação de álgebra para o Percy da mesma maneira que a Annie conseguia. — Rachel disse como se eu não estivesse ali. — Mas, convenhamos, ela só é uma cópia magricela e com olhos escuros, talvez um pouco mal educada também, da Annie.

– Não... O cabelo dela também é diferente, o da Annie era dourado e o da Calipso é como... palha? Gema de ovo? Algo assim. — Reyna deu de ombros, enquanto a Rachel caía na gargalhada.

– Eu esperava isso de você, Reyna, mas nunca da Rachel. Achei que fosse minha melhor amiga! — falei fuzilando a ruiva com o olhar, enquanto a mesma se limitou a franzir o cenho, formando um vinco entre as suas sobrancelhas. — Achei que você fosse ficar ao meu lado em uma situação como essa!

– Que situação, Perseu? Você quase implorou de joelhos para a Annabeth ficar com você e ela ficou! Tudo bem, duas semanas depois ela voltou com o babaca do Michael Yew, mas quando ele quase transformou ela em pó você impediu que ela se arrebentasse e ela enxergou você de outra forma. — ela disse tranquila, com as duas mãos sobre a mesa de madeira. — Mas foi um novo rabo de saia surgir, dar mole para você que, bum, você esqueceu de tudo o que você fez pela Annabeth e o que ela fez para você e, caso não se lembre: quando a sua mãe te abandonou, ela estava ao seu lado. Quando a sua mãe voltou e quase levou você para morar com ela por causa de dinheiro, a Annabeth estava do seu lado, te apoiando. Quando seu pai aparecia com uma namorada nova e depois tudo acabava, era ela quem estava ao seu lado, te dando apoio. O que a Calipso fez para você além de abrir as pernas?

Pisquei atônito, surpreso com a tranquilidade que ela havia usado para dizer tudo aquilo. Quem passasse por ali provavelmente acharia que estávamos discutindo sobre algum trabalho escolar, não sobre como eu troquei a minha prisão emocional pela diversão verdadeira, o que nem mesmo a Rachel conseguia entender, assim como a Annabeth não tinha conseguido entender.

Eu realmente esperava que a Rachel fosse mais sensata e racional com a atual situação pela qual eu estava passando, não esperava que isso fosse sair da boca dela, da Reyna até que poderia ser, era típico dela dizer tudo isso sem pensar nas consequências, ela não tinha nada a perder. Mas é a Rachel, ela tinha, não tinha?

– Eu não fiz nada para a Annabeth!

– Você era a única coisa concreta que ela tinha quando toda a sua vida estava despedaçando, Percy. — Reyna disse tentando conter o sorriso. — Como você já conseguiu o que queria, já pode sair andando e voltar a ser o boneco de vodu da Calipso, ainda estou firme e forte com aquele pacto de distância de você.

– Reyna... — Rachel soltou um suspiro, tentando controlar as palavras da melhor amiga. — Como veio aqui saber da Annabeth e já obteve a sua resposta, quero saber se tem mais alguma coisa que quer saber.

– Para onde ela foi?

– É a pergunta de um bilhão de libras, Percy. — Reyna disse, mudando o tom de voz e abandonando o sarcasmo, a ironia e toda a sua armadura. Ela estava sendo sincera. — Ninguém sabe direito para onde ela foi, ela se inscreveu em um programa de astronomia e ainda não disse onde é que ela está... Não tivemos contato com ela ainda.

– Ela foi uma semana antes das aulas voltarem, está em qualquer lugar dos Estados Unidos. — Rachel continuou, falando enquanto colocava uma mecha do cabelo atrás da orelha.

– Ela foi embora por minha causa? — falei com a voz afetada e imediatamente me arrependi disso.

– Não seja tão egocêntrico. — Reyna revirou os olhos. — Você é apenas uma parcela do motivo pelo qual ela foi embora.

– Ótimo, vou ficar sem dupla de biologia até o fim do semestre. — revirei meus olhos, pegando as minhas coisas e me levantando da mesa. O queixo da Rachel literalmente caiu e a Reyna resmungou uma série de ofensas. — Até mais, Rach.

