I Was Feeling Epic - O final que queríamos

3 Página 3: o confronto (as peças contra o inferno)


Notas iniciais
Postei no SpiritFanfic também, quem quiser acompanhar por lá também. Obs: aqui teremos outras alterações (como o fato de que Steroline não se casou e Elena já desperta).

Bonnie segurou as mãos da Elena tanto para certificar de que era ela mesma ali quanto para explicar todos os detalhes que os assombravam desde que ela havia adormecido.

— Precisamos deter Katherine, mas confesso que dessa vez eu não sei bem como conseguirei tudo isso. – confessou Bonnie com um pouco de insegurança e melancolia ao se lembrar de como não conseguiu salvar Enzo e os seus familiares, e com o medo de perder os seus amigos também.

— Você é a mulher mais forte que já conheci. – retrucou Elena a abraçando para retribuir todo o sacrifício que a amiga fez por ela, e para confortá-la diante de tanta tragédia. – Eu sei que não sou tão poderosa quanto você, mas podemos fazer isso juntas.

— Obrigada, Elena. – disse Bonnie ainda com medo, mas com um pouco de conforto ao ter a sua amiga de volta. – É tão bom te ter de volta.

Minutos depois... Ambas estavam tomando um chá feito pela Bonnie, tanto para se preparar para uma nova batalha quanto para recordar os velhos tempos.

— Sinto falta desses momentos. – confessou Elena se lembrando de quando elas e Caroline aproveitavam os tempos livres para relaxar seja com chá ou com bebida. – Desde que eles vieram nossa vida tem sido uma correria, você bem me disse naquele dia.

— Não imaginava que seria tão intenso, mas aprendi que é a vida. – suspirou Bonnie tentando manter a mente focada e logo a pensar em um plano para ao menos tentar salvar uma grande parte dos seus amigos, mesmo com a vontade de querer desistir de tudo. – Só precisamos logo de um plano.

Não demorou muito tempo até que a campainha tocasse e Bonnie se deparassem com Caroline e Klaus, o que surpreendeu Bonnie.

— Ele veio ajudar, quanto mais gente para deter aquele monstro melhor. – disse logo Caroline andando pelos móveis da casa.

— Ainda não confio em você, mas se veio ajudar. – confessou Bonnie ainda desconfiada, mas pensando no quanto ele era habilidoso e na forte aliança que resultaria.

— Também não gosto de você, mas precisamos unir forças. – rebateu Klaus um pouco impaciente, mas determinado a dar o melhor de si.

— Elena! – exclamou Caroline ao ver a sua amiga, mas antes verificou se era ela ou a Katherine.

— Caroline! Sou eu! – disse Elena sentindo dores no rosto ao ser nocauteada por Caroline. – Está mais forte do que imagina.

— É você mesma. – disse Caroline levemente envergonhada antes de levantá-la que estava lagrimando de dor. – Pensei que fosse a Katherine.

— É desprovida de inteligência e ousadia, é a Elena. – comentou Klaus em voz alta antes de levar um soco da Caroline e se arrepender depois. – Me desculpe.

— Não fale assim da Elena, ela é minha amiga. – alertou Caroline chateada antes de se juntar às suas amigas na sala e começarem a raciocinar algo.

— Ah, a Lizzie e a Jo foram buscadas pelo Alaric. – disse Bonnie.

— Melhor, porque não quero traumatizá-las para o que irá acontecer por aqui. – disse Caroline aliviada por um lado, mas preocupada por outro apesar de Alaric ser um bom pai, tinha Katherine e outros seres à solta.

— Espere, elas são...? – perguntou Elena juntando os eixos até ver a expressão de confirmação da Caroline. – Por quanto tempo eu dormi? – ficou surpresa, pois ainda não imaginava a sua amiga como mãe tão jovem. – Você e o Alaric namoram?

— Não, é uma longa história. – deu um riso rápido antes de começar a ajeitar as coisas.

