I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
20 Capítulo 19 - Fourteen troubled years.
Notas iniciais
– E-eu tô nervosa! Acho que estou hiperventilando! — A ruiva choramingou, passando nervosamente as mãos pelos cabelos enquanto andava de um lado para o outro no banheiro feminino. -
– Chlo, vai ficar tudo bem. Vocês andam ensaiando pra isso faz tempo, vai dar tudo certo. — Assegurou Charlie, enquanto segurava a garota pelos ombros. -
– E-e se eu errar alguma nota? Ou errar na coreografia, ou pior, eu posso esquecer a letra- A loira revirou os olhos e beijou-a, fazendo a garota corar um pouco. -
– Pela milésima vez, as Bellas estão ótimas. Agora vai lá e quebre a perna! -
– ... No bom sentido ou se alguma coisa ficar ruim eu me jogo do palco? -
– Interprete como quiser ... não, só mande ver, ok? — Ela passou os braços pelo corpo menor, abraçando a ruiva, que retribuiu um pouco mais forte do que o desejado. -
– Ok ... você vai estar lá, né? — Indagou, olhando fundo nos olhos castanhos. -
– Claro que vou! Primeira fileira. — A loira lhe lançou uma piscadela, e a ruiva riu. -
– Eu te amo. — Chloe sussurrou, enterrando seu rosto no pescoço da mais alta. -
– Eu também te amo. -
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Primeiro foi uma boy band extremamente ruim, depois um grupo de acapella masculino um tanto feminino de mais, um grupo de uma outra escola e por fim, as Bellas.
As garotas subiram no palco, umas com sorrisos tão grandes que nem pareciam coisas humanas, outras pareciam que poderiam vomitar a qualquer segundo, e Aubrey era uma delas. Chloe por outro lado, nem parecia a garota de algumas horas atrás, seu sorriso estava confiante e cheio de alegria, e quase que instantaneamente Charlie sorriu de volta assim que a ruiva encontrou-a entre as diversas pessoas ali.
A loira fez um ‘joinha’ com as mãos e a ruiva riu do gesto. Logo cada uma das garotas do grupo colocaram-se em suas devidas posições e logo começaram a cantar alguma música que Charlie não gostava e nunca tinha escutado, mas continuou sorrindo para incentivar. Chloe estava radiante, Aubrey parecia doente mas continuava na performance, Beca apenas cantava e se mexia um pouco enquanto Emily estava muito, muito agitada. Sério, Charlie ficou com medo de que ela arranjasse algum fogo de artifício e acabasse incendiando o local.
Quando foi a vez de Aubrey fazer o solo, a garota loira cantou apenas poucas palavras, e literalmente, jogou tudo pra fora.
Todo o grupo entreolhou-se, todas as garotas em choque. As cortinas vermelhas fecharam-se seguida pelo grunhindo de nojo de alguns que tiveram a má sorte de serem alvos da garota loira.
Charlie apenas respirou fundo e levantou-se numa velocidade incrível, logo indo até o grupo nos bastidores.
...
Aubrey era consolada por uma garota que Charlie tinha que concordar que realmente tinha um decote divino. Ela chorava enquanto repetia que havia arruinado a competição, e Chloe afagava suas costas assegurando que estava tudo bem.
–Aquilo ... aquilo deveria ter acontecido? – Indagou a loira assim que Chloe levantou-se e caminhou em sua direção. –
– As vezes a Bree fica nervosa de mais e ... acaba tendo uma reação não muito boa. Isso acontece desde que eu conheço-a. – A ruiva encarava a amiga com pena. –
A garota alta passou o braço pelos ombros da mais baixa, abraçando-a de lado.
– Não acredito que ensaiamos tanto à toa! – Gritou a capitã das líderes de torcida, em meio a soluços. –
– Bree, ano que vem nós podemos fazer melhor-
– Cala a boca, Emily! –
A morena arqueou as sobrancelhas e assentiu vagarosamente, logo afastando-se da loira. Seu pescoço ficava muito bem longe das mãos de Aubrey, obrigada.
