I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
21 Capítulo 20 - Hormones teenagers.
Notas iniciais
– Char? – Chamou a ruiva após algumas batidas na porta. –
Tudo continuou quieto, então ela respirou fundo e adentrou o quarto. Charlie estava deitada de barriga para cima, encarando o poster do Lanterna Verde com um olhar vago, seus pensamentos estavam longe.
– Char? – Insistiu, sentando-se ao lado da loira na cama, apoiando uma mão em sua coxa. –
– Eu só ... preciso ficar um pouco na minha. – Sua voz saiu em um fio. –
– Nós estamos namorando, lembra? Seus problemas são meus, ou alguma coisa assim. – Abaixou-se e beijou a testa da loira. –
– O cara nunca se importou comigo ou com aquelas duas pestes e a minha mãe, provavelmente só veio buscar alguém pra herdar a joalheria dos Berry ou algo do tipo. –
– Ninguém falou com ele ... quem sabe não fosse algo tão ruim assim? – A ruiva acariciou o rosto da loira, e Charlie sentiu as bochechas esquentarem um pouco. –
– Ele só se casou com a minha avó porque ela era uma das melhores atrizes da época e pra conseguir um herdeiro de alguém importante. Realmente, ele nunca ligou para minha mãe e minha avó, e minha tia então nem era notada por ele. –
– Mas ele é seu avô, certo? Dê uma chance, nunca se sabe se ele veio se desculpar. –
As duas encararam-se por um tempo, até que a garota de olhos azuis fez um biquinho extremamente amável, e a mais alta franziu o cenho, fingindo estar incomodada.
– Para de ser adorável, ou eu vou ter que esquecer minhas mágoas pra te beijar. -
– Duvido. – Brincou, divertida. –
A loira segurou-a pela cintura fina e colou seus lábios em um beijo demorado, enquanto Chloe entrelaçou os braços em seu pescoço, beijando a ponta do nariz de Charlie logo em seguida.
– Certo ... então vamos lá em baixo, estão todos te esperando e não vai ser por uma pequena ‘intervenção’ como aquela que vai te deixar pra baixo. É seu aniversário, lembra? – E aí estava, uma das coisas que Charlie sempre admirou em Chloe. A maneira como a ruiva sempre via o lado otimista das coisas era extremamente adorável. -
...
As duas desceram as escadas de mãos dadas, atraindo a atenção de todos que ali estavam. Um tanto constrangida por ser seguida por olhares curiosos, Charlie arrastou Chloe até o sofá, sentando-se ao lado das outras adolescentes, que mantinham uma conversa com Santana e Marley.
– Hey loira. Está melhor? – Indagou a latina, vez ou outra direcionando o olhar para onde as crianças brincavam do lado de fora da casa. –
– Estou. – Ela deu um riso tímido, seguido de um olhar malicioso vindo da parte de Santana. –
– Até imagino ... –
– O que? Oh, não! Não, não rolou nada! Não ... – A loira explicou de uma maneira timidamente atrapalhada, e risos anasalados vieram de Emily e Marley. -
Chloe lançou-as um olhar assassino, e as duas engoliram em seco e riram sem graça. Charlie ia falar alguma coisa, quando sentiu algo cutucando sua cintura. Ela virou-se, encontrando Damian e Harmony encarando-a como se esperassem a autorização para dizer algo.
– O que é? – Pediu a garota, levantando-se do sofá agachando-se até ficar da altura dos irmãos mais novos. –
– Mamãe disse que aquele cara chato é nosso avô. Mas mesmo assim não precisa se preocupar, nós damos um jeito nele pra você se aquele velho te incomodar de novo! Né, Harmony? – O garoto sorriu de lado, logo em seguida virando-se para a irmã doze minutos mais nova. –
– N-não sei se podemos bater nele, seria falta de respeito ... – Respondeu a garotinha morena, um tanto incerta sobre a opinião do irmão mais velho. –
– Aquele cara merece! A tia Beth não gosta dele, então também não gostamos dele! –
A loira riu dos pequenos, antes de bater um high-five com os dois. Logo Nash apareceu falando que só faltavam os dois para a brincadeira começar e eles saíram correndo para o quintal. Ela sentou-se ao lado de Chloe, passando o braço por cima dos ombros da ruiva, num abraço de lado.
