I Wanna be With You. - Segunda Temporada.

9 Capítulo 9 - Birth and Adolescence!


Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo :3 Espero que gostem e desculpem qualquer erro ;-;

Quando Rachel caiu na cama, ela estava cansada; Bem que Kitty avisou que parir gêmeos não seria fácil. Mas agora ali estavam eles, Harmony Arya Berry-Fabray e Damian Harry Berry-Fabray. Os gêmeos estavam quietos nos braços de Quinn, enquanto a mãe loira observava-os com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto.

Finalmente a parte ‘Rachel’ da família reinava, afinal os dois eram morenos como a mãe judia, e a única coisa que tinham herdado de Quinn eram os olhos claros que obviamente vieram dos Fabray.

– Eles são ... são a sua cara. – Comentou Quinn, sem tirar os olhos dos recém-nascidos. –

Rachel assentiu, ainda ofegante. Logo ela pegou Harmony dos braços de Quinn, segurando-a com delicadeza enquanto observava as feições da menina; Era uma mini-Rachel.

– Ela tem cara de atriz. Acho que será uma atriz, algum dia. – Disse a loira, alisando o rostinho da filha mais nova com a ponta dos dedos. –

– Só porque ela é morena? – Indagou uma Rachel divertida. –

– Claro! Eles, ou pelo menos ela, parece com você, então será como você. – Respondeu a loira, beijando-a na testa e logo em seguida na boca. –

– Eu te amo. – Sussurrou Quinn. –

– Eu também te amo. –

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Marley quase dormia com Nash no colo, Kitty ninava Naomi, Beth conversava com Ruby enquanto segurava uma Charlie sonolenta nos braços, enquanto Shelby apertava a mão de Judy, que pela primeira vez estava lá para o nascimento dos netos.

Santana abraçava a esposa de lado, enquanto Valerie dormia nos braços da mãe grávida, que tinha a cabeça apoiada no ombro da latina, provavelmente dormindo.

Quando Quinn apareceu na sala de espera, Santana lançou-lhe um olhar mortal;

– Fabray, pare de fazer filhos que nasçam de madrugada, eu ‘tava dormindo, ô caralho! – Ralhou a latina, antes de levar um tapa no braço de Brittany. –

– Sem ... palavrões na frente da Valerie. – Murmurou a loira, ainda de olhos fechado e quase babando. –

– M-mas ... são três da manhã ... eu tenho direito de xingar essa loira aguada 'ae. – Argumentou a latina em tom de derrota. –

Brittany apenas lhe lançou um olhar assassino, e a latina engoliu em seco e assentiu.

– Posso dizer que eles nasceram ou você vai me xingar de novo? – Indagou Quinn com um sorriso para a latina, que lhe deu em resposta o dedo do meio e revirou os olhos. –

– E aí, como eles são? – Indagou Marley, de repente muito acordada e bem humorada. –

– Parecidos com Rach ... bem, acho melhor ir vê-los, não é? –

...

Shelby segurava Harmony nos braços, Judy segurava Damian enquanto as crianças eram mimadas por todos da sala. Quinn observava de um canto do quarto, com Charlie no colo enquanto conversava com Marley, Blaine e Santana, que também carregavam os filhos nos braços.

– Ainda temos mais meninas que meninos ... – Comentou a latina, passando a mão carinhosamente sobre os cabelos ruivos da filha. –

– Por Deus, não tente ter um filho só porque você é a única que não tem um menino, já tem muita criança por aqui! – Respondeu Marley, lutando para equilibrar os filhos nos braços. –

– Eu sei, animal! Você acha que eu quero passar por mais nove meses com a Britt grávida?! Ela pode ser um amor, mas quando está grávida dá medo até no capeta! – Santana revirou os olhos. –

– E-então você vai ficar grávida? – Indagou Blaine, ajustando Rory nas costas, como em uma brincadeira de ‘cavalinho’. –

– Não! –

Os três suspiraram aliviados; Ninguém queria ver uma Santana grávida ficando irritada simplesmente porque Marley espirou do lado dela. Se bem que isso já tinha acontecido e nem grávida ela estava.

