I Will Protect You

13 Capítulo 13 - Don't Die


Notas iniciais
E aí? Tudo beleza? Espero que não me matem depois desse capitulo. Boa Leitura.

Luce:

Eu encarei assustada o homem parado na porta do lugar. Adam se virou devagar e se colocou em minha frente. Eu me levantei e tentei andar, mas minha perna continuava presa.

– O que pensa que esta fazendo garoto? – Daniel perguntou com um sorriso cínico e entrou, fechando a porta atrás de si.

– Vim tirar elas daqui. – Adam respondeu e o homem riu se aproximando. Adam sacou uma arma e a apontou para o homem. – Nem mais um passo.

O homem sorriu debochado e avançou para minha mãe, fazendo Adam dar alguns passos e se afastar de mim.

– Acha que vai me ferir com isso? Não vai. – Daniel disse e pegou uma arma, atirando em Adam. – Não se eu te matar primeiro.

Adam gritou de dor e caiu no chão com a mão na barriga, onde a bala havia pegado. Eu gritei e tentei ir até ele, mas Daniel me impediu.

– Então foi por você que ele veio? – Daniel segurou meu braço e meu rosto. – Foi um erro sabia. Mas é isso que o amor faz. Faz as pessoas cometerem erros. – o homem me soltou e foi até Adam que tinha uma expressão de dor. Chutou-o na barriga e Adam urrou de dor. Ele estava machucado e a culpa era minha.

– Para! – eu gritei antes que Daniel o chutasse de novo. – Por favor, não o machuca. Pode me machucar se quiser, mas ele não. – olhei para Adam e ele sussurrou um não, tentando vir até mim.

– Tem razão. – Daniel se aproximou de mim novamente. – Você o trouxe aqui, então tem que pagar. Se quer ser minha filha não vai ficar impune.

– Eu não quero ser sua filha. Eu nunca vou ser filha de um monstro. – eu gritei com raiva e ele me deu um tapa no rosto. Agarrou meu braço, pegou uma chave no cinto e soltou meu tornozelo me arrastando junto dele.

– Você vai aprender a não me desobedecer. – eu me debatia enquanto ele me arrastava e cada vez mais o aperto ficava mais forte no meu braço.

– Solta ela! – ouvi minha mãe gritar. Nos viramos e vimos ela próxima a Adam, com uma arma nas mãos. Ela me lançou um olhar e eu assenti dando um chute em Daniel fazendo-o cair. Peguei sua arma e me afastei.

– Uma rebelião? Que tocante. – o homem disse se levantando e rindo, fazendo-me olha-lo com uma expressão de nojo e repulsa. Virou-se para mim e abriu os braços. – Vamos, filhinha, me mata.

Eu apontei a arma para seu coração e minhas mãos tremeram. Eu estava suando frio e ele parecia se divertir com isso, já que estava com um sorriso assustador nos lábios.

– Eu sei que você quer. Atira! – ele gritou batendo no peito e se aproximando. – Atira!

Fechei os olhos com força e escutei o disparo. Abri os olhos assustada e vi o homem a minha frente com os olhos arregalados cair morto no chão. Deixei minha arma cair e quando levantei o olhar vi minha mãe com as mãos tremendo.

– Mãe. – eu disse e corri até ela que largou a arma e me abraçou. Ouvi um gemido baixo e me soltei dela, indo até onde Adam estava.

– Adam. – sussurrei e ele sorriu para mim. Coloquei minha mão próxima ao seu machucado e ele gemeu fechando os olhos.

– Parece que trocamos de lugar agora, minha protetora. – ele disse baixo e rouco, acariciando meu rosto. Em seguida tossiu, fazendo uma expressão de dor.

– Shh, não fala. Mamãe foi buscar ajuda. – eu disse com os olhos marejados. Eu não podia perdê-lo, ele era a coisa mais importante que eu tinha. – Não morre, por favor, fica comigo.

– Eu sempre vou ficar. – ele disse secando minhas lagrimas. Seus olhos demoraram a abrir novamente. Ele estava perdendo a consciência. Tossiu e continuou com um pouco de dificuldade – Eu... Amo você.

– Eu também te amo. – eu disse segurando seu rosto e ele sorriu. Sua mão, que estava no meu rosto escorregou e seus olhos se fecharam. – Adam. Adam!

Agarrei seu rosto e o balancei, tentando acordá-lo. Solucei alto e deitei minha cabeça em seu peito, deixando as lagrima rolarem. Então era isso? Eu iria perder a pessoa que eu mais amo e não poderia fazer nada?

Acariciei seus cabelos e seu rosto. Eu, com toda a certeza, não poderia perde-lo.

Notas finais
Gente, calma! Nao me matem, por favor.