– Eu não acredito que ele só está preocupado em ficar sem dupla de biologia! Se a Annie tivesse morrido ele ia ficar ótimo, pelo jeito. — Reyna rosnou quando dei de ombros e comecei a me afastar.

Enfiei minhas mãos nos bolsos dianteiros da minha calça e procurei pelos meus amigos pela área de piquenique, logo encontrando minha tão comum roda de amigos em uma das mesas. Calipso estava sentada na mesa, com as pernas cruzadas e conversava tranquilamente com a Thalia, gesticulando como se contasse algo realmente emocionalmente.

– O que estava fazendo com as fracassadas? — Thalia questionou quando eu me aproximei, me fuzilando com o olhar.

– Rachel ainda é e continuará sendo minha melhor amiga, se contente. — dei de ombros, beijando o canto dos lábios da Calipso em seguida. — Do que estavam falando?

– Meu pai vai ter que viajar a negócios quinta e só volta domingo de noite, minha mãe vai acompanhar meu irmão no jogo de lacrosse no norte do estado e só volta sábado. — Calipso disse olhando diretamente para mim. — Estava pensando em fazer uma mega festa e convidar a escola inteira, menos as fracassadas é claro. Thals vai me ajudar com os detalhes e Jason disse que compra as bebidas.

– Faz muito tempo que nos temos uma festa boa de verdade. — Zoë disse olhando para as suas unhas. — Se a sua festa for boa, Cali, você será oficialmente a garota popular desse buraco.

– Ela não precisa dessas futilidades. — dei de ombros, apoiando minhas mãos na mesa e vendo que eles engataram em falar sobre os preparativos para a festa. — O que acha de ir para a minha casa após a aula?

– Vai me apresentar ao seu pai?

– Se ele estiver em casa, não custa tentar. — pisquei para ela e vi a mesma sorrir.

– Então tudo bem, eu irei.

...

Joguei as minhas coisas na poltrona no canto do meu quarto e vi Calipso se jogar na minha cama, se livrando dos saltos com os próprios pés e olhando para o teto por um tempo. Ela estava decepcionada porque, mais uma vez, meu pai não estava em casa e isso fazia parecer que eu não queria apresentá-la a ele.

Me livrei do meu casaco e joguei ele no mesmo lugar onde havia jogado minha mochila, me livrando dos meus sapatos e indo em seguida na direção da minha namorada e levantando ela com a mão, o que foi meio difícil já que ela não queria se levantar, mas logo ela estava nos meus braços.

Segurei seu queixo e juntei nossos lábios, sentindo o gosto do seu gloss de morango e as suas mãos indo na direção da minha nuca. Puxei seu corpo até ele estar colado ao meu e deslizei minhas mãos até a sua cintura, apertando a região e procurando desesperadamente o zíper do seu vestido.

Abaixei ele assim que o encontrei e voltei a deslizar minhas mãos pelo seu corpo, separando nossos lábios e apertando levemente os seus seios, passei em seguida as mãos pelos seus ombros e deslizei a jaqueta que ela usava pelos seus braços, até a mesma cair em um simples baque no chão. Quando prendi meus dedos nas alças do seu vestido ela me impediu de tirá-lo.

– Algum problema?

– O que você queria com a Rachel hoje? — ela questionou unhando minha nuca e deslizando as mãos pelo meu peitoral e abdômen, parando as mesmas na barra da minha camiseta. — Achei que a Rachel não estivesse falando com você.

– Ela fala, o problema é a Reyna. — dei de ombros, levantando os meus braços para que ela tirasse a minha camiseta. E assim ela fez. — Não vamos falar disso, me dá dor de cabeça.

– Sem problemas. — ela disse jogando a peça de roupa ao lado da sua jaqueta e se livrando das mangas do vestido. Logo a mesma apenas usava seu conjunto de lingerie rosa claro. — Aliás, posso ficar para o jantar?

– Lógico que pode. — falei puxando ela pela cintura mais uma vez e a deitei na cama, ficando por cima dela.

