I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
10 Capítulo 10 - Two Children and Three Irresponsible.
Notas iniciais
Charlie fuçou um pouco em sua bolsa até achar a chave. Ela destrancou a porta da casa e adentrou, seguida por Beca e Chloe.
– Mãe? Está aí? Uma das duas? – Chamou Charlie, porém nem um sinal de vida humana na casa. –
Chloe suspirou, quase um pouco entristecida; Ela queria conhecer um de seus maiores ídolos, poxa!
– Bem, logo elas estão chegando. Só não se demonstre muito fã da mamãe, quando o ego dela infla ela fica parecendo uma Diva. – Disse a loira, revirando os olhos com o pensamento. –
– Mas Rachel Berry é uma Diva! – Respondeu a ruiva, dando ênfase em ‘é’. –
– Fabray. – Corrigiu a mais alta. –
– Você falando dela parece ela mesma falando da Barbra Streisand ... – Chloe mostrou-lhe a língua, e Charlie arqueou uma sobrancelha. –
– Elas são meus ídolos! Algum dia eu serei uma atriz tão boa quanto a sua própria mãe, Charlie! –
– Não se você continuar com seu medo de palco. Lembra na quinta série? Você desmaiou na frente de todo mundo. – Disse Beca, e Chloe corou. –
– M-mas isso faz tempo! –
– Você ainda tem medo de palco mesmo assim. –
Antes que Chloe pudesse dar mil e um motivos que a faziam uma boa atriz, o barulho de um carro estacionando na garagem, seguido de risadas e a porta sendo destrancada atraiu a atenção das garotas. Rachel apareceu, seguida de Damian e Harmony, que falavam sobre alguma coisa que eles tinham feito na escola.
– R-Rachel ... Berry ... – A ruiva parecia uma estátua, observando sua Diva preferia em carne e osso. –
– Fabray. – Novamente corrigiu Charlie. –
A atriz só foi notar a presença da filha mais velha e das duas garotas depois que os gêmeos correram escada a cima, fazendo um tipo de corrida para ver quem chegava no quarto primeiro.
– Oi, querida! – Rachel aproximou-se de Charlie, beijando-lhe a testa. –
– Oi, mãe. – Respondeu a loira, limpando o local do beijo com as costas da mão. –
Assim que Beca limpou a garganta, Charlie se tocou e apresentou as amigas.
– Ah, é! Essa aqui é Beca e essa é Chloe. – A garota mais alta apontou para as duas enquanto dizia seus nomes, e Rachel sorriu para elas. –
– E aí, senhora Fabray. – Comprimentou Beca, acenando para a judia. –
– Olá. – Respondeu a mais velha, sorridente. –
Chloe ainda parecia que havia visto um fantasma; Só agora que ela havia se tocado que estava na casa da pessoa que lhe dá inspiração, e ainda era amiga da filha dela.
– Chlo? – Chamou a loira, acenando em frente aos olhos azuis da garota, que ainda estava paralisada. –
– E-eu ... Rachel Berry ... – Repetiu a ruiva, olhando em direção a Rachel, que arqueou uma sobrancelha. –
– Eu ... fiz algo? – Indagou a judia, e Charlie sorriu sem graça. –
– Não, não ... é que ela é tipo você com a Barbra, daí ela te viu e .. ficou assim. – Respondeu a mais alta, cutucando o rosto da amiga que nem piscava. –
– Anw, isso é amável! – Rachel sorriu e bateu palminhas animadas. –
– N-na verdade é obsessivo. Quase doentio. – Sussurrou a loira, arqueando as sobrancelhas. –
A atriz lançou-lhe um olhar repreensivo, e a mais alta levantou as mãos em rendição.
– Você e sua mãe são obcecadas por super-heróis e eu nunca disse nada. – Rebateu a judia. –
– Não é uma obsessão, é algo em comum. – Disse uma voz vinda da porta. Quinn. –
A loira caminhou em direção ao grupo, mas foi parada na ponta da escada, quando os gêmeos pularam em suas costas. Só Deus sabe como os três não caíram.
– Te pegamos, mãe! – Disse um Damian sorridente, empurrando Quinn até o sofá, onde a loira se soltou dos gêmeos e os três começaram a rir como se não houvesse amanhã. –
Beca e Chloe se entreolharam depois olharam para Charlie, que deu de ombros.
