I Will Protect You
14 Capítulo 14 - Just Love
Notas iniciais
Eu estava ao lado da cama da Adam a alguns dias, mas para mim parecia uma eternidade. Com uma cirurgia de emergência conseguiram salva-lo e agora só restava esperar ele acordar e isso era desesperador. As vezes eu via suas pálpebras tremerem ou um leve movimento em uma de suas mãos e meu coração se enchia de alegria. Mas eu tinha medo de que Adam ainda demorasse a acordar.
Soltei um suspiro pesado e me sentei na poltrona que nesses últimos dias havia virado minha cama. Ouvi a porta ser aberta e, pelos barulhos dos saltos, deduzi ser minha mãe. Ela vinha com freqüência, se sentia grata por Adam ter nos ajudado a fugir. Mas também se sentia culpada, as vezes eu escutava ela sussurrar um “sinto muito”, tão baixo que talvez ela achasse que eu não escutava. Mas cada vez que eu escuto isso parece que o fato de Adam não acordar se torna mais torturante.
– Oi querida. – ela disse e senti sua mão em meu ombro. – Você comeu hoje? – eu neguei. Desde que Adam havia sido internado que eu não dormia ou comia, e isso a preocupava. – Dormiu pelo menos? – eu neguei novamente e a ouvi suspirar. Mamãe se ajoelhou a minha frente e me encarou. – Você precisa descansar Luce. Adam precisa de você descansada quando acordar.
– Eu sei mãe, mas eu quero ficar aqui. Por favor. Quero ouvir dele que ele esta realmente bem. – olhei para ela com um olhar de suplica e vi um leve sorriso se formar.
– Tudo bem. – ela afagou minha mão e se levantou. – Eu vou buscar algo pra você, e dessa vez você vai comer, ok?
Assenti e ela sorriu, me dando um beijo na testa e saindo. Suspirei e me debrucei sobre o leito de Adam, segurando sua mão e a acariciando. Minhas pálpebras pesaram e quando eu estava quase dormindo senti um aperto forte. Adam segurava minha mão e respirava irregularmente. Levantei-me rápido e vi seus olhos piscarem e se abrirem
– Luce? – ele sussurrou quando seus olhos se focaram nos meus.
– Adam! – eu não me agüentei e o abracei com força e ele soltou um gemido, fazendo-me me afastar rápido. – Desculpa. Eu estou tão feliz! – segurei seu rosto e o beijei, ele retribuiu ainda um pouco confuso.
– Nossa. – ele disse sorrindo de lado. Como eu senti falta desse sorriso. Escutei uma batida na porta e estranhei mamãe nunca fazia isso.
– Entre.
– É aqui que esta a Bela Adormecida? – um homem moreno, de olhos azuis e que lembrava muito Adam entrou com um buque de rosas. Ouvi Adam rir atrás de mim e me virei para ele confusa.
– Esse é o Luke, meu irmão mais velho. Ele me ajudou a te achar.
– É, mas você não podia ter ido sozinho. Olha só pra você. – ele gesticulou para Adam e se lembrou das flores que tinha nas mãos. – Ah, isso é pra você cunhadinha.
– Obrigada. – eu respondi meio desajeitada quando ele me entregou as flores e sorriu de lado, assim como Adam fazia.
– Então essa é a Luce? – Luke disse e me olhou de cima a baixo. – Realmente maninho, você tem bom gosto.
– Fica na tua. – ouvi Adam dizer e eu corei dos pés a cabeça. – Se eu não estivesse nessa cama iria te dar uma surra.
– Ta legal, desculpa. – Luke disse e levantou as mãos, se “rendendo”. – Então, eu adoraria ficar aqui e segurar vela, mas o dever me chama. – ele disse e foi até a porta. – Até mais casal.
– Casal? – Adam disse quando o irmão já havia saído. – Isso me lembrou a...
– Kath. Eles até dariam um bom casal. – eu disse e nos dois rimos.
– Olha só quem acordou. – Mamãe entrou no quarto com uma bandeja e sorriu para nós. – Como você esta?
– Bem, obrigado.