A mesma gemeu quando beijei seu pescoço e isso apenas me incentivou a continuar beijando a região. Ela envolveu meus quadris com as pernas quando mordi seu pescoço e continuei dando mordidas e sucções até chegar na sua clavícula, onde intensifiquei a pressão dos meus lábios.

Ela nos virou na cama e se sentou no meu quadril, levou delicadamente as mãos até o fecho do sutiã nas suas costas e abriu, tirando ele lentamente e livrando seus seios da peça. Prendi o ar quando ela apertou seus mamilos entre os dedos e sorriu, inclinando-se para frente e dando um rápido beijo nos meus lábios.

– Hoje eu fico no comando. — ela piscou e prendeu meus ombros na cama usando suas mãos, me fazendo arquear a sobrancelha. — Não faça essa cara, você não sabe do que eu sou capaz quando estou no comando.

– Tudo bem, me mostre do que você é capaz. — pedi acariciando suas coxas.

Ela inclinou o corpo para frente e mordeu o meu queixo, traçando uma trilha de mordidas e beijos pelo meu maxilar e indo na direção do meu pescoço. Arfei quando seus lábios morderam a região ao lado do meu pomo de Adão, apertando as suas coxas com mais força do que eu realmente queria.

Calipso continuou beijando e mordendo todo o meu peitoral, até chegar ao cós da minha calça. Lentamente ela abriu o botão e abaixou o zíper, me torturando para tirar a peça de roupa, quando a mesma chegou aos meus pés, me livrei dela rapidamente e puxei a Calipso ao meu encontro, me sentando na cama e deixando ela sentada no meu colo, tomando seus lábios para os meus.

O beijo aos poucos se tornou voraz e tê-la sentada sobre o meu membro não facilitava as coisas, coisas tipo como me controlar. Beijei seu pescoço mais uma vez, dessa vez indo na direção dos seus seios e abocanhei um deles, apertando o outro com a mão livre. Ela puxou meu cabelo quando mordi seu mamilo, mas eu realmente não me importei, ignorei a ordem que ela havia dado sobre ficar no comando e a joguei na cama, deixando ambos do lado contrário.

Apertei seus seios e deslizei minhas mãos até o seu quadril, prendendo cada um dos meus polegares em um lado da sua calcinha e abaixando a mesma. Ela facilitou dobrando as pernas para que eu tirasse qualquer pano que ainda estivesse no seu corpo.

Comecei beijando seu calcanhar e fui subindo os meus lábios pela sua panturrilha, joelho e pelo interior da sua coxa. Beijei a sua virilha e coloquei a minha cabeça entre as suas pernas, deixando as mesmas sobre os meus ombros e beijando a sua outra coxa.

Com o polegar massageei seu clitóris e mordi o nervo de ligamento da sua virilha com a sua coxa, ouvindo ela soltar um longo gemido. Troquei meu polegar pelos meus lábios e chupei seu clitóris, intensificando o som do seu gemido enquanto penetrava ela com um dos meus dedos, fazendo movimentos circulares. Ela rebolou os quadris enquanto eu fazia os movimentos, soltando um longo suspiro.

Chupei mais uma vez seu clitóris e retirei meu dedo de dentro dela, descendo um pouco mais os meus lábios e penetrando-a com a minha língua, movimentando a mesma rapidamente dentro dela e sentindo a Calipso arquear as costas e o seu quadril, me incentivando a ir mais fundo ainda. Apertei as suas coxas e puxei seu quadril ao encontro do meu rosto, diminuindo o ritmo com o qual eu movia minha língua.

Afastei meu rosto da sua intimidade e voltei a subir os beijos pelo seu corpo, chupando mais uma vez o seu clitóris e depois precionando meu polegar sobre ele, ouvindo o suspiro que a Calipso acabou soltando. Passei minha língua ao redor do seu umbigo e notei que ela acabou contraindo a região, devido as cócegas que a mesma tinha.

Beijei sua barriga até chegar aos seus seios mais uma vez, sem deixar de estimula-la com o polegar no clitóris. Abocanhei seu seios e comecei a chupa-lo e mordê-lo com vontade, usando a mão livre para apertar o seu outro seio e prender o seu mamilo entre os meus dedos. Ela arqueava as costas e se contorcia abaixo de mim, mas isso apenas me incentivava ainda mais.

