I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
7 Capítulo 7 - Baby Berry-Fabray.
Notas iniciais
Rachel sorriu ao encontrar a filha e a esposa esperando-a do lado de fora da estação de trem. Quinn escutava alguma música de seu celular enquanto Charlie jogava algum jogo em seu console portátil.
– Rach! – A loira correu sorridente até ela, abraçando-a e logo em seguida beijando-a. –
– Eu senti tanto a sua falta! – Susurrou a morena, escondendo seu rosto no pescoço de Quinn. –
Se o som de alguém limpando a garganta não tivesse chegado a seus ouvidos, as duas não teriam se soltado tão cedo. Charlie encarava as mães com as mãos nos bolsos do moletom azul do Capitão América com uma cara semelhante a qual Quinn faz quando fica incomodada.
– Ciúmes? – Indagou a loira, abraçando fortemente sua esposa. –
– Porque eu teria ciúmes? – A garotinha aproximou-se de Rachel, abraçando a mãe na cintura. –
Vendo bem, em quase uma semana Charlie parecia ter crescido, afinal ela já quase batia no ombro de Rachel. Ou Rachel que era pequena de mais, talvez.
– E-eu ... senti saudades, mamãe. – Ela susurrou. –
A atriz passou os braços pelo corpo de Charlie, retribuindo o abraço.
– Também senti. – Respondeu a judia, sorridente. –
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– Anã! É bom te ter de volta! A sua esposa estava quase subindo as paredes sem você! – Disse uma Santana sorridente, sendo acompanhada por Marley ao beber um gole de sua cerveja. As duas pareciam estar levemente feliz de mais. –
– É bom te ver também, Sant. – Respondeu a judia, estranhando um pouco a amiga latina. –
Como combinado, assim que Rachel voltasse de viagem todos se reuniriam na casa das Lopez-Pierce para comemorar a volta da morena e o bom trabalho feito na peça.
Quinn e Rachel sentaram-se em uma espriguiçadeira ao lado de Kitty e Brittany, prestando atenção em cada detalhe que Rachel falava sobre a ida a Los Angeles.
– Rach, eu vou pegar uma cerveja. Você quer? – Indagou a loira abraçada a morena. –
– Não, obrigada. – As duas compartilharam um rápido selinho, antes de Quinn se levantar e se dirigir para dentro da casa. –
As duas loiras se olharam com as sobrancelhas arqueadas e depois olharam para Rachel.
– O que foi? Sei que você não é de beber, mas sempre toma pelo menos uma lata. – Disse Kitty. –
– Está se sentindo bem? Você não comeu praticamente nada desde que pisou aqui. – Emendou Brittany, parecendo preocupada. –
Rachel sorriu quase timidamente e levou as mãos ao ventre.
– Daqui a nove meses me sentirei melhor. –
Nisso Brittany e Kitty desabaram praticamente em choque, mal acreditando no que haviam escutado.
– Oh. Meu. Deus!!! – Kitty explodiu em um gritinho animado. –
– Quando isso?! – Indagou Brittany. –
– Um dia antes da viagem. – Informou a morena, enrubecendo levemente. –
– Quinn mandou bem na despedida. – Disse quase maliciosamente Kitty. –
A loira mais velha logo se aproximou da esposa e da prima e a amiga, com um sorriso comum de se ver em seu rosto e uma lata de cerveja em mãos.
– O que tem eu? – Perguntou ela, sentando-se ao lado da esposa e beijando-lhe a bochecha. –
– É idiota. – Respondeu a loira mais baixa, com todo o amor que uma prima exerce pela outra. –
– Sua esposa também. – A mais velha deu de ombros, tomando um gole do líquido da lata. -
...
– Obviamente o Mercúrio ganharia do Flash! – Disse a latina, cruzando infantilmente os braços. –
– O Flash consegue voltar no tempo! Quando o Mercúrio fez isso mesmo? – Indagou Marley, em mais um dos seus vários debates com Santana. –
– Um misero detalhe. – Santana murmurrou. –
Quando Marley ia usar algum argumento baseado em séries e quadrinhos, sentiu alguma coisa cutucando-a perna. Nash cutucava timidamente a perna da mãe morena, fazendo Marley querer mordê-lo pela carinha fofa que fazia.
– O que foi, pequeno? – Perguntou ela sorridente, se agachando para ficar da altura do filho. –
– Bola no telhado, mamãe. – Respondeu ele, ainda com a fala enrolada de bebê. –
Santana franziu o cenho; Bola no telhado mais Marley igual a escada. Escada mais Marley igual a tragédia.
– Certeza que ‘cê quer fazer isso? – Indagou Santana, medindo mentalmente a quantos metros Marley cairia e qual seria o estrago. –
– Você segura a escada, vai dar tudo certo. – Respondeu a morena, dando de ombros. –
...
