I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
6 Capítulo 6 - School.
Notas iniciais
Rachel estava em mais um de seus ensaios diários. Quem disse que a vida de atriz era fácil? Ela simplesmente morria de saudades de Quinn e Charlie, isso que só fazia dois dias que estava fora.
Num ‘intervalo’ de poucos minutos, a morena mexia descontraidamente em seu celular sentada em um canto do vasto palco onde ela se apresentaria horas mais tarde, quando sua página de algum site aleatório mudou-se para uma chamada, e a foto dela abraçada a esposa e a filha podia ser vista claramente. Automaticamente um pavor se instalou pelo corpo da morena; E se tivesse acontecido algo com Charlie? Ou Quinn? Pior ainda, as duas?
Ligação ON.
– Alô? – Ela indagou, mais preocupada o impossível. –
– Mamãe! – Era a voz de Charlie, ok, ela estava bem. Mas e Quinn? –
– Charlie? O que foi? – A morena tentava parecer mais calma o possível. –
– A mamãe Q explodiu uma bombinha no quarto! –
Nisso toda a preocupação de Rachel se transformou em raiva; Então quer dizer que Quinn ainda guardava aquelas bombinhas?
– Deixe-me falar com ela. – Pediu gentilmente Rachel, Charlie não precisava ouvir o que não era para ela. –
A garota murmurou um ‘Aham’ e após alguns segundos de silêncio, a voz trêmula de Quinn pode ser escutada.
– Hey, amor! – Ela disse, ligeiramente nervosa. –
– Hey amor o caralho! Lucy Quinn Berry-Fabray, você quase machucou o meu bebê!? – Ela indagou, muito, muito, irritada. -
– B-bem, eu estava tentando acordá-la, e funcionou. Também ela não foi atingida ... sinto muito, foi mal ... – A loira murmurou, se encolhendo aos poucos. –
– Sente muito?! Você sente muito?! Vou fazer você sentir muito quando eu voltar! Dá um beijo na Charlie e eu te amo! – Ela praticamente gritou, antes de desligar na cara da loira. –
Ligação OFF.
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A loira ficou parada, encarando o telefone por alguns segundos. O que foi aquilo?
– Você, garota, é uma traíra. –
A garotinha semicerrou os olhos.
– Você explodiu uma bombinha enquanto eu dormia! – Ela cruzou os braços. Novamente, tão Rachel. –
– ... Touché. –
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– E aí, como anda o processo ‘segunda reprodução das Lopez-Pierce? – Indagou Quinn, enquanto Santana se aproximava dela com um copo fumegante de café expresso. –
As duas estavam no horário de almoço, e como sempre, faziam isso juntas.
– Vai bem ... acho que em três meses podemos fazer a inseminação. – Respondeu a latina, sentando-se na cadeira em frente a amiga loira. –
– E como anda sua cópia, digo, a Char? – Ela deu uma bicada no copo de café com o rótulo de um Starbucks. –
– Ser ‘mãe solteira’ é difícil ... ela não quer dormir, não quer acordar, não quer tomar banho, não quer sair do banho ... – A loira coçou ligeiramente a cabeça. –
– A Hobbit tem que voltar logo. Sabe, acho que você vai enlouquecer. Sem dizer que está sem sexo, quase me faz ter dó. Eu posso te dar um outro box de pornô lésbico se quiser. – Ofereceu a latina. –
A loira enrubesceu com as palavras da latina, como ela conseguia tornar um assunto quase sério em um assuntou tão vulgar?
– S-Santana! – Ralhou Quinn, sentindo-se irritada ao ver a latina rir. –
– O que é? Vai me dizer que nunca se tocou na vida? Pra você é mais fácil, você tem um pau. – A latina deu de ombros, como se fosse uma das coisas mais comuns a se dizer para alguém. –
– S-Santana! Os outros podem escutar! – A loira já estava praticamente escarlate. –
– Que escutem, eu tô pagando pra comer aqui mesmo! – Quinn escondeu o rosto entre as mãos, extremamente constrangida, enquanto Santana ria como se sua vida dependesse disto. –
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– Como foi a escola? – A loira indagou assim que Charlie se sentou no banco traseiro e colocou o cinto de segurança. –
– Um menino ficou me zoando. Ele me chamou de nerd só porque eu sei mais de Pokémon que ele! – A garota reclamou, fazendo uma carinha emburrada. Quinn vendo isso poderia morder o rosto da filha de tanta fofoura, que assim como Rachel ficava uma gracinha quando ficava emburrada. –
– Se defenda com a boca! – Orientou a loira. –
– Eu tenho que xingar de volta? Mamãe sempre fala que é errado. –
– Não, não ... morda ele! –
– E se ele me morder de volta? –
– Aí você chuta ele no meio das pernas e sai correndo. Isso doi pra cara-
– Olha a boca! – A garotinha ralhou. –
– Pra caramba. Doi pra caramba. – Quinn revirou os olhos com um sorrisinho bobo no rosto. –
...
Marley e Blaine terminavam de corrigir algumas provas enquanto Quinn, Kurt e Santana conversavam assistindo a televisão e Charlie brincava com seus primos por algum canto da casa.
