I Will Be Alright

2 Cap. 2 - Isso tudo é uma P*** falta de sacanagem


Notas iniciais
Oi gente.

Ponto de vista da Renesmee a partir de agora.

Boa leitura.

– Filha!

– Renesmee!

– Renesmee Accola, se você não falar com sua mãe agora, você está de castigo pro resto da sua vida. – Mamãe cruzou os braços, braba.

Eu bufei, não quero me mudar de novo. Ainda mais pra uma cidade que ninguém nunca ouviu falar, F-O-R-K-S. Ninguém nem sabe onde fica isso, poxa.

Se me perguntarem: ‘Renesmee, onde você mora?’ Eu vou responder: ‘ Onde Judas perdeu as botas’. Não, perai. Essa maldita cidade deve ficar aonde ele cortou as unhas do pé, por que né...

– Mas mãe, eu não quero ir. – Fiz biquinho. Eu pareço uma criança.

Ela suspirou e sentou ao meu lado, começando a me explicar tudo o que ela havia dito á alguns minutos atrás.

Ela e papai vão se separar, e ela vai ficar comigo. (Ainda bem por que eu não quero ser abandonada de novo). E aqui em NY é muito caro e tals tals tals. Então nós vamos nos mudar para essa tal de Forks, que é uma cidade tranqüila e fria. Por que eu amo frio! E minha mãe vai fazer minhas vontades.

E lá a nossa vida vai ser melhor, longe do canalha do meu pai, que acabou de nos abandonar por uma menina que é só 2 anos mais velha que eu – eu tenho quase 18 anos. — E também vai ser longe de todas as encrencas que eu arrumei aqui.

Tipo, esses negócios de coisas sobrenaturais, minha mãe acha que eu sou tipo uma super heroína, eu sei. Ridículo. Mas eu sei o que eu sou, Tereza disse que eu sou especial, uma vampira especial. Diferente de tudo que todos já viram. Tereza era tipo a ‘madre chefe’ do orfanato onde eu morava, era assim que eu a chamava. Apesar de ser bem rígida comigo, ela era uma das poucas pessoas que gostavam de mim lá.

O orfanato onde eu vivia me ensinou muitas coisas, principalmente como ser forte. Como fingir que está tudo bem quando na verdade está tudo uma droga, me ensinou também a ser grossa, fria e bem na minha. Nunca fui de falar muito, então isso facilitou um pouco nos castigos que eu ganhava, mas isso só no começo, por que depois o tempo foi passando e eu respondia pra todo mundo. Isso me fazia ficar uns 3 dias de castigo por semana. Mas sabe, nunca me importei muito com esses castigos, esses eram horríveis, claro, ainda mais para uma garotinha sem ninguém no mundo. Eles nos trancavam em um quarto escuro e nos deixavam lá. Depois de estar acostumada com aquilo, eles me levaram para um castigo pior, eu teria que limpar banheiros e essas coisas, mas pra minha sorte eu posso fazer as coisas rápidas, então eu terminava logo e acabava treinando meus poderes, é assim que eu chamo essas coisas que acontecem comigo.

Mas, a dor desses castigos só me fizeram perceber que eu sou bem mais forte que antes, e também me ensinaram mais e mais sobre a vida, e a saber que você não deve confiar em ninguém, só em você mesmo, por que se não você se fode.

– Então, termine de arrumar suas coisas. – Mamãe saiu do meu quarto, levanto apenas a mochila que eu já havia arrumado. Olhei pro meu quarto e suspirei, ainda falta bastante coisa.

Minha mãe não gosta quando eu uso meus poderes, mas o que eu vou fazer? Se eles existem, eu não posso ignorar. Haha

Abri as duas malas que estavam em cima da cama e comecei a correr pelo quarto em velocidade sobre humana, ia jogando as coisas para dentro da mala enquanto tentava fazer o mínimo barulho possível. Quando acabei, sorri.

Mas percebi algo que eu havia deixado algo para trás. Em baixo da escrivaninha, tinha um colar, mas estava meio velho já, e tinha alguma coisa escrita nele. Era ‘’Mais que a minha própria vida’’ Mas estava em outra língua, como eu sabia que isso era o que estava escrito? Simples. Eu não sei, só chutei.

Aproximei-me e o peguei, quando vozes e imagens começaram a invadir minha mente.

– Renesmee! Venha aqui. Não vá muito longe! É perigoso.

– Mas... mãe!

– Mãe?

Voltei a si, foi como se eu tivesse levado um susto.

Droga, mais lembranças de como minha vida era antes de minha ‘’mamãezinha’’ e meu ‘’papaizinho’’ de sangue, me abandonarem naquele maldito orfanato.

Como se eles realmente me amavam né, essas lembranças só podem estar erradas...

Então entendi.

Elas só aparecem quando eu vejo ou toco alguma coisa que se liga com isso, então quer dizer que esse colar era de algum deles. Ou até meu.

Mas, por que o colar está aqui? Na minha casa?

Será que minha mãe tem alguma haver com isso?

Bom, eu sei que eles se chamam Isabella e Edward, e o sobrenome é Cullen. Minha mãe me disse isso. E eu não sei mais nada, na verdade eu não lembro de nada... Eu sei, eu deveria lembrar por que eu sou uma vampira, mas eu não lembro. Eu não consigo!

Suspirei.

E percebi minha mãe entrar em meu quarto e pegar minhas outras malas.

Hora perfeita para...

– Mãe! – Berrei, quando ela estava quase saindo do meu quarto.

– Sim? – Ela se virou.

– Posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

Respirei fundo.

– O que você sabe sobre os meus pais verdadeiros? – Falei rápido.

Ela me olhou triste, não gostava de falar sobre aquilo. Eu também não gosto mais fazer o que?

– Eu sei tudo o que você já sabe, Isabella, Edward... Cullens. Essas coisas.

– Mãe... por favor. – Pedi, estava prestes a me ajoelhar no chão.

– Filha. Lembra do nosso combinado? Eu vou te contar tudo, só quando você fizesse 18 anos.

– Mas faltam algumas semanas!

– Não importa. Eu vou esperar, e você também. – Ela começou a andar novamente. – Pode me ajudar aqui? Estão pesadas, parece que você pois pedra aqui dentro.

– Ah, claro mãe. Eu peguei pedras para me lembrar daqui. E quando nós chegarmos naquele fim de mundo, eu vou jogá-las em um carro e falar ‘’HAHA! Garota de Nova York, otário’’ – Ironizei, e para dar um toque mais irônico, dei uma risadinha irônica também.

Peguei algumas malas e sai junto com minha mãe, para colocá-las no carro.

• • •


Tonight. We are young, so let's set the world on fire. We can burn brighter than the sun ♫ (Hoje à noite, somos jovens. Então vamos definir o mundo em chamas, nós podemos queimar mais brilhantes que o sol)

Comecei a cantar, quando estou com meus fones de ouvido ninguém me segura.

Eu canto bem, eu acho. Minha paixão é cantar no chuveiro, e nas horas vagas ainda faço um show particular para o meu shampoo.

Mas isso não vêem ao caso, estou no avião agora. Indo pra um outro fim de mundo que tem aeroporto, e depois vamos de carro para o fim de mundo chamado Forks.

Eu mereço.

Mas se minha mãe pensa que eu vou ser boazinha lá, como eu não sou aqui.

Ela está enganada.

Eu vou ser muito pior.

Notas finais
Comentem muuuito, please *-*