– Ela não vai desistir, vai? – Indagou Charlie em um sussurro. –
– Não. Ela só vai ficar depressiva por um tempo, mas depois passa. – Respondeu no mesmo tom de voz, sem tirar os olhos da amiga loira. –
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Sete horas da manhã, sábado. O que pessoas comuns, ou ao menos Charlie, fazem a essas horas? Exatamente, dorme. De tantas coisas que Charlie tinha puxado de Quinn, o que realmente mais a agradava era o sono incrivelmente pesado. Ela dormia profundamente, até que seu maravilhoso momento de contato com o plano atral foi interrompido pelo maldito toque do celular.
Ligação ON.
– Alô? – Sua voz saiu cansada e arrastada, enquanto coçava os olhos. –
– Que dia é hoje? – Indagou a voz de Chloe, parecendo mais feliz que o normal. –
– ... Sábado? –
– Que seria? –
– ... O que tem hoje? – Perguntou, confusa. –
– Pelo amor de Deus, é seu aniversário, Char! Agora você tem quatorze anos! – Disse a ruiva, e a loira assentiu ao outro lado da linha. –
– Ah, é ... –
– Eu vou ir na sua casa hoje! Sua mãe me chamou. Feliz aniversário, e eu te amo! – Ela falou em praticamente um fôlego, e Charlie escutou um beijo estalado antes da ligação se encerrar. –
Ligação OFF.
A loira encarou o celular por alguns segundos até que um sorriso bobo surgiu em seu rosto. Ela deixou o aparelho de lado e voltou a deitar-se, até que o barulho da porta sendo aberta seguido de passos rápidos alcançou seus ouvidos.
– Feliz aniversário, Char! – Os gêmeos gritaram em uníssono com Quinn, jogando-se em cima da garota, esmagando-a em um montinho. –
Harmony e Damian a abraçaram de lado, e Quinn apertou o tronco esguio da garota contra si.
– Eu não acredito que você está crescendo tanto! Por favor tenha cinco anos de idade para sempre! –
– Certo, acho que eu não vou passar de quatorze se continuar sendo esmagada! — Murmurou a loira, sofrendo para conseguir respirar. –
Rapidamente as crianças e Quinn ... bem, as crianças sairam de cima de Charlie, e a garota sentou-se na cama, completamente descabelada e confusa.
– O que caralhos foi isso? –
– Não seja ranzinza, Char, você ainda não tem idade pra isso. É seu aniversário, cadê a empolgação? – Indagou uma Quinn animada, e a primogênita arqueou uma sobrancelha. –
– Você não ficou feliz no seu aniversário. –
– Eu fiz trinta anos, você está fazendo quatorze! – Rebateu a mulher, apertando as bochechas da filha mais velha. –
– Certo, certo ... – Disse em meio a risos, levantando-se para abraçar a mãe e os irmãos. –
– Você saiu de dentro de mim e eu não tenho direito nem de te abraçar? – Rachel. Dramática como sempre. –
A garota revirou os olhos com um sorriso bobo no rosto, apertando o corpo pequeno de Rachel em um abraço demorado.
– Quando você ficou maior que eu? – Indagou a morena, segurando o rosto da filha mais velha nas mãos. –
Ela riu e novamente apertou-a em um abraço, que desta vez Harmony, Damian e Quinn tiveram que se juntar-se, já que Rachel sussurrou algo haver com fechar as pernas para Quinn.
...
Shelby e Judy foram as primeiras a chegarm quase esmagando os ossos da adolescente em um abraço exagerado. Logo em seguida foram todos os tios; Beth, Ruby, Frannie, Belle, Sam e Mercedes. Depois vieram o casal Karley e o casal Brittana e seus filhos, e em seguida o casal Klaine e Rory.
– Eu não acredito que você está fazendo quatorze anos, nerd! Eu estou ficando velha! Nós estamos ficando velhas! – Disse a ‘tia’ latina, dando o vigésimo abraço do dia em Charlie. –
– Eu lembro de quando comprava legos para você! – Marley apertou suas bochechas, e a loira deu um meio sorriso de lado. –
– Eu ainda aceitaria numa boa. — As duas riram, e Santana entregou-a um pacote bem embrulhado e pesado. Livros, talvez. –
– Britt disse pra não comprar pra você, mas todo mundo gosta de ganhar filmes pornô de lesbicas. Eu dei um desses pra sua mãe quando ela fez quatorze anos, é uma tradição. -
A loira arqueou uma sobrancelha e encarou o pacote em mãos. É, talvez fosse ... útil ter um desses.