– Hm ... Sugar vai nascer daqui a três meses, né? – Foi a vez de Marley perguntar. –

– Sim, sim ... Valerie não ficou com ciúmes, na verdade ela pareceu gostar da ideia de ter uma irmãzinha. – Respondeu a latina, dando de ombros. –

– Não sei se Charlie ficou feliz no começo ... acho que ela tem medo de ser trocada pelos gêmeos. –

– Irmãos mais velhos sempre tem medo de ser trocados pelos mais novos. – Disse Santana, e ela sabia bem, afinal tinha dois irmãos mais novos. –

– Mãe .. ? – Charlie chamou, um tanto sonolenta. –

– Sim, baby girl? –

– Vocês ... ainda vão me amar, né? – Indagou a loirinha, escondendo o rosto no pescoço da mãe loira. –

– Sim, ainda vamos te amar, Char. -

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Nas primeiras semanas os gêmeos poderiam enlouquecer qualquer um. Para um casal que não escutava o choro de uma criança a sete anos, duas chorando praticamente a madrugada inteira estava acabando com elas. Charlie por outro lado parecia querer uma certa distância dos irmãos mais novos, como se quando eles se aproximassem fossem arrancar a cabeça da loirinha fora.

...

Rachel estava na sacada de seu quarto lendo algum livro de sua vasta coleção de clássicos quando uma Harmony chorosa adentrou o quarto com sua boneca de pelúcia nos braços.

– Mamãe, a Charlie disse que eu sou adotada. – A garotinha de seis anos disse, com uma feição triste no rosto. –

A morena marcou a página do livro na qual estava e fechou-o, descansando-o em cima da mesinha redonda.

– Querida, sua irmã só estava brincando. – Disse a judia, preparando mentalmente uma bronca para Charlie. –

– Charlotte! – Ela chamou alto. –

...

Quinn estava jogando Halo com Charlie e Damian quando a voz de Rachel tirou a atenção dos três do vídeo-game.

– Sua mãe ‘tá chamando. – Disse Quinn, quando viu que Charlie não mexeu nem um músculo. –

– M-mas ... ‘tá no meio da fase ... – Respondeu a garota de treze anos, sem tirar os olhos da televisão. –

– Nós te damos cobertura! – Damian falou, sorridente. –

A garota loira assentiu e colocou o controle em cima da cama a contragosto, levantando-se e indo em direção ao último quarto do corredor, onde Harmony estava sentada na cama das mães enquanto Rachel lia algum livro que na opinião da loira deveria ser bem chato.

– Hm ... ? – Murmurou ela, colocando as mãos nos bolsos do moletom xadrez. –

– Você disse pra sua irmã que ela é adotada de novo? – Indagou a judia, com um fantasma de um sorriso no rosto. Charlie na pré-adolescência era quase duas vezes pior do que a pestinha que gostava de jogar bexigas d’água em Santana. –

– Não. – Ela negou, ajustando os óculos no rosto. –

– O que eu já disse sobre mentir? – Perguntou Rachel, arqueando uma sobrancelha. –

– E-eu não estou mentido. –

– Sempre que você levanta seus óculos, mesmo que não precise, é porque está mentindo. – A atriz piscou, e Harmony mostrou a língua para a irmã mais velha. –

– Fica na sua, anã. – Rebateu a loira, estreitando os olhos para a pequena. –

– Eu não sou anã! Você só fala isso porque é mais velha e maior! – A garotinha morena franziu o cenho. –

– Quando eu tinha a sua idade eu era maior que você. Agora sobe aqui. – Pediu Charlie, virando-se de costas para Harmony subir nela. –

A garotinha ficou relutante, mas acabou atendendo o pedido da irmã mais velha.

– Era brincadeira, Monie, você não é adotada. Afinal nossas mães não sabem usar camisinha. – Dito isto a garota loira saiu correndo enquanto ria da cara de Rachel, e Quinn levou um leve susto quando escutou Rachel gritar ‘Charlotte!!’ com o mesmo tom que ela usa quando a loira esquece a tolha molhada em cima da cama. –

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– Charlotte! – A velha professora gritou, atraindo o olhar de Charlie na mesma hora. –

A senhora de prováveis cinquenta e poucos anos de idade com óculos fundo de garrafa que a fazia estranhamente parecer um rato encarava Charlie com a régua apontada para o quadro, onde uma equação numerosa estava escrita em giz branco.