– Chega! — ela exclamou afastando meus lábios do seu seio. Com um pouco de força ela nos virou mais uma vez na cama e se sentou sobre uma das minhas pernas, prendendo os dedos no cós da minha cueca e abaixando a mesma com pressa.

Tentei me controlar quando ela começou a massagear meu membro dês de a base com as mãos, fazendo os mesmos movimentos de sempre com a mesma velocidade de sempre. Calipso lambeu a minha glande e em seguida colocou quase a metade do meu membro na boca, enrolando o mesmo com a língua e quase que chupando ele por completo, me fazendo gemer baixinho.

Ela soltou meu membro ereto e eu entendi o que iria acontecer. Calipso se virou para trás e pegou o pacote prateado dentro da primeira gaveta da minha mesa de cabeceira, ela se virou para mim e sorriu com deleite, rasgando o pacote de preservativo e depois enrolando a camisinha pelo meu membro.

E então ela se sentou em mim, soltando um longo gemido e começando a cavalgar sobre mim.

Não fiquei parado, era impossível, tentei mexer meus quadris e impulsionar ainda mais as estocadas enquanto Calipso quicava sobre mim. Apertei seu quadril com os meus dedos e comecei a ajudá-la a se mexer sobre o meu membro, tirando ele de dentro dela e penetrando-a mais uma vez.

O som dos nossos gemidos ecoavam pelo meu quarto, enquanto nossos corpos se mexiam sem sincronia nenhuma, mas o prazer era proporcionado para ambos e aos poucos, conforme nossos movimentos ficavam mais violentos, eu sentia que a Calipso estava começando a atingir o seu ápice.

Quando ela saiu mais uma vez de dentro de mim não deixei que a mesma se penetrasse mais uma vez. Joguei-a do outro lado da cama e vi os seus fios se espalharem pelo travesseiro, me ajoelhei e respirei fundo, sentindo os meus pulmões queimarem pela falta de ar.

Abri a sua perna e penetrei ela mais uma vez, soltando um longo gemido e continuando com os movimentos rápidos. Inclinei meu corpo sobre o dela e continuei com as estocadas, sentindo a mesma abraçar meu quadril com as pernas e rebolar conforme nossos corpos se mexiam, produzindo atrito e calor.

Mordi seu pescoço e tirei meu membro de dentro dela, penetrando mais uma vez e diminuindo a velocidade das estocadas, lentamente fui movendo-me dentro dela e em poucos minutos atingindo o meu ápice. Arfei quando isso aconteceu e levei alguns segundos para me recuperar, dando mais duas estocadas antes de cair ao seu lado na cama.

Calipso se levantou e se apoiou nos cotovelos, olhando para mim com a indignação explícita no seu olhar. Ignorei ela e respirei fundo, retirando a camisinha e dando um nó na mesma, me levantei e caminhei até a lixeira do banheiro, jogando ela ali e voltando para a cama.

– O que foi?

– Eu não tive um orgasmo! Só você. — ela disse me fuzilando com o olhar.

– Sério? Espere uns minutos que daqui a pouco repetimos. — pedi me deitando de bruços e afundando a cabeça no travesseiro.

Calipso bufou e se levantou, provavelmente indo se vestir. Dei de ombros e puxei o meu cobertor, me cobrindo até a cintura e me rendendo ao cansaço, havia sido um dia agitado e precisava me recompor para o jantar, afinal, meu pai iria trazer a namorada.

– Estou indo embora. — ela disse após um tempo, provavelmente já vestida.

– Você sabe onde a porta fica, até amanhã.

...

Joguei a última foto da Annabeth no fundo da gaveta da minha escrivania e olhei para mais um porta retrato vazio, eu estava fazendo o máximo possível para tornar as coisas mais suportáveis, já que a Annabeth decidiu fugir e não deixar nenhuma pista ou sinal de vida.

Não tinha como mentir para o meu coração, era verdade, eu sentia falta dela.