Pov Damon

Às 4 horas da tarde... No carro dirigido por Matt... Estava Damon ansioso para chegar à sua mansão para se reunir com todos para buscar uma forma de deter Katherine, e encontrar a sua amada Elena que o amou mesmo ele sendo um homem miserável e tê-la colocado nesse estado. Fora rejeitado pelo pai que preferia o seu irmão, por Katherine e as pessoas que o consideravam ou um caso perdido ou um jovem emocional fraco, mas Elena o inspirava a ser uma pessoa melhor e quis permanecer ao seu lado mesmo o mundo conspirando contra eles: a profecia, os amigos dela e até os inimigos. Não só isso, como queria ter filhos e um futuro com ele, fazendo com que Damon quisesse chorar de tamanha felicidade ao ouvir isso, pois com ela se sentira humano de verdade.

— Quantas badaladas o inferno precisa? – perguntou Matt da Vick que estava no banco ao lado.

— Três, depois disso as chamas aparecerão e tudo será destruído. – respondeu Vick sentindo um pouco de preocupação pelo seu irmão, e arrependimento ao ver o quanto fora tola e medrosa esse tempo todo.

Com isso, Damon fora tirado de seus devaneios e voltou ao seu foco: sua sede de vingança contra Katherine e qualquer um que quisesse destruir tudo que ele se importava mais do que a própria vida: Elena, seus amigos mesmo que às vezes tenham altos e baixos, e Stefan por quem ele se sacrificaria sem pensar suas vezes por tudo que ele o ajudou e não desistiu dele apesar de tudo.

— Oi, Bonnie. – disse Damon atendendo a ligação antes de seus olhos ficarem surpresos pelo o que ouviu.

Pov Stefan

Enquanto isso... Na cripta do cemitério... Estava Stefan perdido em seus devaneios pensando nos tempos de infância até os momentos atuais que passou em Mystic Falls, que apesar de ser cheio de trevas, tinham pessoas que ele se importava de uma maneira que sempre a sua humanidade voltava, o que era mais forte do que o seu lado mais obscuro: seus amigos e Damon, o seu amado irmão que mesmo com o seu jeito louco de ser, ele sentia que no fundo era amado por ele e no quanto se sacrificaria por ele quantas vezes fosse necessário.

— Pensando em ser o herói de novo? – perguntou Katherine ainda preocupada ao ver Stefan melancólico, pois ainda sentia um pouco de afeto por ele mesmo que o seu sentimento de vingança fosse mais forte.

— Pois ao contrário de você, eu prefiro os outros do que a mim. – respondeu Stefan a fitando decepcionado pelo que se tornou: uma mulher fria e egoísta que ele nem sabia se algum dia ela o amou de verdade. – Nem sei se me amou de verdade alguma vez.

— Me sacrifiquei por você várias vezes e ainda acha que eu só estava te manipulando? A sua burrice me irrita às vezes. – retrucou Katherine um pouco ressentida pela desconfiança dele depois de tudo o que ela fez por ele. – Eu fui perseguida e manipulada a vida toda, mas mesmo assim voltei por você e fiquei te vigiando. Acha que isso foi fácil pra mim? Eu sinto medos também. – antes que notasse lagrimou com uma mistura de ódio por ele tê-la matado sem chances de ouvir o seu lado da história, e amor por ainda se importar com ele ao ver a sua expressão empática.

— Katherine, eu... – tentou dizer Stefan ao perceber uma lágrima de vulnerabilidade no seu rosto por trás daquela mulher fria e sobrevivente, ainda restava um pouco de inocência em seu rosto e quem sabe preocupação genuína por ele. Ela poderia ser má, mas ainda não o matou, com isso, se sentiu um pouco duro com ela.

— Não importa o que eu faça, você nunca se sacrificaria por mim mesmo e eu quebrando os meus saltos altos em vão. – retrucou Katherine se sentindo idiota por ter se desgastado por um homem que não faria nem um pouco por ela.

— Oi. – disse Stefan atendendo uma ligação. – Sim, estou com ela aqui.

Antes que ele tentasse ou abraçá-la por piedade ou matá-la, mas de precaução, o chutou na barriga e foi embora da cripta antes que morresse outra vez.

— Eu sabia, sou Katherine Pierce. – disse ainda mais ressentida e com um forte sentimento de vingança por tentar ser boa, mas ser manipulada outra vez.

