I Will Protect You
15 Capítulo 15 - It's Real?
Notas iniciais
Acordei com uma forte dor de cabeça. Ao me sentar foi como se tudo estivesse girando. Levantei-me devagar, indo para o banheiro e lavando o rosto. Troquei de roupa e fui praticamente me arrastando para a cozinha.
– Bom dia. – Adam disse e eu gemi, debruçando-me sobre a mesa. – Tudo bem?
– Não.
– Toma, isso ajudar. – ele me entregou uma caneca de café e eu fiz uma careta ao tomar o liquido forte. – Tem que ser forte assim. Vai curar a ressaca.
– Ressaca? Mas eu não... – me lembrei da noite passada e corei olhando para Adam que ria. – E você nem pra me ajudar. – eu o chutei de leve na perna por baixo e ele riu ainda mais.
– Eu até tentei te ajudar. – ele sorriu e se inclinou sobre a mesa, ficando com o rosto próximo ao meu. – Quem ficava me provocando era você.
Mostrei a língua para ele que sorriu. O celular dele vibrou e ele o pegou, olhando para a tela e franzindo o cenho.
– Tudo bem? – perguntei olhando para ele que hesitou um pouco antes de guardar o aparelho e olhar pra mim sorrindo.
– Tudo. Luke precisa de ajuda, vou encontrá-lo hoje à tarde.
Concordei tomando mais um gole do café. Adam preparou uma caneca para si mesmo e se sentou a minha frente, tomando da bebida e com o olhar distante. Ele parecia estranho, mas como ele disse estava tudo bem.
Uma semana depois:
Eu batia o lápis distraidamente sobre a carteira. Estávamos nos últimos minutos da ultima aula e a manha tinha sido um completo tédio. A única coisa que me distraiu foi as loucuras de Kath. Raquel não veio novamente, ela não aparecia a quase um mês e eu devia agradecer por isso. Adam sumiu, hoje pela manha ele não estava em casa quando acordei.
– Hey, vamos? – ouvi a voz de Kath do meu lado e me levantei rápido, guardando minhas coisas e a acompanhando pelo corredor. – Pensando no Love?
– Um pouco. – eu disse e nós duas rimos. – Hoje de manha ele não estava. Estou preocupada.
– Ah, que isso Lucia. – Kath disse e parou em minha frente no portão do colégio. – Adam ama você e Ace é uma coisa que nunca, nunca pode acabar. Eu nem tive chance de ser madrinha do casamento. E nem dos filhos.
– Katherine. Vamos manter a calma, por favor? – eu disse e ela riu.
– Tudo bem, tudo bem. Agora eu tenho que ir. Tchau amada.
A acompanhei com o olhar até a mesma virar a esquina. Kath era maluca de um jeito que só ela conseguia e às vezes eu acho que isso me contagia.
Estacionei o carro atrás do de Adam em frente ao meu prédio. Sai do elevador e abri a porta me deparando com malas no meio do corredor. O que diabos estava acontecendo?
– Adam?
– Lucia, eu precisava falar com você. – Adam apareceu e ficou a minha frente. Sem abraços, nem beijos ou explicações.
– Sobre o que exatamente?
– Sobre nós. – ele disse isso numa forma tão fria e sem emoção que eu me perguntei se esse era o mesmo Adam que eu conhecia. – Acho que essa historia já foi longe demais.
– Como assim? – senti a mochila escorregar do meu ombro e cair com um baque no chão. Adam olhou pra mim de forma despreocupada e deu de ombros.
– Acho que eu já te iludi demais Lucia. Eu não sou pra você e nem você pra mim. A melhor escolha que a gente pode fazer é se distanciar um do outro. Rápido e fácil.
– Fácil? – eu perguntei o encarando com raiva. – Quem é você? O Adam que eu conheço não faria isso.
– Talvez você não me conheça tão bem assim.
– Adam, olha pra mim. – me aproximei dele e segurei seu rosto, encarando os olhos azuis escuros. – Diz que você não me ama. Diz que tudo foi mentira e que você quer ficar longe de mim.
– Você ouviu Lucia. – ele segurou meus pulsos e afastou minhas mãos do seu rosto. – Meu dever era te proteger e agora eu não preciso mais. Você está são e salva e não há mais nada para mim fazer aqui. Sinto muito por ter deixado essa historia ir tão longe, mas agora é melhor para nós dois nos afastarmos. Adeus Lucia.
Ele pegou as malas e fechou a porta com força. Senti as lagrimas escorrerem e cai de joelhos. E gritei. Gritei até minha garganta doer, até as lagrimas acabarem e eu ficar encolhida próximo a parede soltando pequenos soluços. Isso não podia estar acontecendo. Isso não pode ser real. Nesse ultimo mês minha vida havia se transformado em um perfeito paraíso e agora parecia que tinha virado um inferno. Meus olhos doíam, assim como minha garganta e minha boca estava seca. Mas eu não queria me mexer, tudo o que eu ia fazer era ficar ali, parada, olhando para qualquer ponto. Esperando que essa dor passasse.
Adam:
Eu dirigia loucamente sem nem pensar no que fazia. Minha vida estava sendo destruída e eu não podia fazer absolutamente nada. Por que se eu fizesse quem eu mais amo iria sofrer. Somente a lembrança da Lucia fez meu coração se apertar. Eu podia imaginar o quanto ela estava magoada, mas era melhor assim. Ela devia se manter longe de mim. As coisas com as quais eu me envolvi foram mais fortes do que eu contei para ela e parece que agora o passado veio me cobrar.
Parei o carro em frente a uma casa chique fora da cidade. Cumprimentei os seguranças e entrei no lugar, encarando o homem sentado no meio do salão.
– Muito bom Bennet. Sabe que o senhor Thompson não gosta de atrasos. – o homem disse e riu de forma lunática.
– Quem é você?
– Meu pai não falou de mim? Que tipo de pai eu tenho? – o homem riu e se levantou parando a minha frente. – Agora quem cuida dos negócios do meu pai sou eu. E ele me disse que você tem algumas dividas conosco. – ele me olhou sínico e estendeu a mão. – Mas isso não importa agora. Deixe-me apresentar. Eu sou o filho mais velho do Sr. Thompsom. Meu nome é Harry.
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