I Was Feeling Epic - O final que queríamos

2 Página 2: um banho de sangue chegando


— O que faz aqui? Já nos conhecemos faz quase uma eternidade, não tenho mais paciência com esses seus joguinhos. – perguntou Damon revirando os olhos impacientemente.

— Pelo menos já ficam avisados. – disse Katherine como se já quisesse terminar logo o serviço. – Essa cidade irá queimar em questão de tempo e todos virarão pó. – os olhou com cinismo, em parte com um deleite de vingança. – Não mandei me mandarem para o inferno.

— Eu te matei porque você continua egoísta e não se importa com ninguém além de si mesma. – retrucou Stefan ressentido por ter confiado nela várias vezes e ela ter traído a sua confiança.

— Eu me importei com você, era a nossa história de amor. – se aproximou dele quase tocando-o até dar um leve empurrão, deixando-o confuso. – Mas ou era eu ou vocês. – disse pensando no quanto se arriscou por ele, mas foi trocada mesmo assim.

— E é por isso que preferimos Elena a você, ela não é uma vadia sem coração! – disse Damon a encarando sério.

— E é por isso que qualquer mulher escolheria o Stefan, você é tão rude sem elegância que nem... – antes que Katherine retribuísse a provocação levou uma estaca no coração e desmaiou, mas segurando o seu vestido preto decotado que teve tanto trabalho para escolher para esse evento.

— Ela vai voltar. Precisamos esconder o caixão onde está Elena! – alertou Stefan preocupado.

— Pelo menos ela calou a boca. – riu de leve Damon ao vê-la consumir o seu próprio veneno. – Mas está certo, mas alguém tem que ficar de olho na vadia.

— Eu posso. Cuide de Elena. – se ofereceu Stefan, pois sabia da ansiedade do irmão em encontrar o fragmento de felicidade que ele tanto estimara.

— Se cuida, Stefan. – alertou Damon deixando o local.

Pov Matt

Às 8 horas da noite... Estava Matt na delegacia tão obscura quanto a calada da noite olhando para o caixão onde estava a sua atual amiga, Elena. Sim, ainda era muito para ele acreditar como ela havia adormecido por magia e que muitos seres sobrenaturais estavam à espreita procurando alguém para destruir, incluindo muitos dos seus amigos.

— Eu só queria uma vida normal, para nós. – murmurou pensando na perda de sua família por seres sobrenaturais e no quanto queria se ver livre de tudo aquilo.

— Eu também irmão. – disse uma voz que ele reconheceu e se assustou ao se confirmar a sua certeza.

— O que está fazendo aqui? Eu achei que... – perguntou Matt quase a se emocionar ao ver a sua amada irmã, Vick, até se lembrar de seres que ele ficou sabendo que queriam destruir a cidade. – Você não...

— Eu não tenho escolha! Passei quase uma eternidade sendo torturada naquele lugar. – disse Vick quase a chorar ao se lembrar das torturas mentais e até físicas que passou no inferno de Cade. – Eu só quero paz. – se lembrou de sua vida conturbada que parecia não ter fim.

— Você não precisa fazer isso, arrumaremos um jeito. – abraçou a sua irmã fortemente para tentar confortá-la mesmo com sua própria ansiedade.

Pov Damon

Estava Damon a caminhar pela delegacia perdido em seus pensamentos, pois fazia tempo que não via a sua amada Elena que o salvou da escuridão, mas que isso tudo poderia ser destruído pelos planos maléficos de Katherine.

— Vou matar quem estiver no nosso caminho. – pensou em voz alta com sede de sangue.

Mas, parou os passos bruscamente ao encontrar o caixão, respirar fundo e numa ansiedade a abri-lo que estava sem ela! Deixando-o ainda mais confuso e agonizado ao ver Vick que parecia estar por trás de tudo.

— Onde está a Elena?! – gritou como se quisesse matar alguém. – Você está por trás de tudo?

— Você fez isso, Vick? – perguntou Matt tentando colocar as ideias no lugar pela possibilidade de sua irmã está metida nisso, e para Damon não mandá-la de novo para aquele lugar.

— Eu só ia tocar o sino do inferno quando todos estivessem distraídos. – Vick resolveu jogar tudo de uma vez, pois já havia enganado o irmão e queria ao menos voltar pra lá e saber que Matt estava bem. – Mas não sei para onde foi a Elena.

— Então onde ela deve estar? – se questionou Damon ainda mais ansioso e se preparando para um grande plano que poderia colocar um fim nesse caos todo.