– Deve saber a resposta, afinal está lendo revistinhas no meio da minha aula. Vamos, compartilhe com a sala! – Ordenou a velha senhora, cruzando os braços com um sorriso quase demoníaco no rosto. –

Charlie olhou para a vigésima edição do Homem-Aranha escondida entre seu livro de matemática e olhou para o quadro. Após poucos segundos, a garota arqueou a sobrancelha no melhor estilo Fabray e sorriu cheia de si, como só um Berry conseguiria fazer.

– Imagino eu que seja vinte. Está certo? – Ela indagou com um certo deboche. –

A professora arqueou as sobrancelhas e se pudesse teria jogado o apagador na cara da garota loira, mas como não podia, apenas ameaçou-a de tomar sua revistinha na próxima vez. Charlie apenas deu de ombros.

Quando o sinal que indicava o intervalo tocou, a garota levantou-se e partiu para fora da sala, isso sem desviar o sorriso presunçoso da professora até a porta.

– Cadê a sua humildade, nerd? – Indagou uma garota ruiva, aproximando-se da loira. –

– Mas aquilo foi bonito, aquela velha merecia uma faz tempo. – Disse uma garota morena, aproximando-se das duas. –

Beca Mitchell e Chloe Beale eram as duas melhores amigas de Charlie, assim como Santana e Marley eram de Quinn, as três não se separavam nunca.

– Eu só dei o resultado da equação, nada de mais. – A loira deu de ombros. –

– Vamos fingir que ninguém viu o sorriso maníaco e filho da puta no seu rosto. – Disse Beca. –

– Talvez tenha sido prazeroso ... só um pouquinho .. – Respondeu a loira, abrindo novamente o sorriso a qual a morena se referia. –

– Cara, se você for que nem a sua mãe, Rachel Berry deve ter sido terrível mesmo quando era líder de torcida em Ohio. Aliás, você nunca pensou em se tornar líder de torcida? – Indagou Chloe. A garota ruiva em si tinha interesse, mas ela era muito tímida e sempre acabava desistindo ao levantar a caneta para assinar seu nome na lista de interessados. –

– Rachel Fabray. – Corrigiu Charlie, revirando os olhos. –

– Não tenho interesse e nem tempo pra essas coisas. –

– Char, acho que upar seu personagem em World of Warcraft não pode ser considerado uma atividade extracurricular. – A morena arqueou uma sobrancelha. –

– Não é só isso! Sempre que minhas mães resolvem ‘pegar fogo’ elas me despacham com meus irmãos pra casa das minhas tias, que incrivelmente também resolvem ‘pegar fogo’, daí eu tenho que ficar de olho pro Damian não prender uma bombinha na boneca da Harmony de novo. Sugar quase teve um treco da última vez. –

A garota estremeceu com a lembrança. Além do ‘acidente’ ter sido considerado, injustamente, sua culpa, ela ficou sem celular e computador por quase três semanas por ‘não cuidar das crianças direito’, de acordo com Rachel. Quinn apenas riu até receber um olhar mortal da judia, que ficou falando como aquilo podia ser perigoso e começou a divagar como normalmente fazia.

– Mas quem caralhos dá uma bombinha pra um menino de seis anos? – Indagou Beca, franzindo o cenho com a ideia. –

– Mamãe Quinn tem um ‘estoque secreto’, e o Damian achou. Ela usou uma bombinha pra me acordar uma vez, tenho trauma de barulhos altos até hoje. –

– Sua mãe é louca. — A morena comentou, e a loira assentiu. -

– Hm. – Chloe deu de ombros, parecendo mais interessada em secar alguns garotos que para Charlie pareciam gays, ao focar no assunto com as amigas. –

– Falando nisso, eu vou ter que ficar de babá dos gêmeos de novo ... Beca? – A loira abriu um sorriso tão fofo quanto o que Rachel usava para tirar alguma coisa de Quinn, e a morena franziu o cenho. –

– Sério? –

– Vamos nós três! Será legal! É só ter certeza que a casa não pegará fogo, o resto a gente dá um jeito! – Insistiu Charlie, e as duas arquearam as sobrancelhas. –

– O dia vai ser looooongo .... – Disse por fim Chloe. –

Notas finais
Ah, pulo no tempo ... sabe, eu já estou adorando a Charlie assim *u* Vamos ter muitas surpresas futuras envolvendo o novo trio 'u'