– Espero não ter chegado atrasada. – Disse a loira depois de um tempo, meio ofegante. –
– É mesmo! O jantar! Vamos Quinn, temos que nos arrumar! – A atriz mal esperou uma resposta e saiu correndo em direção ao andar de cima. –
...
As três garotas assistiam um filme qualquer quando Quinn e Rachel desceram as escadas já arrumadas.
– Certo, então ... não coloquem fogo na casa, não abram a porta pra um estranho e qualquer coisa nos ligue, Char. – Pediu Rachel, beijando o topo da cabeça da filha mais velha. –
A garota assentiu e murmurou um ‘Tudo bem’.
– Ok, então ... cuide dos seus irmãos. – Disse Quinn, bagunçando os cabelos da loira. –
As duas deixaram a casa com muitos avisos e outras coisas que Charlie teve preguiça de decorar e apenas assentiu assegurando que ficaria tudo bem e que seriam apenas algumas horas.
– Tá bem ... estamos sozinhos com a Char e as amigas dela ... isso significa que podemos comer quantos doces quisermos! – Damian sorria animado com a ideia. –
– Não sei não ... a mamãe sempre diz para não comermos muitos doces, principalmente antes do jantar. – Harmony respondeu o irmão gêmeo, meio incerta sobre a ideia. –
– A Char não vai falar! – Insistiu o garoto moreno, e a garotinha franziu o cenho, meio preocupada. –
– Certeza? –
– Claro! Agora vamos! – Num piscar de olhos o garoto já estava puxando a irmã doze minutos mais nova escada a baixo pelo braço. –
Assim que os gêmeos passaram correndo pelo sofá, Charlie assoviou, atraindo a atenção das crianças.
– O que vão aprontar, pestes? – Indagou a mais velha, arqueando a sobrancelha perfeitamente. –
– Nada! Nada, nada ... – Respondeu o garoto com um sorriso amarelo. –
A loira continuou encarando-os por alguns segundos, mas depois deu de ombros e voltou a atenção para o celular de Chloe, que mostrava alguma postagem nova para as amigas.
O garoto moreno mostrou a língua pelas costas da irmã mais velha, antes de seguir até a cozinha. No armário em cima da pia tinha um pote de biscoitos, mas o problema era que os dois eram baixos demais para alcançar.
– Certo ... precisamos pegar aquele pote. – Disse o garoto com a camiseta do Batman, coçando a cabeça. Uma das manias puxadas de Quinn. –
– Damian ... vamos desistir, não vamos alcançar e vamos acabar nos machucando. – Respondeu a mais nova, aparentemente com medo de Rachel brotar lá e dar uma bronca nos dois por comerem doces antes do jantar. –
– Soldados de verdade nunca abortam uma missão! – Damian andava de um lado para o outro na cozinha, tentando pensar em uma maneira de pegar o tão desejado pote. –
– N-não somos soldados ... –
Foi aí que uma ideia apareceu de lampejo na cabeça do filho do meio das Berry-Fabray. O garoto sorriu vitorioso antes de se virar para a irmã mais nova.
– Pegue uma cadeira! – Pediu ele, com um sorriso determinado no rosto. –
...
– Mais pra esquerda. – Instruiu a garotinha, observando o irmão mais velho equilibrado na ponta do pé sob a cadeira. –
– Que lado é a esquerda? –
Charlie logo adentrou a cozinha, mexendo distraída em seu celular, apenas para se deparar com o irmão mais novo um a passo da morte. Se ele morresse, Rachel lhe arrancaria a cabeça fora!
– D-Damian, não se mexe! – Ordenou a garota loira, tendo um ataque interno de pânico. –
– Não enche, Char! Eu só vou pegar uns biscoitos, posso te dar um se você quiser. – Ofereceu o menino, se mexendo alguns milímetros para alcançar o pote. O suficiente para chegar a ponta da cadeira. –
Tudo acontecia em câmera lenta, e quando Charlie foi notar, havia segurado o irmão mais novo por pouco antes dele meter a testa na pia de mármore. Porém o pote de biscoito não foi salvo, e acabou se espatifando no chão. O barulho assustou Harmony e ao mesmo tempo chamou a atenção de Beca e Chloe, que surgiram na cozinha segundos depois do acontecido.
– O-o que aconteceu? – Indagou a ruiva, preocupada. –
– Eu também não sei. – Respondeu uma Charlie branca como papel. –
Os gêmeos se entreolharam, e Damian começou a rir, atraindo a atenção das outras garotas.