Pov Klaus

Às 5 horas da tarde... Na mansão dos Salvatores... Estava Klaus a olhar para os móveis da casa e a lembrar da cumplicidade que os Salvatores tinham mesmo diante de tantos conflitos, seja entre eles ou não, uma cumplicidade que ele mesmo invejava, pois com um tempo passou a conquistar a lealdade de seus irmãos por medo e não por amor, ao contrário dos Salvatores que se amavam acima de tudo. Outro detalhe que ele os invejava era a capacidade de serem amados mesmo com toda a escuridão que tinham, o Damon pela Elena e o Stefan pela Caroline, isso o deixou com uma leve tristeza ao se lembrar de que eles se casariam, mas logo voltou a ficar aliviado por saber que Caroline teria um bom homem ao lado dela.

— Não toque em nada! – alertou Bonnie ainda desconfiada.

— Não irei não, não quero guerra por enquanto. – retrucou Klaus.

— O Klaus parece diferente. – observou Elena no quanto ele parecia diferente daquele híbrido perverso que conhecera.

— Ele é pai agora, se o Damon mudou, por que o Klaus não? – disse Caroline o olhando de uma maneira que ele se sentiu admirado e reconhecido.

— Ainda quero destruir os meus inimigos, mas só quando é necessário. – disse Klaus com franqueza, pois ainda era um híbrido sedento por sangue e não poderia mentir assim para Caroline.

— Pare de ser muito duro. – retrucou Caroline dando um riso ao ver que o homem intimidador que conheceu havia se tornado um homem mais humilde e franco.

— Sou um pouco vampiro, claro que sou um pouco duro. – Klaus tentou fazer uma piada que foi retribuída por Caroline com um sorriso que o encantava ainda que adormecia os seus instintos mais animais.

Antes que Klaus tomasse coragem para fazê-la seguir em frente por conta do Stefan ser um homem melhor e ele se achar um monstro para ela, foi interrompido pelo barulho da campainha que eram os Salvatores.

— Olá, Salvatores. – disse Klaus.

— Pelo visto até o dinossauro está aqui. – comentou Damon surpreso entrando.

— Katherine fugiu. – alertou Stefan se sentindo um idiota por não ter seguido o plano.

— Vamos acabar com ela. – disse Damon com determinação. – E o dinossauro original.

— O seu senso de humor é horrível. – revirou os olhos Klaus pela falta de foco.

Pov Elena

Estava Elena vestindo uma calça jeans confortável no quarto de hóspedes onde estava Bonnie, e uma camiseta longa de manga cinza. Depois se olhou no espelho e se lembrou do quanto a sua vida adormecida era perfeita comparada os tormentos que seus amigos passaram nesses tempos, Caroline prestes a perder as filhas, Stefan o irmão e Bonnie um amor que ela arranjou, isso tudo deixou Elena triste, pois se para ela já era dolorido imagina para Bonnie que teve que suportar tudo sozinha.

— Preciso fazer algo dessa vez. – disse Elena reflexiva e determinada mesmo que isso custasse a sua vida permanentemente, pois os seus amigos mereciam ser felizes e Damon, mesmo que ela o amasse e quisesse ter um futuro com ele, queria proporcionar todo o conforto que lhe fora negado: o de ser humano e ter uma vida feliz.

Minutos depois, Elena desceu as escadas e quase tropeçou ao se deparar com Damon que estava com uma blusa preta com manga curta e jeans da mesma cor, ele por si ficou paralisado, possivelmente tentando decifrar se era ela mesma. Mesmo que fosse nocauteada que nem fora por Caroline, Elena se atirou em seus braços e fez um cafuné em sua cabeça como se para compensar o tempo que ficaram longe um do outro e a chance de aproveitar o que poderia ser o último momento com ele.

— Senti sua falta, Elena. – murmurou Damon com as emoções a flor da pele e retribuir o seu abraço com todo o amor e paz que estava sentindo.

Pov Bonnie

Às 6 horas da tarde... Estavam todos reunidos na sala de jantar cada um com uma carta na manga visando proteger as coisas que mais estimavam contra tudo e todos que entrassem em seus caminhos. Os Salvatores e Klaus falavam em armas sobrenaturais e humanas, enquanto suas amigas criavam planos sobre como salvar os reféns caso o plano desse errado. Bonnie diante disso, pensou em todas as forças que tivera durante todos esses anos ao perceber que perdera tantas pessoas importantes e continuou a bruxa guerreira que a sua avó a ensinou ser.