– Cadê a Kitty? – Indagou a loira, só agora notando a falta da prima mais nova. –
– Britt e a loira azeda da Marley foram fazer compras. Elas não nos levaram porque da última vez eu gastei mais dinheiro em doces pra mim do que com o resto, e Marley quase derrubou alguns conjuntos de pratos sem querer. – Respondeu a latina, tomando um gole da latinha de cerveja em sua mão. –
– Ah ... ok, beleza .. – Ela deu de ombros, seguindo Santana e tomando um gole do líquido gelado. –
– Yeah! Terminei essa porra! – A morena comemorou, levantando os braços e socando o ar. –
– Todo mundo tirou zero! – Ela acrescentou. Apesar de ser Marley, ela era aquela professora engraçada que passa prova difícil. –
– Mamãe disse coisa feia. – Disse Nash. –
A morena fez uma cara de descrente para o filho, levando todos na sala ao riso. Marley caminhou até o filho, sentando-se na frente do garoto.
– Mamãe não disse coisa feia. – Ela tinha medo que as crianças repetissem para Kitty, aí sim seria coisa feia. –
– Disse! – Naomi ajudou o irmão gêmeo, trazendo mais um coral de riso na sala. –
– Não disse. – Marley assegurou. –
– Disse. – Os gêmeos falaram em uníssono. –
Uma ideia alcançou a morena como um lampejo. Ela se levantou e caminhou até a cozinha, voltando com uma barra de chocolate que ela partiu em alguns pedaços, entregando para seus filhos.
– Não disse? – Indagou ela. –
– Não disse. – Eles disseram novamente em uníssono, e a morena sorriu vitoriosa. –
– E assim, é como se compra seus filhos! –
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– Certo ... hm, temos Ultraman Mebius 8 Irmãos Ultra: A Grande Batalha Decisiva, Godzilla vs Mechagodzilla, Além da Escuridão – Star Trek, e ... Bambi. – Disse Quinn, conferindo os filmes em mãos. –
– Não vamos assistir Bambi, você chora quando assiste. – A garotinha falou, e a loira franziu o cenho. –
– Calúnia! Você também chora! – Rebateu Quinn, podendo jurar que Char disse algo a respeito de ainda ser pequena enquanto a mãe era adulta, mas deu de ombros. –
– Hm ... que tal Star Trek? Você gosta do Spock, certo? – Indagou a mulher. –
– Assistimos esses dias, mãe! –
– Ah, é ... vejamos ... Ultraman? –
– Terminamos a série do Ultraman Neos ontem! – Lembrou Charlie. –
– Sobrou Godzilla. –
– Também assistimos Zilla esses dias. –
– Mas Zilla não é Godzilla, muito menos Godzilla vs Mechagodzilla. – A garota arqueou uma sobrancelha ao estilo Fabray, e a loira se deu por vencida. –
– Tá, tá ... hm, que tal Game of Thrones? Faz tempo que não assistimos juntas. – Sugeriu Quinn. –
– Mas sempre que assistimos é escondido porque a mamãe não gosta, sem dizer que a maioria dos episódios você pula as cenas que tem beijo. – Oh, pequena Charlie, se você soubesse ... –
– Ok, desisto. Dê sua opinião então. – Ela sentou-se ao lado da filha no sofá. –
– Gigante Guerreiro Daileon! – Ela levantou os braços animadamente. –
– É ... faz tempo que não assistimos Jaspion ... pode ser. –
...
As duas repetiam todas as frases e as coreografias, e quando chegou no vigésimo episódio, Charlie acabou dormindo em cima de Quinn. A loira até pensou em carregá-la até o quarto, mas a garotinha dormia tão profundamente que ela até acabou mudando de ideia, resultando que as duas acabaram dormindo juntas no sofá. Aquilo renderia um belo torcicolo para Quinn no dia seguinte, mas o que ela podia fazer, afinal ela amava essas aproximações que tinha com Charlie.
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Após Rachel encarnar Elphaba no teatro de Pantages, vários aplausos vieram. Já no camarim, quando a morena terminou de tirar sua maquiagem, algumas batidas na porta tiraram sua atenção de seu reflexo no espelho.
– Rachel? Sou eu. – Disse uma voz conhecida. Jesse, seu melhor amigo gay, depois de Kurt, óbvio. –
– Pode entrar. – Ela respondeu. –
Nisso Jesse st. James entrou. O rapaz alto de olhos azuis e a morena se conheceram em NYADA, sendo amigos desde então, mesmo com a distância, já que ele havia se mudado para L.A depois da formatura.
– Trouxe o que eu pedi? – Indagou ela, virando-se para o amigo. –
– Sim, mas, aliás, como você está se sentindo? – Ele parecia preocupado. –
– O mesmo de que a um dia atrás. – Respondeu ela, tomando a sacola das mãos do amigo. –
– Então ... eu vou ver. – Ele assentiu, e ela saiu em direção ao banheiro. –
...
– O que deu? – Indagou Jesse, já praticamente roendo as unhas de ansiedade. –
Então Rachel estendeu-lhe o resultado do teste de gravidez.
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