– Marley, tá tudo ok? – Indagou Santana, olhando para a morena subindo as escadas. –
– Aham! – Ela gritou de volta, sem olhar para baixo. –
A morena finalmente alcançou o telhado. A bola azul estava presa na calha, bem ao lado de um ninho de pombos. Quando aquela coisa foi parar ali?
– Vacilão ... – A morena murmurou, esticando-se para alcançar o brinquedo. –
Quando Marley quase relou no brinquedo, um pombo surgido do além começou a bicá-la, possivelmente achando que ela faria mal aos ovos que ali residiam. A morena tentou equilibrar-se na escada, coisa meio difícil com um pombo satânico tentando te matar e logo acabou caindo. Em cima de Santana.
As duas gemiam de dor no chão quando o grupo reuniu-se em volta delas. Kurt entrou em desespero e parecia estar perto de um AVC.
– Meu braço! Meu braço! Ai Jeová, quebrou! – Gritou a morena em desespero, observando o braço dolorido torcido em uma posição estranha. –
Santana mal se mexia, gemendo de dor e xingando mentalmente Marley.
– Alguém ... chama uma ambulância ... – Balbuciou a latina. –
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Não muito tempo depois, Marley e Santana foram levadas para o hospital. Santana deslocou o ombro e ficou meio lerda por uma batida fraca na cabeça que logo passou, enquanto Marley teve o braço quebrado, mas fora isso nada muito sério. Talvez agora elas parem de fazer coisas idiotas ... não ...
...
Quinn estava agarrada a Rachel, enchendo-a de beijos no rosto, murmurando ‘eu te amo’ ou ‘você é linda’ a cada beijo que dava no rosto da morena baixinha. Elas realmente sentiram muito a falta uma da outra.
– Quinn ... – Chamou a morena. –
– Aham? – A loira murmurou enquanto a apertava em um abraço demorado. –
– Você já pensou em ter outro filho? – Indagou ela, brincando com os cabelos repicados da esposa. –
– Seria uma experiência legal, principalmente agora que já somos mais maduras. Tinhamos apenas dezesseis anos quando a Char nasceu ... mesmo que ela seja uma das coisas que eu mais amo na minha vida, eramos muito jovens na época. – Quinn respondeu. –
– Tem razão ... – Concordou a judia. –
– Mas porque a pergunta? –
– Bem ... é que eu me esqueci de tomar a pílula depois da nossa pequena despedida ... – Respondeu Rachel, passando calmamente os dedos sobre a pele de Quinn, como se a esposa fosse uma boneca sensível ao toque. –
O silêncio tomou conta do quarto. Quinn entrou em estado de choque.
– O-o que? – Indagou ela após segundos de silêncio. –
– Eu estou grávida. –
A loira sentou-se na cama, fitando os olhos de cor chocolate.
– Sério ...? – Sua expressão era neutra; nem ruim, porém nem boa. –
– Sim. – Ela sentou-se, ficando cara a cara com Quinn. –
A loira olhou para as mãos e depois para Rachel, e quando a judia começou a temer, um sorriso brilhou no rosto de Quinn.
– Grávida! Seremos mães de novo! Vamos ter mais um pestinha! – A loira praticamente pulou em cima da pequena, sufocando-a em um abraço apertado. –
– Rach, isso é ótimo! – Ela levantou a morena nos braços, impossivelmente apertando ainda mais o abraço. –
A morena riu e segurou a cabeça de sua esposa, puxando-a para um beijo demorado.
– Será que a Charlie vai gostar? – Indagou a morena. –
– Hm ... talvez ela vá ficar meio preocupada, mas depois ela vai gostar. É sempre bom ter um irmão para encher ou brincar. – Respondeu Quinn, dando de ombros. –
– ... Menino ou menina? – Perguntou Rachel. –
– ... Menina? Se bem que ... talvez seja que nem eu. – Murmurou a loira, observando o abdômen ainda liso de sua esposa. –
A morena segurou o rosto da loira com as mãos, encarando os olhos de cor avelã.
– Amor, não importa como ele seja, ainda vamos amá-lo muito. Assim como eu amo muito você e a Charlie. – Ela beijou as maçãs do rosto da loira, antes de puxá-la para um selinho demorado. –
– Eu te amo. Amo você, a Charlie e ele, na verdade. – Disse uma Quinn sorridente, abraçando Rachel novamente com força. –
– Quando vamos contar para os outros? – Indagou a loira, arqueando uma sobrancelha. –
– Britt e Kitty já sabem. O resto é só questão de tempo. – Respondeu, apertando carinhosamente as bochechas da loira. –
– Fiz um filho primeiro que a Santana de novo, zerei a vida. – A judia revirou os olhos com um sorrisinho no rosto. –
– Eu sei que já disse, mas você não tem jeito. -
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