Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo :v Sabe, quanta polêmica que deu esse negócio da Charlie, mais do que eu esperava :v Bem, mas vale lembrar que eu tinha em mente desde a primeira temporada, mas muita gente ia acabar desistindo de ler por ser 'igualzinho a primeira', então eu deixei meio quieto, mas recentemente me fizeram esse pedido, daí o que era pra falar daqui ... uns dez capítulos, eu adiei um 'pouquinho' :v Pense bem; A Charlie se autodenominou anormal e uma aberração quando falou para Chloe, ou seja, ela é um pouco insegura com isso. Todo mundo que lê desde sempre, sabe que a Charlie pode ser um pouco tímida e mais na dela, as vezes até uma pessoa difícil, então a saída foi evitar tanto garotos quanto garotas, por isso no começo ela era assexuada. Confuso, né ? :v

13 Anos atrás ...

Charlie estava na maternidade, Rachel dormindo após horas de um cansativo trabalho de parto e Quinn ... Quinn estava sentada em frente ao médico, ao outro lado da mesa branca do consultório igualmente e enjoativamente branco.

– A senhorita deve saber o motivo de ter sido chamada aqui, não é? — O homem grisalho limpava as lentes dos óculos com uma flanela. -

– Realmente? ... não. — Respondeu a loira, num misto de curiosidade e medo. Medo de que sua amada filha recém-nascida tivesse algo grave. -

– Bem, como já deve imaginar, é sobre a Charlotte. Não se preocupe, a saúde dela é ótima e é uma criança forte. — Assegurou o médico assim que a adolescente a sua frente ficou mais pálida que o normal. -

Ela soltou o ar e assentiu nervosamente.

– Então, o que é? — Indagou, a preocupação instalando-se em sua mente. -

– A Charlotte é como você, se pode-se dizer assim. A sua mutação genética que gerou o hermafroditismo acabou ... 'passando' para ela, pode-se dizer. Porém ela é um caso mais raro que o hermafroditismo, algo como um pseudo-hermafrodita. -

– 'Pseudo'? — Perguntou uma Quinn muito, muito confusa. -

– Ela tem ambos os sistemas reprodutores, resumindo. — Concluiu o doutor, cruzando os braços. -

A loira coçou a cabeça, um tanto confusa.

– Cara, você me bugou. Mas ... então, ela é como eu? -

– Pode-se dizer que sim. Mas a diferença seria as chances altas de esterilidade. -

Um fantasma de um sorriso surgiu em seu rosto, e seu peito inflou-se, quase um tanto orgulhosa. Sua primeira filha era como ela, alguém que a entenderia no futuro. Ela não era mais única.

A loira apertou a mão do médico repetidas vezes e em um pulo saiu do consultório, como uma criança em uma manhã de Natal.

– Espera! E-e ... e se ela gostar ... de garotos? — Sussurrou consigo mesma, e um certo pânico instalou-se internamente. -

Ela olhou para o lado, onde poucos bebês estavam expostos do outro lado do vidro, mas apenas Charlie usava uma roupinha do Superman, presente de Santana e Marley.

– Algum dia vamos conversar sobre isso, eu acho. — Disse em um fio de voz, enquanto Charlie mexeu-se por milímetros, alheia a tudo o que se passava em volta. -

Notas finais
Ah, Quinn adolescente, as vezes você faz falta