Fechei a gaveta e decidi ir atrás de alguém para conseguir uma caixa para os porta-retratos, mesmo descaço eu abri a porta do meu quarto e caminhei lentamente pelo corredor escuro, escutando a madeira abaixo dos meus pés rangerem conforme eu pressionava o meu peso sobre elas. O som continuou quando eu pulei os degraus da escada, a casa não era tão nova assim e já era de se esperar que isso fosse acontecer.

– Algum problema, Percy? — Anfitrite disse quando pisei no hall de entrada, ela usava um vestido de mangas longas e tinha uma taça com vinho tinto nas mãos.

– Apenas estou atrás de uma caixa. — dei de ombros, passando por ela e indo na direção da porta do porão. — Onde meu pai está?

– No escritório, falando com a Annabeth... Ela é muito adorável, sinto muito que tenham terminado. — ela disse me fazendo parar no meio do caminho, com a mão na maçaneta da porta.

– Ele sabe onde ela está?

– Lógico, ele quem escreveu a carta de recomendação, ela merecia aquela vaga mais do que ninguém. — Anfitrite disse e eu passei reto por ela, indo rapidamente na direção do escritório do meu pai.

Ignorei o ranger da madeira abaixo dos meus pés e caminhei o mais rápidos possível pelos corredores da casa que, nesse momento, eu odiava ser tão grande e com tantos corredores. Depois de enfrentar o labirinto que era a casa, parei em frente a porta do escritório e abri a mesma sem nem mesmo bater, vendo meu pai colocar o telefone na fonte.

Merda, eu deveria ter sido mais rápido... Deveria ter corrido.

– Onde ela está? — perguntei ignorando as boas maneiras. — Onde a Annabeth está?

– Ela pediu para não dizer, Percy. — ele respondeu tranquilo, indicando a cadeira na sua frente. — Não se importava tanto assim com ela a uma semana atrás.

– O fato de eu não demostrar não quer dizer que eu não me importe e, até uma semana atrás, eu imaginava que ela estava gripada! — resmunguei me aproximando dele, mas não me sentando. — Como não pode me dizer o de ela está?

– Ela pediu, Perseu. — ele disse sério, sem perder a compostura. — Se você não estivesse tão ocupado pensando em si mesmo, teria visto em novembro que ela não estava nada bem.

– Sabia que ela estava se cortando? Que ela estava tentando se matar? Eu pensei na minha sanidade quando terminei com ela, não sou capaz de lidar com uma suicida e... Ela estava ficando que nem a Sally. — falei surpreso por não ter gaguejado ao dizer o nome da minha "mãe". — Você tem noção de como é difícil para mim lidar com isso? Não sabia o que fazer e, naquela época, terminar era o melhor.

– Antes vocês só tivessem terminado, Percy, mas não, você arrumou outra garota e ignorou por completo a existência da única mulher que, não importava o por que, mas estava sempre ao seu lado. — ele falou se levantando e caminhando na minha direção. — Quando você terminou com ela por causa de sexo, a Annabeth estava enfrentando o divórcio dos pais dela em casa, Frederick traiu a Atena e você conhece muito bem a mãe da Annie.

– Por que fez aquela carta de recomendação?

– Você olhou para a Annabeth nos últimos meses? — ele questionou e eu neguei com a cabeça. — Ela havia zerado a prova, mas um menino de Londres também havia zerado e apenas um jovem de cada país iria para o programa, ela pediu desesperada pela carta de recomendação e eu não neguei ajuda. Ela merece aquele lugar.

– Eu quero ela de volta.

Minha voz saiu tão baixo que eu imaginei que havia pensando e não dito, mas ao que parecia, minha voz havia saído e meu pai me olhava esperando que eu repetisse de maneira clara. Refleti sobre o que eu havia acabado de dizer e me surpreendi ao perceber que era genuíno.

– Eu sinto falta dela... — reformulei a frase, dizendo em bom som. — Eu precisava me divertir e achei que ela estaria ali quando tudo acabasse.

– Não quero destruir as suas esperanças, não sabemos o dia de amanhã, mas você errou em abandoná-la e agora ela está tentando remendar os buracos e fechar as feridas.