– E então Quinn me desafiou para ver quem tomava mais água em menos tempo. Eu ganhei, claro. – Disse Marley, cruzando os braços com uma expressão orgulhosa no rosto, algo extremamente cômico para Santana, que ainda lembrava-se de ter dito para Quinn perder de propósito. –
– Sério? – Indagou Emily boquiaberta. Atualmente, ela tinha se descoberto uma fã de Marley. Tudo que ela fazia soava sempre tão legal, até a coisa mais idiota o possível. –
– Sim. Ninguém bateu o recorde ainda. – Respondeu a morena com um sorrisinho no rosto. –
– Qual era? – A garota realmente parecia interessada na vida do seu novo ídolo. Talvez deveria fotografar Marley em diversos ângulos. –
– Não lembro, só sei que era foda! – Respondeu animadamente, e a latina revirou os olhos. –
– Tente fazer de novo, vai que você consegue. – Sugeriu sarcasticamente, e as duas morenas se entreolharam com o mesmo sorriso no rosto. –
– Não ... foi sarcasmo. Sar-cas-mo. – Informou Santana, um tanto tarde demais. As duas já tinham corrido para a cozinha. Duas idiotas. –
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– Vamos, Chlo, sorria para a câmera! Você tem um sorriso adorável! – A loira riu, segurando a câmera polaroid em frente ao rosto da ruiva. –
– Sério, Charlotte, Sério? – Indagou uma Chloe divertida deitada por cima da namorada, logo puxando-a pelos ombros e colando seus lábios. Um ‘click’ pode ser escutado. –
– Você fotografou isso? – A ruiva arqueou uma sobrancelha, e a loira mostrou-lhe a língua. –
– Momentos como esses é bom guardar. –
– Eu nunca deveria ter dito para Emily te dar uma câmera, você tá parecendo ela nas primeiras semanas de aula. Ela só não tira mais foto sua porque cansou de olhar pra sua cara. – A loira abraçou-a, fingindo ficar ofendida. –
– Que violência. Você me feriu, sabia? Bem aqui. – O dedo indicador apontou para seu peito, e a garota ruiva riu. –
– Char, o coração é do outro lado. – Respondeu em meio a risadas. –
– Você entendeu ... – Murmurou, enquanto apertava o corpo de Chloe em um abraço demorado. –
A ruiva sentou-se no colo da loira, e as duas encararam-se por um tempo indeterminado, as respirações levemente ofegantes, as pupilas um tanto dilatadas e os hormônios a flor da pele.
Lenta e tortuosamente, Charlie colou seus lábios, logo descendo até o pescoço e desenhando formas aleatórias sobre a carne exposta da ruiva, que gemia timidamente. Roupas foram retiradas em questão de segundos, e as duas encaravam os corpos a frente. Era a primeira vez em quase três anos em que se conheciam que uma via o corpo da outra. Charlie sempre fora muito tímida, e Chloe compreendia a amiga. Mas agora as coisas eram diferentes.
As duas estavam sentadas na cama, uma de frente para a outra, um tanto coradas e ao mesmo tempo excitadas. Talvez fosse por isso que a mão de Charlie tapava o meio de suas pernas.
– Você ... sabe, tem camisinha? – Indagou a ruiva, finalmente fazendo contato visual. –
– Foi um ‘presente bônus’ de tia Santana. – As duas riram fraco. Logo a loira puxou sua mochila e mexeu um pouco, até encontrar alguns pacotinhos prateados. –
A garota abriu um pacote e desenrolou a camisinha sobre seu membro. Depois dela verificar milhares de vezes se estava certo, cada vez assustando-se ao lembrar da aula de educação sexual, sua mão entrelaçou-se com a da ruiva enquanto ela levou-se a sua entrada.
– C-certo ... ehn, está pronta? – Indagou um tanto insegura. Ela simplesmente se odiaria para sempre se sua primeira vez fosse desconfortável para Chloe. –
– Estou. – Um sorriso um tanto tímido surgiu nos lábios da garota de olhos azuis, e logo as duas selaram-se em um beijo. -
A loira segurou-a pela cintura e penetrou poucos centímetros de seu membro, e a ruiva soltou um gritinho quando o hímen foi partido.
– Tá tudo bem? – Perguntou preocupada. –
– S-sim, só ... tome cuidado. – Pediu, acariciando uma bochecha da loira. –
Ela assentiu, e logo foi entrando devagar. Pode-se dizer que era bom, quente, porém um tanto apertado.
Chloe franziu levemente o cenho, um certo desconforto pela dor, mas por outro lado a sensação de Charlie preenchendo-a era ... boa. Assim que a loira entrou por completo, ela parou para admirar o belo corpo abaixo do seu; Os seios médios e firmes, a barriga lisa, a cintura fina. Chloe poderia ser apenas dois meses mais velha que Charlie, mas fisicamente as duas eram completamente diferentes, isso sem contar a ‘condição especial’ da Fabray.
As duas apertaram ainda mais as mãos entrelaçadas, ainda sem perder o contato visual.