Pov Caroline

Um dia depois... Às 2 horas da tarde... Estava Caroline pensativa em um banco de uma pequena praça de Mystic Falls, respirando o ar frio que a fizeram se lembrar dos momentos turbulentos, mas que tinham um pouco de felicidade que passava com a sua mãe, Lizzie e os seus grandes amigos.

— Eu preciso encontrar uma outra saída. – pensou Caroline em voz alta.

Não demorou muito tempo até que chegasse um homem loiro e de camiseta cinza de manga comprida e calça preta que o davam uma singularidade.

— Olá amor.

— Klaus! – exclamou Caroline.

— Eu estava resolvendo umas coisas sobre a minha filha até receber sua ligação. Como estávamos de viagem, resolvi vir até aqui te ajudar no que precisar enquanto Rebekah cuida de tudo. – se explicou Klaus levemente encantado pelo sorriso grato dela.

— Obrigada, é uma história longa. – disse Caroline dando um leve sorriso de gratidão ao ver o homem maduro que ele se tornou.

Depois de uma hora com ambos tomando um sorvete na praça e Caroline explicando detalhe por detalhe, Klaus ficou cada vez mais determinado a acabar com a vida de qualquer um que quisesse atormentar Caroline.

— Pode contar comigo, eles que lutem, sou Klaus Mikaelson.

— Mas por que está fazendo isso? – perguntou Caroline preocupada de estar metendo-o em apuros agora que ele está finalmente encontrando a sua humanidade.

— Porque você foi uma das poucas pessoas que me ensinou a ser bom quando eu nem mesmo acreditava nisso, e também por todo o caos que te fiz passar. – respondeu Klaus com remorso e se sentindo indigno de uma pessoa tão bondosa quanto ela.

— Mas você mudou, e acho que no fundo agora eu sei que você não é o vilão da minha história. – retrucou Caroline feliz pelo seu ato de coragem até beijar a sua testa, que o deixou paralisado de afeição. – É a Katherine, ela quem deve pagar por tudo.

— Sempre a Katherine. – olhou para o horizonte sério. – Onde estão Stefan e o Damon?

— Estão atrás do corpo da Elena e tentando conter Katherine.

— Vai ser um banho de sangue. – riu de nostalgia ao se lembrar da amizade que teve com Stefan por um tempo.

— Agora vamos procurar Bonnie, eu tenho um grande plano. – disse Caroline determinada antes de ser segurada por Klaus.

— Quando tudo isso acabar topa ir para Nova Orleães comigo? – perguntou Klaus admirado pela sua determinação. – Posso realizar todos os seus sonhos como prometi.

— Eu... vou pensar. Vou me casar com Stefan. – respondeu francamente com um aperto no peito, mas que a fez refletir sobre algumas coisas.

— Tudo bem, vou esperar. – sorriu Klaus embora com pouca expectativa de que ela fosse trocar um homem bom como o Stefan por um psicótico que nem ele, e com razão.

Com isso, ambos entraram num carro preto e luxuoso trazido por Klaus, trocaram um breve olhar de admiração pelas pessoas que se tornaram, mas que foi interrompido pela urgência da missão de salvar Mystic Falls.

Pov Bonnie

Estava Bonnie treinando os seus feitiços com todas as forças que ainda lhe restavam: em nome de suas ancestrais que sofreram para manter Mystic Falls, em nome de seus amigos e em nome de seu grande amor, Enzo, que se sacrificou por ela e lhe trouxe paz que ela passou a desconhecer diante de tanta luta e sofrimento.

— Você consegue, Bonnie. – sussurrou o fantasma de Enzo.

— Eu sou um fracasso! Não consegui proteger Elena e nem você. – lagrimou de arrependimento e por se sentir inerte diante de tantas perdas. Por isso, passou a duvidar de sua capacidade de intervir para salvar aqueles que ama.

De repente, se aproximou dela uma pessoa com um vestido azul escuro acima dos joelhos e com cabelos marrons que a deixaram surpresa, para não dizer emocionada até as suas veias.

— Elena?! – exclamou Bonnie.

— Se eu estou aqui... Como você está? – se perguntou Elena não sabendo como processar tanta informação e emoção.

— Prendi Kai na prisão, acho que com isso o feitiço se desfez. – a abraçou fortemente como se quisesse despejar todas as emoções que estava sentindo.

— Eu tenho orgulho de você. – a retribuiu o abraço de maneira desajeitada, pois havia perdido a coordenação motora depois de um grande tempo adormecida. – Está me sufocando.

— Desculpa. – riu emocionada Bonnie limpando as suas lágrimas e as da amiga que estavam começando a cair.

— E os outros? O que houve enquanto eu estava dormindo? – perguntou Elena ao notar uma tensão no ar, o que a deixou preocupada de que uma nova ameaça estava aguardando a todos.