– Char! – Chloe praticamente pulou em cima da loira, quase derrubando-a no chão. –
Logo atrás delas vinham as outras garotas sorridentes, até Aubrey parecia ter superado o acidente de pouco tempo atrás. Emily lhe entregou um pacote médio e pesado, parecia ser uma miniatura. Beca deu um fone de ouvido e um pen-drive com músicas que a loira gostava, e Aubrey lhe deu um box dos livros e filmes de The Walking Dead, e por fim Chloe segurou-a pelo colarinho e sussurrou algo em seu ouvido.
...
– Eu já quebrei os dois braços, uma perna e o nariz. Aliás, quem quebrou meu nariz foi a Quinn. – Disse uma Marley sorridente, e todas as garotas a sua volta riram da cara que a loira fez ao lembrar-se da cena. –
– Marley já deslocou meu ombro quando ela despencou em cima de mim. Ela quebrou o braço, também. Até hoje nós não conseguimos levantar peso nos braços machucados. – A latina tomou um gole de cerveja, e Emily sorriu para Marley. –
– Você. É. Tão. Da. Hora! – Falou pausadamente a garota, e Marley quase se sentiu uma estrela conversando com um fã. –
A campainha foi tocada, e uma Rachel sorridente andou até a porta, achando que seria uma amiga de Charlie.
– Pai? – Seu sorriso morreu na hora. –
Leroy Berry, seu pai em carne e osso, que nunca tinha visto Charlie, apenas em uma única foto que Rachel lhe mostrou quando foi avisar que se mudaria para New York, isso a praticamente quatorze anos atrás. Desde então, viu seu pai tantas vezes nesses últimos anos que poderia contar nos dedos.
– Olá, Rachel. Hoje é aniversário da sua filha, se não me engano? – Indagou o homem grisalho, e a judia assentiu pausadamente. –
– É ... quatorze anos. –
– Rach, quem é? – A voz de Quinn chegou aos seus ouvidos, e logo todos tinham a atenção voltada para a morena plantada em frente a porta. –
A judia apenas virou-se de costas e adentrou a casa, sendo seguida pelo homem vestido formalmente.
Shelby entrou em choque assim que seu olhar caiu sobre a figura que não via a anos, Beth apertou o punho até o nó dos dedos ficarem brancos e Kurt se preparou mentalmente para uma discução, ele conhecia bem o ex-tio por histórias contadas por sua mãe.
– Você! O que faz aqui!? – Beth apontou para o homem, furiosa. –
– É aniversário da minha neta. É justo que eu esteja aqui. – Respondeu ele, sem expressão facial alguma. –
– Ah, pelo amor de Deus! Se dependesse de você, você nem saberia da existência dela, e duvido muito que saiba dos gêmeos! – A loira praticamente gritou, e Ruby segurou-a pelo braço, impedindo-a de partir para cima do homem. –
– E-ele é meu avô? – Indagou Charlie, um tanto confusa. –
– Deveria ser, mas esse homem é a pior coisa que já aconteceu na vida de minha mãe! A única coisa boa daquele ‘casamento’ foi Rachel! –
– Por favor, entenda que casamentos são usados como lucros desde os tempos antigos, filha de sabe-se lá quem. –
Um silêncio mortal instalou-se pelo local. Você poderia xingá-la de qualquer coisa, mas o sangue de Beth subia a cabeça sempre que falavam de seu pai, ou a falta dele, seja lá quem ele for, afinal nem Shelby sabia.
– Você é um homem morto! – A mulher gritou, partindo para cima do homem, mas foi segurada por Kurt, Blaine e Marley. –
– Pai, acho melhor conversarmos em outra hora. Por favor. – Pediu Rachel, e o homem Berry arqueou uma sobrancelha. –
– Por mim não faz diferença. Com licença. – Ele foi acompanhado de Rachel até a porta. –
Assim que a judia voltou para a sala, um silêncio desagradável tomou conta do lugar. Charlie que estava quieta até então, murmurou algo sobre querer ficar sozinha por um tempo e logo subiu para o seu quarto.
Quinn abraçou a atriz de lado e beijou sua têmpora, enquanto Beth era amparada por Ruby.
– Sabe ruiva, acho que você tem que ir confortar alguém. A garota realmente gosta de você. – A latina sussurrou para Chloe, e a garota assentiu. –
– Tá bem ... eu vou. – Dito isto levantou-se, indo em direção as escadas enquanto sentia olhares as suas costas. -
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