– Certo, eu ... vou me movimentar, ok? – Ela parecia um tanto incerta sobre o que fazer, arrancando um riso fraco da ruiva. –
– N-não ria de mim! Em vídeos parece mais fácil ... se bem que os caras são pagos para isso ... – A garota menor assentiu, novamente juntando seus lábios em um beijo demorado. –
A loira repousou as mãos uma de cada lado dos cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro branco, e logo engoliu em seco, e enquanto continuava com o contato visual, moveu-se lentamente, saindo e entrado vagarosamente, enquanto Chloe mordia o lábio inferior, abafando um gemido, afinal, não seria bom se seus pais encontrassem-nas nessa situação.
Os Beale, um casal de professores originalmente canadenses, foram muito liberais com o relacionamento da filha única, afinal eles sempre gostaram de Charlie, mas isso se as duas não transassem até os trinta anos de idade.
Charlie estremeceu ao lembrar-se disto, porém logo voltou a atenção para Chloe, a garota ruiva quase perfurava sua nuca com as unhas. A loira tomou coragem, e então prendeu gentilmente um dos mamilos da ruiva entre os lábios, enquanto com a mão que não a apoiava na cama, começou a acariciar o outro seio.
Chloe afundou os dedos nos cabelos loiros, enquanto Charlie aumentou levemente a velocidade, ambas tendo leves espasmos pré-orgásticos.
– C-Char! Eu estou quase ... – A frase saiu quebrada, enquanto a ruiva deixava linhas brancas que iam se avermelhando nos ombros pálidos. –
E então as paredes da garota começaram a apertar o membro de Charlie, e Chloe deu um grito agudo (Ela faz parte do Glee Club, lembra?) e logo em seguida chegou ao ápice, e Charlie fez poucos movimentos até acompanhar a ruiva, mordendo com força o lábio inferior e impedindo um grito que chamaria a atenção da rua inteira.
As duas caíram uma sob a outra em um abraço apertado, ambas ofegantes.
– Obrigada, pela minha primeira vez ter sido com você. Eu te amo. – A ruiva sussurrou, escondendo o rosto no pescoço pálido de Charlie. –
– Eu também te amo. –
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A loira adentrou a casa no maior silêncio o possível, invocando seu ninja interior para impedir que até os gêmeos que tinham a atenção no Homem-Aranha dando uma surra em algum vilão, pudessem vê-la subindo as escadas atrás do sofá.
A garota adentrou seu quarto e jogou a mochila em um canto, apenas para acender a luz e dar de cara com Quinn.
– Onde você estava? – Indagou a mulher loira, e a garota engoliu em seco. –
– Na casa da Chloe. Estávamos fazendo um trabalho. – Respondeu, seguindo com um riso sem graça. –
A mais alta levantou-se da cama e começou a circular Charlie, olhando cada centímetro de sua cópia com os olhos semicerrados, como se estivesse analisado uma cena de crime.
– Oh meu Deus, você transou! – A mulher gritou, em choque. –
– O que?! C-como ... –
– Meu Deus, você transou! –
As duas se encararam por um tempo, até que Quinn saiu correndo pela casa, gritando que Charlie havia transado. Ambas desceram as escadas quase rolando uma por cima da outra, até que alcançaram o chão, e Charlie tropeçou, caindo por cima da mãe loira.
– O que vocês estão fazendo? – Indagou Rachel, arqueando uma sobrancelha enquanto vinha acompanhada dos gêmeos. –
– Charlie transou! –
– Mentira! – Gritaram ao mesmo tempo, antes de iniciarem uma pequena discussão. –
– Você e a mamãe também transam! –
– Nós somos casadas! – Rebateu corando levemente, e Charlie segurou-se para não rir. –
– Eu nasci quando vocês namoravam! –
– Não mude de assunto! –
– SILÊNCIO!!! – A judia gritou com as mãos nos ouvidos, e as duas loiras ficaram quietas, apenas trocando alguns olhares. –
– Uma de cada vez. Char? –
– Eu perdi minha virgindade, grande coisa! – Disse, dando de ombros. –
– Ok. Quinn? –
– Preciso falar mais alguma coisa?! Ela perdeu a virgindade! – A loira apontava para Charlie, e a garota de braços cruzados apenas revirou os olhos. –
– Certo. Quinnie, amor, entenda que a Char não vai ter cinco anos para sempre, e Charlie, use camisinha. Felizes? –
As duas entreolharam-se e logo assentiram a contragosto, ambas de braços cruzados com caras emburradas, e Rachel segurou-se para não rir. Como eram parecidas!
Murmuraram algo sobre estar no quarto e por fim subiram, e a atriz revirou os olhos com um sorriso bobo no rosto.
– Mamãe, o que aconteceu? – Perguntaram Damian e Harmony, em uníssono. –
– Daqui a alguns anos nós conversamos sobre isso.
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