– Ótimo. Eu vou chamar o medico e saber quando você ganha alta. – Nós concordamos e mamãe saiu novamente. Olhei para Adam que sorriu pra mim e acariciou meu rosto. E isso era tudo o que eu precisava.
Adam recebeu alta alguns dias depois. Depois de muitas discussões, eu e ele decidimos que ele poderia morar lá em casa, coisa que ele já praticamente fazia. E digamos que nós dois estamos aproveitando bem esse tempo juntos.
1 mês depois:
– Bom dia. – ouvi a voz de Adam e abri os olhos devagar. Me espreguicei e ao me sentar e perceber a bandeja que ele trazia eu me lembrei, hoje era meu aniversario. Ele se sentou a minha frente e me deu um rápido beijo. – Feliz aniversario.
– Obrigada. Isso é pra mim? – perguntei indicando a bandeja sobre o criado mudo e ele concordou.
– Tem mais isso também. – ele disse e retirou uma caixinha do bolso. – Não é um pedido oficial, mas já vale de alguma coisa.
– Não é oficial, mas eu aceito. – sorri para ele que colocou o anel no meu dedo e me beijou. E eu sabia que não poderia estar mais feliz.
. . .
Eram 6:00 da tarde, eu e Adam estávamos abraçados no sofá assistindo a um filme. Nós havíamos aproveitado ao Maximo o dia e estávamos extremamente cansados. Ouvi o som estridente da campainha, e pelo jeito de tocar, deduzi que era Kath. Levantei-me e fui abrir a porta e logo que fiz isso Kath entrou como um furacão.
– Feliz aniversario! – ela gritou me abraçando. – Vai se arrumar que nós vamos aproveitar a noite.
– Peraí, o que? – Adam perguntou se aproximando de nós.
– Isso que você ouviu gato. – Kath disse e me empurrou para o quarto. – Noite de garotas.
– Tem como te impedir? – ele perguntou cruzando os braços.
– Não. Você já aproveitou a Luce tempo suficiente naquela época que vocês sumiram, agora é a minha vez. Alem disso, aposto que a Luce quer ir tanto quanto eu. – ela me olhou e quando eu abri a boca para responder ela me cortou. – Ótimo. Vai se arrumar.
Kath me empurrou para o quarto, fechando a porta atrás de nós. Eu já disse que não dá pra discutir com ela?
Adam:
– A Luce o que? – perguntei para Kath no telefone. Ela havia me ligado me dando um endereço e me dizendo alguma coisa sobre a Luce, mas eu não conseguia entender por causa da musica alta. – Ta. Segura ela aí que eu vou buscá-la.
Desliguei o celular e peguei as chaves do carro. O que aquelas duas tão aprontando? Estacionei o carro e entrei no lugar barulhento. Encontrei Kath parada perto do bar e fui até ela.
– Onde ela ta? – perguntei e a morena indicou o palco onde Luce cantava e dançava, e pelo jeito que ela fazia isso estava completamente bêbada. Sorri de lado e fui até ela, que quando me viu cambaleou até a beira do palco.
– Adaaam. – ela disse meu nome arrastado, dando um soluço no final e rindo. – Oq que você ta fazendo aqui?
– Eu vim te buscar. – eu tive que praticamente gritar para ela me ouvir.
– Mas eu não quero ir. – ela disse fazendo bico e eu ri. Segurei em sua cintura e a desci do palco. – Você é forte. For-te.
Ela separou a palavra e riu. Passei um dos seus braços pelo meu ombro e comecei a rebocá-la para fora.
Cheguei no “nosso” apartamento ainda arrastando-a. Fui para o banheiro, colocando-a embaixo do chuveiro e ligando-o no mais frio.
– Não. – ela protestou ainda com a voz arrastada. – Ta muito fria.
Ela começou a espernear e eu ri. Luce parecia uma criança birrenta. Ela parou de se debater e me olhou mordendo o lábio. Lá vem.
– Esquenta a água comigo Adam. – ela disse numa voz baixa e riu.
– Para de morder o lábio. – eu disse me segurando para não agarrá-la.
– Por quê? – ela inclinou a cabeça pro lado, mordendo o bendito lábio. Não me segurei e a prensei contra a parede, beijando-a com vontade.
Essa garota me enlouquece.
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