Porém, logo se deparou com uma sensação de vazio ao ver as mãos de Damon e Elena entrelaçadas, e os olhares discretos entre Klaus e Caroline. Tudo isso a fez se lembrar de Enzo, o vampiro irritante e com complexo de vítima que ela conhecera, mas que com o tempo passou a protegê-la de inicio por conveniência para depois conquistar benefícios de sobrevivência, até que com o tempo viraram confidentes e amantes. Poderiam ter sido poucos anos, mas foram os mais iluminados que passou na sua vida depois da perda de sua avó, desde quando a ensinou a arte da música, até as viagens que fizeram pela França e se divertiram como dois amantes normais, e nos momentos recentes antes de sua morte quando ele se declarou ao falar do como ela o fez se sentir vivo e como se sacrificaria só para fazê-la feliz.

— A culpa foi minha. – disse Stefan ao notar a sua melancolia.

— Você estava desligado. – retrucou Bonnie mesmo que ainda sentisse um pouco de raiva por ter a sua felicidade destruída, logo pensou no quanto Stefan perdeu tanto quanto ela e fora manipulado para salvar a todos, causando a sua desumanização que tanto o doía. – Precisamos nos salvar. – tentou confortá-lo.

— Tenho vários arsenais, posso pedir para Elijah trazer para cá. – disse Klaus.

— Tenho ainda umas balas contra lobisomens e uma bruxa mais forte do que muitos por aqui. – disse Damon tentando amenizar a dor de Bonnie e tentar levantar a sua autoestima, pois sabia como era se sentir sozinho.

— Admiro o seu narcisismo até com os seus amigos. – disse Bonnie levemente feliz por ver o seu amigo melhor, mesmo que ele ainda a irritasse. – Já tenho algum feitiço em mente. – pensou no feitiço “proibido” por ser muito forte que aprendera nos livros de magia das Bennetts, mas que precisava se arriscar, pelas pessoas que ama, pelas suas ancestrais e por Mystic Falls.

— Posso distrair Katherine. – se voluntariou Elena.

— Tem certeza de que quer fazer isso? – perguntou Damon preocupado.

— Eu posso fazer isso. – sorriu Elena tentando acalmá-lo.

— Se ela fizer algo me chama. – disse Damon mesmo querendo impedi-la, mas que precisava confiar mais em suas decisões e de que tudo poderia dar certo.

— Posso arranjar verbena contra ela. – pensou Caroline. – E quem deterá o fogo?

— Eu! Podem confiar em mim. – disse Bonnie com mais determinação do que nunca, ainda mais ao ver o sorriso do Enzo fantasma ao seu lado falando:

— Eu acredito em você.

— Ótimo. Bonnie com o fogo, Klaus e Damon com os arsenais, Elena com Katherine e eu jogarei verbena para distrai-la. – analisou Caroline. – E a Vick?

— Matt conseguiu conter a Vick, mas não duvido nada que não tenham outros serviçais do inferno. – respondeu Damon desconfiado.

— Matt me disse aqui que cuidará dos habitantes da cidade a saírem caso algo dê errado. – disse Bonnie. – E Alaric levará as crianças para longe de Mystic Falls.

— Eu posso vigiar a Katherine e Elena de longe, não posso te deixar totalmente sozinha com ela. – disse Stefan preocupado com Elena, pois conhecendo bem a Katherine, poderia tortura-la e mata-la quando menos se espera, mas por outro lado, ainda se sentia culpado por não ter ajudado Katherine que não poderia morrer sem antes tentar mudar, ela deveria ter alguma humanidade.

— Agradeço, Stefan, mas... – alertou Elena preocupada de que Stefan caísse na armadilha mental de Katherine e de que acontecesse algo pior contra ele por causa de seu jeito bondoso.

— Eu posso, mas ficarei de longe. – insistiu Stefan determinado com mil pensamentos que fora notado por Damon e Caroline preocupados.

— Só tome cuidado. – alertou Caroline desconfiada de ele ainda sentisse algo por Katherine, o que despertou uma tristeza em Klaus ao supostamente pensar no quanto Caroline seria uma boa esposa para o Stefan.

— Vamos começar o confronto. – suspirou Bonnie e olhou para todos com um olhar de “vamos lutar nem que seja para morrer tentando”.