– Me diz onde ela está!

– Alguma vez já quebrei alguma promessa minha? — ele questionou e eu neguei com a cabeça, disposto a lutar um pouco mais por respostas. — Eu conheço esse olhar, Percy, não adianta, ela precisa desse espaço para se refazer.

Respirei fundo e concordei com a cabeça, dando alguns passos para trás e olhando ao meu redor. Ela havia se ido, podia conhecer alguém nesse lugar e me esquecer por completo, assim como eu havia feito com ela quando fui na onda de diversão que a Calipso me proporcionava, no prazer que ela me dava.

Mas a realidade é que eu me sentia completo com a Annabeth e as coisas nunca mais seriam as mesmas. Quem eu estava tentando enganar? Eu sentia falta dela mesmo, eu me importava com ela de verdade e eu amava ela como jamais soube que um dia seria capaz de amar alguém.

Rachel provavelmente sabia onde Annabeth estava, mas ela também manteria segredo pela sua melhor amiga e eu não estava na posição de questionar amizade nenhuma, havia abandonado as duas pessoas que realmente me conheciam por amizades sem fundamentos, reduzidas a conhecidos que queriam se divertir.

Annabeth não me controlava, não tirava a minha voz, mas eu não tinha uma mãe para dizer não ou então para dizer mais tarde um simples "eu te avisei" quando eu fizesse algo errado e a Annie tentava me ensinar o que era certo a se fazer, tentava dizer todos os "eu avisei" mudos e me proteger de outra perda. Mas em momento nenhum eu havia protegido ela de alguma perda, da realidade ou então aceitado seus avisos, eu precionava ela para ser outra pessoa e ignorava os avisos que me davam.

Rachel me avisou e só agora eu fui capaz de perceber a verdade das suas palavras: Annabeth havia aberto mão de muito por mim também.

Passei reto pela Anfitrite mais uma vez e deixei a caixa de lado, subi os degraus da escada de dois em dois e quase tive vontade de quebrar as madeiras que faziam o rangido insuportável abaixo dos meus pés. Abri o meu quarto e bati a porta após entrar, indo na direção da gaveta que a pouco tempo eu havia fechado e procurei pelas fotos, por uma em especial. Rachel havia tirado ela alguns meses atrás, no início do verão.

Annabeth e eu estávamos na praia e podíamos ouvir o som de uma festa que os universitários estavam dando, deveria ser quase duas da manhã e ninguém parecia estar com sono, até que ela me chamou para dançar. Não tocava música lenta, pelo contrário, a música que tocava era horrível, mas mesmo assim nós dois dançamos fingindo que era valsa e, no final, nos beijamos, com as mãos dela nos meus ombros e as minhas mãos na sua cintura.

A foto foi batida no exato momento em que os nossos lábios se separaram e eu tive a certeza absoluta de amá-la.

Notas finais
Hey! Chegamos ao fim da primeira fase! (emoji de coração partido) Eu queria ter postado antes, mas eu meio que não queria que essa fase acabasse e enrolei um pouco para escrever, até porque eu também estava sem cabeça para hentai e eu prometi para a Kydd que iria ter um (está aí cabrita). E, por isso, o primeiro hentai não foi Percabeth. Outro motivo foi que vira e mexe a caixa de texto do Nyah, na minha conta, some e esse capítulo está pronto desde terça e essa semana a caixa sumiu e voltou agora com a macumba da Agatha - agradeçam ela pls. Agora eu preciso avisar algo: eu havia esquecido de mencionar que a fanfic se passa em 2003/2004 e que agora, com essa nova fase ela irá se passar nos dias atuais. Era só mesmo para não deixar vocês bugados. A passagem de tempo será longa, muita coisa vai mudar, inclusive a personalidade deles já que como Heráclito, eu acho, diz: ninguém é a mesma pessoa 2 vezes. Eu espero que vocês tenham gostado deste capítulo e comentem, o número de comentários caiu de novo e eu não quero começar a próxima fase com um número tão baixo. Eu tentarei postar no fim da semana, já que IWYW irá fazer 3 meses dia 16. Digam o que acham! Xx