– Eu quase morri! – E voltou a rir. –
– Que moleque estranho ... – Charlie colocou-o no chão e ele sussurrou alguma coisa no ouvido de Harmony e depois os dois saíram correndo da cozinha. –
– Bem, podem ir terminando o filme, eu limpo isso aqui. –
– Nós vamos te ajudar! Né Beca? – Depois de alguns segundos sem resposta, a ruiva pisou no pé da morena, que gemeu de dor. –
– Né Beca? – Reforçou, e a morena assentiu com uma cara nada feliz. –
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Quinn achava que iria cair de cara no prato a qualquer segundo; Isso se não fosse por Rachel estar fazendo um tipo de disputa com outra atriz da Broadway sobre quem havia encarnado melhor a personagem.
– Eu adorei sua performance de Defying Gravity, mas eu poderia ter melhorado. – Disse a mulher loira, seguindo com um sorriso tão falso quanto seu cabelo com as raízes aparecendo. –
– E a sua performance de You’re The One That I Want então, foi ótima, mas eu faria com um tom a mais. – Rebateu Rachel, sua voz pingava veneno coberto pelo sorriso igualmente falso. –
Quinn e Jesse estavam alheios a tudo, acompanhando as duas como uma partida de ping-pong. A essa altura, todos os outros atores que ali estavam já haviam indo embora, restando apenas Rachel, Quinn, Jesse e Sunshine. A asiática originalmente morena mantinha uma rixa com Rachel desde NYADA.
– Sabe, eu adoro Funny Girl, mas podiam ter colocado outra pessoa para interpretar a Fanny ... você não tem o ‘tcham!’ necessário. – Disse a asiática, tomando um gole do seu vinho. –
Quinn viu que Rachel acabaria voando na garganta da mulher asiática, então recorreu a Jesse, esperando alguma ajuda.
– Elas ainda vão sair no tapa. – Sussurrou a loira para o homem, que assentiu. –
– Faça alguma coisa, ela é sua esposa! – Ele sussurrou de volta. –
– Tipo? –
– Não sei, inventa! – Ele deu de ombros. –
A loira então pegou o celular e fingiu abrir uma mensagem, quando na verdade havia apenas entrado no menu.
– Rach, acho melhor irmos. As amigas da Charlie ainda estão lá. – Disse a loira, quando na verdade Charlie já havia informado que as duas deixaram a casa quase duas horas atrás. –
A judia assentiu a contragosto, deu um beijo na bochecha de Jesse e quando foi se despedir de Sunshine ‘acidentalmente’ esbarrou na taça de vinho da asiática, espalhando todo o líquido roxo pelo vestido branco da mulher.
– Oh meu Deus! Me desculpe! Juro que não foi minha intenção! – Quinn mordeu o lábio inferior; Se ela risse acabaria com todo o pequeno teatro que a esposa criou. –
– Me desculpe mesmo, ok? Até! – Dito isto a judia correu até o caixa, pagou a conta e arrastou Quinn para fora do restaurante o mais rápido o possível. –
Assim que as duas chegaram no carro, elas se entreolharam e logo começaram a rir.
– Vamos fingir que não foi de propósito, certo? – Indagou Quinn, ainda ofegante por rir tanto. –
– Não foi de propósito, está insinuando algo? – E logo voltaram a rir como crianças quando tocam a campainha do vizinho e saem correndo. –
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Quando o casal chegou em casa, Charlie dormia calmamente no sofá com os gêmeos sob seu corpo enquanto na televisão se passava algum episódio de Doctor Who.
– Vamos deixá-los aí? – Indagou Quinn. –
– Você coloca os gêmeos para dormir enquanto eu acordo a Char. –
A loira assentiu e pegou as crianças nos braços, partindo para o andar de cima. Harmony e Damian dividiam o quarto já que a garota tinha medo de escuro, e Damian falava que iria proteger a irmã mais nova, quando na verdade todos sabiam que ele também tinha medo do escuro.
Assim que a loira terminou de trocar os dois e coloca-los na cama, a voz sonolenta de Harmony chegou aos seus ouvidos.
– Mãe? – Chamou a garota morena, e a loira aproximou-se da cama da caçula. –
– Sim? –
– Boa noite. – Desejou a pequena, beijando a bochecha de Quinn. –
– Pra você também. – Ela beijou a testa da mini-Rachel, e logo saiu do quarto sorridente. -
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