I Will Protect You
12 Capítulo 12 - Dear Dad - Parte 2
Notas iniciais
Luce:
Abri meus olhos vagarosamente tentando acostumá-los com a pouca luz. Eu estava no que parecia ser uma fabrica abandonada. Tentei me levantar e andar, mas algo me puxou e ao me virar vi meu pé preso em uma corrente. Ouvi a porta abrir e me virei vendo um homem com cabelos castanhos e olhos azuis parecidos com os meus carregando minha mãe.
— Mãe? Mãe! –ela se debatia enquanto o homem a arrastava. Ao ouvir meu nome ela levantou a cabeça e me olhou assustada.
— Luce? – ela disse enquanto também era presa bem longe de mim, ela se virou para o homem com uma expressão de raiva e gritou. – O que ela faz aqui?!
— Ela é minha filha, não é meu amor? – o homem disse segurando o queixo da minha mãe. Então aquele era o Daniel. – Não faria sentido nós dois fugirmos sem levar nossa querida filha.
— Fugirmos? Como assim? – eu perguntei e ele andou até mim.
— Nós vamos ir para um lugar muito bom. Vamos ficar juntos como uma família unida e feliz.
Ele riu e saiu. Aquele cara era um maluco. Tentei desesperadamente soltar o meu pé e ir até minha mãe que estava encolhida próxima a parede.
— Não adianta querida, nós não vamos conseguir. – ela disse triste. – Me perdoe por ter deixado isso acontecer com você.
— Tudo bem mãe, não foi sua culpa. – eu disse sorrindo para ela. – Mas como ele conseguiu pegar você?
— Eu não sei. Quando Adam nos ligou dizendo que você tinha sumido seu pai saiu como louco atrás de qualquer pista que nos levasse até você. Eu estava preocupada e sem noticias, então eu fui para a sua casa e quando eu cheguei lá eu encontrei Daniel.
Ela começou a chorar baixinho. Eu sabia que ela estava com medo, medo daquele canalha que podia ser meu pai. Eu queria poder consolá-la, mas estávamos muito longe. Tudo o que eu podia fazer era me encostar na parede, fechar os olhos e rezar para que nos encontrássemos.
Adam:
Eu dirigia feito louco atrás de algo que me levasse até Luce. Ela havia sumido há duas horas e para mim parecia ser uma eternidade. Peguei meu celular e disquei o numero de Luke, colocando-o sobre o banco do carona no viva-voz.
— Adam? O que aconteceu? – pela sua voz sonolenta percebi que ele estava dormindo.
— Luce sumiu. Preciso que me ajude a achá-la.
— O que? Peraí, vem aqui em casa e me explica isso direito.
Desliguei o celular e virei a curva cantado pneu, indo até a casa do Luke. Estacionei e corri até a varanda esmurrando a porta.
— Hey, calma. – Luke disse abrindo a porta.
— Você tem que me ajudar. – eu disse entrando na casa e passando a mão nos cabelos.
— Ok. Mas primeiro me explica direito o que ta acontecendo.
— Lembra daquele cara que eu pedi pra você descobrir quem era? – eu disse e ele assentiu. – Ao que parece ele é o pai da Luce e agora ela foi seqüestrada e aposto que foi ele.
— Mas o pai dela não era o John? – ele perguntou e eu o fuzilei com o olhar. – Tá, já entendi. O que você quer que eu faça?
— Procure qualquer lugar que ele possa escondê-la.
— Tudo bem. – Ele disse se sentando no computador. – Mas vai levar um tempinho.
— Leve o tempo que precisar. Apenas encontre-a.
Luce:
Depois do que pareceu horas Daniel entrou novamente, deixando comida para nós ( coisa que nós duas nem tocamos) e saindo sem dizer nada.
— Precisa comer meu amor. – minha mãe disse.
— Eu não quero.
— Eles vão nos encontrar. – ela disse e eu desviei o olhar. – Ele vai te encontrar. Ele prometeu te proteger sempre não é?
Eu sorri de lado. Ele prometeu e tenho certeza que vai cumprir. A noite já havia chegado e deixou o lugar completamente escuro de modo que eu não conseguia ver vem um palmo na minha frente. Inclinei minha cabeça para trás e fechei os olhos, deixando o sono vir e esperando o momento em que Adam viria até mim.
Adam:
— Pronto. – Luke disse e eu me levantei da poltrona indo até ele. – Os lugares disponíveis são: uma casa gigante no meio da cidade com vários vizinhos e horrível para esconder pessoas e uma fabrica abandonada fora da cidade.
— Esse é o nosso lugar. – eu disse sorrindo. – Irmão, você é incrível.
— Eu sei. – Luke riu se gabando.
— Eu preciso ir. – eu disse me afastando dele e pegando as chaves do carro.
— Adam, espera! – Luke gritou e eu me virei para ele — Você não pode ir agora. Julgando a localização do lugar é possível que não tenha o mínimo de iluminação e o Maximo que você vai conseguir é ser preso também.
— Então você quer que eu espere amanhecer? – ele assentiu e eu ri ironicamente. – Você é louco? Eu não posso deixá-la lá a noite toda.
— Vai por mim. Se você for agora não vai ajudar em nada.
Bufei e soltei minhas coisas voltando a me sentar na poltrona. Olhei pela janela e rezei para que nada de ruim acontecesse com ela.
. . .
O sol mal havia nascido e eu já estava de pá. Luke dormia no quarto dele e eu havia passado a noite acordado sentado na poltrona. Peguei o endereço da fabrica e minhas chaves e sai.
Demorei um pouco para chegar, já que a fabrica era no fim da cidade. Havia uma van estacionada em frente a ela e eu vi Daniel entrar nela e sair, passando sem me notar. Estacionei rápido pegando o revolver no porta-luvas e entrei no lugar. Andei devagar procurando qualquer sinal de capangas ou de Luce. Ao abrir uma porta eu vi Mary presa próxima a parede e mais distante Luce. Ela abriu os olhos os focando em mim.
— Adam? – ela disse confusa e eu sorri. Fui até Mary, abrindo a corrente com um canivete. Levantei-me e corri até Luce, dando-lhe um beijo rápido.
— Desculpe ter demorado.
— Tudo bem. — ela disse enquanto eu tentava solta-lá. Ouvi um ranger de porta atrás de mim e Luce olhou na mesma direção com os olhos arregalados.
— Olha só o que temos aqui.
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